Hai to Gensou no Grimgar – EX 4: Capítulo 5 – Volume 14++

 

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – Ex 4:
[CapĂ­tulo 05: TOP Secret]


Era uma vez um homem. Ok, sim, existem homens por toda parte, mas nĂŁo vem ao caso agora. Isso aqui Ă© sĂł um prefĂĄcio da histĂłria. Ou melhor, um prefĂĄcio do prefĂĄcio.

De qualquer forma, havia um homem. Esse homem jĂĄ tinha sido um soldado voluntĂĄrio. Agora, isso Ă© bem comum, mas ele lutou, e lutou, e lutou junto de seus companheiros. Dia apĂłs dia, eles lutavam, e embora descansassem de vez em quando, a maior parte do tempo era luta, e ganhavam dinheiro com isso. Luta para caramba. Depois de tantas batalhas, o fim chegou de repente.

— Ei, Takakage! Takakage?! Takakage?! Aguenta firme…!

— U-Usuradani… N-NĂŁo dĂĄ… eu nĂŁo…

— NĂŁo diz isso, Takakage! NĂŁo desiste! Se vocĂȘ desistir, aĂ­ sim Ă© o fim! EntĂŁo nĂŁo desiste, seu idiota!

— N-NĂŁo me chama de idiota… Quem chama os outros de idiota Ă© que Ă© idi… ota…

— É com isso que vocĂȘ vai se irritar?! SĂ©rio?! Numa situação dessas, Ă© com isso que vai se irritar?! NĂŁo Ă© hora pra isso, cara!

— Eu… nĂŁo tĂŽ… irritado…

— Tá sim! Eu sei! Dá pra ver na sua cara!

— …NĂŁo tĂŽ… irritado…

— Takakage?! Takakage?! Takakageeeeeeeeeeee?!

— Ru… zo…

— O quĂȘ?! O que vocĂȘ disse?! Hein?! Se tem algo pra falar, fala logo—!

— So… ru… zo…

— Soruzo…?

— Ei! Usuradani! — Um dos outros companheiros agarrou o braço de Usuradani e puxou.

— Temos que fugir! Se continuar assim, nĂłs tambĂ©m vamos acabar mortos…!

— Como Ă© que eu vou deixar o Takakage pra trĂĄs…?!

— Beleza, então fica! Nós vamos cair fora!

— Que merda?! Claro que eu tambĂ©m vou! LĂłgico que vou! EntĂŁo Ă© isso aĂ­, Takakage! NĂŁo vou dizer adeus! SĂł… atĂ© logo…!

*Essa é uma reconstrução baseada em interpretaçÔes de boatos e rumores. Pode divergir um pouco dos acontecimentos reais. Agradecemos a compreensão.

Com a perda de Takakage, Usuradani passou a sentir que tinha chegado ao limite da vida como soldado voluntĂĄrio, e pediu as contas.

No entanto, embora pudesse deixar de ser soldado voluntĂĄrio, nĂŁo podia deixar de ser humano. Na verdade, a Ășnica forma de parar de ser humano, em geral, era morrendo—e ele tinha abandonado a vida de soldado exatamente porque nĂŁo queria morrer—entĂŁo precisava viver, e para isso, precisava ganhar a vida. Depois de pensar bastante, decidiu entrar para o ramo de comida e bebida.

— Eu gosto de comer, afinal. JĂĄ que tenho que comer, quero que seja gostoso. Comer comida ruim me deixa puto. Isso Ă© meio Ăłbvio, mas a gente sĂł tem um nĂșmero limitado de vezes pra comer na vida, nĂ©? AĂ­, se eu como algo nojento, desperdicei uma dessas vezes, e isso me irrita. Tenho a impressĂŁo de que tem muita gente, homem e mulher, que quer comer comida boa, entĂŁo talvez um restaurante funcione? Eu tenho umas economias… entĂŁo por que nĂŁo tentar? Bora! É isso! Eu vou fazer…!

*Isso pode ser ligeiramente diferente dos eventos reais. Agradecemos a compreensĂŁo.

Usuradani fazia parte de uma party de seis pessoas. Com a perda de Takakage, ficaram cinco. Quando Usuradani saiu, restaram quatro. Quatro pessoas? Quatro não são o bastante pra isso—foi o que levou dois desses quatro a se juntarem a Usuradani, e eles começaram um negócio de comida e bebida como sócios.

— Pegando um pouco do nome de cada um—Usuradani, Tsumozuka e Yanku—que tal a gente chamar de Usutsumoya?!

— Peraí, Usuradani. Por que o seu nome vem primeiro?

