×

I Parry Everything – Capítulo 14 – Volume 2

Ore wa Subete wo “Parry” Suru: Gyaku Kanchigai
no Sekai Saikyou wa Boukensha ni Naritai
I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest?
I’m Not Even an Adventurer Yet!

Light Novel Online – Volume 02:
[Capítulo 14: A Sala do Trono]


Por quanto tempo eu estive apagado? Eu achei que ficaria bem voando nas costas do dragão, desde que não olhasse para baixo… mas isso logo se revelou uma ilusão ingênua.

Eu apertei os olhos bem forte antes mesmo de decolarmos e ergui a cabeça em direção ao céu, esperando que não ser capaz de ver o chão de alguma forma me fizesse superar todo o martírio. Em vez disso, o que se seguiu foi uma sequência de eventos inimaginavelmente aterrorizante.

Primeiro… a viagem não foi nem de longe tão suave quanto eu esperava. O dragão dava solavancos para cima e para baixo mais do que eu jamais antecipei, e o fato de estar com os olhos fechados tornava tudo duas vezes mais assustador. Ouvi vozes ao meu redor e tinha quase certeza de que a Lynne até me fez uma pergunta em certo ponto, mas meu coração batia tão rápido que eu não conseguia acompanhar a conversa, muito menos responder.

Minhas entranhas reviravam de um jeito que eu não achava possível e, embora eu não comesse nada há um tempo, sentia constantemente que ia vomitar. Ainda assim, aguentei firme. Por algum golpe de sorte, consegui me segurar.

Mas essa sorte não durou.

No meio da nossa jornada, o dragão deu um mergulho especialmente brusco. Minha visão ficou completamente branca e o que aconteceu depois ainda é um borrão para mim. Francamente, foi um milagre eu não ter caído enquanto estava inconsciente.

E agora havia uma luz ofuscante na minha frente, brilhante o suficiente para me deixar bronzeado. Meu instinto gritava que aquilo era má notícia.

— O que…?

Eu mal tinha recuperado os sentidos, mas não precisei de muito para perceber que aquela luz era perigosa. A do dragão empalidecia em comparação, assim como o feixe carmesim que o derrubara do céu. Se não fizéssemos algo, acabaríamos completamente cozidos.

Sem hesitar um segundo, agarrei minha espada e me impulsionei das costas do dragão com toda a força que pude, direto em direção à luz. O terror de saltar no ar vazio me fez fechar os olhos reflexivamente, mas eu não teria conseguido mantê-los abertos de qualquer maneira — apenas chegar um pouco mais perto daquele feixe me envolveu em um calor inacreditável que fez minha pele criar bolhas.

Mesmo assim…

[Aparar]

Usando minha espada, tentei forçar a luz para o alto, em direção ao céu. O cabo da arma sacudiu minha mão — mas mesmo com os olhos fechados, senti que tinha funcionado.

Abri os olhos nervosamente para ver um pilar brilhante subindo aos céus e um dragão batendo as asas. Que alívio — o dragão conseguiu evitar ser atingido. A luz ofuscante descreveu um arco nítido pelo céu e então se quebrou em fragmentos que se espalharam em todas as direções. Cada um deixou um rastro enquanto caía em direção à terra, fazendo toda a cena parecer uma chuva de estrelas cadentes.

A visão fantástica me tirou o fôlego — e logo em seguida veio a percepção de que eu estava muito alto. Meu corpo inteiro ficou rígido.

— Ih, caramba.

Minha decisão de saltar das costas do dragão significava que eu agora estava despencando pelo ar. Então, completamente indefeso e morrendo de medo, bati de cabeça em um prédio alto. O impacto foi imenso, mas consegui colocar minha espada na frente na hora H.

As paredes do prédio eram feitas de algum tipo de metal ridiculamente duro, mas mesmo assim, eu continuei atravessando. Fiquei cara a cara com uma parede espessa e robusta atrás da outra, e cada vez minha espada as estilhaçava. O processo se repetiu mais vezes do que eu podia contar até que, finalmente, parei rolando em uma sala grande.

