Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 17 – Volume 14
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Capítulo 17:
[A Forma que Me Completa]
(Mundo_Perfeito)
Era uma vez uma menina incrivelmente feia e muito patética.
Ela era tão feia…
Tão distorcida…
A menina era, lamentavelmente…
S O L I T Á R I A
Sim, ela era.
Brilhando, cintilando… As lágrimas da menina escorriam.
Cintilando, brilhando… As lágrimas nunca paravam.
Quando ela chorava assim, ela parava de se importar com qualquer coisa.
Mesmo assim, as lágrimas, cintilando, brilhando… continuavam a transborda sem fim.
Que muito, muito misterioso.
Se eu não me importo, por que estou chorando?
Será que… Será que… Eu não me importo mesmo?
Era por isso que… a menina chorava?
Pode muito bem ser, sabe?
A menina certamente deveria estar… procurando por algo.
O que ela estava procurando, o que era?
(O quê? Procurando por algo…?)
Ei, ei, eu senti que há algo, sim, algo. Algo que estou perdendo. Desde o início, acho. Quero dizer, porque me falta algo, estou faltando algo, sempre fui inferior, e é por isso que sou assim, né? Acho que nasci assim, com algum tipo de falha inata, deficiência, inferioridade ou síndrome.
Se eu disser isso, tenho certeza de que as pessoas diriam, “É assim mesmo. Todo mundo está faltando algo. Isso é um dado,” né? Sim, claro, eu sei disso. Eles vão e agem como sabichões, mesmo que não possam saber nada sobre outras pessoas.
Estou inquieta, insegura sobre permanecer insuficiente como sou. Estou com mais medo do que posso suportar. Quero ser completa. Sinto que sou um buraco. Um buraco com minha própria forma. Se há um buraco, você tem que preenchê-lo, ou é perigoso, né? Se alguém caísse nesse buraco, estaria em apuros. Ahh, quero preencher esse buraco. Mas, sabe, ninguém precisava cair nesse buraco, ninguém precisava cair na armadilha que tem a minha forma, e estou feliz.
Tenho que me apressar, apressar, apressar, apressar e preencher o buraco. É por isso, veja, aquele buraco, eu decidi pular naquele buraco.
“Haha! Não seja estúpida,” aposto que você está pensando. Aposto que está rindo. Mas não sou estúpida. Não é nada estúpido. Não ria. Não ria de mim. Estou falando sério. Isso é sincero. É importante. Se eu não fizer isso, o que mais posso fazer?
Não.
Não é isso.
A verdade é que eu sabia. Sempre soube.
A menina patética, ela queria ser amada. A razão pela qual a menina era gordinha, desfigurada e irremediavelmente feia, no final das contas, era porque ninguém a amava.
Não amor caridoso, amor de vizinhança, amor pela humanidade, ou a afeição próxima da amizade, mas algo mais forte, mais profundo, um amor intenso. Basicamente, a menina queria um amor que fosse exclusivamente dela.
Ela queria ser capturada, e que lhe dissessem, “Nunca mais vou te deixar ir.”
Claro, aquele momento precisava durar uma eternidade. Se pudesse, a menina deixaria de ser um buraco. Ela não estaria faltando. Ao ser amada, a menina se tornaria completa.
Sim.
Eu sabia.
Eu sabia que era impossível.
Quem poderia amar uma garota feia cuja sede gananciosa por amor era tão descarada e tão nojenta?
Mas eu quero ser amada.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
Quero que você me ame.
— …Eu não consigo fazer isso! — Haruhiro se afastou de Shihoru.
Ele talvez até merecesse elogios por não tê-la empurrado ao fazer isso.
Shihoru sentou no chão com as pernas abertas em forma de M, encarando o céu de bolinhas com olhos vazios. Ela ainda não tinha começado a chorar. Mas só poderia ser uma questão de tempo.
Então é assim que é, pensou Haruhiro.
Mesmo entre camaradas, há coisas que você simplesmente não sabe. Haruhiro deveria ser o líder da party, mas ele não tinha a menor ideia.
“Quero ser amada. Quero que você me ame.” Para Shihoru, isso era mais importante do que qualquer coisa, seu único desejo.
Shihoru era camarada de Haruhiro, e sua amiga. Ela era uma presença muito importante em sua vida, mas ele não conseguia fazer isso. Os sentimentos que Haruhiro tinha por Shihoru claramente não eram o que ela chamaria de amor.
