Death March – Revisado – CapĂtulo 14 – Arco 6
Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody
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Death March 6-14
[A População do TerritĂłrio Muno â Parte 5]
Satou aqui. Quando eu era criança e ia para o interior, costumava brincar bastante Ă beira do rio e lembro-me de guardar pedras bonitas como se fossem tesouros. Agora, eu me pergunto se elas ainda estĂŁo guardadas no armĂĄrio da casa dos meus pais, junto com minhas memĂłrias…
âââ
â Liza, conto com vocĂȘ para recuperar o nĂșcleo mĂĄgico. Mas pode deixar o resto como estĂĄ.
â Sim, mestre.
Antes de mais nada, entrego uma adaga para Liza, que segura apenas sua lança, e peço para ela recuperar o nĂșcleo.
â Espera um pouco, vocĂȘ foi sozinho fazer alguma coisa perigosa de novo, nĂŁo foi?
â Como nĂŁo consegui dormir, fui colher algumas ervas, mas acabei sendo atacado no caminho.
â Eu jĂĄ nĂŁo te disse para nĂŁo andar sozinho por aĂ! Mesmo com sua habilidade de escudo, vocĂȘ ainda pode morrer se for descuidado!
Depois de pedir desculpas para a Arisa, que estĂĄ com os olhos cheios de lĂĄgrimas, viro-me para os idosos que nos observavam de longe.
â Desculpem-me por perturbar no meio da noite.
â NĂŁo se preocupe com a gente, senhor. Mas, mais importante, esse monstro nĂŁo Ă© um urso-aranha?”
â Sim, Ă© o urso-aranha que vocĂȘs mencionaram mais cedo. Pode ser que seja um que tenha se desgarrado pelo caminho.
â Que azar, hein? Normalmente, eles sĂł aparece em ĂĄreas habitadas por humanos a cada poucas dĂ©cadas. Esta Ă© a primeira vez que vejo um na minha vida.
â Ă mesmo? Foi muita sorte que as nossas meninas estivessem por aqui. Caso contrĂĄrio, as coisas poderiam ter ficado realmente ruins.
Talvez por causa da fome, as pessoas caçaram tantos animais na floresta que o monstro tenham precisado chegar mais perto dos assentamentos humanos em busca de comida?
Eu pensei que o grupo de usos-aranhas tinham surgido por causa da expansĂŁo das terras, mas, ao que parece, sĂŁo monstros que normalmente nĂŁo se aproximam de habitaçÔes humanas. Se eu nĂŁo tivesse tido aquela ideia, essas pessoas poderiam ter se tornado vĂtimas algum dia.
â Ei, aquela luz vermelha era de uma arma mĂĄgica?
â Aquelas onee-chans estavam usando magia~.
â O que vocĂȘ estĂĄ dizendo? O escudo daquele cara Ă© todo feito com magia!
â Ele bloqueou todos os ataques do monstro~.
â Mas, entĂŁo a moça com a lança vermelha veio e BOOM! Desse jeito.
â Eu quero ser uma lança tambĂ©m quando crescer.
â Foi incrĂvel, nĂ©? Tipo VRUM!
O ataque da lança de Liza no meio da noite realmente chamou atenção. As crianças que notaram Mia e eu usando magia foram bem poucas em comparação.
Ainda assim, garotinha, o que vocĂȘ quer dizer com âeu quero ser uma lançaâ?
â Achei que o senhor era um comerciante, mas pelo visto Ă© um mago, nĂ©?
â Sou apenas um iniciante em ambos, mas, deixando isso de lado, sobre este urso-aranha, nĂŁo preciso de nada alĂ©m do nĂșcleo mĂĄgico, entĂŁo todos podem pegar a carne ou a pele.
â Isso Ă© o melhor que eu poderia pedir, mas tem certeza? Se levar para a cidade, pode vender por um preço alto, sabia?
â Sabe, Ă© bem complicado carregar algo desse tamanho.
Os anciĂŁos, que estavam hesitantes, decidem aceitar depois dessas palavras de Arisa.
â Senhor, nĂŁo precisa hesitar. Em vez de tentar manter sua dignidade passando fome, a prioridade deveria ser garantir o sustento de amanhĂŁ.
â VocĂȘ tem razĂŁo. EntĂŁo, aceitarei com gratidĂŁo.
Deixamos o corpo do urso-aranha enquanto o sangue escorre por hora, ele seria desossado amanhã. Em seguida, oro para que, enquanto sobrevivem com a carne desse monstro, eles descubram terreno fértil para cultivo.
âââ
â Onii-chan, isso Ă© um agradecimento…
Uma garotinha veio junto de Totona e me entregou uma pequena sacola cheia de pedrinhas. As pedrinhas eram seixos bonitos que aparentemente tinham sido recolhidos na beira do rio. Este deveria ser o tesouro dessa pequena garota.
Esse tipo de coisa simples Ă© que me deixa mais satisfeito.
Pego uma e devolvo o restante para ela.
â Vou pegar apenas esta. Guarde o resto com carinho.
â Sim!
A garotinha, tĂmida, se esconde atrĂĄs de Totona.
