Death March – Revisado – CapĂtulo 2 – Arco 7
Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody
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Death March 7-2
[Por Dentro da Cidade Natal dos AnĂ”es â Parte 1]
Satou aqui. Lembro-me de ter ficado surpreso ao descobrir que atĂ© as mulheres anĂŁs tinham barba no primeiro romance de fantasia que li. TambĂ©m nĂŁo tenho certeza sobre as anĂŁs “lolis” que aparecem nas obras recentes, mas seria problemĂĄtico ter que escolher entre elas e as anĂŁs barbudas.
âââ
Dizem que os anÔes normalmente vivem em cavernas, mas, segundo as informaçÔes que coletei com a habilidade [Exploração Total do Mapa], cerca de metade deles vive normalmente na fortaleza. A outra metade corresponde exatamente ao estereótipo, habitando cavernas próximas à cidade.
Este domĂnio autĂŽnomo dos anĂ”es nĂŁo era muito extenso. Tratava-se de um vale com aproximadamente 20 quilĂŽmetros de raio. Dentro do territĂłrio, havia uma cidade chamada Bolenhart e duas aldeias. A cidade possuĂa uma população de 30 mil pessoas: 20 mil anĂ”es com nĂveis mĂ©dios entre 5 e 6, quatro mil Ratkins, dois mil Rabbitkins (Homens-Coelhos), dois mil humanos, mil Weaselkins (homens-doninhas) e os outros mil compostos por outras raças semi-humanas. NĂŁo havia elfos.
Serå que as relaçÔes entre as raças eram ruins?
Pelas profissĂ”es e habilidades que observei, havia muitos mercadores weaselins e humanos. Entre os anĂ”es, cerca de dez indivĂduos ultrapassavam o nĂvel 40. O de nĂvel mais alto era um anĂŁo chamado Dohar. Se nĂŁo me engano, era o mesmo anĂŁo que fabricou a adaga de Toruma (o Ossan). Seu nĂvel era 51.
Como esperado dos anÔes, a maioria era de anciãos.
NĂŁo tinha demĂŽnios, pessoas transportadas ou reencarnadas. Parecia que desta vez seria tranquilo.
Havia campos ao redor da cidade, mas quem os cultivava não eram anÔes, e sim Ratkins, Rabbitkins e outros beastkins. Aparentemente, não eram exatamente escravos.
Nos juntamos Ă fila para entrar em Bolenhart, posicionando-nos diante do portĂŁo e estacionei a carruagem no final da fila, aguardando a nossa vez.
â Acho que somos o vigĂ©simo na fila? Tem bastante gente, hein?
â Ă verdade.
Arisa escalou meu corpo para espiar a fila.
Foi quando alguĂ©m puxou minha manga. Olhei para o lado, vi Pochi, Tama e atĂ© Mia esperando sua vez. Como minha roupa ficaria amarrotada se subissem em mim, coloquei-as sobre meus ombros, mas como Mia era a Ășnica usando saia, em vez de colocĂĄ-la no ombro, segurei sua cintura e a levantei.
â Discriminação, protesto.
â Isso nĂŁo Ă© discriminação, mas distinção. Se estivesse usando calças, a colocaria no ombro.
â Mmuu…
Dentre as carroças aguardando, cerca de metade era conduzida por humanos.
â Pochi-chan, Tama-chan, fiquem atentas a ladrĂ”es na retaguarda.
â A~ye.
â Entendido, nanodesu!
Liza, que acabara de voltar de uma inspeção no portão, deu ordens a Pochi e Tama.
â Mestre, reparei que hĂĄ Weaselkins entrando e saindo da cidade com frequĂȘncia. Por favor, cuidado, pois estas pestes sĂŁo ardilosas.
â Sim, entendi. Obrigado, Liza.
Se bem me lembrava, a tribo Weaselkin era a responsåvel pela destruição da vila de Liza.
â Onii-san, nĂŁo quer comprar batatas? SĂŁo deliciosas, viu?
Uma mulher Weaselkin tentava vender batatas com um vocabulĂĄrio desajeitado. Parecia que custavam uma moeda de cobre cada, cerca de trĂȘs vezes o preço de mercado. Por algum motivo, sua fala soava como um sotaque chinĂȘs falso.
