Hai to Gensou no Grimgar – EX 4: Capítulo 9 – Volume 14++

 

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – Ex 4:
[CapĂ­tulo 09: E Chega o Momento da Verdade]


Bang…

Ouviu-se o toque de um tambor vindo de algum lugar.

Bang…

Bang…

O som do tambor ecoava.

Bem, na verdade, nĂŁo era real. Ele sĂł estava imaginando, mas… pense nisso como um recurso para criar o clima.

Enquanto a escuridão da noite envolvia o påtio da hospedaria dos soldados voluntårios, Ranta cruzava os braços e estufava o peito, encarando Moguzo de frente.

O vento soprou.

— Heh… — Ranta bufou. — Parece que uma tempestade tĂĄ se aproximando.

— NĂŁo, o cĂ©u ainda tĂĄ limpo.

— Cala a boca, Parupiro! É uma questão de clima, de sensação! Não seja um estraga-prazeres!

— Sim. — Moguzo deu um grande passo Ă  frente com seu corpo robusto. — TambĂ©m sinto como se… uma tempestade estivesse prestes a chegar, Ranta-kun.

— Olha só quem tá se achando.

Ranta lambeu os lĂĄbios e encarou Moguzo. Sinceramente, ele nĂŁo esperava por isso.

— Cara, nĂŁo sabia que vocĂȘ conseguia fazer essa cara. VocĂȘ tem cara de lutador. Gosto disso. Me empolga tambĂ©m. Eu reconheço vocĂȘ como um oponente digno! Numa batalha culinĂĄria, quem ataca primeiro vence! Naturalmente, eu iria primeiro—achou que eu diria isso? Tch, tch, tch! Todo mundo sabe que, nessas coisas, quem vai por Ășltimo tem a vantagem! Portanto, Moguzo! VocĂȘ vai primeiro! NĂŁo tem problema com isso, nĂ©…?

— Unuahhhh…

— Que foi, Yume? VocĂȘ nem tĂĄ na disputa, por que essa cara de infeliz?!

— Porque, sabe… Ă© Ăłbvio que o do Moguzo vai tĂĄ mais gostoso. Yume nĂŁo quer ter que comer o seu depois do dele.

— …Ela tem razĂŁo. — Shihoru, ao lado de Yume, tambĂ©m fez uma expressĂŁo bem desagradĂĄvel. — Parece que a gente sĂł vai lembrar do ruim. Isso Ă© horrĂ­vel…

— Mas que…! NĂŁo fiquem assumindo que a minha comida vai ser horrĂ­vel! Eu vou apalpar vocĂȘs, hein!

— Moguzo? — Com os olhos sonolentos de sempre, Haruhiro se virou pra ele e sugeriu: — Se vocĂȘ tambĂ©m quiser ir por Ășltimo, a gente pode decidir com pedra, papel e tesoura, ou algo assim.

— Não. — Moguzo respondeu com firmeza. — Não me importo de ir primeiro.

Ele tĂĄ confiante, hein? Isso nĂŁo Ă© tĂ­pico dele—NĂŁo, nĂŁo Ă© hora de pensar assim. Tenho que assumir que esse Ă© o verdadeiro Moguzo.

Haruhiro e Manato trocaram um aceno, e entĂŁo Haruhiro respirou fundo.

— Certo, Moguzo vai primeiro, Ranta em seguida. Pode começar agora, Moguzo.

— TĂĄ bom…!

Moguzo tirou de algum lugar um pedaço de pano branco e o amarrou na cabeça como uma bandana, depois ergueu uma panela e a colocou sobre a mesa.

Na mesa, Yume, Shihoru e, por fim, Manato—os trĂȘs jurados—jĂĄ estavam sentados. Haruhiro estava sozinho, um pouco afastado, com uma cara de quem tinha sido excluĂ­do.

— Essa Ă© a sua comida, Moguzo?

Quando Ranta gesticulou com o queixo na direção da panela, Moguzo colocou a mão sobre a tampa.