— Ufa… Finalmente acabou…

Soltei um suspiro de alívio, grato por ter atingido este prédio em vez do chão lá embaixo, muito, muito longe, e tirei um momento para apreciar a pura felicidade de ter um piso sob meus pés. No fim das contas, eu tive muita sorte, mas onde eu estava agora? Uma olhada rápida revelou um velho de aparência familiar vestido de ouro. Era definitivamente a mesma pessoa de antes — afinal, não existem muitos idosos desfilando por aí em armaduras estranhas e berrantes. A cadeira em que ele estava sentado também era muito brilhante e dourada, e ao redor dele havia um grupo de soldados em armaduras roxo-escuras.

A armadura dos soldados não era exatamente igual à que eu vira o exército usando mais cedo, mas era próxima o suficiente para eu notar que eram do Império. Em outras palavras, eu tinha acabado de cair em um lugar muito ruim.

Ou assim pensei. Olhando mais de perto, algo parecia errado.

— O-O que significa isso?! Vocês não percebem que isso é traição?!

— Aceite seu destino. Para o Império sobreviver, isso deve ser feito.

Os soldados estavam me ignorando totalmente, em vez disso, sacaram suas espadas e cercaram o velho. Eu ouvira algo antes sobre ele ser um imperador, mas será que eu estava enganado? Parecia que ele estava prestes a ser retalhado.

— É aqui que você morre.

— P-Parem com isso! Socorro! Alguém me ajude!

— Sua Majestade Imperial… não há mais nenhum soldado aqui que respeite seu governo. Agora, descanse em paz sabendo que nós, o Circuito dos Dez, cuidaremos das consequências de suas ações.

— Iiiih!

— Chegou a hora. Minhas desculpas.

Um dos soldados blindados, que era visivelmente mais alto que os outros, brandiu sua grande lâmina curva contra o velho…

[Aparar]

Mas eu disparei direto entre eles e parei o golpe. A arma do homem alto foi arrancada de sua mão e cravou-se direto no teto.

— O quê…?

— Iiiih! — O velho se encolheu ao me ver.

Aparentemente pego de surpresa pela minha intervenção repentina, o soldado agora desarmado começou a gritar comigo.

— Q-Quem é você?! Pretende defender este homem?! Saia do caminho! Foram as ações sem sentido dele que causaram tudo isso! Se nosso império não estivesse sobrecarregado com um imperador tão tolo—!

— Não tenho certeza do que está acontecendo, mas você realmente deveria se acalmar — eu disse.

Eu estava agora bem no centro do grupo de soldados. Eles produziram vários tubos pretos, grandes e pequenos, e os apontaram para o velho e para mim.

— Esses trajes… — um dos soldados murmurou. — Você é um mercenário, não é?

— Tsc. Não previmos uma emboscada como esta — disse outro.

Antes que eu percebesse, uma onda de esferas de mana estava se fechando sobre mim.

[Aparar]

Balancei minha espada em um arco amplo e repeli todas elas.

— O quê—?!

— Este mercenário é habilidoso. Ataquem juntos.

— Esperem — eu disse. — Vocês entenderam errado.

— Que outra explicação poderia haver?

Os soldados estavam todos apontando suas armas para mim. Com base no que me mostraram até agora, eu não teria problemas em repelir seus ataques; o verdadeiro desafio era tentar me comunicar com eles. Eu estava parado na frente do velho, mas estava em uma desvantagem numérica tão grande que não tinha certeza se conseguiria protegê-lo.

— Por favor, abaixe-se, senhor — disse eu ao velho. Eu precisava que ele ficasse o mais baixo possível, então agarrei sua cabeça e o forcei contra o chão.

— V-Você ousa…?! Esta insolência não f— mmph!

— Opa.