Mesmo que ele decidisse “Vou amá-la” por desejo de salvar Shihoru, amor não era algo que simplesmente surgiria automaticamente assim. Ele também não podia fingir amá-la. Isso seria falso. Era possível que ele fosse descoberto, e o que Shihoru queria certamente era algo genuíno.
Obviamente, Shihoru também tinha o direito de escolher seu parceiro por si mesma. Ela não gostaria de Haruhiro. Mesmo que gostasse, Haruhiro não amava Shihoru.
Além disso, vamos supor por um momento que Haruhiro amasse Shihoru, e ela aceitasse isso. O que aconteceria com Shihoru quando ela encontrasse essa salvação? Se Shihoru era uma desvirtuada que havia caído na escuridão, ela não acabaria como Nui?
Não adianta.
De qualquer forma, não adianta.
— Desculpe, Shihoru, eu…
O rosto de Shihoru virou em sua direção. Ainda sem expressão. Os olhos de Shihoru focaram em Haruhiro.
Nos cantos de seus olhos, as lágrimas verdadeiramente brilhantes e reluzentes começaram a se formar.
Aconteceu logo depois disso.
O olhar de Shihoru mudou. Diagonalmente atrás de Haruhiro, havia alguém lá.
— Deixa eu tentar também.
Ele nem precisava virar e olhar.
Setora tinha se movido para o lado de Haruhiro.
— Se funcionar, isso deve ser algum conforto.
Tentar? Tentar o quê?
Antes que ele pudesse perguntar, Setora estendeu um orbe que segurava com ambas as mãos e gritou. — Enba!
Shihoru começou a se transformar em Enba. Não, a transformação aconteceu em um instante, como se Shihoru e Enba tivessem trocado de lugar.
Enba era maior que Shihoru, mas estavam sentados na mesma posição. Shihoru tinha se transformado em Enba.
Exausto, Haruhiro caiu no chão. Ele olhou para Setora.
— Co… Huh? O que…?
Setora suspirou profundamente, depois estendeu o orbe na frente do nariz de Haruhiro. — O que você acha que é isso?
— Acho que você chamou isso de… Recipiente de pseudo-alma, né? Você tirou isso do Enba…
— Certo. O recipiente de pseudo-alma funciona porque está dentro de um golem de carne. Apesar disso, eu ainda consigo chamar Enba, por algum motivo. No entanto, o recipiente de pseudo-alma ainda está em minhas mãos.
— Não entendo…
— Estou apenas propondo uma hipótese aqui, e não tenho provas. No entanto, acredito que este Enba é semelhante, mas distinto, do golem Enba que eu fiz.
— É sua magia. — Alice se aproximou carregando a pá.
Kiichi veio junto também.
Io e seus lacaios ainda estavam em guarda. Os três estavam escondidos atrás do escudo de Tonbe, espiando e olhando para cá.
Mary ficou na borda da colina, sem se aproximar. Ahiru fez o mesmo.
Kuzaku ainda estava nu, e meio perdido. Bem, não, ele não estava completamente nu.
— Tenta… colocar alguma roupa… — sugeriu Haruhiro.
— Oh, sim, eu deveria fazer isso, né…
— Esse corpo… Ah, entendi. Essa é a sua magia, huh? Autofortalecimento. Narci…
— É o que dizem. Mas é um pouco constrangedor.
— Na verdade, estou com inveja — admitiu Haruhiro.
— O quê? Por quê? Espera, qual é a sua magia?
— A minha é… Não, antes disso—
— Levante, Enba — ordenou Setora.
Enba se levantou lentamente, ou um pouco desajeitadamente.
Era imaginação de Haruhiro? Ele conseguia ouvir algo. Algo como uma voz, uma voz vindo de dentro de Enba.
Na verdade, era uma voz.
Haruhiro se aproximou hesitante de Enba. Inclinando-se ligeiramente, ele pressionou o ouvido contra o peito do golem.
— Não… Não mais… Não… Nãoooo… Não importa…
— Essa é… a voz de Shihoru? — perguntou Haruhiro. — Então… isso significa…
Ela estava dentro. Shihoru não tinha se transformado em Enba. Shihoru estava dentro de Enba.
— Essa é uma magia incomum — disse Alice, inclinando-se de um lado para o outro e semicerrando os olhos enquanto examinava Enba.