— NĂŁo. Ainda nĂŁo, Ranta-kun. Minha comida tĂĄ sĂł começando…!

— Hã? Não tá pronta? Pfff! Que piada. Se não terminou, então eu ganho por—

— Cala a boca e presta atenção! Ooooooooooooooooooooooooooooooooooobrigaaaaaaaaaaaaado…!

Quando Moguzo abriu a tampa, whoosh, junto com o vapor veio o cheiro de arroz recém-cozido. Aquela rajada perfumada fez Ranta cambalear.

— Kuh…?! Me atingiu nĂŁo com um Thanks Slash, mas com um Thanks Opening…?

— E tem mais…!

Moguzo fez uma tigela de madeira surgir de algum lugar e jogou o conteĂșdo dentro da panela. EntĂŁo, usando uma concha, começou a misturar. Misturou e misturou.

— Ooooooooooooooooooooooooooooooooooobrigaaaaaaaaaaaaaaaado…!

— Droga, Moguzo! Depois do Thanks Opening, vocĂȘ tĂĄ revelando sua tĂ©cnica secreta, a Thanks Mixing!

— Nunca ouvi falar de uma tĂ©cnica com esse nome…

Haruhiro acabou com o clima, mas ninguĂ©m ia concordar com ele, e provavelmente ele jĂĄ estava se sentindo deslocado. Bem, esse era o Haruhiro, afinal—entĂŁo jĂĄ era esperado. Tipo, no fim das contas, ele nem fazia diferença aqui mesmo.

— O que vocĂȘ tĂĄ planejando fazer, Moguzo?! Pare com essa resistĂȘncia inĂștil…!

— Ungh…!

Moguzo largou a concha, entĂŁo enfiou as duas mĂŁos dentro de um balde. Os olhos de Ranta se arregalaram. Dentro do balde havia…

— Água…?! Moguzo, vocĂȘ…?!

— Ooooobrigado! Ooooobrigado! Oooooooooobrigaaaaaaaaado…!

Com as mãos molhadas, Moguzo pegou o arroz branco e—não, ele pegou o arroz branco junto com algo que estava sobre ele—e começou a pressionar. Apertava e apertava. Manato assentiu com a cabeça.

— Ele nĂŁo tĂĄ apertando com força, mas com delicadeza. Esse Ă© o nosso Moguzo. O controle dele Ă© primoroso. Essa Ă© a lendĂĄria Thanks Press…!

— Agora jĂĄ virou lenda…?

Mesmo com suas piadas meia-boca, Haruhiro não tinha mais presença do que o vento soprando ao redor.

Ranta cerrava os dentes. A testa franzida parecia prestes a partir seu crĂąnio ao meio.

— Que pressĂŁo Ă© essa…? Droga, Moguzo… Eu nunca imaginei que vocĂȘ fosse tĂŁo bom assim…

— Ooooobrigado! Ooooobrigado! Oooooobrigado! Oooooooooooobrigaaaaado…!

— Uau! TĂĄ quase pronto…?!

— Isso Ă©…!

Yume e Shihoru se levantaram meio cambaleantes das cadeiras. Manato olhou para o prato Ă  sua frente, os olhos arregalados e a boca entreaberta.

— Mandem ver…! — disse Moguzo, sorrindo com confiança, enquanto batia as palmas. — Esse Ă© meu prato! Onigiri especial feito com todo carinho! Podem comer…!

— …Nigirimeshi. — Ranta rangeu os dentes. — EntĂŁo vocĂȘ ia fazer onigiri envolto em carne desde o começo…? Que prato aterrorizante…!

— Aaah… — Haruhiro abaixou a cabeça, esfregando a barriga. — Onigiri envolto em carne parece uma delĂ­cia. Queria ter provado. E, espera aĂ­, Ranta, vocĂȘ basicamente acabou de confessar que roubou a carne, sabia…?

— Ah, vai se catar! Não fica desenterrando o passado!

— NĂŁo Ă© passado nenhum, vocĂȘ ainda tĂĄ no meio da disputa.