Infelizmente, na minha pressa, usei um pouco de força demais; a cabeça do velho atravessou direto o piso. Parecia bem sério. Ele estaria bem?

— Argh!

Ah, que bom. Ele ainda estava respirando. A robusta coroa dourada no topo de sua cabeça evidentemente o manteve seguro.

— Não sei quem você é, biltre — disse um soldado —, mas de nada lhe servirá manter sua lealdade a esse homem.

— Exato — acrescentou outro. — Ele destruiu nosso império além de qualquer reparo e deve responder com a vida. Saia do caminho.

Mesmo assim, eu tinha certeza de que havia uma opção melhor. — Eu não sei bem o que está acontecendo, mas vocês não podem simplesmente resolver na conversa?

— Se tal coisa fosse possível, teríamos feito há muito tempo!

Certo… É. Eles estavam exaltados demais para me ouvir.

— Morra! — gritaram os soldados todos juntos enquanto vinham para cima de nós em uníssono. Adagas, chicotes, lâminas duplas, garras, algum tipo de bastão brilhante esquisito — uma multidão de armas golpeava o velho com intenção obstinada.

[Aparar]

Novamente, parei os ataques deles. Nenhum dos soldados era muito rápido, então não era provável que representassem uma ameaça. Considerando que todos haviam se agrupado para atacar um único velho, imaginei que não estivessem muito confiantes em suas próprias habilidades.

— Quem é você? — perguntou um. — Posso dizer pelas suas roupas que não é do Império.

— Você deve ser um aventureiro contratado — disse outro. — Mas com tamanha força, por que ficaria do lado dele? Não vê o estado atual dele? Não pode esperar uma recompensa vinda dele agora.

— Acho que conto como um aventureiro contratado, mesmo que por um triz — respondi. — Mas não foi este homem quem me contratou. Eu lhes prometo, houve algum tipo de mal-entendido aqui.

— Silêncio! — gritou um soldado particularmente esguio. — Tudo o que você precisa fazer é sair da frente. Esse homem deve pagar por seus pecados. — Ele então jogou algo em mim — algo que brilhou intensamente.

Isso não era bom. Provavelmente era uma bomba de algum tipo; eu já as vira sendo usadas para demolição em canteiros de obras. Não havia nada que meu [Aparar] pudesse fazer contra uma explosão, então minha única escolha era tirar o velho do raio de alcance.

— Cuidado! — gritei.

— Gwuh!

O velho ainda estava enterrado no chão, então eu só tive uma opção: chutei ele bem no flanco. Ele disparou pelo salão e depois colidiu com a parede oposta com tamanha velocidade que sua cabeça atravessou direto a estrutura de metal. O corpo dele ficou pendurado ali.

Opa. Talvez eu devesse ter me segurado um pouco mais.

Provavelmente estava tudo bem, no entanto; usei menos força do que quando o enfiei no chão, e aquela armadura dourada brilhante dele realmente aguentava o tranco. No mínimo, eu tinha quase certeza de que ele não estava morto. Mas deixando isso de lado…

— Por que estão fazendo isso? — perguntei aos soldados. — Como podem se juntar contra um velho? Na verdade, ele ainda é o imperador de vocês, certo?

O mais alto dos homens respondeu: — Ele era, mas… Não, suponho que ainda seja nosso imperador. A morte dele hoje — sua expiação por suas ações — pode ser seu dever final. Para enviar a mensagem correta, devemos matá-lo agora, com nossas próprias mãos.

— Vou ser sincero, nada desse raciocínio fez sentido para mim.

— Você não precisa enten… der! — latiu ele, sua resposta pontuada com um grunhido enquanto lançava várias bombas contra o velho. Ele as jogou rápido demais — eu não seria capaz de pará-las a tempo.

Novamente sem opções, corri até o velho, agarrei-o pelas pernas e o arranquei da parede com toda a força que pude. Ele rolou pelo salão como uma bola grande e espalhafatosa — para longe dos explosivos, vale dizer — e colidiu com a cadeira dourada onde estava sentado antes, quebrando tanto a cadeira quanto a coroa em sua cabeça.