Rudy: No lugar de Pastel de Flango, Tem Pastel de Yakitoli!
â Onii-san, este yakitori Ă© mais gostoso que as batatas da garota ali. Tem bastante sal das minas Bolenhart, viu? TrĂȘs moedas de cobre cada.
â PatrĂŁo, nada Ă© melhor do que carne de verdade! O sabor do sapo-mĂŁe grelhado do subsolo da mina vai satisfazĂȘ-lo, com certeza!
Esses sapos-mĂŁe eram mesmo comestĂveis?
O cheiro era bom, mas como havĂamos acabado de comer, recusei as ofertas. Pochi e Tama ficaram um pouco decepcionadas, mas comer demais fazia mal.
Os que se aproximavam para vender coisas não eram apenas Weaselkins, mas também Ratkins, Rabbitkins e crianças. Apesar disso, limitei-me a verificar os preços de mercado sem comprar nada.
Mia, que comprou algo adiante, retornou mastigando algo.
â Satou.
Ela estendeu para minha boca um talo amarelo que comia, e eu o provei.
Doce.
Tinha um sabor mais prĂłximo ao nĂ©ctar de flores do que de açĂșcar. Lembrei-me de quando, na infĂąncia, chupava o nĂ©ctar das flores Ă beira da estrada. NostĂĄlgico.
â Aah!
â Isso agora foi um beijo indireto, nĂ©?! EntĂŁo, a prĂłxima sou eu!
Vozes de protesto surgiram de Arisa, atrĂĄs, e de Lulu, ao lado.
Beijo indireto? NĂŁo Ă© como se fĂŽssemos colegiais. Bem, na verdade, Lulu estava nessa idade…
Arisa esticou a mão, mas, antes que conseguisse, Mia recolheu o talo rapidamente, enfiou-o na boca e fez um sinal de vitória na nossa direção.
Como Arisa começou a resmungar “Mukkii” atrĂĄs, preferia que ela parasse de provocar.
Veja só, até os olhos de Lulu ficaram marejados.
Nesse momento, apareceu um Weaselkin vendendo talos doces, então comprei um para cada. De algum modo, todas insistiram que eu segurasse os talos em minha boca por vez, mas acho que perderia se levasse a sério.
âââ
No final, conseguimos entrar apĂłs dez minutos.
Recebemos tratamento preferencial dos soldados anĂ”es, que vieram inspecionar a magnĂfica armadura de Liza. Foi entĂŁo que descobri que nobres tinham prioridade quando se tratava de ser inspecionado nos portĂ”es. Mesmo sendo apenas um nobre honorĂĄrio de baixo escalĂŁo, a regra ainda se aplicava. Durante a entrada, fui o Ășnico que precisou mostrar identificação, sendo meus acompanhantes dispensados de qualquer necessidade. Apenas deram uma olhada superficial na carroça, sem investigação ou cobrança de taxa de entrada.
Era um privilégio especial?
Mas, assim, nobres inescrupulosos poderiam contrabandear coisas facilmente.
Na primeira vez que vi os anĂ”es, eram exatamente como imaginava: baixos, largos e robustos, com cerca de 130 cm de altura. As mulheres anĂŁs pareciam versĂ”es sem barba dos homens. Como nĂŁo se pareciam com as “lolis legais” frequentes em jogos recentes, senti-me aliviado. Chega de menininhas.
âââ
â Prazer em conhecĂȘ-lo, Chevalier Pendragon. De fato recebi a carta da viscondessa Rottol. Essa corajosa mulher estĂĄ bem de saĂșde?
â Sim, ela tem liderado o territĂłrio do barĂŁo Muno com energia. Pode me chamar apenas de Satou, se preferir.
Eu conversava com Driar, o prefeito, apĂłs entregar-lhe a carta de Nina.
Liza e as outras descansavam em outra sala, mas, por algum motivo, Arisa estava presente. E essa mesma Arisa, que normalmente se expressava de forma tĂŁo descontraĂda, agora falava com extrema formalidade ao dirigir-se a Driar-shi.
â Driar-sama, como consta na carta, gostarĂamos de permissĂŁo para enviar estudantes de intercĂąmbio para cĂĄ.
