Hai to Gensou no Grimgar â EX 4: CapĂtulo 6 â Volume 14++
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Ex 4:
[CapĂtulo 06: Mau Comportamento]
â …Uhum. â Moguzo abaixou a cabeça. â D-Desculpa mesmo por isso, Haruhiro-kun. Fazer vocĂȘ participar de uma coisa tĂŁo esquisita…
â Ah… â Haruhiro coçou a parte de trĂĄs da cabeça, com os olhos meio sonolentos. â Relaxa. Nem Ă© culpa sua, nĂ©? NĂŁo acho que vocĂȘ seja quem tem que pedir desculpas aqui. O que eu quero dizer Ă©… a culpa Ă© toda do Ranta, nĂŁo Ă©?
â Whoa, whoa, whoa, whoa, whoooa! â Ranta colocou a mĂŁo esquerda na cintura e apontou com a direita para Haruhiro. â Cara, nĂŁo vem me difamar assim, Parupiro! VocĂȘ joga a culpa de tudo em mim!
â Ă que, quando acontece alguma coisa, quase sempre Ă© mesmo.
â Isso Ă© preconceito! Se o Moguzo nĂŁo tivesse aceitado, essa batalha nem estaria rolando! Por isso, precisamos de uma testemunha! E, em qualquer disputa, tambĂ©m precisamos de juĂzes! Idealmente um nĂșmero Ămpar! Porque, com nĂșmero par, pode dar empate!
No espaço montado no pĂĄtio da hospedaria dos soldados voluntĂĄrios, havia um total de seis pessoas: os competidores, Moguzo e Ranta; a testemunha, Haruhiro; e os juĂzes, Manato, Yume e Shihoru.
Moguzo e Ranta estavam um de frente para o outro, com Haruhiro entre eles.
Manato, Yume e Shihoru estavam sentados um pouco afastados.
â Dito isso! â Ranta estufou o peito e pigarreou alto. â As regras desse duelo sĂŁo simples! Bem fĂĄceis de entender! Eu e o Moguzo vamos preparar um prato cada um, e os trĂȘs juĂzes vĂŁo provar! AĂ eles decidem qual estava mais gostoso! Cada juiz precisa escolher um dos dois! A votação vai ser 3 a 0, ou 2 a 1! Com isso, vitĂłria e derrota ficam bem claras!
â Pergunta.
Manato levantou a mĂŁo, e Ranta apontou para ele.
â Que foi, Manato?! Manda rĂĄpido!
â A gente sĂł vai decidir um vencedor e um perdedor? Tem alguma vantagem em vencer?
â Mas Ă© claro! Obviamente tem, nĂ©?! O vencedor pode fazer o perdedor fazer qualquer coisa! Isso Ă© o mais normal que tem!
â Bom, nesse caso…
â Ei, Yume, nĂŁo fala sem levantar a mĂŁo!
â Ah, deixa disso. Qual o problema?
â O problema Ă© que tem regras!
â TĂĄ, entĂŁo a Yume nĂŁo vai falar mais nada.
â Fala, sim! Agora vou ficar me perguntando o que vocĂȘ ia dizer! E se eu nĂŁo conseguir dormir por causa disso?! Se começou a falar, tem a responsabilidade de terminar!
â NĂŁo Ă© problema da Yume! Se nĂŁo conseguir dormir, paciĂȘncia.
â Se eu nĂŁo dormir, vou sofrer de privação de sono! Minha saĂșde depende de dormir bem, cagar bem e me gabar bem!
â Me gabar bem…?
Shihoru repetiu a Ășltima parte com um olhar de puro cansaço, e Ranta lançou um olhar fulminante para ela, com uma veia saltando na testa.
â HĂŁĂŁĂŁ?! TĂĄ com algum problema com isso?! Se tiver, por faaaavor, diga! Diga em alto e bom som! Fico puto quando fazem esse tipo de cara!
â Sabe, Ranta… â disse Manato, com um sorriso. â Faz tempo que eu penso isso, mas vocĂȘ Ă© um talento nato, sabia? Tem um dom incrĂvel.
â …O-Oh? Ă-Ă© mesmo? B-bom, Ă©, acho que sim? Ă verdade que eu nĂŁo sou sĂł talentoso, sou um gĂȘnio de verdade.
â Um dom natural… pra irritar as pessoas.
â Eeeeei! Manatoooo! Eu nĂŁo preciso de talento pra isso!
â Ă inevitĂĄvel… â Haruhiro suspirou. â VocĂȘ simplesmente nasceu com o dom de tirar os outros do sĂ©rio. Acho que todo gĂȘnio tem seu preço, nĂ©?
â Hmm… Todo gĂȘnio tem seu preço, hein? Isso soa maneiro…
Ranta levou a mĂŁo ao queixo, parecendo bem satisfeito. TĂŁo bobinho…, pensou Moguzo, mas nĂŁo disse nada. Ele nĂŁo queria ser como Ranta, mas… no fundo, tinha um pouco de inveja.
â Beleza, entendi mais ou menos as regras, mas… â Haruhiro provavelmente nĂŁo estava cansado de verdade, mas seus olhos sonolentos davam essa impressĂŁo. â EntĂŁo, tipo, testemunha? Ă por isso que eu tĂŽ aqui, nĂ©? Sou o Ășnico que nĂŁo Ă© juiz. Isso quer dizer que eu nĂŁo vou poder comer nada?