— É esse tipo de picuinha que faz de vocĂȘ um chato! VocĂȘ nĂŁo presta! Reflita sobre isso, idiota!

— Ei, a gente pode só declarar que ele perdeu por trapaça? Tî cansado da cara dele.

— Antes disso, Haru-kun, Yume, sabe… ela jĂĄ quer começar a comer os onigiri.

— …E-Eu tambĂ©m.

— É isso aí. Eu concordo.

Quando os trĂȘs jurados levantaram as mĂŁos, Haruhiro suspirou e estendeu o prato com a mĂŁo direita.

— Tá bom, mandem ver.

— Hora de comer!

— …O-Obrigada pela comida.

— Obrigado!

Os trĂȘs agarraram seus onigiri ao mesmo tempo e deram a primeira mordida.

— Mrrrrrrrgh…?!

— …Ah?!

— Uau…!

Como explicar aquilo? Por um instante, os rostos deles ficaram todos vermelhos. Os olhos marejados. Yume começou a chorar enquanto devorava o bolinho.

— Miaaaau… Isso tĂĄ bom… Bom demais. TĂĄ tĂŁo gostoso que Yume nem sabe o que fazer…

— E-Eu nĂŁo consigo parar… Eu comeria vĂĄrios desses… Quero continuar comendo para sempre…!

— Isso tĂĄ insano! Moguzo, vocĂȘ se superou!

Manato foi o Ășnico que manteve um pouco da compostura, mas atĂ© ele estava claramente empolgado.

Ranta engoliu em seco.

— Vai lá.

Com essas palavras, Moguzo colocou um prato cheio dos seus onigiri especiais bem na frente do nariz de Ranta.

Os olhos dos dois se encontraram.

— VocĂȘ tambĂ©m, Ranta-kun. Pode comer, se quiser.

— …O-Ok.

Ranta pegou um onigiri. NĂŁo ficou bicando devagarzinho como um passarinho. Foi de uma vez sĂł. Abriu a boca o mĂĄximo que conseguiu e enfiou o bolinho inteiro pra dentro.

Houve uma explosĂŁo.

Aquelas cores… Era o arco-Ă­ris…?!

Eu tĂŽ sentindo o gosto do arco-Ă­ris?!

NĂŁo, agora nĂŁo Ă© hora de me deixar intimidar. Analisar. Tenho que analisar.

Esse sabor—é folha de shiso verde? Tem gosto de shiso? Tem sal tambĂ©m, claro. E essa riqueza e profundidade de sabor, serĂĄ que Ă©… queijo? É queijo? Como o arroz foi feito na hora, tĂĄ quente e derretendo! TĂĄ derretendo na boca! E esse aroma, Ă© gergelim? TĂŽ sentindo tambĂ©m um gosto azedinho. É um azedo na medida certa. AlĂ©m disso, tem uma textura firme e crocante. SerĂĄ que sĂŁo ervas silvestres…? É isso. Uma das ervas que a gente colhe no caminho de volta da caçada tem exatamente essa textura quando cozida. O leve amargor dĂĄ um toque perfeito. Tudo isso se mistura de forma harmoniosa, criando uma profundidade de sabores em camadas…!

— O sabor do arco-Ă­ris…! Moguzo…! VocĂȘ conseguiu transformar um problema em uma oportunidade e alcançar alturas tĂŁo absurdas?! Drogaaaaaaaaaa…!

Ranta pegou o Ășltimo onigiri que estava sobre o prato na mesa e comeu tambĂ©m. É claro que comeu.

— Ei! Ranta, esse era o meu!

— Cala a boca, Haruhiro! Isso aqui Ă© entre mim e o Moguzo…!

— NĂŁo Ă© essa a questĂŁo, e vocĂȘ sabe… VocĂȘ comeu o meu onigiri…

— Se tĂĄ com fome, pode comer o que eu preparei! Agora Ă© minha vez! NĂŁo fiquem assustados…!

