Hai to Gensou no Grimgar – EX 3: Capítulo 17 – Volume 14+
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Ex 3:
[Capítulo 17: Meu Doce Lar]
— E aí, Yume? — perguntou o Mestre.
— Aham, aham! Tá uma delícia!
— O-Oh, é mesmo?
— Fwahhh… Tá tudo derretendooo…
— T-Tá na temperatura certa, né?
— Com certeza tá… Nnnngh… Inacreditável. Funyuhhhh…
— E-Entendo.
— fuhhh…
Estava tão bom que Yume nem sabia mais o que estava acontecendo.
A temperatura da água era perfeita.
Havia um banho na guilda dos caçadores. Era um sistema em que você enchia uma bacia de pedra com água, acendia o fogo e esquentava. Yume ajudou a carregar a água, claro, mas quem tinha aquecido foi o Mestre. Aliás, ele estava lá fora agora, ajustando o fogo.
— Desculpa, Mestre. Yume entrou primeiro… Normalmente, ela sente que, tipo, normalmente, era pra ser você o primeiro a tomar banho. Por ser o Mestre e tal.
— B-Boba — disse o Mestre. — Tá tudo bem. Nem ligo tanto pra banho, essas coisas. Só quero ficar limpo e pronto. Mas você, bem, você é, tipo… uma mulher, afinal de contas.
— Mestre, você é legal — disse Yume, sorrindo.
— N-Não sou, não. Nunca me disseram isso antes.
— Então isso é um mistério. Você é tão gentil.
— N-Não é como se eu fizesse isso por qualquer um…
— Nuoh? Mestre, disse alguma coisa?
— Eu não disse nada! Tá ouvindo coisas.
— Ohh! — Yume fechou os olhos. Relaxou. — Mestreee?
— Q-Q-Que foi?
— A Yume, ela…
— S-Sim…?
— …tá ficando com sono.
— O quê?! V-Você vai dormir?! V-Você vai se afogar, sabia?!
— Se parecer que Yume tá se afogando, Mestre, salva ela, tá?
— E-Eu salvo você! Mas… não me faz ter que salvar você, por favor?!
— Por quê não?
— P-Porque, se eu tiver que te salvar, vou ter que entrar aí, e se eu entrar, você tá no banho, então, tipo, vou ver você assim, e isso não é bom. Quer dizer, eu sou seu pai, não, não é isso… E-Ei?! Yume?! Tá acordada, né?!
— Miaau. Yume tá acordada.
— …É m-mesmo? Ainda bem. A água tá boa? Não tá morninha, né?
— Pode ser que tenha ficado um tiquinho mais quente.
— Tem certeza de que não ficou tempo demais aí? Talvez seja hora de sair.
— De jeito nenhum.
— Vai cozinhar o cérebro!
— Mas mesmo assim!
— O quê?
— Quando Yume sair do banho… acaba, né?
— O quê que acaba?
— O treinamento básico com o Mestre.
— E qual o problema com isso? — retrucou ele. — Finalmente tá terminando!
— O Mestre não tava gostando?
— Hã… er… gostando? Eu? Claro que não. Não é hora de brincadeiras. Eu sou seu pai, sabe.
— Ah, é? Bom, Yume se divertiu. Ah, e embora ela não entenda bem o que isso quer dizer, Yume vai virar uma soldada voluntária depois disso, né? Uma recruta.
— Sim, é isso mesmo.
— Yume fica pensando um pouquinho—só um pouquinho, tá? No que vai acontecer com ela.
— Bom, não é estranho sentir um pouco de apreensão.
— Não é bem apreensão.
— Você não tá preocupada? — perguntou o Mestre. — Eu tava bem preocupado. Foi há muito tempo, então não lembro bem, mas acho que estava.
— Hmm. O que será, huh? Yume… ela não sabe dizer se tá ou não tá preocupada.
— Isso é tão a sua cara — suspirou o Mestre.
— É mesmo? É a cara da Yume?
— É o que eu acho. A gente ficou junto por sete dias. Já te conheço um pouco, pelo menos.
— Mestre, tá tentando entender a Yume?
— S-Só um pouco, tá? Um pouco. Só um pouquinho…
— Sabia que isso deixa a Yume meio feliz? Yume, ela não sabe se expressar muito bem. Ela nem lembra do que aconteceu antes, afinal. Mas mesmo assim, ela tava com o senhor, treinando, né? Então, ela não sabe como dizer isso.
Yume fez um biquinho. Era frustrante não conseguir colocar aquilo em palavras. Queria tanto que aparecesse uma palavrinha perfeita na mente dela…
— Yume — disse o Mestre.
— Huhwah? O quêêê, Mestre?
— Pode voltar quando quiser.
— Nuh…?
— Se acontecer qualquer coisa. Você é bem-vinda pra voltar a qualquer momento. Afinal, eu sou seu pai. Então, basicamente… pode me considerar uma figura paterna. Vou estar aqui pra você.
— Ahhhhhh.
— …O quê?
— A Yume entendeu agora. É isso! O Mestre é o lar da Yume.
— Lar… — ele repetiu, baixinho.
— Tô errada?
— …Não. Se é assim que você sente, tá tudo bem. Eu sou como uma casa pra você. Se for isso, volte sempre que estiver em apuros.
— Pode deixar. Yume vai fazer isso.
— Além disso, enquanto tiver uma montanha ou floresta, um caçador consegue sobreviver.
— Isso mesmo, isso mesmo! — disse Yume. — O Deus Branco Elhit-chan tá lá. E os animais também. E um monte de árvores e grama. Ah, e o Mestre também!
— …É.
— Mestre?
— Hm?
— Yume, ela vai virar uma caçadora incrível.
— Você é meio desastrada com o arco, né — o Mestre respondeu, parecendo sorrir um pouquinho. — Mas conhecendo você, dá conta. Vai ser uma boa caçadora.
— Hee hee! — Yume deu uma risadinha. — Mestre, a Yume ama você.

Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
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