Hou, Arisa? Essa era a primeira vez que ouço falar nisso. Arisa, percebendo meu olhar interrogativo, fitou-me com uma expressĂŁo que claramente dizia “Eu nĂŁo te contei?”. Mais tarde eu daria um peteleco na sua testa.
â Hum, fui ajudado pela viscondessa Rottol quando estudava na capital real. Posso aceitar, desde que sejam apenas alguns estudantes.
Driar-shi respondeu enquanto abria a carta. O verdadeiro senhor deste domĂnio autĂŽnomo nĂŁo era ele, mas sim seu pai, Dohar-san. SerĂĄ que ele podia concordar sem a autorização paterna?
â NĂŁo se preocupe, meu pai delegou a administração da cidade a mim, exceto em assuntos graves.
Parecia estar tudo bem. Ătimo.
No entanto, considerando que a tecnologia do territĂłrio era algo importante, talvez adotassem a postura de “se conseguirem roubar nossos segredos, que o façam”.
â Segundo a carta, Satou-dono trabalha com metalurgia. Gostaria de visitar nossa oficina, se tiver interesse?
â Com certeza!
Oh, que sorte a minha.
Nina havia feito um excelente trabalho.
âââ
â Esta Ă© a maior farnalha da cidade.
Uma construção de vinte metros de altura.
Havia uma abertura para carvĂŁo combustĂvel na parte inferior, onde anĂ”es seminus e beastkin sujos de fuligem atiravam carvĂŁo. Do lado de fora, eu sĂł via fumaça branca, entĂŁo como lidavam com a poluição? Bem, certamente havia algum elemento absurdo (ou fantĂĄstico) envolvido.
â Estas instalaçÔes sĂŁo impressionantes.
NĂŁo era mero elogio. A escala do local nĂŁo ficava atrĂĄs das siderĂșrgicas que eu vi em meu mundo anterior.
Estavam presentes apenas eu, Driar-shi e uma anã que parecia sua secretåria, Jojori-san, filha dele. Arisa e as outras tinham partido para a cidade após receberem uma carta destinada a Nina. Estavam procurando um mercador que fosse até Muno para entregå-la.
Observåvamos de um espaço vip reservado, longe do forno. O calor era intenso, mas ainda mais suportåvel do que na årea com magia de isolamento térmico. Curiosamente, lå fora estava ainda mais quente.
Segundo Driar-shi, cerca de 30% dos lingotes de ferro usados no reino de Shiga eram produzidos ali.
Em seguida, visitamos sequencialmente os conversores e as prensas hidrĂĄulicas. Na ĂĄrea de prensagem, magos com cĂrculos escuros ao redor dos olhos infundiam energia mĂĄgica em ferramentas especiais, revezando-se em turnos exaustivos. Originalmente, haveria mais pessoas, mas muitas haviam sido deslocadas para outras tarefas, deixando o local com pouca mĂŁo de obra.
Bem… Força, guerreiros. Torci mentalmente por aqueles magos cambaleantes.
NĂŁo havia mĂĄquinas pesadas, mas, em compensação, membros de uma tribo chamada Gigantes Menores, com cerca de trĂȘs metros de altura, carregavam minĂ©rios, chapas de ferro e materiais acabados.
Suspeitei que as instalaçÔes de mithril fossem secretas, jå que não me mostraram nada. Pareciam estar nas cavernas subterrùneas, então decidi perguntar.
â As instalaçÔes relacionadas ao mithril ficam no subsolo?
â V-vocĂȘ Ă© bem informado. Ouviu isso da viscondessa Rottol?
â NĂŁo, um mercador conhecido meu comentou que os produtos de mithril desta cidade sĂŁo excepcionais.
â Entendo… Adoraria mostrar, mas precisamos da permissĂŁo de meu pai para visitar as instalaçÔes subterrĂąneas.
Driar-shi cruzou os braços curtos, franzindo a testa. Jojori-san, alheia à expressão constrangida do pai, fez uma sugestão:
â Pai, nesse caso, por que nĂŁo pergunta ao vovĂŽ? Mesmo ele nĂŁo exigiria que um recĂ©m-chegado forjasse uma espada do nada.
Jojori-san, isso soou como um convite (Flag) para o desastre…
Tradução feita por fãs.
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