— Aieee!

Mesmo assim, a resistência da armadura evitou que ele sofresse ferimentos graves. Eu definitivamente tinha sido um pouco bruto demais nessa, mas, ei — era melhor do que morrer. Agora só precisávamos lidar com esses soldados. Por que eram tão insistentes em atacar um idoso?

— Não podemos mesmo dar uma pausa e discutir isso? — perguntei. — Este homem não consegue nem lutar para se proteger. E vocês viram como ele é velho, certo? Se o deixarem em paz, a natureza seguirá seu curso em breve.

— Não há tempo para tais bobagens tranquilas! — exclamou o homem alto. — Não podemos nos dar ao luxo de perder nem mais um momento! O inimigo já nos invadiu e trouxe o Dragão da Calamidade com eles! Devemos provar que não desejamos conflito, caso contrário, experimentaremos uma ruína sem reparo! Se não entregarmos a cabeça dele agora, nosso império vai… Nosso império vai…!

— Esperem, por favor — disse uma voz suave, mas clara, interrompendo nosso impasse. — Agradecemos suas intenções, mas vocês não devem matá-lo. Afinal… os mortos não podem expiar seus pecados.

Imediatamente, os soldados pararam; parados diante de nós estavam quatro pessoas que não estavam ali antes. Meus instrutores clérigo e ladrão estavam à frente, enquanto Lynne e seu irmão vinham atrás deles.

— Ah, que bom — eu disse. — Vocês chegaram.

— Você está bem, Instrutor? — perguntou Lynne.

— Sim. Achei que ia morrer lá atrás, mas tive sorte. Onde estão Ines e Rolo? Não os vejo com vocês.

— Rolo ainda está no dragão; eles estão no céu aqui perto. Ines o está protegendo. Nós quatro descemos para vir atrás de você.

— É mesmo?

Espreitei pela janela massiva e vi o dragão voando lá fora. Rolo acenou para mim do topo de suas costas.

— Senhor Noor — disse o irmão de Lynne, embora seus olhos estivessem completamente focados no velho —, poderia pedir que confiasse o resto disso a nós? Negociações como estas afinal caem em nosso âmbito.

— Claro. Vão em frente — respondi. — Eles não estavam me ouvindo de jeito nenhum, mas uma comunicação adequada é a melhor solução para todos.

Lynne, seu irmão e meus instrutores realmente salvaram minha pele ao aparecerem. Os soldados não estavam nem um pouco dispostos a me escutar, então eu estava totalmente sem saber o que fazer. Mas uma discussão parecia ser possível agora, então era melhor deixar as coisas com meus companheiros de viagem. Eu tinha certeza de que fariam um bom trabalho.

— Estamos em dívida com você — o irmão de Lynne me disse. — Lynne, leve o Senhor Noor de volta para o dragão e cuide dos ferimentos dele. Ele parece ter se esforçado bastante.

— Com certeza, irmão. Vamos, Instrutor?

— Senhor Noor. Por tudo o que você fez… obrigado.

— Sem problemas — eu disse. — Vocês podem cuidar do resto.

E com isso, fui embora, deixando os três homens atrás de mim para resolverem a situação.


Agora de frente para o Circuito dos Dez, herdeiros de uma missão de gerações para proteger a capital imperial, o Príncipe Rein falou calmamente.

— Já faz bastante tempo desde a última vez que nos vimos. Por favor, guardem suas lâminas. Seus sentimentos são imensamente apreciados, mas temos negócios com esse homem. Se possível, gostaríamos que o entregassem a nós vivo.

