Death March Web Novel Online Capítulo 5-6

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Death March Web Novel Online 5-6

[A Princesa Rato]



Web Novel Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku / Death March To The Parallel World Rhapsody Ilustração Arco 5


Satou aqui. Princesas sempre aparecem nos contos de fadas, mas vocês não acham que o número de princesas sofrendo é um pouquinho grande? Se possível, eu gostaria que todas elas tivessem um final feliz.

 

◇◇◇

 

— [Como você está se sentindo?]

Tentei perguntar o mais gentilmente possível enquanto me sentia aliviado por ela ter acordado, porém a menina imediatamente tomou alguma distância de mim. Não, acho que talvez “tentou fugir de mim” seria mais exato, mas por ainda estar fraca ela acabou tropeçando e caindo.

— [Mize... onde?]

Eu não conhecia ninguém com aquele nome, mas uma única pessoa me veio à mente.

— [Está falando do cavaleiro Ratkin com um capacete vermelho?]

—[ N.]

Rudy: Esse “N.” é um som nasal que a Mia faz para confirmar as coisas.

Embora manter a guarda fosse a decisão correta, esta menina era um pouco quieta demais.

— [Depois de me confiar a sua segurança, ele retornou bravamente para enfrentar os monstros... onde caiu em batalha.]

— [Não, não pode ser...]

No início, hesitei um pouco se deveria contar uma mentira, mas no final acabei decidindo que o melhor seria contar a verdade. A face dela se empalideceu profundamente... ela deveria estar muito chocada.

— [Eu me chamou Satou, um comerciante. Posso saber o seu nome?]

Eu podia ver pela leitura do [AR], mas para começar uma conversa, a melhor escolha era fazer a minha apresentação primeiro.

— [Mia...]

Após um instante de silêncio ela me respondeu de maneira curta.

Hmm... ela é meio tímida, mas de uma maneira diferente da Lulu...

— Ah, a nossa princesinha acordou~

— Sim, e parece que o nome dela é Mia.

— Saquei~ Mia-chan, eu me chamo Arisa, prazer em conhec...!?

Arisa começou a se apresentar, mas ficou paralisada assim que viu o rosto dela.

— MAS O QUE DIABOS É ISSO!? — Ela veio gritando para mim.

O quê? Você não tinha visto antes quando usou o [Checar Status] nela?

— Calma, Arisa. Primeiro me diga, o que está errado?

Arisa parou por um segundo para respirar.

Inala.

Exala.

Inala.

— O QUE É QUE FAZ UMA ELFA AQUI!

Ela gritou apontando para as orelhas levemente pontiagudas de Mia. Ainda assim, ela não precisava ficar nervosa desse jeito, não é?

— Mas não era para ser uma princesa rato?

— A culpa é sua por não checar as coisas direito.

Realmente, cometi o mesmo erro quando a recebi, mas foi exatamente por isso que decidi colocar os pontos na linguagem élfica. Será que ela não percebeu que eu estava conversando em élfico com a Mia agora a pouco?

— Kuu... Só porque eu já tinha preparado um prato especial de queijo...

Até onde eu sabia, essa coisa de ratos comerem queijo era apenas folclore. A culpa era toda desses desenhos ocidentais, sabia?

Rudy: O pior que é verdade. Ratos só comem queijo como último recurso, pois dá dor de barriga neles. Camundongos são omnívoros, mas preferem comer cereais e frutas.

— Bah, tanto faz. Comer é mais importante agora, vamos!

Arisa puxou a mão de Mia para fazê-la se levantar.

— Você deve estar com fome, né? Ficar de barriga vazia só vai te deixar para baixo, então vamos comer um monte e chorar um monte! Comer é  a melhor forma de mostrar seu respeito aos que já partiram.

Esse era um bom conselho vindo da Arisa. Embora, tenho a leve impressão de que ela tinha copiado essa linha de algum lugar, mas esse não era o momento de fazer graça disso.

