Death March – Revisado – CapĂtulo 6 – Arco 7
Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody
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Death March 7-6
[Por Dentro da Cidade Natal dos AnÔes] [Parte 5]
Satou aqui. Durante um perĂodo de deflação Ă© comum ver um monte de artigos sendo colocados em promoção. Parece que mesmo em um mundo paralelo, essa prĂĄtica Ă© bem comum.
âââ
â VocĂȘ ouviu o que eu disse hĂĄ pouco, certo, senhor? Mesmo entre os ferreiros anĂ”es, apenas os discĂpulos pessoais do anciĂŁo conseguem trabalhar com materiais de primeira classe como o mithril. Um anĂŁo da classe trabalhadora comum como eu sĂł faz espadas de ferro no mĂĄximo. NĂŁo lido com mithril.
O anĂŁo, pressionado por uma resposta, declarou isso enquanto encolhia os ombros, como se cuspisse as palavras.
â NĂŁo pode ser… EntĂŁo onde eu deveria ir para comprar? Vim especificamente da cidade de Gururian para cĂĄ.
â NĂŁo sei disso, mesmo que vocĂȘ me pergunte.
Parecia que até os anÔes não sabiam como lidar com o homem que se lamentava de forma exagerada.
â Ă bem comum encontrar pessoas assim nesta Ă©poca. Com a mudança do mĂȘs em oito dias, o torneio de artes marciais que ocorre a cada trĂȘs anos serĂĄ aberto na capital, entĂŁo estĂŁo vindo para cĂĄ em busca de armas de mithril.
Depois de explicar, Jojori-san disse âVou dar uma olhadaâ e foi acalmar a discussĂŁo. Como havia um bom nĂșmero de guarda-costas escondidos, ela deveria ficar bem. Se o torneio fosse na semana seguinte, ele nĂŁo chegaria a tempo, mas como as eliminatĂłrias eram realizadas em todas as cidades do ducado, parecia que daria certo. Infelizmente, as eliminatĂłrias nĂŁo ocorriam na cidade de Bolenhart.
O cara era o quarto filho do visconde, nĂvel 6, com habilidade em espada. NĂŁo achava que ele se sairia bem no torneio, mesmo com uma espada de mithril.
â Gobler-san, estĂĄ acontecendo algum problema?
â Ah, Jojori nee-san. Essas pessoas insistem em comprar espadas de mithril.
â O que foi? VocĂȘ tem pra vender?
â Lamento muito, mas as armas de mithril sĂŁo feitas sob encomenda. AlĂ©m disso, exigem cartas de apresentação do duque e do vice-rei.
â O QUĂ!!! Q-quer dizer que nĂŁo conseguirei uma espada de mithrilâŠ!?
O nobre murmurou e desabou no chĂŁo, desmaiado. A julgar pelo estado de suas roupas e manto, ele provavelmente tinha passado por uma longa jornada.
Jojori-san voltou carregando o homem nos ombros. Era de se esperar de uma anĂŁ carregar um homem adulto com facilidade. A encarregada da cafeteria saiu, e o homem foi deitado em um banco no canto do local. Ela era gentil mesmo; daria para simplesmente deixĂĄ-lo na sombra da ĂĄrvore ali perto.
â Parece que ele estĂĄ exausto. Entre os segundos filhos de nobres e abaixo, e nobres em decadĂȘncia, hĂĄ muitos casos em que desmaiam ao chegar aqui apĂłs uma viagem apertada.
Tinha virado tradição, hein? No entanto, mesmo que ele usasse uma espada de mithril, ainda seria difĂcil, nĂŁo?
Quem respondeu a essa dĂșvida nĂŁo foi Jojori-san, mas uma mulher vestida em armadura que parecia ser a acompanhante do nobre. Era uma loira de 16 anos com rosto infantil e sobrancelhas grandes. NĂŁo dava para ver seu corpo por causa da armadura, mas suas medidas pareciam relativamente boas. Seu nĂvel era 7, com habilidades em espada de uma mĂŁo e escudo. Aparentemente, ela servia a casa do visconde.