— Príncipe Rein — respondeu o mais alto dos dez —, não vemos problema em entregá-lo. Nenhum de nós deseja guerrear com seu reino; nossa decisão de tirar a cabeça de nosso imperador foi tomada para que pudéssemos lhes oferecer uma pequena parcela das reparações necessárias para implorar por seu perdão. Oferecemos nossa rendição incondicional — e se acreditarem que isso não é suficiente, nós dez apresentaremos nossas cabeças também. Afinal, falhamos em impedir esta guerra para começar.

O homem alto era a mesma pessoa que brandira a espada curva e tentara matar o imperador com explosivos.

— Obrigado — respondeu o príncipe —, mas isso não será necessário. A última coisa que nosso reino deseja são mais cadáveres. Em vez disso, meu primeiro desejo é falar com seu imperador; temos muito a discutir, e pretendo ser bastante minucioso. Peço desculpas, mas se importariam de esperar até terminarmos?

— De forma alguma. Por favor, prossigam. Não estamos em posição de objetar, mesmo que quiséssemos.

— Agradeço sua compreensão.

As palavras de gratidão do Príncipe Rein não continham calor algum. Ele olhou fixamente para o velho caído no chão, que imediatamente se encolheu e soltou um ganido lamentável.

— Iiiih! Socorro! Eu… eu quero dizer, p-perdoem-me…

— Como disse? Você acabou de me pedir perdão? — O príncipe encarou o velho com olhos frios, e então os cantos de sua boca se curvaram ligeiramente para cima. — Mas é claro. Essa é a razão exata pela qual viemos aqui.

— V-Verdade?! E-Então—!

— No período que antecedeu o dia de hoje, vinte e três pessoas de nosso reino desapareceram sob circunstâncias suspeitas.

— Hein?

O príncipe continuou, sua expressão totalmente vazia:

— O dia de hoje também teve sua parcela de vítimas. Doze estripados por monstros. Dezenove esmagados sob edifícios desmoronados. Treze queimados até a morte. Trinta e oito mortos por membros quebrados causados por destroços voadores. Dezesseis mortos por costelas ou espinhas esmagadas. Seis mortos por membros decepados. Vinte e sete mortos por vários tipos de lesões cranianas. E cento e vinte e sete despedaçados, esmagados ou cruelmente reduzidos a nada mais que pedaços de carne pelos monstros soltos na cidade. Estas são apenas estimativas aproximadas baseadas na extensão do meu próprio conhecimento, mas o fato permanece: você é o responsável direto por todos eles.

— E-Então… o que você… está tentando dizer…?

— Eu disse que o perdoaríamos, não disse? Fui bastante sincero. Se você estiver disposto a passar por tanto sofrimento quanto todas as vítimas que acabei de listar, estamos dispostos a absolvê-lo de seus crimes individuais nesta questão. Após a conclusão disso, eu gostaria de abrir um diálogo imparcial entre nossas duas nações sobre o fim da guerra e reparações. Há alguém presente que se oponha às minhas propostas?

— Não! — veio um coro de vozes.

Todos, exceto o imperador, falaram. O rosto dele começou a ter espasmos enquanto dizia:

— E-Espere… O que você quer dizer com… “tanto quanto”?

Uma pessoa aproximou-se do velho de aparência inquieta por trás e respondeu em uma voz gentil: — Não se preocupe. Você não vai morrer. — Era o instrutor clérigo de vestes brancas, e com um sorriso amável ele continuou: — Nós garantiremos isso. Os mortos não podem refletir sobre seus atos ou mudar para melhor, entende? Então, não importa o que aconteça, posso garantir que você não morrerá. Eu serei pessoalmente responsável por trazê-lo de volta do limiar da morte de novo e de novo e de novo e de novo… então não tem com o que se preocupar. Recomendo que faça as pazes e aceite seus pecados, porque mesmo que suas pernas sejam perdidas, seu crânio seja esmagado ou seus órgãos sejam moídos, eu o devolverei a uma saúde boa o suficiente para conversar conosco quando tudo terminar. — Seu monólogo casual quase poderia passar pelo canto de um feitiço.

