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Digimon Tamers 00 – Capítulo 25

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Digimon Tamers 00

Web Novel Online – Capítulo 25
[O Salvador_ Deixando para o Destino]


数分前 (Minutos atrás)…

新宿区 (Cidade de Shinjuku)

ヒュプノスビル (Prédio da Hypnos) | 08:00 PM

— Já fazem meia hora! O helicóptero já está pronto?

Correria e muita tensão alimentavam os corredores tecnológicos da organização governamental de rastreamento da rede.

Yamaki, às pressas, seguiu para o telhado do edifício.

Durante a subida no interior do elevador, um suor escorreu pelo rosto, dado a urgência e sua vontade de descobrir o que estava acontecendo.

Ele, com seu celular ao ouvido, recebia informações.

— Sr Yamaki… — falava Onodera. — O selvagem está em movimento pela cidade. Passou pelo centro agora a pouco, está seguindo para a estação…

— Droga… — o executivo olhava pelo vidro do elevador panorâmico. — Ainda não se manifestou, pelo menos. Mas isso não é bom sinal…

— Por que sua insistência em segui-lo, senhor?

— Você se lembra do experimento que fizemos em 2001. Foi um erro termos feito aquilo aqui dentro. Agora quero ir até onde o desgraçado está, cara a cara.

— Mas isso é imprudente!

— Imprudente é ficar aqui, atrás de uma tela, e deixar que as coisas aconteçam. Não estou no direito de me esconder.

— Senhor, podemos usar a última versão dos nossos programas para eliminação do Selvagem! É loucura ficar frente a frente com um inimigo poderoso.

Isso irritou Yamaki.

Ele, franzindo sua testa, esbravejou:

— Nem Yuggoth e muito menos Juggernaut foram capazes no passado para lidar plenamente com essas ameaças.

— Mas como pretende… — ela foi interrompida.

— Gerente, trate de manter Shaggai a toda potência! Quero saber de qualquer coisa! Quero estar no céu dessa cidade eu mesmo e pronto para pensar em algo.

— Entendido! — falou, com firmeza dessa vez. — Tome cuidado, senhor.

Assim que chegou até o topo, avistou seu helicóptero já com as hélices em movimento.

Com o vento do local, ele segurou seus óculos e caminhou até a aeronave.

Contudo, um grito foi ouvido em seu ponto eletrônico:

— GARRA LEVIATÃ!

Yamaki olhou para todos os lados, como se procurasse sua origem.

A emoção o tirou de si por segundos, até que encontrou por si só a resposta:

— O Selvagem?!

O telefone tocou.

Ele atendeu sem perder tempo:

— Onodera, o que… — suas palavras frearam.

— Sr Yamaki, o Selvagem está em atividade!

— O que?! Onde, me diga!

— Ala norte, no Galpão de Manutenção de Trens!

— Mas isso… fica em Shinagawa?!

Sem perder mais tempo, ele correu até o helicóptero, alçando vôo em seguida.

Sob os céus noturnos da região de Shinjuku, Tóquio parecia pequena, mas que guardava um imenso problema no bairro vizinho.

O relógio marcava 08:55 PM.

O drama aumentou: ele ouviu a voz de Strabimon dizer:

— Me diga, Renamon: como se sentiu em ter evoluído? Quero ouvir isso de você…

Yamaki retirou seus óculos, com os olhos arregalados.

Novamente o suor escorria, a boca ficou seca, palavras fugiram antes de serem ditas.

— R-renamon?! — a sobrancelha direita tremeu, demonstrando nervosismo. — Então Makino e os outros… estão lá?!

Durante aquele tempo todo, o alto executivo ouviu do lobo tudo que falava, o que deixou a urgência um ato de resgate.

As falas eloquentes de Strabimon fizeram com que Yamaki ficasse cada vez mais preocupado.

— Rápido, piloto! Eles estão em perigo!

— Quem?! — perguntou o profissional.

— As crianças que um dia salvaram toda nossa cidade… e que hoje devem ser jovens intrépidos, mas irresponsáveis, como a 5 anos atrás! Rápido!

As coisas ficaram mais tensas.

A viagem não foi tão longa, já que o transporte aéreo era muito veloz.

Todavia, cada minuto passado era importante.

Yamaki ouviu mais de Strabimon:

— Tire o nome do Senhor Zhuqiaomon da sua boca! Nunca mais o diga, entendeu? Nenhum de vocês tem esse direito, jamais!

