Death March – Revisado – CapĂ­tulo 19 – Arco 7

 

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Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody

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Death March 7-19
[Noite Sem Nome — Parte 1]

Satou aqui. Como eu vivia no Japão, onde havia uma certa flexibilidade em relação às religiÔes, sempre achei estranho quando ouvia falar de países que entravam em guerra por diferenças religiosas. Serå que até mesmo neste mundo paralelo existem guerras em nome da fé?

◇◇◇

O navio que nos transportava estava ancorado em um ponto de onde era possível apreciar a vista noturna da capital. O porto estava lotado por causa do torneio, então eståvamos aguardando nossa vez. Parece que o duque havia emitido uma ordem para priorizar os navios que transportavam suprimentos, por isso havia diversas embarcaçÔes ancoradas.

Como o capitão conseguiu a permissão para entrar no porto logo pela manhã, parecia que poderíamos desembarcar sem demora no dia seguinte. Todos estavam observando a vista até pouco tempo atrås, mas como nosso time mais jovem começou a cochilar, mandei todas voltarem para o quarto.

Ouvi passos leves. Ao me virar, vi Arisa.

— Vai mesmo assim?

— Sim.

Respondi de forma breve a Arisa, que exalava uma atmosfera estranha.

— NĂŁo consigo imaginar vocĂȘ perdendo para inimigos do nĂ­vel dos chifres-curtos, mas nĂŁo baixe a guarda, entendeu?

— Ah, eu sei. Ou melhor, vou agir antes que esses demînios com chifres-curtos possam aparecer.

Não poderíamos passear pela capital com tranquilidade se houvesse por aí pessoas agindo como terroristas carregando bombas. Além disso, eu estava bastante ansioso para visitar a oficina de pergaminhos. Não deixaria que eles atrapalhassem.

Além do mais, a identidade dos portadores dos chifres-curtos era bastante suspeita. A maioria era formada por jovens nobres, membros de uma sociedade secreta chamada [Asas da Liberdade]. Nenhum deles parecia ter título de nobreza, mas entre eles havia até um descendente direto do duque. Senti que os weaselkins estavam envolvidos por trås disso, mas todos os membros visíveis eram humanos.

— Olha aqui, vocĂȘ tem que voltar absolutamente ileso, entendeu? VocĂȘ nĂŁo Ă© nenhum herĂłi, entĂŁo nada de se arriscar! Se voltar com um arranhĂŁo sequer, eu nunca mais vou deixar vocĂȘ ir sozinho!
— Eu sei, não vou exagerar. Se surgirem inimigos muito fortes, vou usar o [Proteger Vida] sem hesitação.

Como Arisa ainda tinha essa tendĂȘncia superprotetora, resolvi tranquilizĂĄ-la citando tĂĄticas de jogo de um RPG famoso em ambos os nossos mundos. Arisa finalmente assentiu, dizendo “TĂĄ bom entĂŁo, desde que seja assim.”, e decidi partir.

— Arisa, Ă© possĂ­vel que piratas do rio ataquem esta noite, entĂŁo peça a alguĂ©m do nosso grupo para ficar de vigia. TambĂ©m estĂĄ tudo bem chamar Lady Karina e suas criadas para o nosso quarto. Se ela vier, Raka virĂĄ junto.

Não posso dizer que só a Arisa é superprotetora. Eu também sou.

◇◇◇

Agora, tinha algo que nĂŁo contei para a Arisa.

Primeiro, havia cerca de trezentos membros do [Asas da Liberdade] que não estavam em posse dos chifres-curtos. Nenhum deles passava do nível 30. Deveriam ter sido detectados pela Pedra de Yamato, mas como todos possuíam dupla filiação, provavelmente a outra afiliação era a que tinha prioridade.

O esconderijo deles parecia ser uma årea misteriosa a vårias centenas de metros abaixo da capital do ducado. Descobri isso quando alguém que eu havia marcado antes saiu do alcance do mapa. Ao verificar, percebi que o local era tratado como uma årea diferente. Serå que era uma caverna? Ou um labirinto subterrùneo?

Claro, tinha também construçÔes que pareciam escritórios da sociedade espalhadas por diversos pontos da superfície.

