Death March – Revisado – CapĂtulo 4 – Arco 6
Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody
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Death March 6-4
[Primeiro Grupo de Bandidos]
Satou aqui. Eu sempre achei que o trĂȘs grandes preceitos fossem âNĂŁo Mateâ, âNĂŁo Roubeâ e âNĂŁo Violeâ, mas aparentemente no lugar de roubar era âNĂŁo queimeâ. Agora mesmo que roubar nĂŁo faça parte, algo ruim continua sendo ruim, nĂŁo Ă©?
âââ
â Bom dia, Mestre.
â Bom dia, Mestre.
â Bom dia.
Lulu e Liza acordaram com os primeiros raios de sol da manhã e vieram me cumprimentar. Tirei a Tama do meu colo e puxei a lança de Liza para me desculpar com ela.
â I-isso Ă©âŠ
Ela ficou sem palavras. Era Ăłbvio, a lança dela agora parecia que tinha sido pichada. Decidi me desculpar primeiro antes de informar que a âPerformance tinha aumentadoâ. Com a decisĂŁo feita em minha cabeça, me aproximei da Liza, mas ela continuou de costas para mim.
Parecendo querer testar a lança, ela fez alguns movimentos com ela, até que chegou um momento onde usou o[Golpe Pesado], deixando um rastro de luz vermelha maior do que ontem.
â Mestre!
Terminado seu aquecimento, ela correu para bem perto do meu rosto, e eu estava pronto para ouvir sua indignação. A voz dela de quando me chamou foi bem aguada, mas espero que a sua raiva diminua com meu pedido sincero de desculpas.
â Muito obrigada por esta recompensa!
Eu fiquei meio confuso com o que ela queria dizer, entĂŁo pedi para que elaborasse um pouco mais.
â Ontem ouvi a Arisa dizendo para Lulu âSe vocĂȘ continuar servindo bem ao Mestre, tenho certeza que um dia ele vai te recompensar com âaquiloââ, foi o que ela disse.
Tenho a forte impressĂŁo que a tal ârecompensaâ e âAquiloâ possuem tĂȘm um significado muito diferente do que a Liza estava pensando. SĂł espero que a Arisa nĂŁo influencie a Lulu de maneira estranha. De qualquer forma, como a Liza parecia feliz, eu continuaria seguindo o fluxo da conversa.
â Liza, vocĂȘ sempre tem dado tudo de si para me servir. Muito obrigado. EntĂŁo, o que acha da lança?
â EsplĂȘndida! O peso dela continua o mesmo, mas sinto agora que consigo tornĂĄ-la uma sĂł com meu braço toda extensĂŁo atĂ© a ponta!
Liza parecia tĂŁo feliz aconchegando o cabo da lança contra o rosto. Aproveitei o momento para pedir desculpas por modificar sua lança sem dizer nada, mas ela me respondeu âO meu corpo e armas existem apenas para servir ao mestreâ.
Era melhor me certificar de jamais tirar vantagem dessa lealdade e inocĂȘncia dela.
âââ
Como a Lulu ficou de me chamar quando a Liza terminasse os preparativos para o cafĂ© da manhĂŁ, peguei uma toalha e fui para o rio perto do acampamento para tomar um banho. Por sinal, a temperatura da ĂĄgua estava abaixo dos 10 ÂșC, o que faria qualquer pessoa normal pegar um resfriado, mas talvez graças Ă habilidade [ResistĂȘncia ao Frio], nĂŁo me incomodava muito.
Em verdade, eu estava mais interessado nos olhares tĂmidos que a Lulu fazia de vez em quando para mim. De tempos em tempos ela parava um instante o trabalho na cozinha para dar uma olhadinha pro meu lado, mas acredito que os arbustos eram altos o suficiente para ninguĂ©m ver nadaâŠ
Bem, ela estava naquela idade onde as meninas começam a se interessar pelo sexo oposto, então não havia nada que pudesse ser feito. Embora, o caso da Arisa era completamente diferente, então decidi me limpar de pressa com sabão e sair do rio.
Enquanto vestia minhas roupas, vi diversos peixes nadando próximo da margem, então joguei alguns espetos para pegå-los e guardei mais ou menos 10 deles no meu [Armazém]. Eu queria preparar alguns para o café, mas como Liza e Lulu jå tinham começado a preparar outra coisa, seria falta de educação da minha parte me meter entre as duas.
Terminei de me enxugar com a toalha e vesti minhas roupas. Meu cabelo continuava molhado, mas perto da fogueira secaria rapidamente.
â Masuta, dia.
â Bom dia, Nana. Tente colocar um pouco mais de palavras no seu cumprimento.