— É, Ă©. Vamos com Yantsu’u, entĂŁo.

— Ô, pera lá, Yanku. Isso me dá só uma letra. Não tá certo isso aí.

— Cala a boca, Usuradani. Na tua sugestĂŁo original, vocĂȘs dois tinham duas sĂ­labas e eu sĂł uma. Eu sĂł ganhei o “Ya”.

— Vai se catar, Yanku. AliĂĄs, que nome Ă© Yanku, afinal? Sempre me perguntei. Que diabos significa isso?

— Q-QuĂȘ?! Usuradani, Ă© isso que vocĂȘ pensava…?

— Foi mal, Yanku. Eu tambĂ©m sempre achei isso esquisito.

— AtĂ© tu, Tsumozuka?! Chega! NĂŁo dĂĄ mais pra lidar com vocĂȘs! TĂŽ fora!

— Ah, Ă©? Falou.

— Parem! VocĂȘs tinham que me parar! Pelo menos fingir que se importam uma vez, pĂŽ!

— Nah, deixa pra lĂĄ. VocĂȘ dĂĄ trabalho demais.

— Maldição! Usuradani, nĂŁo esquece disso, hein! VocĂȘ tambĂ©m, Tsumozuka! Eu juro que vocĂȘs vĂŁo se arrepender!

Isso pode ter variado um pouco dos fatos reais, mas foi mais ou menos assim que Yanku deixou o grupo depois de uma briga.

Usuradani e Tsumozuka deixaram a escolha do nome de lado por enquanto e passaram a noite inteira conversando sobre o tipo de restaurante e bar que queriam montar—bebendo, Ă© claro.

— …É, eu quero uma mulher.

— Huh? Que papo Ă© esse, Tsumozuka…? Tamo falando de comida, porra. Comida. Isso aqui vai ser um restaurante…

— Opa, opa, opa, Usuradani! Qual Ă© o apetite que tĂĄ no mesmo nĂ­vel da fome…? É o desejo sexual, Ăłbvio!

— Tá, e daí?! Tá tirando com a minha cara?! Vou te encher de porrada!

— Manda ver, cabelo grisalho…!

— E-Ei! Isso me atinge, sabia?! Tsumozuka, essa não dá pra deixar passar!

— E se nĂŁo vai deixar passar, vai fazer o quĂȘ?!

— Eu vou te matar!

— VocĂȘ acabou de dizer que vai me matar?! Matar?! Ahhh, falou! VocĂȘ disse a Ășnica coisa que nĂŁo podia ter dito, nĂŁo foi?!

— Cala essa boca!

— VocĂȘ me bateu?! Nem meu pai nunca me bateu!

— É, pode ser que teu pai nĂŁo tenha batido, mas vocĂȘ apanha tanto que jĂĄ tĂĄ acostumado!

— Ah, foi mal entĂŁo! Quem Ă© vocĂȘ pra dizer no que eu posso ou nĂŁo estar interessado?!

— VocĂȘ gosta de apanhar?! A gente se conhece faz um tempĂŁo, e eu nunca soube disso. Nunca percebi. Nossa, que nojo! VocĂȘ Ă© um doente!

— NĂŁo quero ouvir isso de vocĂȘ, cabelo grisalho!

— Não me chama assim!

— Caaaabeeelooo griiiisaaaaalhooo…

— VocĂȘ cantou?! VocĂȘ cantou isso?! Com vibrato?! Com ritmo prĂłprio?! E ainda cantou bem?! Ah, chega! NĂŁo aguento mais! TĂŽ indo nessa!

— Beleza, tambĂ©m nĂŁo quero trabalhar contigo! Falou, cabelo grisalho! Quer dizer, Usuradani! Falou…!

— “Usuradani” e “cabelo grisalho” nem soam parecidos! Nem o nĂșmero de sĂ­labas bate…!

Mesmo que alguns detalhes aqui sejam um pouco diferentes dos fatos, foi mais ou menos nessas circunstùncias que Tsumozuka também deixou o grupo, e Usuradani acabou tocando o negócio sozinho.

Usuradani pensou e pensou, e depois de um processo de tentativa e erro, decidiu por uma barraca que oferecesse macarrão feito com farinha. O macarrão feito ao sovar farinha com uma pitada de sal e ågua jå era bem popular em Altana. Inicialmente, Usuradani pretendia competir nesse mercado também, mas, quanto mais refletia, mais sentia que não teria chance. Fazendo a mesma coisa que todo mundo, as vendas não viriam.

Usuradani passou a frequentar restaurantes especializados em macarrão. Avançava com espírito inabalåvel na busca por algo diferente que pudesse vender.

