Botsuraku Yotei Webnovel 116

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Capítulo 116


No instante em que acordei, percebi que estava em uma cama macia e aconchegante, com os raios de sol entrando gentilmente pela janela. O meu corpo, sentia como se afundasse nos lençóis, que iam muito além de simplesmente macio e o travesseiro em que descansava a minha cabeça, parecia eliminar qualquer noção de peso sobre ele. Que tipo de paraíso era esse em que eu estava? Até mesmo o belo som de pequenos pássaros podia ser ouvido.
E se for realmente céu? Sim, eu caí do dragão e morri. Só poder ser o céu mesmo.
— Anki, você finalmente acordou.
Foi um anjo falando a língua dos homens? Não, era voz do jovem nobre com quem lutei antes de perder a consciência, sentado na cadeira ao meu lado. 
Mas que droga, esse cara parece ainda mais bonito que antes.
O sol brilhava em sua face criando uma atmosfera mística em volta dele, que realçava ainda mais sua boa aparência. Se a pessoa deitada na cama fosse uma donzela, certamente seria uma cena digna de pintura. Sim, uma obra prima.
— Ouvi dizer que você arriscou sua vida para salvar a minha.
— Ah, entendi agora. Isso tudo aqui é só uma pequena amostra de gratidão antes de me mostrar o inferno, não é? É esse o tipo de padrão?
— Aniki, do que está falando? De toda forma, como representante de todos, tenho algo extremamente série a lhe dizer.
Representante!? Extremamente sério!? Extremamente sério o quê!? Isso é assustador! Por favor, que não seja a minha sentença de morte!
— Bem-vindo de volta (Okaeri).
Lahsa pegou a minha mão direita e colocou a sua em cima. Uma mão calorosa e reconfortante. Sem dúvida era a mão de um homem, mas, apesar de todos os calos devido treino contínuo de espada, era incrivelmente macia.  Que tipo de creme maravilhoso ele usava?
— Hic*
Hm?
— Err... hmm, Lahsa?
Enormes lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. O seu rosto também tingiu-se de vermelho e até o nariz começou a escorrer.
— Aniki... eu... estou tão feliz que você está vivo!
— Hm? Ah, sim, certo. Sim, que bom não é? Ahahaha...
— Waaaaaaaaaaaaahhhhhhh...
Lahsa continuou a chorar abraçado ao meu peito por algum tempo. Seu cabelo era tão macio e cheiroso que me fazia pensar em perguntar que tipo de shampoo ele estava usando. Agora já tinha encontrado dois souvenires para trazer para Eli quando voltasse.
Assim que conseguiu conter o choro, a porta se abriu e três pessoas entraram no quarto.
A primeira delas foi Rail, que veio dizendo “Sinto muito, Kururi. Eles ficarammuito bravos por eu ter mantido segredo”. 
A segunda foi Iris-sama.
Wow, cara, os olhos delas estão super vermelhos. Ela deve ter chorado um bocado esses dias. Julgando a ração do Lahsa, talvez seja porque sabia que não iria conseguir se vingar de mim Só pode ser o caso.
E a última de pé era um cara elegante. Ele usava roupas finas e de alguma forma seu rosto lembrava o de Lahsa, com seu belíssimo cabelo loiro.
Bem, para ser honesto eu não dou a mínima para ele. Vamos ignorá-lo.
— Ei, é impressão minha ou esse cara acabou de perder o interesse em mim? Não acredito que ele não mudou nada nesses três anos.
— Vamos, não fique assim logo no primeiro encontro. — Disse Rail.
Hmm, isso quer dizer que esse loiro é alguma autoridade? Ele tem essa atmosfera de se achar todo importante ao redor dele.
— Bem, por onde começamos?
Vendo que o clima estava começando a ficar ruim, Lahsa decidiu mudar de tópico.
Por onde, hein? Sim, por onde?
— Antes de mais nada, todos aqui sabem que o Anki perdeu as memórias?
Os três balançaram a cabeça, confirmando a pergunta de Lahsa.
— Ele disse que não conhece ninguém, exceto o Rail-san com quem se encontrou por acidente.
— Também conheço Iris-sama. Nos vimos perto do palácio.
— Mas nada além disso, certo? Bem, vamos fazer o seguinte, pergunte qualquer coisa que queira saber e, quando já estiver satisfeito, será a nossa vez, pode ser?
