Digimon Tamers 00 – Capítulo 29

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Digimon Tamers 00

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[O Âmago]


それについては (Enquanto isso)…

デジタル看護モニタリングルーム

Sala de monitoramento da Enfermagem Digital

Um local mais reservado, onde a única fonte de luz vinha dos vários monitores — um mosaico tecnológico.

Imagens do departamento do centro médico digital traziam informações aos examinadores. Os bancos de dados mostravam arquivos antigos de selvagens.

E lá, observando e ouvindo a conversa, estava o novato Ohma Katamari, que não perdeu tempo:

— Yamaki tem mesmo confiança nesses monstros?

— Eles, juntos com os domadores, há cinco anos salvaram a cidade, senhor.

— Sinto incômodo em aceitar esse “fato”.

O jovem adulto se sentou, observando cada um deles.

O asco tomou sua fronte, como se não acreditasse no que estava vendo.

— “Monstros são monstros, não importa a natureza. Eles não são seres orgânicos, então não existe propósito de existirem. Mas, diante do que o Sr. Yamaki acredita, não tenho consenso de ninguém para validar esse fato.”

Pelo visto, vieses diferentes acampavam pelo vasto antro de agentes da Hypnos.

Não era só política.

Tornou-se ideológico.

そのことについて (Enquanto isso)

がじまる家 (Residência da Família Gajimaru)

時間: 11:20 PM

Mesmo com sua saída repentina, Meikume retornou para seu apartamento sem levantar suspeitas — sua mãe estava em plantão extraordinário, e seu pai havia viajado à trabalho.

Mas já era um pouco tarde. Mais um dia de aula se aproximava e Meikume, junto com Meicoomon, estava deitada na cama.

E lá, uma conversa ocorreu.

— Mei… tá acordadinha ainda?

— Ah… Agora estou… O que foi?

— Brigadinha por fazer as panquecas e o choucolati, nyah!

— De nada… — quase adormecendo. — Durma bem, bolotinha.

Um silêncio veio. Foram segundos, precisos.

Meicoomon ainda não dormiu.

— Ah… Mei? — falou, olhando para sua domadora. — Posso fazer uma pergunta?

— Uh… Outra? — sonolenta, manteve o diálogo. — Você acabou de me perguntar se eu estava acordada.

— Xim… Quero fazer uma outra pergunta.

— Tá… O que foi?

— Por que você quer tanto que eu evite lutar?

Sem se virar, Meikume mostrou um semblante irritado, ficando calada.

A digimon continuou:

— Você mais cedo disse umas coisas pra me fazer desistir e voltar com você, só que eu agora parei pra pensar… — o rosto de Meicoomon mostrava seriedade. — Tinha um inimigo lá… Mas como é que esse seu digivice sabe que é um inimigo?

Essa foi mesmo uma boa pergunta.

Meikume sabia que digivices faziam escaneamento de digimons e tinham todo um banco de dados, mas nunca discriminava aliado de inimigo.

Dado esse detalhe, Meikume tinha essa mesma dúvida.

— Agora que você disse isso… É verdade! — se virou para sua amiga. — Mas por que ele mostrou, eu não tenho a mínima ideia.

— Ainda acho que não foi uma boa ideia ter deixado ele lá solto… E se alguém se machucou?

Novamente, Meikume se irritou — franziu a testa e bufou:

— Esquece isso, Meicoomon! Você não tem que lutar nunca, então não começa essa discussão!

— Mei… Eu não sou boba… e nem você. E se um digimon malvado desses aparecer na nossa frente?

— Para de dizer isso! Não vai acontecer!

— Mas Mei…

— PARA, MEICOOMON!

Esse grito fez com que a pequena recuasse, se abrigando atrás de um travesseiro.

— Por que você tá gritando comigo? — sua voz tinha dúvidas.

Meikume foi longe demais (outra vez), mas não demorou para remediar:

— Desculpa, Meicoomon — estendeu sua mão, como se quisesse alcançá-la.

O travesseiro as separava.

Mesmo um utensílio tão simples e rudimentar poderia ser tão simbólico quanto uma muralha imponente.