No fim, Mia cedeu a pressão de Arisa e se juntou a ela na mesa de comida. Já eu, fiquei de interprete enquanto as duas conversavam.

Rudy: Acredito que a referência seja um poema de Chun Yang Hee.

 

Tu que comes arroz pois estais sozinho,

Tu que domes pois estais entediado,

Tu que choras pois estais triste, eu vos escrevo abaixo.

Remoa teus sentimentos como tu remoeis teu arroz.

Pois a vida é algo que precisa ser digerido.

(Chun Yang Hee)           

 

 

◇◇◇

 


Depois de conversar por algum tempo, percebi que mesmo não sabendo o idioma Shiga, Mia ainda entendia mais ou menos o que as pessoas diziam a ela. Graças a isso, pude terminar o jantar sem precisar ser uma máquina de traduzir para as meninas.

Graças ao [AR] eu sabia os status da Mia.

Nome: Misanalia Boruenan.

Idade: 130 anos.

Sexo: Feminino.

Level: 7

Habilidades: [Magia da Água]; [Arco e Flecha]; [Visão Espiritual].

Títulos: [Mestra do Labirinto]; [Filha Mais Nova da Floresta Boruenan].

O nome verdadeiro dela era Misanalia Boruenan. O que sinignifica que o apelido dela deveria ser Lia ao invés de Mia, não? Quem sabe esse fosse um costume dos elfos? Mas labirinto, hein? Será que é alguma coisa diferente “daquele” labirinto?

Rudy: Ele se refere ao labirinto do demônio. Em inglês, o tradutor utilizou Maze no título da Mia ao invés de Labyrinth. Ambos significam basicamente a mesma coisa.

Pela fisionomia, ela tinha a aparência de uma menina com idade entre a Arisa e a Lulu. Até os seios dela eram um pouco mais proeminentes que os da Arisa... Acho que não vou falar mais do que isso em respeito a ela.

O cabelo dela era de um azul turquesa, mais pendendo para o azul do que verde. Já as pupilas, foram de um lindo verde esmeralda. Quanto a sua pele, era muito branca e de corpo muito fino, quase ao ponto de me fazer questionar se ela estava saudável.

Ainda assim, que tipo de maldição é essa que só me faz cruzar caminho com criancinhas?

Já fazia um tempo que a Mia comia os vegetais da sopa e colocava os pedaços de carne ao lado do prato, que eram prontamente comidos pela Tama. Do outro lado, Pochi preenchia o prato dela com suas próprias porções de vegetais.

Ser muito meticulosa com a comida vai afetar o seu crescimento, sabia?

Aquela com que eu estava mais preocupado, porém, era a Liza, que parecia estar numa espécie de transe enquanto saboreava cada mordida na perna de javali, sem dar qualquer atenção ao seu redor.

Bem, é melhor deixar ela quieta.

Lulu passou o tempo ocupada servindo as meninas, mas como a Arisa estava tomando de conta bem da minha, ela conseguiu encontrar tempo para se servir.

— Javali, delicioso~?

— Carne no osso é tudo de bom, nodesu~

— Mia, coma a vontade. Não é preciso se conter.

— [Carne, não.]

— Ela disse que não gosta de carne.

— [Elfo.]

— Lulu, não dê a ela somente vegetais. Coloque algumas frutas no prato dela também, por favor.

— [Peras.]

— Ela disse que gosta de peras.

As respostas dela eram curtas, mas Mia fez o possível para permanecer comunicativa com as meninas.

 

 

◇◇◇

 

Depois do jantar, todo mundo foi beber o chá que a Lulu preparou. Como Tama e Pochi não estavam muito interessadas na bebida, as duas foram direto para o reino dos sonhos sobre o tapete. Nesse momento, Lulu e Liza estavam cuidando da limpeza dos pratos.

Eu aproveitei a pausa para procurar pela [Floresta Boruenan] no meu guia de viagens. De acordo com ele, a floresta se localizava ao sul daqui, num ponto adjacente a um dos ducados do Reino Shiga. O lugar ficava um pouco fora da rota para a cidade do labirinto, mas não o bastante para considerar o trajeto impossível.