Hmm, eu ficaria bem grato. Mas será que eles responderiam qualquer coisa?
— Tudo bem, eu não me importo. Certo, a minha primeira pergunta é, eu realmente sou Kururi Helan?
— Sim, sem sombra de dúvidas. Eu, Lahsa Kudan, posso garantir isso.
— Hmm... então, quem é o loiro de cara azeda ali?
— Ahaha! Não fique zangado, é apenas o meu irmão mais velho, o primeiro príncipe deste país, Arc Kudan.
— Oh...
Então ele não se acha todo importante, ele é todo importante! Desculpe, parece que foi erro meu.
— Isso significa que nós três somos irmãos?
— E por que diabos você acha isso!? — O loirão disse de maneira agressiva. 
Não é como se eu quisesse ter algum parentesco com você também!
— Ah, deve ser porque o chamei de “Aniki”. Você cuidou de mim e me ensinou um monte de coisas, por isso comecei a lhe chamar de Aniki em respeito. É uma pena, mas não temos qualquer relação de sangue.
Entendo, que pena. Eu realmente adoraria ter um irmãozinho como o Lahsa, mas definitivamente nunca um tão chato quanto esse cara aí.
— Certo, vamos à próxima então. Bem, essa é uma questão bem importante para mim. Por acaso eu fiz alguma coisa inapropriada que ofendesse a Iris-sama? Sabe, tipo... assédio... sexual?
— E POR QUE DIABOS VOCÊ ACHA ISSO, HÃAAAAAA??? 
O príncipe Arc ficou puto outra vez.
— Isso porque na hora que nos vimos antes ela mandou os guardas me prenderem! Então estive me perguntando se tinha feito alguma coisa de errado no passado!
— Eu sabia...
— ...Huugh... me desculpe...
Rail deu um longo suspiro enquanto Iris-sama estava em lágrimas.
— Eu tenho um motivo para isso... hic*
Iris estava com a respiração bem pesada, então o príncipe Arc decidiu agir em auxílio.
— Todos achavam que você estava morto, mas apenas Iris continuava acreditando, por causa dos sonhos que tinha. Neles, você aparecia, só que sempre fugia para longe momentos antes dela acordar. Você dava uma gargalhada enorme fazendo uma cara estúpida e depois saia correndo. Ela me contou sobre esses sonhos repetidos, toneladas de vezes, mas nunca imaginei que chamaria os guardas na hora em que te visse.
— Eu sinto muito, por isso...
— Não, eu não estou lhe criticando.
Iris-sama parecia estar muito arrependida. 
Mas ainda assim, um sonho onde começo a rir com uma cara de idiota e saio correndo...
Fiquei preocupado que ela pudesse começar a chorar de novo, mas o príncipe Arc deu o seu melhor para confortá-la.
Iris-sama >>> Príncipe Arc; A posição desses dois é bastante clara para mim.
— Então eu não sou um molestador?
— Claro que não! Você é a pessoa mais honesta e incorruptível que existe, Aniki!
A pessoa mais honesta e incorruptível... Ohoho, eu sabia!
— Se eu fosse você não teria tanta certeza. Talvez esse cara estivesse aprontando enquanto não olhávamos. — O príncipe Arc expressou sua opinião sobre mim.
Grrr, esse cara é definitivamente um inimigo!
— Nii-san, você só está atrapalhando. Poderia fazer o favor de sair agora?
— Não, sinto muito, Lahsa. Não vou mais tentar aborrecer ele.
Hmm... Iris-sama >>> Príncipe Lahsa >>> Príncipe Arc. Hehehe, as coisas estão ainda mais claras.
— Ah, certo. Aniki, você pode não saber disso, mas a Companhia GAP também estava a sua procura. Tem ideia do motivo?
— Bem, um pouco. Nós tivemos um pequeno conflito no outro dia e então eles começaram a me perseguir por causa disso.
— Conflito? Não, eles estão te procurando porque o chefe da companhia, Toto Gap, é um velho amigo seu. Ele também queria vê-lo, mas não pode vir hoje.
Aquele cara fácil de se conversar, hein?
Então o chefão da companhia Gap que se importava com o Território Helan também era meu amigo.
— Entendo, então tudo não passou de um mal-entendido. Fiquei preocupado que pudesse acabar condenado a morte.
