Death March – Revisado – CapĂtulo 19 – Arco 7
Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody
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Death March 7-19
[Noite Sem Nome â Parte 1]
Satou aqui. Como eu vivia no JapĂŁo, onde havia uma certa flexibilidade em relação Ă s religiĂ”es, sempre achei estranho quando ouvia falar de paĂses que entravam em guerra por diferenças religiosas. SerĂĄ que atĂ© mesmo neste mundo paralelo existem guerras em nome da fĂ©?
âââ
O navio que nos transportava estava ancorado em um ponto de onde era possĂvel apreciar a vista noturna da capital. O porto estava lotado por causa do torneio, entĂŁo estĂĄvamos aguardando nossa vez. Parece que o duque havia emitido uma ordem para priorizar os navios que transportavam suprimentos, por isso havia diversas embarcaçÔes ancoradas.
Como o capitĂŁo conseguiu a permissĂŁo para entrar no porto logo pela manhĂŁ, parecia que poderĂamos desembarcar sem demora no dia seguinte. Todos estavam observando a vista atĂ© pouco tempo atrĂĄs, mas como nosso time mais jovem começou a cochilar, mandei todas voltarem para o quarto.
Ouvi passos leves. Ao me virar, vi Arisa.
â Vai mesmo assim?
â Sim.
Respondi de forma breve a Arisa, que exalava uma atmosfera estranha.
â NĂŁo consigo imaginar vocĂȘ perdendo para inimigos do nĂvel dos chifres-curtos, mas nĂŁo baixe a guarda, entendeu?
â Ah, eu sei. Ou melhor, vou agir antes que esses demĂŽnios com chifres-curtos possam aparecer.
NĂŁo poderĂamos passear pela capital com tranquilidade se houvesse por aĂ pessoas agindo como terroristas carregando bombas. AlĂ©m disso, eu estava bastante ansioso para visitar a oficina de pergaminhos. NĂŁo deixaria que eles atrapalhassem.
AlĂ©m do mais, a identidade dos portadores dos chifres-curtos era bastante suspeita. A maioria era formada por jovens nobres, membros de uma sociedade secreta chamada [Asas da Liberdade]. Nenhum deles parecia ter tĂtulo de nobreza, mas entre eles havia atĂ© um descendente direto do duque. Senti que os weaselkins estavam envolvidos por trĂĄs disso, mas todos os membros visĂveis eram humanos.
â Olha aqui, vocĂȘ tem que voltar absolutamente ileso, entendeu? VocĂȘ nĂŁo Ă© nenhum herĂłi, entĂŁo nada de se arriscar! Se voltar com um arranhĂŁo sequer, eu nunca mais vou deixar vocĂȘ ir sozinho!
â Eu sei, nĂŁo vou exagerar. Se surgirem inimigos muito fortes, vou usar o [Proteger Vida] sem hesitação.
Como Arisa ainda tinha essa tendĂȘncia superprotetora, resolvi tranquilizĂĄ-la citando tĂĄticas de jogo de um RPG famoso em ambos os nossos mundos. Arisa finalmente assentiu, dizendo âTĂĄ bom entĂŁo, desde que seja assim.â, e decidi partir.
â Arisa, Ă© possĂvel que piratas do rio ataquem esta noite, entĂŁo peça a alguĂ©m do nosso grupo para ficar de vigia. TambĂ©m estĂĄ tudo bem chamar Lady Karina e suas criadas para o nosso quarto. Se ela vier, Raka virĂĄ junto.
Não posso dizer que só a Arisa é superprotetora. Eu também sou.
âââ
Agora, tinha algo que nĂŁo contei para a Arisa.
Primeiro, havia cerca de trezentos membros do [Asas da Liberdade] que nĂŁo estavam em posse dos chifres-curtos. Nenhum deles passava do nĂvel 30. Deveriam ter sido detectados pela Pedra de Yamato, mas como todos possuĂam dupla filiação, provavelmente a outra afiliação era a que tinha prioridade.
O esconderijo deles parecia ser uma årea misteriosa a vårias centenas de metros abaixo da capital do ducado. Descobri isso quando alguém que eu havia marcado antes saiu do alcance do mapa. Ao verificar, percebi que o local era tratado como uma årea diferente. Serå que era uma caverna? Ou um labirinto subterrùneo?
Claro, tinha tambĂ©m construçÔes que pareciam escritĂłrios da sociedade espalhadas por diversos pontos da superfĂcie.