Sua opinião interna ditou os planos que trilhou:

— “Ele tem fundamentos religiosos, ideológicos… O Selvagem não é um típico inimigo. Tem entrelinhas… Droga, isso não é nada bom!”

Com o galpão logo abaixo, entre aterrissou no meio da linha do trem, em um descampado com espaço suficiente.

O tempo corria contra.

— Tenho que me apressar! Aqueles jovens… estão em perigo!

E, sendo assim, o encontro da minha temporal encontrou o presente, no momento da queda dos domadores lendários e do grito coberto de fúria de Strabimon:

— Morra, raposa!

Com suas garras afiadas à frente, o lupino iria desferir o golpe final.

Mas:

— Matá-los? Não no meu turno!

Ruki, com os olhos arregalados, disse:

— O que?! Senhor Yamaki?!

— Ruki Makino… — falou o homem, olhando para a garota. — A senhorita está bem?

Faltou palavras a ela no que dizer, já que tudo ocorreu tão rápido e inesperado que nada lhe vinha à cabeça.

A entrada com teor heróico de Yamaki foi uma surpresa, até mesmo para Strabimon.

O lobo o fitou, como uma ameaça.

— Humano, quem é você? — disse, com os caninos protuberantes à mostra.

Aquele mesmo olhar arrogante e despretensioso do alto executivo foi usado.

Era como Yamaki lidava com situações críticas.

— Geralmente se diz o próprio nome antes de perguntar a quem chegou, você sabia? — ele pegou seu isqueiro, o abrindo e fechando como um tique. — Mas você é um digimon, então…a

O ruído, uniforme e repetitivo, só fez com que o lupino ficasse ainda mais irritado.

— Isso que você falou… — suas garras estavam na frente. — Está me provocando, miserável?

— Entenda como quiser, Selvagem. Eu só estou preocupado com os jovens — Yamaki olhos ao redor, percebendo a gravidade. — Pelo visto cheguei a tempo…

Não seria tão fácil.

Strabimon não deixou que pensasse muito.

Lhe apontando com uma das garras, o lobo o encarou:

— Essa luta não é sua! Só tenho interesse em acertar contas com eles!

— Então eu terei então que me intrometer nos seus assuntos… — trocou olhares, sem desviar um segundo.

Por cinco segundos os dois se mantiveram em silêncio, um verdadeiro embate de egos.

Evidente, Strabimon não ficaria calado:

— O que?! Humano… Grr… — os punhos se fecharam, o rosto mostrou raiva genuína. — Saia já daqui antes que eu acabe com você também!

— Não… Você não vai — o humano ajeitou o colarinho de seu terno.

A atitude atrevida de Yamaki fez com que o lupino mostrasse uma face ainda mais irritadiça.

Seus olhos cor de mel, característica única, tremeram ao mesmo tempo que contraiu seus braços.

Strabimon estava quase perdendo o controle.

Contudo, Yamaki estava com a razão em dia.

Extremamente exalava controle emocional.

— Se você tivesse mesmo interesse em acabar comigo, já teria feito. Ou estou errado?

Foi uma provocação camuflada.

O suficiente para fazer Strabimon responder.

— Posso fazer você estar errado também… — disse, mostrando suas garras.

Internamente, Yamaki estava inquieto.

— “Devo escolher bem o que dizer. Tudo que sair de mim a partir de agora pode pôr tudo a perder…”

Neste cenário construído, o executivo da Hypnos começou a conduzir sua estratégia.

— Na verdade, sendo bem sincero, eu quero saber o porquê disso tudo. Já estávamos te rastreando pela rede faz algumas horas…

Ele entregou a verdade, o lobo recebeu com o olhar inquisitivo.

E lhe deu uma ordem:

— Não lhe devo satisfações! Vá embora! — apontou para a saída, com irritação em sua voz.

Uma brisa quente e áspera foi sentida no ambiente depressivo.

O cheiro de fuligem e óleo lubrificante utilizados no maquinário ao redor intoxicava o clima soturno.

A morte dialogava com o destino.

Não era uma boa relação.

Neste parlamento de incertezas, Ruki até tentou dialogar:

— Sr Yamaki… — se levantou, cambaleante. — O que está a-acontecendo?!

— Makino, veja como estão os outros. Deixe que a Hypnos tome as rédeas da situação desta vez — falou, virando seu rosto em direção a jovem. — Vá, apresse-se!

Mesmo com dificuldades, ela o obedeceu, indo até os outros.