O próximo a falar foi um homem de máscara negra.

— Está preocupado se conseguirá aguentar toda essa dor? Não esteja. Você não vai sequer perder a consciência, nem mesmo quando a agonia começar a desgastar sua mente. Posso garantir que você também não enlouquecerá. Farei tudo em meu poder para garantir que você experimente total e minuciosamente o sofrimento daqueles que foram vítimas de sua malícia sem sentido — aqueles que você matou sem nenhum bom motivo.

O velho estava praticamente derretido em um monte aterrorizado, mas o príncipe continuou:

— Naturalmente, você não precisa se preocupar com seu estado vergonhoso sendo exposto ao público. Não sentimos prazer em tais coisas. Garantiremos que você tenha um [Isolamento Acústico] ao seu redor para que seus gritos desagradáveis sejam inteiramente contidos. Não importa o quanto você implore por ajuda, ninguém virá. Então, por favor, sinta-se à vontade para gritar o quanto seu coração desejar. Ninguém jamais o ouvirá.

— Engh!

O velho estava tão em pânico que perdera a capacidade de falar, mas reuniu tudo o que tinha e conseguiu soltar uma última súplica.

— P-Perdo…!

Lentamente, o homem de vestes brancas aproximou-se.

— Nós acabamos de dizer que o perdoaríamos, não dissemos? Nós o perdoaremos por tudo. Isso… apenas se você realmente desejar se arrepender. — Ele parou bem na frente do velho e continuou em um murmúrio baixo: — Ouvi dizer que todos sentiram muita dor. Alguns tiveram a sorte de serem curados a tempo, mas muitos morreram — e nem mesmo eu posso trazer uma pessoa de volta dos mortos. Nesse aspecto, você tem muita… sorte. Por ter um curandeiro tão habilidoso aqui, quero dizer. Seus braços, pernas, até seu pescoço — eu farei com que cresçam de novo quantas vezes você precisar. Você é de fato um homem de muita sorte.

— Iiiih… — O rosto do velho ficou pálido como o de um cadáver, e uma poça de odor desagradável começou a se espalhar pelo chão.

— Por favor, não nos entenda mal; não fazemos isso para nos satisfazer — disse o príncipe de maneira prática, olhando para o imperador. — Simplesmente desejamos que você entenda a extensão real da dor que causou ao povo de nosso reino. Na verdade, você está saindo barato. Ainda há muito mais vítimas do que as que mencionei antes: aqueles que perderam suas casas, seus empregos, seus pais, seus filhos… A lista continua. Mas você pode ser perdoado por tudo isso com apenas um pouco de dor. Você, que roubou a vida de tantos, terá permissão de viver. Nós o devolveremos a uma saúde perfeitamente boa depois, para a discussão sobre nossas reparações de pós-guerra. Afinal, devemos fazer isso da forma mais justa e legal possível.

O velho apertara os olhos de medo. O Príncipe Rein inclinou-se para perto, com o rosto totalmente desprovido de emoção, e falou em um tom frio como gelo.

— Nosso reino é tão misericordioso, você não acha?


Tradução: Carpeado
Para estas e outras obras, visite o Site do Carpeado Traduz – Clicando Aqui


Tradução feita por fãs.
Apoie o autor comprando a obra original.


Compartilhe nas Redes Sociais

Publicar comentário

Anime X Novel 7 Anos

Trazendo Boas Leituras Até Você!

Todas as obras presentes na Anime X Novel foram traduzidas de fãs para fãs e são de uso único e exclusivo para a divulgação das obras, portanto podendo conter erros de gramática, escrita e modificação dos nomes originais de personagens e locais. Caso se interesse por alguma das obras aqui apresentadas, por favor considere comprar ou adquiri-las quando estiverem disponível em sua cidade.

Copyright © 2018 – 2026 | Anime X Novel | Powered By SpiceThemes

Capítulos em: I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest? I’m Not Even an Adventurer Yet!