Death March – Revisado – CapĂtulo 10 – Arco 7
Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody
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Death March CapĂtulo 7-10
[Na Margem do Grande Rio]
Satou aqui. Tinha uma cena famosa do filme sobre o Romance dos TrĂȘs Reinos, onde navios enormes se reuniĂŁo enquanto avançavam pelo rio. NĂŁo era algo que aconteceria na vida real, mas eu adoraria ver parecido ao menos uma vez.
âââ
Um grande rio fluĂa a cem metros da estrada por onde nossa carroça passava. NĂŁo dava para vĂȘ-lo agora, pois uma colina bloqueava a visĂŁo, mas em cerca de dez minutos ele ficaria visĂvel. Um navio grande seguia na mesma direção, entĂŁo talvez conseguĂssemos avistĂĄ-lo.
Naquele territĂłrio, havia um rio imenso que se estendia por oitocentos quilĂŽmetros. A partir da cidade de Daregan, que havĂamos ignorado no dia anterior, o rio se conectava a quatro cidades, começando pela capital.
Se o diĂĄrio de viagem estivesse correto, o canal havia sido construĂdo por um grande impĂ©rio que antecedeu o reino Shiga. Foi feito com magia, certo? Acho fascinante a imagem de gigantes e golems realizando obras pĂșblicas.
Fazendo um cĂĄlculo rĂĄpido, se usassem magia de terra como eu havia feito dias atrĂĄs, poderiam cavar um canal de dois a trĂȘs quilĂŽmetros por dia. Trabalhando duro, completariam toda a obra em cerca de um ano. ConstruçÔes monumentais pareciam tĂŁo fĂĄceis em um mundo de fantasia. Agora eu entendia a vastidĂŁo do Ducado de Oyugock depois de ver um rio tĂŁo grandioso.
NĂŁo seria espaço suficiente para abrigar dez pequenos paĂses?
O territĂłrio Muno tinha uma largura semelhante Ă de Hokkaido. Embora o ducado fosse apenas metade disso em extensĂŁo, sua ĂĄrea total parecia equivalente Ă do territĂłrio principal do JapĂŁo. Assim como nas terras do barĂŁo, a maior parte era composta por montanhas e florestas intocadas.
Por que nĂŁo as desenvolviam?
Mesmo com todo aquele espaço, havia apenas sete cidades. Além da capital, com seus vinte e um mil habitantes, tinha uma grande cidade de treze mil pessoas na foz do rio, voltada para o mar. Próximas a ela, dez vilas abrigavam populaçÔes variando entre mil e cinco mil pessoas. No total, a população era de setecentos e vinte mil habitantes, sendo 80% humanos, e os vinte restantes, semi-humanos. A maioria dos semi-humanos eram Ratkins escravizados.
Embora, o diĂĄrio de viagem afirmava que o territĂłrio nĂŁo tinha semi-humanos. O que isso significava? Pensando bem, o barĂŁo Muno tambĂ©m mencionou que raramente via beastkins durante sua estadia no ducado. Como o diĂĄrio que eu sempre consultava se referia ao territĂłrio do barĂŁo Muno como “territĂłrio do marquĂȘs Muno”, talvez as informaçÔes tivessem mais de vinte anos. Ou seja, eu precisava de um livro mais recente.
Outro detalhe interessante: havia cerca de dez enclaves especiais no ducado, como o domĂnio autĂŽnomo dos anĂ”es. Cada um deles tinha tamanho semelhante ou maior que o dos anĂ”es e muitos outros enclaves menores, com apenas alguns quilĂŽmetros de extensĂŁo, mas como nĂŁo tinha paciĂȘncia para contar todos, marquei apenas os que estavam em nosso caminho.
Segundo o diĂĄrio, ainda havia santuĂĄrios para os featherkin (Homens-pĂĄssaros) e os beasthead (cabeças de Animais) no territĂłrio. Devia haver mais um, mas nĂŁo estava listado e, como nĂŁo o visitarĂamos nesta jornada, deixei para lĂĄ. Poderia ser um destino futuro, quando nĂŁo houvesse mais lugares para explorar.
Por fim, refinei minha busca por pessoas reencarnadas ou transportadas. Fiquei aliviado ao confirmar que não tinha ninguém assim no território.
âââ
Naquele dia, eu guiava a carroça após tanto tempo. Pochi e Tama, ao meu lado, sopravam com força umas flautinhas de folhas, produzindo um som do tipo pipupipu. Elas tiveram uma aula com Mia de manhã, mas parecia que ainda não conseguiam tocar direito.