Mas Strabimon não gostou nada disso:

— Quem é você, insolente? Responda!

Era hora de se apresentar:

— Sou Mitsuo Yamaki, cabeça da Hypnos e excelente pai e marido… — ele fez questão de mostrar arrogância em seu tom de voz. — E sim, o estou desafiando porque eu sou a autoridade aqui!

— Isso só pode ser uma piada… — jogou seu braço para um dos lados, deixando claro sua descrença. — Saia já daqui, humano! Antes que eu… — ele foi interrompido.

— Antes que você me mate? Ok… Novamente você perdeu uma oportunidade de me matar… e nada fez. Por isso insisto nessa conversa.

A curiosidade tomou a mente de Strabimon.

Ele perguntou:

— Do que está falando?

— Conseguimos ouvir a conversa de vocês… Aliás, o que você dizia ao grupo de jovens… e aos seus parceiros digimons que salvaram nosso mundo.

Isso irritou ainda mais Strabimon.

E ele, demonstrando essa raiva, Indagou:

— Não me importo com sua história! Eles trouxeram a tormenta ao digimundo… e eu estou aqui para que paguem com a vida!

Os anos de vida de Yamaki continham entendimento do que é viver.

As escolhas sempre lhe foram constantes na sua carreira, esse era um currículo útil.

— “Não é só vingança que ele procura. Se fosse só por isso, já teria consumado…” — pensou, sabendo das entrelinhas. — “Ele quer justiça, mas não sabe como fazê-lo…”

Diante desse processo, Yamaki decidiu dar escopo a seu ponto de vista.

Um mar de águas revoltas estava por vir.

O argumento precisava ser plantado.

— Eu conheço a história deles melhor que você — falava o executivo. — Eles estiveram no digimundo, recobraram o controle de lá para os digimons…

Ele divagava, mas essa era a intenção.

Um caminho de pedras com um andarilho descalço; era preciso dar cada passo com sapiência.

— Além disso, eles lutaram contra um deus e, com a ajuda desses próprios deuses, acabaram com a ameaça que tanto nosso mundo quanto o seu tínhamos em comum. Você conhece essa história?

Yamaki jogou contra ele a lembrança.

Strabimon tinha a sua verdade, a que importava mais para ele.

— Hereges! Você não entende… e nunca irá entender! Suas palavras aí estão tentando tirar de contexto meu objetivo!

— Seu deus é Zhuqiaomon… Como eu ouvi, está plenamente de acordo com seus ensinamentos — caminhou para um dos lados. — Eu não irei julgá-lo por isso, até porque aqui no nosso mundo temos várias religiosidades.

O lobo não estava só curioso; era um ouvinte mais adicto, acompanhando o caminhar quase hipnótico de Yamaki.

Aquele movimento tinha um motivo.

Ele estava sendo ouvido.

— Porém eu não poderei permitir que prossiga com essa sua “justiça” — indagou o loiro. — E farei o que for preciso para defender nossos salvadores.

— Grr… — levantou os dois punhos. — Então busca guerrear, humano?

— Sim… Mas essa guerra não se vence usando garras.

— Como assim?

Yamaki retirou seus óculos e guardou seu isqueiro.

Suas palavras vieram com força, mais incisivo:

— O que houve no digimundo? Por que esse ódio por eles? Responda!

— Eu não lhe devo explicações! Basta minhas convicções… e nada mais!

Ver o lupino mostrar as garras daquela forma tão ameaçadora não o fez recuar.

Yamaki se manteve do mesmo jeito:

— Minha convicção é respeitar o que você acredita, e te mostrar a hipocrisia por trás de suas ideias.

— O que?!

— Quer matá-los porque algo aconteceu a você no digimundo. Você teve perdas… Já estou sabendo de tudo isso. Você quer justiça, isso te basta?

— Sim! Isso já é o suficiente! As leis do digimundo são dogmáticas!

Enfim a luz que o alto executivo procurava.

Enquanto, ao fundo, um trem a toda velocidade passava, o ruído nos trilhos deixava um rastro de dúvidas e questões.

Era o sentimento de Ruki, que acudia seus amigos.

Mas não para Yamaki.

— Ah, são? Então me diga: sob as leis do digimundo, quantos dos digimons que você deve ter derrotado deixaram entes queridos?

O alvo estava a frente, a mira perfeita, o acerto crítico veio.

O humano atingiu Strabimon, que ficou calado.

