Esse é o nosso 23º dia nesse lugar desconhecido.
Depois de tomarmos um café da manhã simples,
Manato chamou todos para dentro daquela cabana.
A hora havia chegado. Finalmente tinha chegado.
Hm, o que está acontecendo?
Tem algo que eu quero que todos vejam.
Ver algo? Aqui, dentro da cabana?
Sim.
Aqui.
A cama de palha?
O que tem de especial nisso?
Não é a cama em si.
É… a parede.
Aparede?
Parece que tem arranhões na parede de barro, como
se algo tivesse raspado nela
Não parecem arranhões aleatórios.
Não parecÉ uma escrita aleatórios.
Tem algo escrito aqui…
mas é difícil de ler
Não é só perto da camaOlhando mais de perto, é
possível ver que há frases inteiras entalhadas por
todas as paredes
Entramos e saímos dessa cabana tantas vezes, então
como não percebemos isso até agora?
Talvez fosse um ponto cego.
Se você não está ativamente procurando por algo
acaba deixando passar
Então, quer dizer que você e o Moguzo já tinham
percebido isso antes, Manato?
Sim, já tínhamos notado.
Por que não nos contou antes?
Ah, mas deixando isso de lado por enquanto, o que
realmente importa é o que está escrito aqui, certo?
Quem será que escreveu isso?
Obviamente, deve ter sido quem construiu essa
cabana e viveu aqui.
É, Yume também sabe disso.
O que Yume quer perguntar é quem era essa pessoa.
Talvez quem nos chamou aqui com a fumaça da
fogueira?
Primeiro de tudo, que tal tentarmos ler tudo o que
está escrito aqui? Parece um bom começo.
Sim.
Onde estamos? Não sabemosDia 135.
No início, éramos 6 pessoas, agora somos 3.
As montanhas ao norte são intransponíveis.
Ingremes demais.
Perigosas demais.
Ritsuha foi morto.
A floresta e vasta. Aqueles seres parecidos com
macacos são perigosos em grandes números.
Tem que ser cauteloso Não pode se aproximarido
macacos são perninho deles.randes números.
Shigumori continuava fazendo fogueiras na praia,
achando que um dia viria ajuda.
Mesmo depois de pedirmos que parasse, ele não
escutava.
Então, um dia, Shigumori desapareceu.
Não muito depois, um corpo apareceu na praia.
Izahara se feriu e teve febre.
A febre nunca baixou,
e ele acabou morrendo.
Dificil de acreditar que ele pudesse morrer de um
ferimento assim.
Quero ir para casa. Quero voltar.
Se existe algum lugar para onde retornar… se eu
puder, quero voltar.
Quero voltar… quero ir para casa.
Quero ir para casa.
Dia 183
Encontrei uma cabana na floresta,
perto de uma cachoeira. Existem outros por aqui?
Achei um mapa na cabana. Tem um ponto marcado.
Algo está lá
Está aqui
Uma cabana na floresta, perto de uma cachoeira.
Esse é o nosso 32º dia nesse lugar desconhecido.
Depois de quase dez dias buscando pela floresta,
finalmente encontramos a cabana.
Essa aqui é uma cabana de verdade, mesmo que
seja só uma cabana.
Você percebe o que está falando? Isso não faz
sentido.
Faz, sim. É exatamente o que quero dizer
Tanto as paredes quanto o teto são de madeira.
Você precisaria de ferramentas de verdade para
construir algo assim.
Será que fez as próprias ferramentas também?
Tipo uma serra ou algo assim?
Ferramentas assim não seriam exatamente fáceis de
fazer aqui.
Pois é.
Ou, quem sabe, se procurarmos, podemos acabar
encontrando algo assim.
Vamos procurar o mapa. Ele deve estar em algum
lugar nessa cabana.
Isso mesmo, o mapa…
Encontramos o mapa.
Parecia um pedaço de casca de árvore achatada
para se assemelhar a papel, marcado com desenhos
das montanhas ao norte, a floresta e o mar
Havia um pequeno circulo nele, no meio da floresta
perto das montanhas.
O que tem lá?
Pra começar, vamos lá ou não?
O que devemos fazer?
FO que há para dúvidar? Nós vamos, não temos
escolha
Por que temos que ir, afinal?
Algo ruim pode acontecer.
Não é como se coisas boas fossem garantidas
também.
Mas não podemos simplesmente ficar aqui
sobrevivendo para sempre, não é?
Eu tenho um pressentimento.
Por exemplo, se tudo isso for apenas um sonho…
talvez ir até lá nos faça acordar, e nos encontremos
em outro lugar completamente.
É esse tipo de pressentimento.
É por isso que eu…
E eu…
Com o mapa em mãos, partimos para procurar o
ponto marcado
Que merdaSó porque têm números, esses malditos
goblins acham que são fodões agora!
Fiquem juntos! Se Certopararmos, acabou!
Certo.
Sim
Ah, se eu tivesse pelo menos um arco e flecha…
Se só ficarmos na defensiva, a situação não vai
An, se eu tivesse pelo menos um arco e ftecna…
mudar.
Kuzaku, Moguzo
Agora! Mandem ver!
Vamos, Kuzaku! Me siga!
Claro! Não vai perder, senpai!
Obrigado!!!
Eles estão desestabilizado.
CertoVamos romper a linha!
Sim.
Sob chuva e vento, carregamos o mapa, procurando
aquele ponto marcado.
Tá caindo um toró!
Que bom que pelo menos está quente.
Parece quase água morna.
Pode até ser bom quando a gente voltar.
É como tomar uma ducha.
Vou até lavar o cabelo.
Eu também.
Yume também.
Sério, vocês estão todos encharcados e as roupas
estão bem justinhas.
Tá bem intenso.
Não olha!
Cara, sério!
Mas, se você vai falar isso, Ranta, você também tá
todo molhado e mostrando tudo, não é?
Ahh! Não olha! Brincadeira, eu não ligo!
Se vão olhar, então vou fazer questão de mostrar!
Olha aqui esse biceps e esses peitorais
Uau! Ranta, você está bem musculoso, né.
Ah, é? Você acha? Hm, agora eu tô começando a
ficar um pouco envergonhado.
Mas, falando de músculos, o Moguzo é quem manda
nessa.
Sim, bem impressionante.
Sério? Não sei… Acho que sou só mediano, nada
Simbemb
especialis
Manato-kun também, é surpreendente.
Eu?
Ddesculpe, só reparei, sem querer…
Ah, não se preocupe, eu não ligo.
Ah, não se prMesmo?, eu não ligo.
Shihoru, você é toda tímida, mas cheia de segredos.
Não é isso, eu só…
Dias e dias caminhando…
Seguimos o mapa, procurando o ponto marcado…
Passamos por alguns perigos, mas, de alguma
forma… conseguimos superar, mais ou menos bem.
Não somos do tipo que desiste por causa de algo
forma… Conseguimos assim.r, mais ou menos bem.
Mas às vezes todo mundo parece estranhamente
animado…
como se estivessemos pressentindo que algo está
para acontecer
Cada passo, cada dia, tem sido divertido.
Melhor aproveitar enquanto podemos.
Porque, no fim, tudo tem que acabar
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