Contudo, elas eram amigas.

— Droga, e eu bancando a idiota com você outra vez… — falava a garota, olhando para baixo.

Meicoomon não perdeu tempo.

— É xim! — sorriu, ainda atrás do travesseiro.

— Ei! Você tá me chamando de idiota? — virou o rosto na direção dela.

— Eu nem precisei. Voxê fez sozinha-inha! — mostrou o rostinho, o escondendo novamente atrás do travesseiro.

— Não vem com essa de “inha-inha” pra cima de mim! — engatinhou na cama até a pequena. — Para de ser fofa! Isso é trapacear!

E o abraço que Meicoomon deu em Meikume em seguida é golpe baixo? Pode crer que sim. E após isso, as duas começaram a fazer o seu ritual favorito:

— Mei!

— Mei!

— Hahaha… — gargalhava Meikume, retribuindo o abraço — Te adoro, tá?

— Eu também, Mei!

Meicoomon era mais inteligente do que se esperava — sua aparência infantil enganava.

Poderia ser pouco o que ela percebeu, mas era um detalhe importante o suficiente para deixar Meikume preocupada.

Após alguns minutos, já com Meicoomon dormindo ao seu lado, ela pensou:

— *Isso tudo é estranho demais. Esse negócio de aparecer “inimigo” no digivice não é coisa boa. Meicoomon tá ligada nas coisas mais do que eu.”

Meikume estava ciente.

O presságio estava muito visível.

“Mas uma coisa é certa: tem outros digimons zanzando por aí… e eles podem ser mesmo perigosos. O que eu vou fazer? Como vai ser? Droga…*

Com Meicoomon questionando a postura de Meikume uma vez ou outra, era consequência ocorrer também essa dualidade de pensamento.

Enquanto a digimon queria mesmo lutar para proteger a sua domadora, a menina queria evitar qualquer embate.

Para ela, não eram de sua responsabilidade tais assuntos, pois só queria viver sua vida tranquilamente.

Agora tinha Meicoomon como parceira — queria compartilhar esse estilo de vida com ela.

Todavia, ela não tinha ideia do que estava por vir.

そしてヒプノスビルに戻ります…

(E voltando ao prédio da HYPNOS…)

デジタル診療所

(Enfermaria Digital da HYPNOS)

時間: 11:30 PM

O ambiente ainda era de urgência no local de tratamento de digimons.

A enfermaria digital estava bem movimentada, com toda a atenção voltada aos digimons — as leituras de seus dados foram levantadas para mais informações à Hypnos.

Era o momento de união para um bem em comum.

E, por causa disso, Takato, Lee e Ruki apareceram no lugar, para alegria de seus digimons.

— GUILMON!

— Ta… Takato… TAKATO!

O jovem correu até ele, o abraçando com bastante carinho.

— TERRIERMON!

— LEE!

Como Takato, Lee foi até seu amigo sem perder tempo, o abraçando.

Mas…

— Huh?! Onde está Renamon?

Ruki olhou para todos os lados, procurando pela raposa.

Todavia, ela não estava lá.

Terriermon lhe deu a notícia:

— Ela saiu daqui faz um tempo, Ruki.

— O que?! Para onde ela foi?

— Deve estar em algum lugar aqui perto…

— Droga! — disse, correndo em seguida — Eu cheia de preocupação e ela me mete uma dessas de sumir…

A domadora correu em disparada, na pressa em achar sua amiga.

Os digimons ficaram um pouco cabisbaixos logo após o reencontro emocionante.

— Guilmon… O que foi? Por que você está assim? — falava Takato, abraçado a seu amigo.

— Guilmon não conseguiu proteger você.

— Ei, calma! Está tudo bem! — sorriu.

Não seria tão fácil.

— Eu deveria ter sido mais forte pra você não se machucar, ou coisa pior… — olhar distante, com culpa.

— Não fala isso! — Takato abraçou com mais vontade. — Olha, não vou fingir que está tudo bem. Aquele digimon era muito forte…

O contato maior com Guilmon trouxe à mente do domador uma incógnita.

Ações eram necessárias, mesmo que mínimas.