Yamaki não parou:

— Quantos estão até hoje buscando por você lá? Se você está aqui, então não é possível que nunca tenha pensado nisso…

Era uma armadilha criada pelo executivo.

Strabimon já estava nela.

— São contextos diferentes! — gritou, com raiva. — Digimons sabem desde que nascem que devem lutar por suas vidas. O forte se alimenta do fraco.

— Como em nosso mundo… — a retórica se manteve. — Digimons são seres inteligentes. Vocês têm sentimentos como nós. Não importa se vocês sejam bons ou maus, o fato é que todos têm algo a que lutar, por quem lutar e porque lutar.

Cirúrgico, o humano buscou para si a responsabilidade de conduzir a conversa.

Era incrível como manteve a atenção do lobo sempre para si.

— Se vocês têm muito a perder, é óbvio e evidente que todos os processos de sensações vocês também tem.

— Do que está falando? Diga, humano detestável!

— Eu tenho uma família para cuidar, tenho amigos, familiares… até mesmo colegas e pessoas que eu nem conheço. Do grau mais alto ao mais baixo, eu tenho responsabilidades.

A construção do argumento começou.

Não era uma narrativa vaga ou falsa.

Yamaki estava falando com o coração.

— Trabalho para proteger essa cidade dia e noite, então eu entendo que se você veio até aqui para “fazer justiça” é porque quer proteger algo. Não é por sua perda, eu acredito.

— Porque acha isso? — perguntou Strabimon.

A raiva contida no rosto dele já estava mais branda.

Estava irritado, mas com atenção suficiente para ouvir Yamaki

O terreno era fértil.

O executivo da Hypnos estava pronto para plantar a semente.

— Uma justificativa de vingança? Essa dicotomia não existe. Ou você é mal ou você é bom. Qualquer pessoa inteligente iria perceber isso…

Com palavras acessíveis, ele deixou claro seu raciocínio.

Uma vingança não traz justiça e vice e versa.

A justiça fazia justiça; a vingança só o veneno.

Moldando o terreno, Yamaki continuou:

— O fato é que você veio até aqui no mundo real para um objetivo: matar esses jovens e aos digimons. Como você pode afirmar que eles foram os responsáveis diretos?

— O senhor Zhuqiaomon disse-nos que “qualquer um que destrate nossas leis são pecadores”. Hereges devem ser aniquilados e os dados ceifados para todo o sempre.

O humano lhe deu ouvidos.

Era um direito que não iria tirar.

— Não há digitamas no mundo real… Então esse é o destino. Eu fui convocado para aniquilá-los. Não é coincidência… e sim o destino.

Outro ponto suspenso veio.

Um silêncio ensurdecedor.

Porém não durou mais que três segundos: risadas icônicas vieram de Yamaki, que ecoaram por todo o salão.

Era questão de tempo até que Strabimon perguntasse:

— Por que está rindo?

— Haha… Destino? Então, mesmo sem você, Matsuda e os outros estariam condenados? Não existe controle, apenas um roteiro escrito?

— Exatamente! Não importa o tempo, o destino deles já está traçado. Sob os ensinamentos do senhor Zhuqiaomon, suas leituras astrais são inflexíveis e totais!

Embora a conversa estivesse ocorrendo, Strabimon só se irritava a cada olhar para Yamaki.

Ele não desviava; só o fazia ficar cada vez mais furioso.

E ele não se segurou:

— Eu sequer deveria lhe dar a palavra, humano! Você não tem poder sobre mim e o que eu acredito! Posso simplesmente te matar… e fazer o mesmo a todos esses hereges!

A colheita havia chegado para o executivo.

Já não era mais uma armadilha; era uma aula.

— Você não vai me matar… Eu sei que não.

— Porque tem essa certeza?

— Pelo o que você acredita. Eu não estou destinado a morrer por sua causa. Ou irá negar isso?

Novamente o silêncio.

Esse era o detalhe que Yamaki já havia percebido: Strabimon era inteligente, mas cego pela doutrina.

— Vê? — falava o humano. — Está preso sobre sua palavra. Se você crê no que segue, eu não sairei morto daqui. Entretanto… isso não se estende a esses meninos.

— Exatamente! Então agora acredita no que eu tenho como objetivo!

— Para eu acreditar no que você acredita, terei de ver com meus próprios olhos.

— O que?

O fruto foi colhido.

E era doce… como a vida.

— Eu sou cético — disse Yamaki. — Se eles estão condenados ao destino, como você acredita, então mantenha-os vivos.