â Peço desculpas pelo transtorno que o jovem mestre causou. GostarĂamos de conseguir espadas de mithril de qualquer jeito. NĂŁo hĂĄ nenhuma outra maneira?
â Mesmo que vocĂȘ diga isso… Se trouxer o material bruto, o lingote de mithril, hĂĄ chances de alguĂ©m poder ajudar, mas como todos os materiais disponĂveis estĂŁo reservados para o duque e os vice-reis, Ă© impossĂvel.
A guerreira era mais objetiva que o nobre de antes, mas a resposta de Jojori-san nĂŁo foi favorĂĄvel. A propĂłsito, os vice-reis pareciam ser nobres que governavam cidades alĂ©m da capital do ducado. O mandato do cargo durava cinco anos, e depois a posição era trocada. Ainda assim, se o sistema era tĂŁo rĂgido com reservas, serĂĄ que estava tudo bem eu ter recebido uma espada tĂŁo excelente? Como a conversa das duas nĂŁo me interessava, limpei a boca de Pochi, que havia se sujado com a sopa de carne, mas a discussĂŁo voltou-se para mim.
â Nobre senhor. Suponho que sua espada seja feita de mithril. Ă um pedido atrevido, mas estaria disposto a cedĂȘ-la?
â Recuso.
Ela percebeu mesmo sem habilidade de avaliação, hein? Recusei na hora, mas a guerreira insistiu sem desistir. Mas, mesmo que eu vendesse, duvidava que pudessem pagar.
â NĂŁo venderĂĄ de jeito nenhum?
â Em primeiro lugar, vocĂȘ nĂŁo teria como pagar, sabe?â Pagaremos qualquer valor. Se nĂŁo pudermos, darei o que vocĂȘ quiser.
Todas olharam para mim com essas palavras da guerreira. NĂŁo, nĂŁo estava pensando em nada pervertido, sabia?
â Mesmo que diga “qualquer valor”, um punhal de mithril custa 40 moedas de ouro, sabe? Para uma espada deste tamanho, seriam pelo menos 120 moedas.
â O quĂȘ! Mesmo que uma espada de ferro custe apenas uma moeda de ouro, cem… 120, vocĂȘ diz?
Acredito que uma espada de ferro fosse mais cara, mas, ao ver a espada da mulher, era realmente de mĂĄ qualidade. Ainda assim, era ruim ela tentar comprar algo sem entender o preço de mercado. Dei mais um aviso para fazĂȘ-la desistir.
â Mesmo que consiga uma espada de mithril, nĂŁo ficarĂĄ mais forte do nada, sabe? Em vez de vir aqui comprar uma, deveria usar esse tempo e esforço para caçar monstros.
â NĂŁo Ă© assim. Para entrar na guarda imperial do ducado, o jovem mestre precisa de uma espada de mithril ou uma espada mĂĄgica.
Pedi detalhes, jĂĄ que nĂŁo entendia bem a relação. Segundo ela, quem possuĂsse espadas de mithril ou mĂĄgicas poderia passar na primeira fase eliminatĂłria. E havia um boato entre os jovens nobres de que, se cumprissem a condição de “participar da segunda fase”, seriam aceitos na guarda imperial do ducado.
Parecia que entrar na guarda imperial era o caminho mais popular para o sucesso, alĂ©m de ser o primogĂȘnito. O nobre de antes participava do torneio desde os 15 anos, mas nunca passou da primeira fase. Este ano seria sua terceira tentativa.
Para ser sincero, não me importava, jå que era problema de um estranho. Como a lança de Liza estava envolta em pano, estava tudo bem, mas seria problemåtico se a guerreira notasse que era uma lança mågica.
Ainda assim, Arisa, que acabara de comer, afastou a mulher persistente.
â EstĂĄ sendo rude com nosso mestre, mesmo que ele esteja sendo humilde, sabia? Esta pessoa Ă© um nobre respeitado com tĂtulo, Chevalier Pendragon-sama.
Ao ouvir isso, a mulher disse âPeço sinceras desculpas pela minha flata de respeito!â e abaixou a cabeça, ficando pĂĄlida.