Hmph, Alice bufou.
— Mas provavelmente é philia, como a minha ou a de Ahiru. O que era, mesmo? Aquela coisa que você tá segurando. O recipiente de pseudo-alma? Parece que você dá muito valor a ele. Setora, certo?
— Sim… Bem, suponho que sim. Este é o corpo principal de Enba. Se seu recipiente de pseudo-alma fosse destruído, Enba nunca voltaria. Para mim, Enba era um apoio emocional.
— É por isso que esse recipiente de pseudo-alma se tornou a fonte da sua magia. Então, originalmente, ele estava dentro de um golem de carne? Isso é tipo algo saído de Frankenstein, suponho? Era um coração artificial, ou algo assim?
— O recipiente de pseudo-alma é como uma combinação de coração e cérebro. No entanto, acho que sua compreensão disso é suficiente.
— Então, apesar disso, o recipiente de pseudo-alma tá em suas mãos. Então, o que tá dentro de Enba, afinal?
Por enquanto, parecia que Shihoru estava dentro. Mas e antes? O que estava dentro antes?
Haruhiro inclinou a cabeça para o lado.
— …Estava vazio?
Setora colocou a mão no ombro de Enba. — Essa era a minha hipótese. Mesmo que Enba tivesse sido recriado por algum poder que transcende a compreensão humana, enquanto seu recipiente estivesse em minhas mãos, ele tinha que estar vazio. É bem feito. No entanto, mesmo apenas fazer os órgãos de um golem de carne funcionarem é uma tarefa difícil, e mesmo que isso seja alcançado, ele não se moverá sem um recipiente de pseudo-alma. Algo que não deveria se mover está se movendo, então podemos descartar a ideia de que o que deveria estar dentro está.
— Você colocou Shihoru em Enba…
— Parece que ela está ficando quieta dentro do golem oco por agora — disse Alice. — Ela pode sair logo, no entanto.
Era uma verdade desagradável.
— Isso pode nos dar apenas um pouco de tempo, então… — murmurou Haruhiro.
— Desculpe-me, Haru. — Setora virou-se para Haruhiro e abaixou a cabeça. Ao lado dela, Kiichi também abaixou a cabeça. — Isso foi tudo o que consegui pensar. Não posso dizer que achei que era provável que funcionasse, e não tinha outro plano. Não tenho ideia do que fazer a partir daqui.
— Não, é o suficiente… Mais do que o suficiente.
Ufa. Haruhiro soltou um suspiro.
Quando tentou se levantar, Alice ofereceu a mão. Haruhiro a aceitou com gratidão, e Alice o puxou para ficar de pé.
— De nada — disse Alice.
— …Eu não te agradeci, sabe?
— Mas você estava prestes a fazer isso, certo?
— Bem…
Coçando a nuca, Haruhiro olhou para seus camaradas.
Setora e Kiichi ainda estavam olhando para baixo. Kuzaku estava tendo dificuldade para colocar sua armadura de volta. Ele tinha ficado muito musculoso, então devia estar apertado.
Mary estava encarando algum lugar ao longe, talvez pensando em algo. Não importava muito, mas ela não estava agindo um pouco distante? Será que ela estava evitando ele, talvez? Mas ele não achava que tinha feito algo que a faria odiá-lo. Eles estavam separados, então ele não poderia ter feito.
O que Shihoru estava fazendo dentro de Enba, que estava apenas parado ali? Ele gostaria de descobrir, mas era melhor não estimulá-la.
— Shihoru está bem. — Haruhiro fez questão de afirmar isso claramente.
A verdade era que ele não podia fazer nada por ela imediatamente, e só conseguia pensar em ideias que talvez funcionassem, quem sabe. O que havia de bom nisso?
Havia também a questão de se Ahiru e o Esquadrão Io-sama poderiam ser confiáveis. E será que tinham poder de fogo suficiente? Havia muito a ser feito, e ele provavelmente não conseguiria resolver todos os problemas.
Mesmo assim, ele encontrou todos.
Com todos os seus camaradas reunidos, o que eles tinham que fazer agora estava claro.
Haruhiro procurou pela Torre de Ferro do Céu. Usando aquela linha vertical, ele podia descobrir a localização geral da Floresta Escarlate.
Não importava o quão perigoso, sem sentido ou longo fosse o caminho, o castelo estava lá.
O rei estava lá.
A porta estava lá.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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