Ranta pegou uma panela que tinha sido deixada no fogão e bateu com força na mesa, fazendo um estrondo.

Ele abriu a tampa. Obviamente, queria fazer uma revelação dramåtica.

— Oooooooooobrigaaaaaaaaaaaaado…!

— Agora vocĂȘ tambĂ©m tĂĄ copiando a abertura do Moguzo…? E espera aĂ­…

— Wah…

— …Uh…

— É…

Haruhiro, Yume, Shihoru e Manato estavam claramente apavorados.

Eles estavam com medo. Muito medo. Super apavorados.

— Fwahahahah…! — Ranta soltou uma risada triunfante, virando-se para Moguzo. — E aĂ­, o que achou, Moguzo?! Eu admito que seus onigiri estavam deliciosos! NĂŁo tenho problema em elogiar vocĂȘ por ter alcançado aquele sabor de arco-Ă­ris! PorĂ©m…! Se achou que podia me derrotar com aquilo, estĂĄ muito enganado…! No final, quem vai por Ășltimo Ă© quem vence! A virada final! Isso sim Ă© uma vitĂłria esmagadora! Sempre foi assim…!

— U-Uh, tĂĄ, mas, huh…

Moguzo olhou para a panela com uma expressão preocupada. Era difícil dizer o que ele estava pensando. Serå que tinha perdido a confiança diante do prato do Ranta?

— O que Ă© isso…?

— HĂŁ? Como assim, “o que Ă© isso”? É soruzo, uĂ©!

— Soruzo? SĂ©rio? Isso Ă©…?

— É Ăłbvio que Ă© soruzo! Olha sĂł! MacarrĂŁo!

— …Essas coisas que parecem lagartas?

— A massa ficou dura demais pra eu cortar direito. Tive que rasgar na força bruta, e acabou ficando assim. Mas tanto faz. Estou inovando no mundo do macarrĂŁo. E, oh, chamar de lagarta Ă© falta de respeito!

— D-Desculpa. É… EntĂŁo, essa sua inovação? Esse macarrĂŁo? Ele tĂĄ… cozido? JĂĄ que vocĂȘ colocou na panela…

— Cozido…? — Ranta coçou o nariz com o dedo indicador. — Esqueci. Ah, Ă©. Devia ter fervido, nĂ©? Pois Ă©. Mas dĂĄ na mesma, jĂĄ que eu botei na sopa. A panela estava no fogo. Devem ter cozinhado. De alguma forma.

— …A carne Ă© o Ășnico ingrediente sĂłlido?

— Sim! Agora nĂŁo adianta mais esconder o segredo, entĂŁo vou falar: Ă© a carne que eu roubei de vocĂȘs! Parecia carne boa! Achei que ia ser certo usar sĂł ela! Cortei, fritei e joguei dentro!

— E o caldo? O que vocĂȘ usou como base…?

— Caldo, nĂ©? Peguei de uns ossos. Nem sei de que bicho eram.

— E pra temperar…?

— Sabe, quando eu tava fazendo o macarrão, o sal acabou lá na cozinha. Mas o macarrão deve tá salgado, então acho que ficou bom assim mesmo.

— …“Deve”? HĂŁ? VocĂȘ chegou a provar…?

— Escuta aqui, Moguzo — Ranta disse, cutucando o nariz de Moguzo com o dedo —, vamos supor que vocĂȘ vai comprar uma espada, beleza? Se vocĂȘ acha ela maneira, vocĂȘ vai primeiro matar um goblin pra ver se presta antes de comprar? NĂŁo vai, nĂ©? VocĂȘ confia no seu instinto e vai direto pra batalha, certo? É a mesma coisa aqui. Eu acredito que isso vai funcionar. Provar Ă© coisa de covarde. Eu nĂŁo preciso disso.

— M-Mas isso nĂŁo tem nada a ver… Uma espada, mesmo que vocĂȘ nĂŁo teste em goblins, ainda dĂĄ pra testar o fio em outras coisas…

— Não preciso! Porque eu sou eu! O incrível eu!