Nesse pensamento, uma ideia veio.

— Um “Treinamento Guilmon”.

— O que?! — o digimon arregalou os olhos. — Treinamento…?

— Sim! Vamos treinar mais ainda você, Guilmon!

— Mas como?

— Eu vou… Ah, eu vou pedir para meu pai fazer um pão Guilmon especial, cheio de vitaminas, só pra você!

Lee, que estava logo ao lado, sorriu, gostando do que ouviu.

— Isso é uma ótima ideia!

Terriermon estava acompanhando a conversa. Ele também opinou:

— Espera! Como a gente vai treinar do jeito que estamos?

— Nem pense em se sentir inferiorizado por causa da derrota!

— Ah Lee… Eu poderia ter feito muito mais, mas, na verdade, eu nunca tive forças pra vencer o Strabimon… Me desculpa!

— Nem vem com essa! Você ouviu o Takato: vamos treinar pra ficar mais forte!

— Lee, você tá falando sério mesmo?

— É isso mesmo! Vamos conversar com meu mestre. Vou pesquisar mais cartas e escolher as que melhor podem ajudar a curto prazo. Temos muito a fazer!

— Nossa! Isso sim me anima muito! — levantou seus braços e orelhas — Momantai!

— Exatamente! Momantai!

A conversa com Yamaki trouxe um novo norte para os domadores.

Nutridos por uma resiliência impressionante, a animação contagiou seus parceiros.

Porém, havia dúvidas no ar.

Takato, após abraçar Guilmon, levantou uma tese para si mesmo.

A exemplo de Guilmon mais cedo, ele ficou pensativo, com o olhar compenetrado em dúvidas.

Guilmon percebeu isso.

— O que foi, Takato? Por que tá olhando assim?

— Renamon sair daqui do nada, ela conhece o Strabimon… O que isso quer dizer? Guilmon, tem alguma coisa que você saiba desse comportamento dela?

Terriermon foi mais ligeiro e abriu o jogo:

— Nós dissemos ao Grani… para não voltarmos.

Takato e Lee olharam para Terriermon — arregalados, a respiração funda.

— O que?! — falava Lee. — M-mas…

Antes que Lee dissesse mais alguma coisa, o pequeno explicou melhor a sentença.

— O digimundo… Lá já era um lugar perigoso. Vocês sabem disso, estiveram lá. Só que, para a gente, era pior. Pelo menos foi o que Grani nos disse.

— Terriermon, me diga o que houve com o Grani! Mas eu quero a verdade.

Dessa vez o silêncio se tornou quase uma tortura. Guilmon e Terriermon ficaram em silêncio, que só foi quebrado por Takato.

— Como Grani voltou à vida? Ele tinha se sacrificado para nos ajudar contra o Matador. Isso não faz sentido…

Guilmon respondeu, mesmo com dificuldades:

— Grani era pequeno… como o Culumon.

— O que?! — pasmo, Takato falava. — Espera! Você quer me dizer que ele virou o Culumon, é isso?

Mesmo cabisbaixo como se carregasse culpa, Terriermon completou:

— Vários digimons estavam atrás da gente. Fugimos por dias, estávamos pequenos. E, do nada, o Culumon apareceu, mas diferente.

— Como assim? — Lee estava confuso. — O que aconteceu, Terriermon?

— O Culumon estava lá, mas não era ele. Quem falava era o Grani — ficou de pé na cama.

Os olhares de Takato e Lee petrificaram. A revelação os deixou sem ar, com a respiração ficando descompensada conforme os segundos passaram.

Não havia lógica que mantivesse uma linha de raciocínio — nem Lee pensou em algo.

“Isso não faz sentido!”

“Grani se fundiu ao Dukemon. Como que ele…?”

Internamente, os domadores estavam destruídos. O contexto não amarrava nada.

Terriermon continuou:

— Durante todo o período que estávamos no digimundo, ele falou que tinha encontrado dados estranhos no digimundo.

Guilmon tomou a palavra logo em seguida:

— Grani nos falou que tínhamos que voltar para o mundo dos humanos. E quando esse dia chegou, ele pediu pra gente prometer não voltar mais… e nós três prometemos.