AlĂ©m disso, havia trĂȘs pessoas com [Status Anormal: PossessĂŁo DemonĂ­aca]. Entre os dois membros executivos, um era um clĂ©rigo do templo de Tenion. Deixando o primeiro de lado, por que o segundo estava possuĂ­do? Como os trĂȘs estavam no subterrĂąneo, cuidaria deles depois de recolher os chifres-curtos.

Talvez por conta da habilidade [Espionagem], consegui entrar na capital sem ser detectado pelas patrulhas dos batkin. Claro, não entrei pelo portão principal, mas saltei sobre a muralha usando a habilidade [Manobra Aérea].

Como era uma missão furtiva durante a noite, estava usando uma måscara negra em vez da prateada. Também não vestia minha capa, mas sim roupas de cavaleiro com os ornamentos removidos. Achei melhor evitar trajes chamativos, jå que meu objetivo não era combater demÎnios, mas sim cometer furtos.

Pois bem. Apesar da longa noite, os inimigos estavam se reunindo no subterrĂąneo, entĂŁo era melhor agir rĂĄpido e capturar os portadores de chifres-curtos na superfĂ­cie.

Comecei por uma vidente num beco escondido. Entrei na loja sem bater. Demorei um pouco para destrancar a porta, mas consegui entrar sem problemas. Usei minha habilidade de [Destrancar BaĂșs] para isso.

— Quem Ă©? A loja jĂĄ fechou hoje.

Uma mulher madura, loira e sedutora, falou com desprezo, mas a fiz desmaiar sem dar atenção. Confirmei que não havia mais ninguém no local, peguei o chifre-curto do cofre e saí. Tranquei a porta por precaução.

Consegui capturar até a quarta pessoa sem dificuldades, mas a quinta foi um problema. Nada menos que o terceiro filho do duque. Mesmo conseguindo me infiltrar no castelo, havia muitos guardas com habilidades como [Visão Penetrante], [Vigilùncia] e [Detecção de Inimigos] espalhados por todo lugar. Até agora, estava me escondendo dos sentinelas que faziam ronda.

Não havia sentinelas beastkin, mas mesmo assim usei o feitiço [Desodorante] para apagar meu cheiro por precaução.

Queria confiar no nível 10 da habilidade [Espionagem], mas com tantos guardas, era impossível relaxar. Serå que eu conseguiria obter habilidades de invisibilidade se ocultasse minha presença, como aconteceu quando consegui a habilidade de busca por inimigos?

Pelo menos, havia inimigos tentando me detectar, o que devia satisfazer as condiçÔes.

Na ocasiĂŁo anterior, eu buscava por corpos estranhos na natureza; agora era o contrĂĄrio. Relaxei, concentrei-me, e imaginei meu corpo e mente se fundindo ao ambiente.

Talvez por jĂĄ ter passado por algo parecido antes, obtive as habilidades mais facilmente do que imaginava.

» Habilidade: [Ocultação] foi adquirida.

» Habilidade: [Invisibilidade] foi adquirida.

» Habilidade: [Passos Furtivos] foi adquirida.

Ativei as habilidades e consegui andar pelos corredores sem emitir ruĂ­do algum. Sem dĂșvida, tambĂ©m foi graças aos sapatos de couro macio que estava usando.

Com a combinação das quatro habilidades e da magia, a missĂŁo de infiltração foi um sucesso, e cheguei Ă  sala de estar do terceiro filho do duque. Ao espiar para dentro, vi um homem obeso de mais de trinta anos murmurando em voz baixa diante de um espelho de mĂŁo. A princĂ­pio, achei que ele estava falando sozinho, mas como o espelho emanava poder mĂĄgico, devia ser um artefato de comunicação. Ao ouvir com atenção…

— EntĂŁo, sequestrem… nĂŁo, convidem Sera do templo de Tenion.

Palavras perturbadoras. Se bem me lembro, uma das pessoas com [Status Anormal: PossessĂŁo DemonĂ­aca] era chamada Sera.

— Hm, eu tambĂ©m gostaria de ir, mas estou atolado de assuntos administrativos. É pouco provĂĄvel que eu consiga participar do ritual. NĂŁo, nĂŁo estou menosprezando a sociedade. Entendido, estarei lĂĄ antes do inĂ­cio do ritual. Mantenham quem pode operar o portal em prontidĂŁo.

ApĂłs encerrar a conversa com o espelho, ele se dirigiu Ă  estante de livros. ApĂłs manipular algo, a estante deslizou para o lado, revelando uma sala secreta. Por que serĂĄ que as pessoas deste mundo adoram esse tipo de mecanismo?