— A Yume nĂŁo sabe dizer do sabor, mas… — Yume franziu a testa e arqueou as sobrancelhas — sĂł de olhar…

— …TĂĄ imundo — Shihoru murmurou. E isso fez Ranta surtar.

— Ei! Shihoru! O que vocĂȘ disse?! VocĂȘ chamou de imundo?! IMUNDO?!

— Bom, talvez o gosto nem seja tão ruim.

Quando Manato falou isso com um sorriso, Ranta assentiu com entusiasmo.

— TĂĄ vendo? Isso aĂ­! NĂŁo julguem pela aparĂȘncia. Isso sĂł gera preconceito. Talvez nem seja tĂŁo… Espera, vocĂȘ tĂĄ me zoando de forma sutil, nĂŁo tĂĄ?!

— NĂŁo foi minha intenção, mas… — Manato abaixou a cabeça, com os hashis na mĂŁo — …A gente realmente vai ter que comer isso?

— M-Manato-kun! NĂŁo se force! E-Eu como! Eu nĂŁo quero comer, mas… Eu sou um dos jurados, e… eu realmente nĂŁo quero comer isso, mas…

— A Yume tambĂ©m nĂŁo quer. A Yume reeeeealmente nĂŁo quer comer isso. Uuunnngh. Ah, como a Yume queria o onigiri do Moguzo…

— Droga, pessoal! VocĂȘs sĂŁo os jurados! Por que tĂŁo empurrando isso pros outros? Chega dessa palhaçada! Haruhiro! VocĂȘ come! Eu te concedo a honra de comer meu soruzo especial! Vai ser ainda melhor com esse seu estĂŽmago vazio! Vai, manda ver…!

Ranta serviu uma porção de soruzo em uma tigela e enfiou na cara do Haruhiro. Também entregou os hashis.

— …Eeehh…

Com olhos que nĂŁo pareciam apenas sonolentos, mas sim prestes a fechar de vez, Haruhiro aspirou o vapor que saĂ­a da tigela.

— Uh… Isso… Sei lĂĄ… O que Ă© isso…? Tem um cheiro muito forte… — Haruhiro franziu a testa. — Um cheiro de caça, pra ser sincero…

— Selvagem, nĂ©?! EntĂŁo manda ver! — Ranta incentivou, empolgado.

— …SĂ©rio?

— SĂ©rio! Come! TĂĄ delicioso demais! VocĂȘ vai ficar completamente, completamente encantado! NĂŁo tenha dĂșvidas, eu garanto!

— NĂŁo sei se a sua garantia vale alguma coisa…

— Tanto faz, sĂł anda logo! Anda! Anda! Aaaaaanda! A vida Ă© curta! Come, Parupiro! Depois me agradece com lĂĄgrimas de pura emoção nos olhos…!

— Ah, tĂĄ… Eu nĂŁo estou nada animado, mas… SĂł preciso comer, nĂ©? Vou começar pelo caldo…

Com muita hesitação, Haruhiro levou a tigela até os låbios.

Fechou os olhos e tomou um gole.

— Uaaaghhhh… — Ele abriu a boca, deixando o caldo escorrer.

— Gwuh?! — Ranta deu um pulo para trĂĄs. — Que nojo! Cara, o que vocĂȘ tĂĄ fazendo, Haruhiro?! Pelo amor de Deus, seu imbecil…!

— NĂŁo, o probl’ma Ă© ocĂȘ...

— Não entendi nada! Fala como gente, idiota!

— É nojento… nojento…

— Hã?! Nojento?! Nem a pau! Não pode ser tão ruim assim a ponto de te deixar quase chorando! Usa o bom senso, pî!

— EntĂŁo vocĂȘ tenta comer…

Haruhiro limpou a boca com a mão esquerda e enfiou a tigela e os hashis na direção de Ranta.

Ranta pegou, e olhou para Manato, Yume, Shihoru e Moguzo, um por um.