Liza se aproximou montada em seu cavalo, parecendo ter avistado algo.
â Mestre, olhe ali. HĂĄ algo do outro lado da floresta.
Olhei para onde ela apontava, mas nĂŁo vi nada alĂ©m do mastro de um navio entre as ĂĄrvores. NĂŁo, espera, aquele mastro provavelmente era o que Liza estava indicando. Como as ĂĄrvores cresciam em um terreno mais baixo, dava para ver o mastro nos vĂŁos entre elas. Infelizmente, ainda nĂŁo conseguĂamos avistar o rio.
â Ă o mastro de um navio. HĂĄ um enorme rio alĂ©m da floresta. Ele deve estar navegando por lĂĄ.
â Pipo~?
â Pupuru.
Tama e Pochi, ainda com as flautinhas na boca, soltaram sons estranhos. Como jå antecipava as próximas açÔes delas, segurei as duas rapidamente. Pochi ficou presa em meu braço, mas Tama escapou com agilidade.
â Navio~?
Tama jogou a folha longe, escalou meu corpo e olhou na direção da floresta, deixando minha roupa toda amarrotada.
Gostaria que ela parasse de puxar meu cabelo â doĂa um pouco.
Antes que eu pudesse reclamar, porém, Liza se aproximou com o cavalo, pegou Tama e a colocou no pescoço do animal.
â Pochi quer ir ver o senhor navio, nodesu.
Pochi, percebendo que eu não a soltaria por mais que se debatesse, olhou para mim com intensidade e começou a implorar.
â VocĂȘ o verĂĄ em alguns minutos se ficar quietinha.
Ela se convenceu e sentou em meu colo. Depois disso, Pochi ficou comportada, até que Mia subiu em meu ombro usando o banco do carroceiro como apoio.
â Mia, Ă© proibido subir no meu ombro de saia.
â Nn.
Mia apontou para as calças que vestia. Não via seu rosto, mas imaginava que estava orgulhosa.
Arisa, que subira na parte traseira do banco apoiando-se na cobertura da carroça, olhou para Mia e disse âMia, que garotinha atrevidaâ, mas a ognorei.
Logo o rio apareceu à vista. Um navio à vela consideravelmente grande avançava na mesma direção que nós, mas como descia o rio, era mais råpido.
Tama, montada no cavalo de Liza, acenou vigorosamente para o navio. Como ainda nĂŁo estĂĄvamos tĂŁo perto do rio, duvidava que alguĂ©m de lĂĄ pudesse vĂȘ-la.
â O~i!
â Eles estĂŁo respondendo Ă saudação, nano desu!
Pochi também acenou.
â Eles nos enxergaram, de lĂĄ? SerĂĄ que sĂŁo beastkins?
â PĂĄssaro~?
â Cabeça de pĂĄssaro, nano desu.
Arisa acertou em cheio. Quem estava lå devia ser um featherkin. Pochi e Tama continuaram acenando até o navio desaparecer atrås da floresta.
âââ
Nosso acampamento daquela noite ficava em um afluente do grande rio. Havia ĂĄreas de camping em ambas as margens, mas atravessamos a ponte para o outro lado. Normalmente, haveria uma vila de pescadores ou algo do tipo naquele lugar, mas sĂł encontramos uma aldeia abandonada.
Consultando o mapa, imaginei a causa do abandono.
Provavelmente tinha a ver com o bando de monstros localizado perto da bacia do rio, cerca de quinze quilĂŽmetros rio acima. Eram criaturas de nĂvel 26~29 chamadas [TritĂ”es RĂgidos], com um ataque especial de respiro ĂĄcido. Havia nove delas e pareciam se alimentar de insetos nĂvel 10 que viviam em uma caverna na bacia.
Como queria coletar os cristais e estalactites da caverna, decidi visitĂĄ-la naquela noite ou na manhĂŁ seguinte.
Entreguei a Pochi e Tama arpÔes e cestos macios que podiam ser presos à cintura, assim elas poderiam pescar peixes pequenos e mariscos no rio.
Fui atĂ© a aldeia abandonada para conferir. As casas jĂĄ estavam vazias, mas havia vestĂgios de plantaçÔes de arroz nos campos. Com tanta ĂĄgua disponĂvel, era provĂĄvel que cultivassem arroz. Procurei por pĂ©s de arroz silvestres, mas nĂŁo encontrei nada.
â Grande pesca~?
â Nano desu!
Quando voltei da inspeção, Pochi e Tama jå haviam retornado mais cedo. Pareciam orgulhosas da captura.