— Exato e é por isso que precisamos tratar de responder qualquer duvida que tiver. Vamos, o que mais gostaria de saber?
— Hmm, acho que já é o suficiente sobre velhas amizades. Penso que não faz mal se eu for descobrindo pouco-a-pouco porque, se alguém foi meu amigo no passado, tenho certeza de que nos daremos bem de novo. Agora, sobre dúvidas, eu queria saber como foi que perdi a memória. Ah e a Eli também.
— Eli?
— Ele está falando da Eliza-san. — Disse Rail.
— “Eli”...? Desde quando vocês ficaram tão próximos? — Perguntou Iris-sama. O rosto dela começou a ficar vermelho de novo, agora por uma razão diferente da de antes.
Vendo a situação, Rail tentou explicar.
— Não estou por dentro dos detalhes, mas você precisava fazer alguma coisa muito importante e sacrificou sua própria vida para isso. Nós todos pensamos que estivesse morto, Kururi, mas você voltou para a gente. É quase como se fosse um daqueles heróis que ouvimos nos contos de fadas. Não tenho a menor dúvida.
...Ser chamado de herói é muito embaraçoso.
— Vejam, ele está ficando vermelho. Que nostálgico.
— Essa fraqueza com elogios me lembra do velho Kururi-kun.
— Hmph. Quem é que gostaria de ficar olhando para sorrisinho horroroso?
— Eu gosto do sorriso dele quando fica vermelho.
Não só a minha timidez ficou explícita na minha cara, como eles ainda fizeram questão de apontar. Mas, apesar disso, esse clima era bastante confortável, que me deixava com vontade de continuar conversando assim para sempre. Entretanto, já era momento de chegar na questão principal.
— Ah, certo, quanto a razão pela qual eu vim...
— Ah, é verdade. Onde você esteve por todo esse tempo, Aniki!?
Agora que Lahsa tinha falado, percebi que fiz uma monte de perguntas, quase como uma enxurrada de questões, mas ainda tinha respondido nenhuma.
Onde você estava? O que andou fazendo? Eles ficaram chocados quando respondi que passei três anos dormindo e bastante curiosos sobre a ferraria. Que tipo de relacionamento Eli e eu tínhamos? Essa última foi feita por Iris, mas mudei de tópico para fugir da resposta.
— Vamos voltar para a questão principal. Ouvi várias coisas diferentes sobre o território Helan no caminho.
 “Ahh”, disseram e os quatro imediatamente perderam a empolgação.
Por quê!? Tem algum tipo de tabu envolvido nisso!?
— Nós sentimos muito, Aniki. Quando você se foi, demos o melhor para fazer Helan prosperar como nunca antes, mas não conseguimos e acabou virando uma enorme bagunça.
— Não, a culpa não é de vocês. Esse deveria ser o meu trabalho, não é?
— Não, Aniki. Você já fez mais que o suficiente.
— Escute, Lahsa. Se Helan ainda precisa de mim, então irei para lá. Foi por causa disso que vim para a capital e como eu realmente sou Kururi Helan, não posso escapar.
— E quanto a sua ferraria?
Ah é verdade...
Eu tinha prometido para a Eli que voltaria. Não posso simplesmente abandoná-la.
— Moverei a loja para Helan, então.
— E você pode decidir isso sozinho? Até onde vi, era a Eliza-san que tinha a autoridade para fazer a decisão final.
Rail deu sua opinião impecável e terrivelmente precisa.
Eu não preciso de você jogando a verdade na minha cara!
— Imaginei que seria assim também. — Iris-sama fez essa declaração com um olhar de que já sabia que era Eli quem mandava.
Mas como! Como foi que essa informação vazou???
— Não temos escolha, terei de persuadir a Eliza. Se pensarmos bem sobre isso, é dele que Helan precisa, não é? — Desta vez foi o Príncipe Arc quem decidiu falar.
Não acredito que esse cara só decidiu abrir a boca para ficar com a melhor parte. Exibido!

Depois disso, o príncipe disse que eu seria bem tratado enquanto estivesse no palácio, e jurei para mim mesmo que iria comer e beber tanto que o faria se arrepender de me mostrar hospitalidade. Inclusive iria pedir por sobremesa no meio da noite. Esta era a última chance para esse cara voltar atrás. O famoso “Ou vai, ou racha!”


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