Que coisa, eu deveria ter mostrado meu tĂtulo desde o inĂcio. Arisa era esperta, como sempre.
â Tome cuidado, pois hĂĄ muitos golpistas vendendo armas feitas de monstros como se fossem mĂĄgicas ultimamente.
Jojori-san avisou a guerreira. NĂŁo tinha obrigação de ficar com eles para sempre, entĂŁo, quando Liza e as outras terminaram de comer, dei o sinal para irmos. Depois que saĂmos, alguns homens parecidos com mercadores se aproximaram da mulher, mas decidi ignorar. Era responsabilidade dela se fosse enganada apĂłs ignorar o conselho de Jojori-san.
âââ
A loja de magia no andar de cima era administrada por um amigo de infĂąncia da Jojori-san. O estoque parecia inferior ao da loja subterrĂąnea, mas, como ficava no caminho para a atração turĂstica da roda d’ĂĄgua, decidi visitĂĄ-la.
â Ei, Jojori. Que raro vocĂȘ vir a esta loja! Finalmente cansou daquele cabeça-oca do Zajir? Que bom! Isso Ă© Ăłtimo mesmo!
â OlĂĄ, Galhar. Por favor, nĂŁo fale assim do Zajir-san.
Galhar disparou palavras como uma metralhadora ao ver Jojori-san, que o repreendeu com suavidade. Apesar de ser um anĂŁo, ele nĂŁo mostrava a barriga e tinha a barba cuidadosamente aparada e encerada. SerĂĄ que ele era um “ikemen (bonitĂŁo)” para os padrĂ”es dos anĂ”es?
Apresentado por Jojori-san, pedi para ver os livros e pergaminhos mĂĄgicos da loja. Os livros eram quase iguais aos da loja subterrĂąnea, mas havia dois de autores diferentes, que acabei comprando. JĂĄ os pergaminhos eram diferentes, voltados para nobres e mercadores.
â E entĂŁo? Trouxe esses especialmente da cidade de Daregan. NĂŁo sĂŁo incomuns?
Ele exibiu alguns pergaminhos de magia cotidiana, repelente de insetos, anti-coceira, desodorante e atĂ© um para purificar ĂĄgua nĂŁo fervida. Coisas que os ricos comprariam. Embora interessantes, o custo-benefĂcio parecia duvidoso.
De fato, quando Jojori-san viu a seleção, seu rosto ficou nublado.
â Ei, Galhar. Quanto custa cada um desses pergaminhos?
â Fufufu! Normalmente, 1 moeda de ouro cada, mas para vocĂȘ, faço por 3 de prata.
â Esses pergaminhos… por acaso nĂŁo venderam nenhum atĂ© agora?
Galhar estava se gabando até o nariz crescer, mas congelou ao ouvir Jojori-san. Arisa ainda deu o golpe final.
â NĂ©? Em vez de carregar pergaminhos caros assim, Ă© mais prĂĄtico contratar um servo com magia cotidiana. Sai mais barato no longo prazo.
Eram claramente estoque encalhado, parado ali hĂĄ seis meses. Com o apoio das garotas, consegui comprĂĄ-los por menos do que o preço de custo. Somados a outros trĂȘs pergaminhos populares, o total ficou em trĂȘs moedas de ouro.
Os pergaminhos obtidos foram:
» Pergaminho, Magia Cotidiana: [Repelente de Insetos]
» Pergaminho, Magia Cotidiana: [Anti-Coceira]
» Pergaminho, Magia Cotidiana: [Desodorante]
» Pergaminho, Magia Cotidiana: [Ăgua Pura]
» Pergaminho, Magia Neutra: [Atordoamento Breve]
» Pergaminho, Magia Neutra: [Sonar]
» Pergaminho, Magia Neutra: [Cerca]
Exceto o [Atordoamento Breve], eram magias questionĂĄveis, mas meu lado colecionador falou mais alto.
Galhar, achando que eu compraria qualquer coisa, trouxe mais estoque ruim do fundo da loja. Parecia que os havia comprado de um mercador esperto em Daregan.