AlĂ©m disso, havia trĂȘs pessoas com [Status Anormal: PossessĂŁo DemonĂaca]. Entre os dois membros executivos, um era um clĂ©rigo do templo de Tenion. Deixando o primeiro de lado, por que o segundo estava possuĂdo? Como os trĂȘs estavam no subterrĂąneo, cuidaria deles depois de recolher os chifres-curtos.
Talvez por conta da habilidade [Espionagem], consegui entrar na capital sem ser detectado pelas patrulhas dos batkin. Claro, não entrei pelo portão principal, mas saltei sobre a muralha usando a habilidade [Manobra Aérea].
Como era uma missão furtiva durante a noite, estava usando uma måscara negra em vez da prateada. Também não vestia minha capa, mas sim roupas de cavaleiro com os ornamentos removidos. Achei melhor evitar trajes chamativos, jå que meu objetivo não era combater demÎnios, mas sim cometer furtos.
Pois bem. Apesar da longa noite, os inimigos estavam se reunindo no subterrĂąneo, entĂŁo era melhor agir rĂĄpido e capturar os portadores de chifres-curtos na superfĂcie.
Comecei por uma vidente num beco escondido. Entrei na loja sem bater. Demorei um pouco para destrancar a porta, mas consegui entrar sem problemas. Usei minha habilidade de [Destrancar BaĂșs] para isso.
â Quem Ă©? A loja jĂĄ fechou hoje.
Uma mulher madura, loira e sedutora, falou com desprezo, mas a fiz desmaiar sem dar atenção. Confirmei que nĂŁo havia mais ninguĂ©m no local, peguei o chifre-curto do cofre e saĂ. Tranquei a porta por precaução.
Consegui capturar até a quarta pessoa sem dificuldades, mas a quinta foi um problema. Nada menos que o terceiro filho do duque. Mesmo conseguindo me infiltrar no castelo, havia muitos guardas com habilidades como [Visão Penetrante], [Vigilùncia] e [Detecção de Inimigos] espalhados por todo lugar. Até agora, estava me escondendo dos sentinelas que faziam ronda.
Não havia sentinelas beastkin, mas mesmo assim usei o feitiço [Desodorante] para apagar meu cheiro por precaução.
Queria confiar no nĂvel 10 da habilidade [Espionagem], mas com tantos guardas, era impossĂvel relaxar. SerĂĄ que eu conseguiria obter habilidades de invisibilidade se ocultasse minha presença, como aconteceu quando consegui a habilidade de busca por inimigos?
Pelo menos, havia inimigos tentando me detectar, o que devia satisfazer as condiçÔes.
Na ocasiĂŁo anterior, eu buscava por corpos estranhos na natureza; agora era o contrĂĄrio. Relaxei, concentrei-me, e imaginei meu corpo e mente se fundindo ao ambiente.
Talvez por jĂĄ ter passado por algo parecido antes, obtive as habilidades mais facilmente do que imaginava.
» Habilidade: [Ocultação] foi adquirida.
» Habilidade: [Invisibilidade] foi adquirida.
» Habilidade: [Passos Furtivos] foi adquirida.
Ativei as habilidades e consegui andar pelos corredores sem emitir ruĂdo algum. Sem dĂșvida, tambĂ©m foi graças aos sapatos de couro macio que estava usando.
Com a combinação das quatro habilidades e da magia, a missĂŁo de infiltração foi um sucesso, e cheguei Ă sala de estar do terceiro filho do duque. Ao espiar para dentro, vi um homem obeso de mais de trinta anos murmurando em voz baixa diante de um espelho de mĂŁo. A princĂpio, achei que ele estava falando sozinho, mas como o espelho emanava poder mĂĄgico, devia ser um artefato de comunicação. Ao ouvir com atenção…
â EntĂŁo, sequestrem… nĂŁo, convidem Sera do templo de Tenion.
Palavras perturbadoras. Se bem me lembro, uma das pessoas com [Status Anormal: PossessĂŁo DemonĂaca] era chamada Sera.
â Hm, eu tambĂ©m gostaria de ir, mas estou atolado de assuntos administrativos. Ă pouco provĂĄvel que eu consiga participar do ritual. NĂŁo, nĂŁo estou menosprezando a sociedade. Entendido, estarei lĂĄ antes do inĂcio do ritual. Mantenham quem pode operar o portal em prontidĂŁo.