Dentro do balde que Pochi exibia feliz, havia uma grande quantidade de mariscos parecidos com amĂȘijoas. JĂĄ o balde de ĂĄgua que Tama mostrava estava cheio de caranguejos e camarĂ”es do tamanho de uma mĂŁo.
Salivei ao imaginar os mariscos grelhados em uma grelha, regados com molho de soja. TemperĂĄ-los com sal e saquĂȘ tambĂ©m seria Ăłtimo, mas eu queria evitar que as meninas ficassem embriagadas sĂł com o cheiro. Talvez fosse bom dividir os caranguejos, metade para sopa, a outra metade para fritar. Quanto aos camarĂ”es, fritĂĄ-los em tempura era uma ideia difĂcil de descartar.
âââ
Bem, deixei os preparativos da refeição por conta de Lulu e fui fazer algo na margem do rio.
Era difĂcil explicar, entĂŁo apenas criei uma banheira de 2,5 metros de comprimento usando [Muralha de Lama] e a endureci com [Endurecer Argila]. AlĂ©m disso, recolhi pedrinhas da beira do rio e as espalhei no fundo da banheira.
Daquele tamanho, caberia todo mundo. E quando digo “todo mundo”, quero dizer o grupo das mulheres. Fiz outra banheira, menor, em um local separado. NĂŁo que eu me sentisse envergonhado, atĂ© poderia tomar banho com elas, mas imaginei que Lulu, no auge da puberdade, nĂŁo se sentiria Ă vontade. Por isso, separei os espaços.
Peguei um barril grande e o usei para carregar ågua do rio, repetindo a viagem vårias vezes. Era um trabalho årduo, mas com meus atributos elevados e a habilidade [Manobra Aérea], terminei em um piscar de olhos. Claro, antes me certifiquei de que ninguém estivesse olhando.
Depois, aqueci a ĂĄgua com [Chama da Forja] e parei aos 45 graus. Como vinha usando [Chama da Forja] todas as noites ultimamente, jĂĄ dominava o controle de temperatura.
Por fim, usei [Purificar Ăgua] para remover as impurezas.
Completei o serviço deixando um barril com ågua fresca para ajustes de temperatura e um balde. Também criei um espaço para lavar o corpo com [Endurecer Argila], colocando uma tåbua de drenagem embaixo.
Como sĂł havia sauna no castelo de Muno, aquele era um banho ao ĂĄr livre depois de muito tempo. Eu iria aproveitar com calma.
Quando avisei a todas que o banho estava pronto, as reaçÔes foram variadas. Expliquei de forma simples, jå que só Arisa conhecia banheiras.
â Kuh, banho misto com um garoto! Ah, esta Ă© a recompensa por todo o sofrimento atĂ© agora!
â Os banhos sĂŁo separados para homens e mulheres, ouviu?
â O⊠O QUĂ?! Ă por isso que herbĂvorosâŠ! Era a hora perfeita para um flerte num onsen!
Arisa, como sempre, exagerava na empolgação. Para começar, nem era um onsen.
â Masuta, âpermissĂŁo para ter a honra de lavar suas costasâ, assim solicito.
â NĂŁo.
â A resposta Ă© nĂŁo.
Jå esperava a recusa de Mia e Lulu às palavras de Nana, mas a fala seguinte de Lulu me pegou de surpresa. Além disso, elas conheciam o costume de lavar as costas?
â Mestre, eu⊠eu lavo suas costas!
â Como o mestre Ă© refinado, pode ficar envergonhado de mostrar as costas a mulheres da mesma tribo. Permitam-me fazĂȘ-lo.
â Tama vai lavar~!
â Pochi vai lavar, nano desu!
Até Liza queria participar. Minhas costas ficariam vermelhas se tantas pessoas as esfregassem e como eu jå tinha feito uma esponja para isso, não seria necessårio.
De algum modo, elas pareceram decepcionadas quando expliquei. Liza e Lulu insistiram para que eu fosse primeiro, mas quando disse que tinha meu próprio banho, elas foram obedientemente. Arisa, é claro, tentou me seguir até o banho masculino, mas Lulu a arrastou para longe.
Entrei no banho masculino e olhei para o céu. A sensação era boa, com as estrelas brilhando. Uma pena que não se refletissem na ågua, mas o luar formava um belo reflexo. Não tomava um banho ao ar livre desde os tempos de faculdade, quando explorava onsen desconhecidos.
A banheira masculina era pequena comparada à das mulheres, do tamanho de uma banheira doméstica comum. Só dava para eu, que era baixo, esticar as pernas.