â E entĂŁo? SĂŁo bem raros, sabia?
Raros, sem dĂșvida.
O primeiro era [Magia Neutra: Sinal], igual ao da Nana, mas inĂștil sem alguĂ©m para recebĂȘ-lo. Talvez servisse como farol.
O segundo, [Magia Neutra: Cubo], era um hĂbrido entre [Escudo] e [Plataforma Flutuante], criando cubos suspensos de tamanho variĂĄvel.
Servia para bloquear inimigos ou como assento, mas durava pouco e sumia se afastado do usuårio. Também não ficava totalmente imóvel, cedendo se sobrecarregado.
Dava para fazer escadas invisĂveis, talvez?
â O cubo bĂĄsico Ă© mais ou menos assim, viu?
Arisa criou um cubo de 10 cm no ar, que sĂł suportava 500 gramas. Como pergaminhos sĂł invocavam o nĂvel mĂnimo da magia, entendia porque estava encalhado.
O terceiro era [Magia de Fogo: Chama de Forja], para derreter minĂ©rios. TĂpico de anĂ”es, mas exigia pelo menos 10 pergaminhos para fundir ferro, alĂ©m de um recipiente resistente. O metal vazava, e o alcance curto queimava o usuĂĄrio, ou seja, um produto defeituoso.
Resumindo: uma forja comum era melhor. Zero demanda.
â Como vocĂȘ acabou com esses pergaminhos esquisitos…?
Arisa e Mia pareciam pasmas. Jå Pochi e Tama dormiam aos pés de Liza, exaustas.
â V-vocĂȘ pode usar como magia ofensiva!
â Se atacar com isso, vai se machucar. Um [ProjĂ©til de Fogo] Ă© mais eficiente.
Pois Ă©.
O Ășltimo, [Magia de Luz: Condensar], foi vendido com argumentos como “secar roupa em dias nublados” ou “ler no escuro”. Galhar o confundiu com o feitiço [LuminescĂȘncia].
Ele achava que eu desistiria depois das crĂticas, entĂŁo ficou boquiaberto quando comecei a negociar.
Sim, eram basicamente lixo, mas me atraĂam mais que os pergaminhos da loja subterrĂąnea. Com ajuda de Arisa e Jojori-san, comprei tudo por uma pechincha: uma mĂsera moeda de prata.
Boa compra. Fiquei até com vontade de vender meus próprios pergaminhos para ele no futuro, só para equilibrar.
âââ
A grande roda d’ĂĄgua que Jojori-san nos mostrou era menor que o esperado, mas ainda assim turĂstica.
Apesar de termos comido hå pouco, todos correram para as barracas de doces em vez de admirar a roda. Vendiam um pastel folheado famoso na região, em promoção.
â Mestre diga âaahâ, nanodesu!
Peguei um doce que Pochi me ofereceu. Arisa e as outras, na fila das barracas, faziam alvoroço, mas ignorei e provei. O sabor lembrava salgadinho de camarão.
Enquanto saboreava a nostalgia, visitamos ferreiros de vårias raças no distrito artesão, começando pelos anÔes, antes de voltar à mansão.
Naquela noite, cedendo aos olhares suplicantes de Pochi e Tama, decidi cozinhar. A tia do refeitĂłrio que me autorizou era a esposa do velho Dohar. Levei 20 tipos de carne da carruagem como ingredientes, mas nĂŁo foi suficiente.
Preparei pratos enormes, mas, quando os ferreiros anĂ”es apareceram atraĂdos pelo cheiro, o refeitĂłrio virou um campo de batalha. Os olhares de Pochi, Tama e dos anĂ”es disputando a carne enquanto eu reabastecia os pratos eram aterrorizantes.
Jojori-san separou crianças e adultos, mas como as crianças anãs também entraram na competição, a disputa continuou. Como pareciam estar criando laços, deixei rolar. Só tarde da noite eu, Lulu e Nana, exaustos de reabastecer a comida, conseguimos jantar também.
Tradução feita por fãs.
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