Como resultado, acabou encontrando uma esperança.

Se eu vou fazer um prato de macarrĂŁo, o foco tem que ser o macarrĂŁo.

Com um certo ajuste, Usuradani conseguiu criar um tipo Ășnico de macarrĂŁo, diferente de tudo que jĂĄ existia. E ainda assim, algo nele fez com que pensasse: É isso. É isso… Por algum motivo, parecia estranhamente familiar.

Levando em conta os custos e vĂĄrios outros fatores, Usuradani decidiu restringir o cardĂĄpio do seu restaurante a um Ășnico prato. Apostaria tudo nele. Ou dava certo, ou dava errado. Se falhasse, lidaria com isso depois. Deu um gole no caldo do prato em que apostava tudo e sorveu um pouco do macarrĂŁo amarelo. EntĂŁo, com um leve aceno de cabeça, Usuradani sussurrou para si mesmo: — VocĂȘ Ă©… soruzo. A palavra final e misteriosa que Takakage, o homem que me deu o impulso pra seguir esse caminho, me deixou… Soruzo. Eu te batizo de soruzo…!

Os detalhes podem variar um pouco dos fatos, mas Ă© essa a lenda secreta por trĂĄs da origem do soruzo.

Ranta se ajoelhou diante de um homem de cabelos grisalhos—Usuradani, o dono da barraca de soruzo—e fez uma dogeza brilhante, colando a testa no chão.

— Por favor…! Conceda a mim a arte secreta de fazer o soruzo! Por que eu tĂŽ falando assim?! Sei lĂĄ, mas falando sĂ©rio, o soruzo Ă© sensacional, entĂŁo, por favor, por favor, eu tĂŽ implorando…!

Usuradani cruzou os braços e fechou os olhos, pensativo.

De repente… seus olhos se abriram num estalo, e ele lançou um olhar feroz para Ranta.

— Não.

— Gabyoon!

Ranta tombou de costas, ainda na posição de dogeza.

— Gabyoon! Gaaaabyoon! Gabyobyooon…! NĂŁo pode ser, sĂ©rio?! VocĂȘ parecia que ia dizer sim! Ou era sĂł impressĂŁo minha?!

— Era sĂł impressĂŁo. Por que eu ensinaria o segredo do meu negĂłcio pra um moleque como vocĂȘ, com quem eu nĂŁo tenho laço nenhum?

— P-Porque! Eu tĂŽ participando de uma batalha culinĂĄria! E pra vencer, eu preciso fazer o prato certo! Eu sei que o soruzo Ă© o prato ideal! NĂŁo se sente honrado?! Hein?! De todos os pratos de Altana, eu escolhi o soruzo! Entendeu?!

— VocĂȘ acha que eu me importo com essa sua competição idiota? Isso nĂŁo tem nada a ver comigo.

— Pode atĂ© nĂŁo ter nada a ver, mas eu tĂŽ aqui me curvando e pedindo, nĂŁo tĂŽ?! Olha! Eu tĂŽ implorando! Vai lĂĄ, vai lĂĄ, vai lĂĄ!

Ranta se virou de novo e começou a fazer vårias dogezas em alta velocidade.

— Depois de tantas vezes que implorei, vocĂȘ bem que podia ensinar, seu pĂŁo-duro!

— Pão-duuuro?!

— Opa. Foi mal. Deixei escapar o que eu tava sentindo! Quer dizer, não, não! Minha língua que escorregou!

Pelo jeito que as coisas estavam indo, era só questão de tempo até uma faca voar na direção dele. Sem outra opção, Ranta se levantou e começou a limpar a sujeira dos joelhos.

— Taaaaaá bom. Entendi. Não vou insistir.

— Boa escolha. Mesmo que insistisse, eu não ia te ensinar.

— Em troca…

— Como vocĂȘ consegue ser tĂŁo arrogante com qualquer coisa…?

— Eu vou aprender sĂł observando! Tudo que vocĂȘ precisa fazer Ă© me deixar ver como vocĂȘ trabalha! Isso dĂĄ, nĂ©?! VocĂȘ nĂŁo vai reclamar, vai?!

— …VocĂȘ realmente nĂŁo ouve o que os outros dizem, nĂ©? — Usuradani suspirou, e depois cuspiu as palavras: — Bom, tanto faz. Faz o que quiser. Mas se atrapalhar, eu te boto pra correr daqui.

— Entendido! Não vou te fazer se arrepender!

— Eu meio que jĂĄ tĂŽ…

— Hahahaha! Isso Ă© sĂł coisa da sua cabeça! SĂł isso!


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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