Quando relaxei, apoiando as costas na parede da banheira, ouvi um respingo e senti meu corpo ficar mais pesado. O [Menu] me avisou que alguĂ©m se aproximava, mas como havia desligado o radar, nĂŁo sabia quem era. Olhei para cimaâera Mia.
â Mia, este Ă© o banho masculino.
â Nn.
Repreendi-a gentilmente, mas ela ignorou, sentou-se na minha frente e encostou as costas em mim. Se sua aparĂȘncia fosse como a de Nana, eu ficaria muito feliz, mas como Mia nem parecia ter desenvolvido caracterĂsticas sexuais secundĂĄrias, parecia mais que estava tomando banho com uma criança.
Deixei que fizesse o que quisesse, pois o “pelotĂŁo de resgate” jĂĄ vinha a caminho.
â Tem banho na vila dos elfos?
â Coletivo.
Um banho pĂșblico, entĂŁo?
Enquanto eu olhava as estrelas, Mia encostou a cabeça em meu peito â foi quando o segundo pelotĂŁo (ou seria o segundo grupo de invasoras?) chegou.
â Junto~?
â Entrar, nano desu!
Pochi e Tama entraram pelos dois lados. Garotas, não importa o quão pequenas sejam, a banheira estå acima da capacidade. Isso estava mais para banho de criancinhas do que de ågua. Não, o que eu estava dizendo? Como Pochi e Tama ficaram na mesma posição que Mia, apoiei suas costas com as mãos para que não afundassem.
â VocĂȘs trĂȘs aĂ! Queimar largada Ă© trapaça, ouviram!?
Arisa apareceu em pose desafiadora, com uma toalha â ou melhor, um pano fino â envolvendo seu corpo. O tecido grudado nela era transparente, mas ignorei este detalhe. Meu olhar foi para o grupo mais maduro atrĂĄs dela. Nana era brutal demais, sem comentĂĄrios. Mas Lulu parecia ter melhorado suas proporçÔes desde que a conheci.
No final, acabei entrando no banho feminino por sugestĂŁo de Arisa. Claro, confirmei a vontade de Lulu e Nana primeiro, mas para minha surpresa, elas concordaram facilmente.
Banho espaçoso é realmente melhor.
Havia uma certa sombra violeta imprudente debaixo dâĂĄgua hĂĄ um tempo. Eu sabia o que ela queria, mas como vesti uma sunga nova, ela nĂŁo veria o que desejava. Pode parecer brega, mas em uma emergĂȘncia como essa, peço que relevem.
Lulu estava imersa até os ombros perto de mim, mas seu olhar fixo em mim me deixou ligeiramente desconfortåvel.
Recostei-me na parede da banheira e retomei a pose anterior. O vapor não ajudava muito, então a vista à minha frente era⊠complicada.
Sentindo um pouco de calor, tirei os braços da ågua, e eles acabaram virando travesseiros. O direito para Pochi e Tama, o esquerdo para Mia. Lulu, de algum modo, esperava sua vez.
â Masuta, emergĂȘncia! Requisitando confirmação!
Nana chamou de trĂĄs de Lulu. Quando olhei, vi algo indefesoâ
â âOs seios flutuam na ĂĄgua! AlĂ©m disso, sĂŁo macios e de alguma forma fofosâ, assim informo!
A bela mulher, que havia removido o pano que a cobria, boiava os seios na ĂĄgua quente, feliz. Nana, good job. Se isso fosse um mangĂĄ, eu teria um sangramento nasal.
â Nana-san, nĂŁo!
â Ecchi.
Lulu posicionou-se diante de Nana, bloqueando minha visão. Tudo bem ela virar as costas, mas suas nådegas atraentes ficaram completamente expostas. Mia, um pouco atrasada, ficou de pé diante de mim e abriu os braços. Claro, ela não vestia nada, então vi vårios lugares que não deveria. Se eu fosse um lolicon, provavelmente ficaria emocionado até as lågrimas.

O banho terminou com todo aquele barulho.
Liza pareceu gostar tanto do banho que foi a Ășltima a sair. Na manhĂŁ seguinte, ao ver a ĂĄgua fria, ela ficou visivelmente triste, entĂŁo a aqueci de novo para que ela pudesse tomar um banho matinal.
Talvez eu devesse fazer uma banheira dobrĂĄvel?
Depois daquele dia, Nana começou a estudar magia da ågua com Mia. Como ficou tão feliz com os seios flutuando, serå que faria um vestido de ågua?
Tradução feita por fãs.
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