Terriermon finalizou:

— “Lá vocês estarão seguros… Procurem por seus domadores e tudo vai ficar bem…” Foram as últimas palavras dele.

A revelação foi bombástica.

Ainda faltavam muitas respostas, mas só isso já mudou bastante como interpretavam a situação.

Takato ficou quieto, ainda impactado pela notícia.

— “Isso não faz sentido! Não faz! Como que Grani…? O que está acontecendo?!”

E nesse mesmo embalo, perguntou — ele se lembrou do passado recente.

Ele encontrou um caminho:

— Do que vocês estavam fugindo, Terriermon? Renamon te interrompeu antes de dizer no dia que lutamos contra o Bulkmon.

O pequeno ficou em silêncio.

Lee insistiu:

— Terriermon, me desculpe, mas não há mais necessidade de segredos. Quem está por trás disso tudo?

O pequeno relutou, já que era uma promessa, mas não havia mais tempo a perder e coisas a esconder.

— Não quem… e sim o quê.

Terriermon tremeu, com as orelhas ainda suspensas. Seu rosto era um tipo de documento, que mostrava seu estado de espírito.

— Grani disse que o nome era… O Âmago

Todos ficaram calados após ouvirem aquela palavra — o silêncio perdurou por longos segundos.

O digimon, entendendo que era um caminho sem volta, deu respostas antes mesmo das perguntas dos domadores.

— Grani disse que estávamos sendo perseguidos por digimons que tinham a gente como o mal do digimundo… Os causadores desse tal Âmago.

Takato interveio — a história estava ficando mais sinistra.

— Esse Âmago… O que significa afinal? Tem que fazer algum sentido, não é possível!

Lee lhe deu a definição.

— O centro de tudo. — falou, de braços cruzados, os olhos estavam fechados. — O “íntimo” da questão, aposto.

— O que? Mas isso…

O mistério tomou conta do recinto.

Takato parou de falar, se dando conta de que continuar só colocaria mais palha em uma fogueira que não existia.

Contido, ele respirou fundo. A racionalidade voltou.

— Grani se preocupou em proteger vocês, já sabemos. Talvez vocês falarem como isso sobreviveu possa ajudar a gente a descobrir mais sobre esse tal Âmago.

Guilmon entendeu a mensagem. Essa foi a deixa para que ele falasse:

— Grani apareceu do nada pra gente. Guilmon quando era Gigimon não sabia se ele era real ou uma visão minha. Mas o Gummymon e a Pokomon também viram, então era real… de verdade.

Após tomar ar, ele continuou:

— Grani veio e levou a gente pra longe, voando pra escapar dos digimons que queriam nos exterminar.

Lee tinha questões — sua reação analítica ficou visível; ele olhou para Guilmon, com uma das mãos no queixo.

Uma pergunta veio.

— Esses digimons que caçavam vocês falaram algo? Estou curioso…

Terriermon o respondeu:

— Disseram que nós éramos o mal, por todas as coisas.

— O mal? Vocês? Strabimon veio com esse mesmo papo…

— Foi do nada que tudo isso aconteceu. Só diziam que éramos hereges. Aquilo não foi legal de se passar, Lee. Ficamos com medo de ser o nosso fim… — Terriermon ficou ainda mais cabisbaixo.

Aquele era o limite ao qual Takato e Lee poderiam ir.

Os dois perceberam que o que seus digimons passaram não foi nada agradável.

Talvez um trauma tenha ficado ali guardado, sendo apagado por terem voltado ao mundo dos humanos e terem encontrado seus domadores após um longo tempo longe.

Rapidamente, Takato voltou a abraçar Guilmon, assim como Lee fez ao Terriermon.

O momento de fazer perguntas mais críticas tinha se encerrado, até pelo o que passaram no digimundo como relatado pelos dois e pelo atual momento.

A derrota mantinha o luto, mas os domadores estavam focados no futuro.

Os planos eram muitos.

Os domadores e seus digimons pareciam outros enquanto conversavam e por muitos minutos faziam estratégias para treinarem.

Mas ainda restava uma dupla.


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