— …Que pressĂŁo Ă© essa? Tipo, “nĂŁo vem com essa de que nĂŁo vai comer”? Urgh. VocĂȘs tĂȘm coragem, todos me encarando assim, me ameaçando em silĂȘncio! Mas, saibam que eu nĂŁo cedo a esse tipo de coisa! NĂŁo pensem que podem me intimidar! Se estĂŁo me mandando comer, entĂŁo…! Eu nĂŁo vou…!

— Tá tudo bem, só come. — Manato sorriu; um sorriso absurdamente gentil demais pra situação.

— Come, Ranta.

— E-Eu sĂł tenho que comer, nĂ©? SĂł isso! Beleza, eu vou comer, droga! P-Porque tĂĄ delicioso, tĂĄ bom?! Tem que estar! Eu nĂŁo estou nem um pouco assustado! E-Eu vou comer! Vou comer mesmo! Vou comer tudinho! Ahhhhhh…!

Ranta enfiou os hashis na tigela. Não ia se acovardar começando pelo caldo, nem nada. Ia mandar tudo de uma vez. Sem hesitação.

— Zubababababababababababaaahhojjaahguhoghgweha…?!

Ranta vomitou.

Cuspiu tudo o que tinha colocado na boca sem pensar duas vezes.

Saltou para trĂĄs, puxando os prĂłprios cabelos.

— Quem foi o desgraçado que fez essa gororoba nojenta?! Isso nĂŁo Ă© sĂł super fedido! Isso nem Ă© comida! TĂĄ tentando me matar fazendo eu comer isso?! É uma tentativa descarada de assassinato, nĂ©?! Pois beleza! Eu Ă© que vou te matar! Vou virar o jogo…!

— TĂĄ bom, entĂŁo vai lĂĄ e se mata logo… — Haruhiro comentou, desanimado.

— Cala a boca, Haruhiro! Eu! Eu! Eu…!

— …Ahhh. Agora ele tĂĄ chorando. Que coisa mais nojenta… — Yume disse, fazendo careta.

— Yumeeee! Não chama de nojento, sua peitinho pequeno!

— Não chama de pequeno!

— VocĂȘ tem peitinhos minĂșsculos, minĂșsculos, minĂșsculos, minĂșsculos, minĂșsculos, minĂșsculos, minĂșsculos, mega minĂșsculos!

— …Se sĂŁo mega minĂșsculos, nĂŁo seria o contrĂĄrio de minĂșsculo?

— Eu nĂŁo preciso de respostas calmas e racionais vindas de vocĂȘ e seus peitos secretos! Quer que eu enfie essa soruzo super nojenta goela abaixo?!

— P-Para! SĂ©rio…! Qualquer coisa, menos isso…!

— Nesse ponto, acho que nem precisamos de julgamento. — Manato disse, ainda sorrindo, e deu de ombros.

Haruhiro então ergueu o braço direito de Moguzo.

— O vencedor Ă© o Moguzo. Mas, considerando quem era o oponente, duvido que ele esteja tĂŁo feliz assim… Ah, Ă©. O vencedor pode mandar o perdedor fazer qualquer coisa, nĂ©? Moguzo, o que vai ser?

— E-EntĂŁo… — Moguzo olhou, envergonhado, para a tigela de soruzo. — Eu pensei em nĂŁo desperdiçar os ingredientes, entĂŁo queria fazer o Ranta-kun comer tudo…

— Perdãoooooo! — Ranta se jogou no chão fazendo uma dogeza, pulando sem parar, com lágrimas nos olhos e o nariz escorrendo.

— Me poupa dessa, por favor! Qualquer coisa, menos isso…! É nojento de verdade! NĂŁo Ă© nem um pouco engraçado! Eu vou morrer, sĂ©rio! Eu faço qualquer outra coisa, mas, por favor, me poupe dessa! Eu estou implorando, Moguzo! Eu te amo, cara! EntĂŁo, sĂ©rio, por favor…!

E assim, o sol se pĂŽs em mais um dia na hospedaria dos soldados voluntĂĄrios.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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