Embora eu estivesse disposto de escoltá-la até sua casa, provavelmente seria melhor perguntar antes o motivo das formigas a estarem perseguindo para decidir. Afinal, não posso crer que seria somente coincidência aquele tanto de formigas estarem atrás dela.

Tomando cuidado para que não soassem como um interrogatório, perguntei a ela sobre o assunto no idioma élfico.

— [Mia, eu tenho algumas perguntas para você. Estaria tudo bem em respondê-las?]

— [Sim?]

— [Como aquela horda de formigas acabou no seu encalso?]

— [Capturar.]

— [Capturar? A você, Mia?]

— [N.]

Ela foi respondendo as minhas questões uma a uma. Como eu me sentia um pouco mal pelas outras meninas não saberem o que estava acontecendo, decidi deixar para contar depois o que estávamos conversando.

— [E porque elas queriam te pegar?]

— [Necessário.]

É, parece que a menos que eu seja mais direto, não vou conseguir a informação que preciso.

— [Necessário para quem?]

— [Um mago...]

Bom saber que não é o Wagahai-kun de novo.

Rudy: Wagahai era a forma como o Demônio Superior Negro se referia a ele mesmo o tempo todo. O Satou ficou de saco cheio daquilo e colocou o apelido de Wagahai-kun no capiroto.

— [E você sabe o porque dele precisar de ti?]

— [Labirinto.]

Labirinto, hein? Esse era um mundo cheio de palavras misteriosas. O Título dela era [Mestra do Labirinto], então talvez o labirinto em questão não funcionasse caso ela estivesse distante.

— [E onde fica este labirinto?]

— [Montanha...]

— [Fica aqui perto?]

— [Provavel.]

Talvez fosse de onde a névro negra, ou melhor, as formigas primeiro surgiram. Apesar de que eu não tinha a menor intensão de ir até lá.

— [Tem alguma ideia do que esse mago planeja fazer no labirinto?]

— [Criar marionetes e formigas.]

Quer dizer que as formigas eram artificiais? Algo tipo, uma subespécie que só habita o labirinto? Mas mais intrigante ainda, marionetes? Do tipo que andam sozinhas?

Qualquer que fosse o motivo do mago estar juntando soldados, boa coisa não sairia. Julgando a posição onde o tal labirinto se encontra, ele estaria planejando um ataque  a cidade de Sryuu?

— [ O que ele planeja fazer com isso?]

— [Desconhecido...]

O rosto de Mia que havia ganhado alguma cor depois do jantar, começou a ficar pálido novamente. Pelo visto ela sabia o que o mago queria, mas não estava disposta a falar sobre isso ou mesmo se lembrar.

— [Acha que ele vai vir atrás de você?]

— [N...]

Então é isso...

O que significa que eu não poderia deixá-la sob os cuidados do gerente da Loja de Serviços como eu queria.

Se uma guerra ocorresse, não acredito que a cidade de Seryuu fosse perder, mas o risco desses mosntros atacarem indiscriminadamente as minhas conhecidas na cidade era muito grande. Só de pensar na possibilidade me causava um mal-estar.

Será que eu deveria me transformar no herói da máscara prateada e persuadir ou quem sabe forçar o mago a desistir do labirinto, ou quem sabe entregá-lo às autoridades da cidade de Seryuu? Por algum motivo, esse plano me parecia muito simplista.

Por fim, seria melhor saber o que ela queria fazer.

— [Mia, antes de partir o Mize-san me pediu para levá-la para casa, ou ao menos te deixasse com alguém de sua raça. Qual dos dois você iria preferir?]

— [Casa...]

— [Tudo bem.]

— Pessoal, eu planejo fazer um desvio para levar a Mia de volta para casa, ok?

Eu perguntei para todo mundo, exceto as duas crianças dormindo. Como nenhuma delas protestou, então estava decidido.







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