Hai to Gensou no Grimgar – EX 3: Capítulo 9 – Volume 14+
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Ex 3:
[Capítulo 09: Não Está Aqui]

— Unngh? Tem que ser aqui, né? A guilda dos caçadores… — Yume cruzou os braços e fez uma careta.
— P-Provavelmente… — respondeu Shihoru, ao lado dela, se remexendo. Como sempre. Talvez Shihoru gostasse de se remexer assim.
— Sim, deve ser aqui — disse Manato.
Manato tinha trazido eles até ali, e se ele dizia que era o lugar, então era.
Eles estavam em Altana, na parte norte, num canto do Distrito Norte. Perto do portão ao norte—o Portão do Norte—havia uma construção cercada por uma cerca de madeira.
— Certo, Yume vai indo, então — anunciou Yume.
— S-Se cuida… — gaguejou Shihoru.
— Boa sorte — sorriu Manato.
Pensando, o sorriso do Manato, que sorriso! E a voz da Shihoru, tão baixinha! Yume tentou escalar a cerca.
— Y-Yume! — Manato a interrompeu.
— Nuh? Que foi?
— Não, não é nada, mas… você não precisa escalar a cerca. Parece que tem uma entrada ali.
Olhando na direção que Manato apontava, ele estava certo—uma parte da cerca era um portão, e estava aberto. Se passasse por ali, conseguiria entrar.
— Wah! — exclamou Yume. — Yume nem percebeu! Escalar é cansativo, então que bom. Obrigada, Manato.
— Boa sorte — ele disse depois de uma pausa.
— Sim. Yume vai dar o melhor dela! Shihoru, Manato, deem o melhor de vocês também! Mas, olha… no quê que a Yume tem que dar o melhor mesmo, hein?
— I-Isso… — Por que Shihoru parecia prestes a chorar? — A gente só vai saber depois que entrar…
— É, né? Shihoru, você tá se sentindo sozinha?
— Hã? P-Por que…?
— Você não tá chorando, não?
— N-Não tô… chorando… E-Eu tô bem…
— Ah, é? Bom, então tá. Até mais! A gente se vê!
Yume entrou pelo portão. Do outro lado da cerca havia um grande pátio e vários cercados. Os cercados tinham cachorros, e quando Yume olhou para eles, começaram a latir.
— Oh! — ela exclamou. — Que susto! Não precisa latir assim. Yume não veio fazer nada de mal.
Quando disse isso, alguns dos cães pararam de latir, mas outros continuaram. Era um pouco assustador, mas ela se aproximou e estalou a língua para eles.
— Pronto, pronto. Tá tudo bem. Ahhh… se ao menos Yume tivesse trazido comida. Não trouxe nada. Desculpa, viu…
— Ei — veio uma voz de cima dela.
Quando olhou para cima, viu um homem espiando pela janela, e a metade de baixo do rosto dele era toda coberta por uma barba.
— Ei, você aí! O que pensa que está fazendo? — perguntou o homem.
— Hoh?
— Nada de “hoh”! Me diga quem é você!
— Yume é Yume, ué.
— Ah, entendi. Então você é Yume, né? Por enquanto, tira a mão daí. Esses cachorros mordem.
— Miau? Eles tão lambendo, não mordendo. Olha só! Você não morderia, né, cachorrinho?
— …Bom, esses não são cachorros comuns — disse o homem. — São cães-lobo, feitos por cruzamento entre lobos e cães. São mais ferozes que um cão, mas mais obedientes que um lobo. Não que isso importe muito agora.
— Cães-lobo? Whoooooooooo!
— Q-Que foi agora?
— Eles são fofos — disse Yume, toda feliz. — Cães-lobo. Yume quer fazer amizade com um cão-lobo.
— N-Não… Eu tô perguntando: o que é você? Por favor, não me diga que pretende se juntar a nós.
— “Nós”? Você quer dizer se juntar a você, velhote?
— V-Velhote…? Bom, eu sou um velhote, mas… é claro que, pros olhos de uma mocinha como você, eu só devo parecer um velhote mesmo, mas…
— Pai, então? Parece errado.
— Eu não sou seu pai! — retrucou o homem. — Essa é a primeira vez que a gente se vê. Preciso mesmo dizer isso? Devia ser mais do que óbvio que eu não sou seu pai.
— Ah, é óbvio? Hm…
— Ei, não fica deprimida assim! — disse ele, alarmado.
— Tá bom! Yume não vai ficar deprimida! Ela vai dar o melhor dela!
— C-Certo. Boa sorte… Mas no que é mesmo que você vai dar o melhor?
— Nuh? — Yume mordeu o dedo indicador e inclinou a cabeça. — Yume… pode dar o melhor dela? Tipo, ela ainda não tem certeza, sabe? Afinal, acabou de chegar aqui. Ah!
— O-O que foi agora?
— É isso mesmo! Yume acabou de chegar! Sabe, aqui!
— Ohhh. Então você é uma daquelas, né? Uma recruta dos soldados voluntários, acertei?
— Fruta dos Solado volátil…? — Yume assentiu com a cabeça e bateu palmas. — Isso mesmo!
— Você acabou de dizer… algo completamente diferente. Enfim, você é uma recruta dos soldados voluntários e veio pra se juntar à guilda dos caçadores, não é?
— É. É isso mesmo.
— Então para de brincar com os cães e entra logo… Ei. Ei! Ei! Espera aí, o que tá fazendo?!
— Fwuh? Quê? Yume tá entrando no cercado, né?
— Não no cercado! Não! No prédio! Entra no prédio da guilda!
— Prédio da guilda?
— Argh, já chega. Eu vou aí te buscar, então fica parada!
— Tá bom! Yume vai ficar aqui esperando o velhote vir buscar ela!
— …Para com esse negócio de velhote.
— Então, como é que ela deve te chamar?
— Itsukushima — o homem suspirou, então disse devagar: — I-tsu-ku-shi-ma. Não erra… porque sinto que você vai errar.
— Itsitsukushima?
— Só tem um “its”!
— Itsukushima!
— Certo. Agora escuta: até eu descer aí, não dá nem um passo. Entendeu?
— Sim, senhor! Itsukushima!
— …Uma resposta boa até demais, mas sem honorífico? Já percebi que você vai dar trabalho.
Itsukushima suspirou de novo e puxou a cabeça de volta para dentro da janela. Yume decidiu brincar com os cães-lobo até Itsukushima aparecer.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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