â Yes, Masuta. Bom dia.
â Ătimo, muito bom.
Fiz um cafuné na cabeça de Nana enquanto a elogiava. Sim, sei que externamente ela se parecia com uma mulher madura, mas considerando a idade real dela u8m cafuné era apropriado.
â Dia.
â Dia~?
â bom dia, nanodesu!
â Diiiiiiiiiiaaaa!
As outras meninas acordaram logo em seguida e eu as cumprimentei. Ainda assim, qual era o problema da Arisa?
â POR QUĂ!
Por que o quĂȘ? Ela entĂŁo apontou para o meu cabelo.
â Se for tomar um banho me avisa primeiro!
â Nem vem. Se eu fizesse isso vocĂȘ viria me espiar, nĂŁo Ă©?
â Mas qual o problema!? Nada mais normal que uma escrava esfregar as costas do Mestre no banho, nĂŁo Ă©!?
â E suas verdadeiras intençÔes?
â Obviamente, assistir o corpo lindo de um Shota se purificando em meio a mĂŁe natureza! Perder esta oportunidade Ă© simplesmente lamentĂĄvel!
Com vocĂȘ admitindo assim tĂŁo abertamente, perco atĂ© a vontade de te punirâŠ
Antes de dormir ou depois do café da manhã, eu costumo me limpar com um pano umedecido e a Arisa sempre foge da vigilùncia da Liza para vir me espiar. Eu não a castigo a menos que ela seja pega pelas outras meninas, para não dar mão exemplo.
Mas sinceramente. Ăs vezes sinto como se os nossos gĂȘneros estivessem invertidosâŠ
âââ
Naquele dia, a minha prĂĄtica habitual em aprender magia terminou em fracasso como sempre, entĂŁo decidi me sentar na parte de trĂĄs da carruagem e preparar alguns escudos de madeira. Como ganhei a habilidade [Criar Armadura] depois de concluir o primeiro, maximizei os pontos e a ativei. Embora fossem apenas de madeira, eles tinha sido criados usando a habilidade de criação em nĂvel mĂĄximo, sendo bastante resistentes.
Agora, o chão estava uma bagunça, então peguei um pano para recolher as farpas de madeira e depois apresentei os escudos para Tama e Pochi. Claro, eu tinha outros escudos no meu [Armazém], mas nenhum do tamanho delas, por isso tive que fazer alguns.
No final, preparei apenas trĂȘs deles e guardei minhas ferramentas por conta da falta de tempo. Percebendo isso, Arisa chegou mais perto de mim.
â JĂĄ estamos perto dos caras que o senhor falou mais cedo?
â Sim, muito perto. Dois ladrĂ”es estĂŁo esperando na rodovia, enquanto mais cinco em cada lado se esconderam na floresta. Tem outros dois esperando perto de uma ĂĄrvore um pouco mais longe. Arisa, vocĂȘ fica com os dois na rodovia, enquanto os cinco na floresta a direita ficam por conta de Pochi, Tama e Liza. Eu cuidarei dos cinco Ă esquerda e dos outros dois um pouco mais na frente. Nana, Mia, vocĂȘs duas protejam a Lulu.
Todo mundo assentiu com as minhas instruçÔes. Eu tinha explicado o que ia correr mais cedo, por isso ninguém questionou nada no momento. Claro, elas estavam tensas, mas os inimigos não eram grande coisa. Exceto por um bandido de level 7, todos os outros eram peixes pequenos, em torno do level 2 ou 3. As meninas eram mais que o suficientes para lidar com eles.
Quando nos aproximamos da floresta apĂłs uma leve curva, um homem e uma mulher encontravam-se sentados no acostamento da rodovia. Eles estavam vestidos como aldeĂ”es normais e acenaram para a gente grianto âO~i!â. Nossa carruagem foi diminuindo a velocidade a medida em que ia se aproximando e o homem tentou nos dizer alguma coisa.
â Por favor, a minha esposa e eu, ARRRRGH!
â Foi mal, mas nĂŁo tenho tempo a perder ouvindo a ladainha de bandidos.
Arisa atingiu o casal com a sua magia psĂquica sem o menor aviso. Em verdade, o homem sĂł teve a oportunidade de começar a falar porque ela precisou de um tempo para mirar em um ponto onde nĂŁo atingira nossos cavalos por acidente.
E sim, todas as 14 pessoas presentes eram bandidos.
Sem aguardar para chegar a condição da batalha, usei duas bestas para derrubar os arqueiros de prontidão no alto das årvores. Felizmente ninguém morreu com meu ataque.