— O QUE?! — gritou o lupino.

— Isso mesmo. Ou sua fé é baseada em força física?

— Humano, o que está dizendo…? — sua respiração ficou ofegante.

— Você não vai fazer nada. O destino está traçado, dentro do que você acredita. Então me mostre que estou errado… e deixe o “destino” fazer o serviço sujo!

Storabimon não era um idiota a ponto de não entender o que estava acontecendo.

Pelo contrário.

Só que Yamaki jogou-o contra a parede, usando de sua própria crença para levantar sua tese.

— Eu irei proteger esses meninos, esteja certo. Acho que seu destino seria me matar… ou estou errado?

— Não desejo tirar vidas inocentes… Mesmo você sendo arrogante, sua pessoa não carrega consigo a marca que esses hereges deixaram no digimundo!

— Então, se insistir em machucá-los, eu terei de intervir… — caminhou em direção ao lobo. — Vai querer ter essa “marca”, de matar um inocente?

— Está me dizendo que devo deixar que vivam? Meu objetivo de vida é acabar com eles!

— Eu pensei que era fazer justiça… Ou não?

Strabimon recuou dois passos, como se recebesse um golpe poderoso.

Foi o que recebeu, mas em seu ego.

O silêncio o tomou, enquanto Yamaki caminhava em sua direção, para seguir para próximo dos domadores.

Mas assim que ficaram ombro a ombro, Strabimon lhe entregou um tipo de acordo.

Não era só Yamaki que tinha habilidades para negociação.

— Humano, não pense que isso acabou. Isso que você me disse é um fato, não serei hipócrita…

— O que quer dizer? Vá, diga.

— Irei observar cada passo de todos vocês. Olhar por onde andam e o que fazem… Tudo isso faz parte do destino. Eu entendi o que você quer fazer: me mostrar que estou errado e que minha fé é falsa.

Era ideológico, mas fundamentado na justiça real.

Yamaki foi surpreendido pelo lupino fiel.

— O senhor Zhuqiaomon com certeza o destruiria por essa afronta, mas ele não está aqui. E sob sua palavra, eu não posso trair o que acredito.

O alto executivo da Hypnos colocou de volta seu óculos, logo após ouvir as últimas palavras de seu algoz emocionado.

— Vidas inocentes são mais importantes que ceifar a vida de hereges como eles. Mas pode ter certeza de que irei intervir para proteger os inocentes desses hereges!

Strabimon deu as costas a Yamaki, mas o agente do governo ficou com dúvidas do que tinha acabado de ouvir.

Ele perguntou sem receios:

— O que você quer dizer em “proteger os inocentes”?

— Enquanto eles viverem, coisas ruins irão acontecer.

— Como pode estar tão certo disso?

— Eu perdi amigos por causa dos hereges. O mesmo irá ocorrer aqui no mundo dos humanos. É o destino… e ele já foi traçado.

Strabimon começou a caminhar.

Ignorando seus alvos, deixou para trás sua missão divina; tinha algo mais importante para proteger dessa vez.

Sua fé e a predestinada epopéia de qualquer um.

Sua ideologia estava intacta, ao recuar.

Não foi uma derrota, e sim a manutenção dos seus ensinamentos de Zhuqiaomon..

— Eu estarei vagando por aí, humano… e verei com meus próprios olhos também. Haverá perdas em breve e eu protegerei você deles.

Yamaki se virou, olhando.

Afoito em ideias, pensou:

— “O que ele quer dizer com ‘me proteger deles’? Qual o motivo de ter dito isso?!”

O portão do galpão era o destino de Strabimon, para sair daquele local que lhe causava asco.

Mas, antes de ir, deixou uma recado:

— Hereges como vocês carregam as trevas. Eu carrego comigo a luz… e ela os derrotará. Vocês não foram salvos por esse humano. Só estão vivos ainda pelo destino. Estava escrito…

Ao dizer isso, ele sumiu por entre as sombras da instalação escura, deixando os domadores e digimons para trás.

Ruki ajudava Renamon, que desviava o olhar.

Não era só vergonha; era culpa da pior espécie.

A raposa, ainda tentando aceitar o fato, olhou para Takato e Guilmon, e logo em seguida para Lee e Terriermon.

E então, caiu em desespero:

— Ruki… nós fomos derrotados.

Dolorosa e total.

A derrota completa.

A que feriu o corpo, a alma e o espírito.


Tradução feita por fãs.
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