ApĂłs encerrar a conversa com o espelho, ele se dirigiu Ă estante de livros. ApĂłs manipular algo, a estante deslizou para o lado, revelando uma sala secreta. Por que serĂĄ que as pessoas deste mundo adoram esse tipo de mecanismo?
Como ele começou a se trocar para vestir o uniforme da sociedade dentro do cĂŽmodo secreto, atordoei-o rapidamente e peguei o chifre-curto. Dentro do baĂș com as roupas da sociedade, havia uma lista de senhas e um plano qualquer. Recolhi tudo.
Deixei o terceiro filho do duque desmaiado e vestido com o uniforme da sociedade. Em teoria, eu poderia vestir esse traje para infiltração, mas não queria usar uma roupa daquelas.
Havia uma passagem secreta prĂłxima ao esgoto que levava ao porĂŁo do castelo, entĂŁo a utilizei.
O cheiro de mofo era forte.
Ratos corriam de um lado para o outro desde algum tempo atrås. Se fossem familiares, eu teria sido descoberto, mas como nem o [Radar] nem minha [Percepção de Crise] se ativaram, eram apenas ratos normais.
Havia vårios dispositivos de alarme ao longo do caminho, parecidos com teias de aranha, mas não representavam obståculo algum graças às habilidades de [Detecção de Armadilhas] e percepção de perigo. Na verdade, o pior era o fedor do esgoto ao lado da passagem. Como o uso excessivo do feitiço [Desodorante] deixaria rastros, tive que suportar o mau cheiro.
No meio do caminho, encontrei roupas da sociedade e troquei de traje. TĂpico de uma sociedade secreta, o uniforme ocultava completamente a figura e o rosto. Como quem eu despojei era uma mulher, hesitei em deixĂĄ-la apenas de roupa Ăntima, entĂŁo a cobri com roupas e um manto que havia pego de ladrĂ”es anteriormente e a amarrei. Eu a libertaria ao retornar.
âââ
â Em direção ao cĂ©u azul.
â Sopra o vento da liberdade.
Respondi com a senha para uma mulher que fazia a verificação.
Havia outros membros da sociedade reunidos ali. Nenhum deles estava em posse de um chifre-curto. Também tinha pessoas vestindo trajes diferentes dos dos membros comuns, muito provavelmente os superiores, que pareciam discutir algo acaloradamente desde algum tempo atrås.
â O que devemos fazer? Mitsuo-dono ainda nĂŁo chegou.
â Aquele tolo deve estar descansando em algum canto. NĂŁo hĂĄ mais tempo a perder para o inĂcio do ritual, vamos prosseguir sem ele.
Pelo visto, estavam aguardando o terceiro filho do duque, a quem eu havia deixado inconsciente. Mas o horĂĄrio do ritual se aproximava rapidamente.
Estava examinando os documentos que havia tomado dele hĂĄ algum tempo, mas começava a duvidar da seriedade do conteĂșdo. Pelo que dizia, iriam realizar um ritual de sacrifĂcio para invocar uma relĂquia sagrada, ou melhor, pela descrição, um chifre-curto do inferno.
Aparentemente, a oferenda de hoje seria Lady Sera, aquela mencionada anteriormente pelo filho do duque. Como ela estava sob possessĂŁo demonĂaca, talvez jĂĄ tivesse sido sacrificada.
Segui junto aos outros membros até o dispositivo de teletransporte que nos levaria à årea subterrùnea. Imaginei que fosse algo como um portão Torii, aqueles portais de santuårio que eu via no Japão, mas o aparato se assemelhava mais ao Stonehenge.
O dispositivo foi ativado e nos transferiu para o subsolo. Pelo visto, era do tipo que nĂŁo envolvia nenhum lapso temporal.
Ativei secretamente a habilidade de [Exploração Total do Mapa] e examinei a composição da ĂĄrea subterrĂąnea. EstĂĄvamos nas [RuĂnas do Labirinto do Rei Javali]. NĂŁo parecia ser um labirinto ativo. Provavelmente era do mesmo tipo que o [Labirinto Adormecido] do paĂs da Arisa. Mesmo assim, normalmente ainda restariam alguns monstros… mas aqui nĂŁo havia nenhum. Apenas insetos comuns e pequenos animais.
Os membros da sociedade pareciam estar reunidos no fim deste corredor. Como os portadores dos chifres-curtos e os trĂȘs possuĂdos por demĂŽnios estavam todos ali, parecia que eu conseguiria resolver tudo de uma vez sĂł.
Tradução feita por fãs.
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