As meninas beastkin saltaram para fora e entraram em combate com os outros bandidos na floresta. Eu também deixei o assento do cocheiro e iniciei meu próprio trabalho na margem oposta.
Em poucos minutos, toda a [Gangue de Bandidos da Vila Oyu] tinha sido aniquilada. Metade ficou ferida, mas nenhum veio a Ăłbito. NĂłs os desarmamos e o prendemos com um laço, mas como parecia um desperdĂcio de boas cordas, os amarramos em uma ĂĄrvore usando videiras assim como Liza sugeriu.
Nesse mundo, crimes resultariam em [AgressĂŁo] e [Assalto] neste mundo, entĂŁo, por segurança, verifiquei os status de todo mundo para me assegurar que a coluna de [PuniçÔes e Recompensas] de ninguĂ©m havia mudado. Os bandidos foram colocados para dormir com a magia [SonolĂȘncia em Ărea] da Arisa.
Por segurança, verifiquei se havia alguma [Vila Oyu] na região, mas não encontrei nada no meu [Mapa].
â A propĂłsito, por que a gente se deu ao trabalho de capturar eles? A cidade do Conde-san fica bem longe daqui, entĂŁo nĂŁo seria mais rĂĄpido dar cabo neles agora?
â Mestre, como fui ordenada para nĂŁo abatĂȘ-los se possĂvel, assim o fiz, mas honestamente eu recomendo eliminar qualquer bandido que venha a aparecer no caminho. Caso o senhor esteja preocupado com a recompensa, apresentar suas cabeças jĂĄ serĂĄ o suficiente. AlĂ©m disso, exterminar criminosos nĂŁo incorrerĂĄ em [Assassinato] sobre nĂłs.
A sugestão de Arisa e Liza me parecia muito brutal, mas aparentemente era essa a norma. Era verdade porém, que se eu deixasse os criminosos de lados, eles assassinariam viajantes e comerciantes, se não os venderiam como escravos.
Ainda assim, eu nĂŁo queria ver as meninas tirando a vida de alguĂ©m, nem eu mesmo gostaria de matar. Prefiro evitar o derramamento de sangue o tanto quanto for possĂvel. Claro, se as minhas companheiras um dia entrassem em perigo, aĂ a histĂłria seria outra. Pode parecer hipocrisia, mas eu nĂŁo era nenhum santo e, se um dia vier a acontecer, aconteceria. Eu jĂĄ tinha matado o Zen, mesmo que fosse a intensĂŁo dele.
â Vamos levar eles com a gente atĂ© a cidade do conde e os vender como escravos-criminais. Vai ser bem mais rentĂĄvel assim, nĂŁo Ă© mesmo?
Eu não tinha a intenção de matå-los, mas também não iria deixå-los ir. Seria melhor para todos que pagassem por todos os crimes na aba de [Recompensas e PuniçÔes]. Não tinha ninguém inocente aqui, indo de [Assassinato], [Roubo], [Estupro] e muito mais.
Liza não parecia satisfeita com a minha decisão, mas não disse nada para se opÎr também.
â Ă, nĂ©~ Vamos lĂĄ~!
Arisa levantou os braços para os lados e balançou a cabeça imitando algum âestrangeiroâ. Eu entendia que ela estava preocupada, mas esse gesto dela me parecia muito petulante.
Rudy: O termo correto para estrangeiro Ă© âGaikokujinâ, sendo âGaijinâ uma forma pejorativa, que nem quando a gente chama os Chineses de Xing Ling ou os Americanos de Ianques.
Foi entĂŁo que ela apontou para a minha cara e disse:
â Esculta, se um dia a sua vida estiver em perigo, nĂŁo hesite em matar o oponente, ouviu? Ă assim que as cosias funcionam nesse mundo. Eu jamais vou te perdoar se um dia vocĂȘ acabar sendo morto de maneira patĂ©tica por continuar com a mesma mentalidade daquele paĂs sem guerras, hmph!
âââ
Ainda assim, 14 pessoas foi um exagero. Mesmo com a nossa carruagem sem qualquer bagagem dentro, metade dela ficou ocupada com os bandidos. O pior de tudo era o cheiro!
Seria um problema se eles acordassem, então além do feitiço da Arisa fiz com que eles tomassem uma poção para dormir que preparei na noite antes durante o acampamento.
Foram sĂł dois dias, mas o ronco dos bandidos foi um aborrecimento muito grande. Se eu encontrar com outros bandidos no caminho, irei deixĂĄ-los meio-mortos para trĂĄs. Nunca imaginei que carregar criminosos fosse ser tĂŁo complicado.
Tradução feita por fãs.
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