Como ele começou a se trocar para vestir o uniforme da sociedade dentro do cĂŽmodo secreto, atordoei-o rapidamente e peguei o chifre-curto. Dentro do baĂș com as roupas da sociedade, havia uma lista de senhas e um plano qualquer. Recolhi tudo.

Deixei o terceiro filho do duque desmaiado e vestido com o uniforme da sociedade. Em teoria, eu poderia vestir esse traje para infiltração, mas não queria usar uma roupa daquelas.

Havia uma passagem secreta prĂłxima ao esgoto que levava ao porĂŁo do castelo, entĂŁo a utilizei.

O cheiro de mofo era forte.

Ratos corriam de um lado para o outro desde algum tempo atrås. Se fossem familiares, eu teria sido descoberto, mas como nem o [Radar] nem minha [Percepção de Crise] se ativaram, eram apenas ratos normais.

Havia vårios dispositivos de alarme ao longo do caminho, parecidos com teias de aranha, mas não representavam obståculo algum graças às habilidades de [Detecção de Armadilhas] e percepção de perigo. Na verdade, o pior era o fedor do esgoto ao lado da passagem. Como o uso excessivo do feitiço [Desodorante] deixaria rastros, tive que suportar o mau cheiro.

No meio do caminho, encontrei roupas da sociedade e troquei de traje. Típico de uma sociedade secreta, o uniforme ocultava completamente a figura e o rosto. Como quem eu despojei era uma mulher, hesitei em deixå-la apenas de roupa íntima, então a cobri com roupas e um manto que havia pego de ladrÔes anteriormente e a amarrei. Eu a libertaria ao retornar.

◇◇◇

— Em direção ao cĂ©u azul.

— Sopra o vento da liberdade.

Respondi com a senha para uma mulher que fazia a verificação.

Havia outros membros da sociedade reunidos ali. Nenhum deles estava em posse de um chifre-curto. Também tinha pessoas vestindo trajes diferentes dos dos membros comuns, muito provavelmente os superiores, que pareciam discutir algo acaloradamente desde algum tempo atrås.

— O que devemos fazer? Mitsuo-dono ainda não chegou.

— Aquele tolo deve estar descansando em algum canto. Não há mais tempo a perder para o início do ritual, vamos prosseguir sem ele.

Pelo visto, estavam aguardando o terceiro filho do duque, a quem eu havia deixado inconsciente. Mas o horĂĄrio do ritual se aproximava rapidamente.

Estava examinando os documentos que havia tomado dele hĂĄ algum tempo, mas começava a duvidar da seriedade do conteĂșdo. Pelo que dizia, iriam realizar um ritual de sacrifĂ­cio para invocar uma relĂ­quia sagrada, ou melhor, pela descrição, um chifre-curto do inferno.

Aparentemente, a oferenda de hoje seria Lady Sera, aquela mencionada anteriormente pelo filho do duque. Como ela estava sob possessĂŁo demonĂ­aca, talvez jĂĄ tivesse sido sacrificada.

Segui junto aos outros membros até o dispositivo de teletransporte que nos levaria à årea subterrùnea. Imaginei que fosse algo como um portão Torii, aqueles portais de santuårio que eu via no Japão, mas o aparato se assemelhava mais ao Stonehenge.

O dispositivo foi ativado e nos transferiu para o subsolo. Pelo visto, era do tipo que nĂŁo envolvia nenhum lapso temporal.

Ativei secretamente a habilidade de [Exploração Total do Mapa] e examinei a composição da ĂĄrea subterrĂąnea. EstĂĄvamos nas [RuĂ­nas do Labirinto do Rei Javali]. NĂŁo parecia ser um labirinto ativo. Provavelmente era do mesmo tipo que o [Labirinto Adormecido] do paĂ­s da Arisa. Mesmo assim, normalmente ainda restariam alguns monstros… mas aqui nĂŁo havia nenhum. Apenas insetos comuns e pequenos animais.

Os membros da sociedade pareciam estar reunidos no fim deste corredor. Como os portadores dos chifres-curtos e os trĂȘs possuĂ­dos por demĂŽnios estavam todos ali, parecia que eu conseguiria resolver tudo de uma vez sĂł.


Tradução feita por fãs.
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