â Exatamente!
â Que merda, hein? O prato do Moguzo com certeza vai estar uma delĂcia. Eu tambĂ©m queria comer. O seu, tanto faz.
â Como assim âtanto faz o meuâ?! Espera que esteja incrĂvel! Vai!
â Mesmo que eu espere, vocĂȘ nĂŁo vai deixar eu comer, nĂ©?
â Ă punição! Punição! Punição divina pro cara que disse que nĂŁo liga pro meu prato ultra-especial!
â H-Haruhiro-kun… Eu vou fazer o suficiente pra vocĂȘ poder comer tambĂ©m…
â Ei, Moguzo! NĂŁo tenta comprar a testemunha com suborno barato!
â Eu nem sou um dos que vai decidir, entĂŁo nem faz sentido me subornar.
â Esse nĂŁo Ă© o ponto! O que me irrita Ă© ele ser tĂŁo bonzinho!
â Cara… o quĂŁo distorcida Ă© a sua personalidade?
â Cala a boca! Fica quieto! JĂĄ deu de vocĂȘ e desses seus olhos de sono! Vai dormir, Haruhiro! Pra sempre! Adeus! Muito bem, Moguzo! Vamos começar logo com isso!
â A-Ah, certo…
â …Faz o que quiser, viu. â Haruhiro parecia emburrado. Por alguma razĂŁo, as coisas tinham saĂdo totalmente do controle.
â Beleza. â Percebendo a situação, Manato se levantou. â Eu dou o sinal para começarâAllez cuisine…!
Aquela voz clara e firme deu a Moguzo o empurrĂŁo de que ele precisava.
â Mostra pra ele, Moguzo!
â …Moguzo-kun, vocĂȘ consegue!
Com os gritos de incentivo de Yume e Shihoru, que tinham ajudado a escolher os ingredientes, Moguzo aceitou o desafio.
â T-TĂĄ bom…! â Moguzo deu dois tapas nas prĂłprias bochechas. Bateu forte demais, doeu, mas aquilo ajudou a se concentrar.
â Heh… â Ranta apontou para ele. â Pode se preparar, Moguzo. Eu vou acabar com vocĂȘ! Sem piedade nenhuma!
â J-JĂĄ que vamos fazer isso… que seja uma disputa justa…!
â Seu idiota! NĂŁo existe isso de disputa justa ou injusta! O vencedor sempre tem razĂŁo, e o perdedor nĂŁo passa de um coitado! Ă por isso que eu vou vencer com certeza!
Serå que ele tinha se empenhado mesmo na receita e era daà que vinha tanta confiança? Ou era só um monte de bravatas sem fundamento? Ranta saiu marchando até a årea de preparo, todo empolado.
Seja como for, Moguzo sĂł pretendia dar o seu melhor. Ao contrĂĄrio de Ranta, ele nĂŁo foi atĂ© a ĂĄrea de preparo. Ia cozinhar ali mesmo. AlĂ©m da cozinha montada, o pĂĄtio tambĂ©m contava com um fogĂŁo de aparĂȘncia simples e rĂșstica. O prato que Moguzo tinha escolhido precisava apenas ser fervido, entĂŁo aquilo bastava. E ele jĂĄ tinha deixado todos os ingredientes prontos.
Ao lado do fogĂŁo estavaâ
â Err, primeiro eu uso isso, e… HĂŁ?!
â O que foi, Moguzo? â Haruhiro se aproximou.
Ao lado do fogĂŁo, os ingredientes estavam separados em cestos. Moguzo jĂĄ tinha deixado tudo preparado de antemĂŁo.
Mas um dos cestos estava vazio, por algum motivo.
â Sumiu! Sumiu! Eu tinha deixado um pedaço de carne de ganaro nesse cesto! Estava aqui quando eu conferi antes, entĂŁo por que…?!
â NĂŁo pode ser… foi ele…? â Haruhiro olhou na direção da cozinha. â NĂŁo quero pensar que ele faria algo assim, mas… a gente tĂĄ falando do Ranta, afinal. Vou atĂ© lĂĄ perguntar. Tecnicamente, eu sou a testemunha aqui. Se ele trapaceou, vai ter que pagar por isso…
â NĂŁo. â Moguzo balançou a cabeça. â TĂĄ tudo bem… Deve ter sido um erro meu.
â Mas era um pedaço de carne, nĂ©? Se fosse algum tempero ou algo pequeno, atĂ© entendo. Mas isso? Como que vocĂȘ ia perder uma coisa dessas?
â TĂĄ tudo bem! Eu dou um jeito… De algum modo eu vou fazer isso funcionar. Quero fazer algo gostoso pra todo mundo comer.
Moguzo pegou o cesto com arroz. O que ele havia comprado no mercado era arroz cru recém-descascado, mas como polir o arroz demorava, ele jå tinha feito isso na noite anterior.
â Quero que o Ranta coma tambĂ©m. NĂŁo importa se isso Ă© uma competição ou nĂŁo. Pra mim, cozinhar Ă© isso.
â Moguzo… â Haruhiro franziu a testa. â …Mas, cara, atĂ© onde vai o nĂvel de escrotidĂŁo desse sujeito?
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
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