Gritos eufĂłricos ecoaram do lugar onde o corpo do urso-aranha estava pendurado. Aparentemente, Liza havia começado a desmantelĂĄ-lo. Como Totona e a menina estavam inquietas, eu as incentivei: “VĂŁo dar uma olhada.”
A pedra que peguei era uma pedrinha vermelha opaca. Eu nĂŁo escolhi a mais bonita, mas quando a avaliei, apareceu [Pedra do Sangue da Serpente].
Qual serĂĄ a origem do termo âSerpenteâ no nome da pedra?
Como essa pedra era um dos ingredientes para o [AntĂdoto de Amplo Espectro], foi uma descoberta por acaso. Ao verificar a margem do rio na terra recuperada, descobri que havia muitas pedras iguais por lĂĄ.
Ainda faltava um tempo até o café da manhã, então decidi recolher mais delas. Naquele dia, Lulu, Nana e Arisa tinham ficado responsåveis pela comida. Lulu estava se esforçando para ensinar Arisa a cozinhar.
â Mia, quer dar uma volta na beira do rio comigo?
â Nn.
Convidei Mia que tinha acabado de vir depois de lavar o cabelo e o corpo com ĂĄgua quente. Ficava imaginando se as broncas de Lulu estavam funcionando, pois ultimamente Mia nĂŁo andava mais perambulando nua por aĂ.
Ela me entregou uma toalha e me fez secar seu cabelo. Arisa gritou de longe: “VocĂȘ Ă© muito bonzinho com a Mia! Seca o meu cabelo tambĂ©m, por favor~.” Ela continuava a mesma de sempre. Ainda ontem eu nĂŁo tinha secado o cabelo para ela?
Caminhei em direção ao outro lado do rio, pulando pelas pedras espalhadas na ågua rasa.
â Satou, mĂŁo.
Como as pedras estavam um pouco distantes umas das outras, Mia estendeu as mãos, e eu as segurei para puxå-la. Talvez eu tenha usado muita força, pois Mia acabou caindo no meu peito. Se Arisa visse aquilo, provavelmente diria alguma coisa de novo.
Enquanto recolhia as pedras que queria na beira do rio, observei a correnteza. Caminhar ouvindo Mia tocar sua flauta de folha era um momento realmente extravagante.
Sim, muito relaxante.
â Sem peixes.
Mia, que estava olhando o rio enquanto tocava a flauta, murmurou para mim. Não havia qualquer sinal de peixes naquele rio. Nem mesmo outros organismos aquåticos, como caranguejos nas margens. Provavelmente, todos tinham sido capturados por Totona, as crianças ou alguma aldeia vizinha.
â Parece que ainda resta alguns pĂĄssaros.
Os pĂĄssaros menores pareciam ter sobrevivido de forma inteligente.
Continuei recolhendo as pedras enquanto fazĂamos uma pausa de tempos em tempos. AproveitĂĄvamos o passeio tranquilo atĂ© que Pochi veio nos chamar.
Foi um pouco difĂcil impedir Pochi, que tentou pular no rio porque nĂŁo conseguira atravessar as pedras. Graças a isso, a atmosfera calma desapareceu completamente. Como sempre, Pochi era impossĂvel.
âââ
Dois dias se passaram desde que deixamos os idosos e as crianças. JĂĄ tĂnhamos encontrado ladrĂ”es trĂȘs vezes, mas os deixamos meio mortos, jĂĄ que eram apenas ladrĂ”es comuns.
Foram apenas trĂȘs vezes, mas eu sentia que os armamentos dos ladrĂ”es tinham melhorado muito por aqui. Antes, eram apenas coisas como arco e flecha, machado de lenhador e adagas, que poderiam ser consideradas ferramentas do dia a dia. No entanto, nessas trĂȘs ocasiĂ”es, eles estavam usando equipamentos como espadas retas feitas de bronze devidamente fundido. AlĂ©m disso, o homem que parecia ser o lĂder atĂ© tinha uma couraça e um escudo feitos de metal.
Embora os ladrÔes tivessem equipamentos melhores, eles ainda não eram nada contra as meninas beastkin. Foram facilmente derrotados sem que as garotas sequer suassem.
â Master, carruagem~?
Tama, que estava sentada em cima de mim, dirigindo a carroça, apontou para um campo com a mão esquerda.
Eu não conseguia ver, jå que Tama estava com os pés sobre meus ombros. Sem escolha, virei todo o corpo para olhar naquela direção.
Uma parte da carruagem estava aparecendo atravĂ©s do campo. NĂŁo havia ninguĂ©m por perto, de acordo com o radar. Provavelmente uma vĂtima de ladrĂ”es. Eu deveria fazer algumas sepulturas para eles, mas como nĂŁo queria ver uma cena horrĂvel, decidi ignorar.
â Eu me pergunto se foi atacada por ladrĂ”es.
â Provavelmente.
â Os ladrĂ”es deveriam ser repelidos, nano desu!
â Repelidos~.
Arisa e Pochi, que se animaram com a voz de Tama, apareceram da parte de trås. Normalmente eu deixaria passar o fato de a Arisa abraçar casualmente o meu braço, mas como sua mão boba começou a deslizar até minha coxa, assumi uma postura defensiva.
â Mestre, vou devolver este livro, entĂŁo por favor me empreste o livro de magia neutra da prĂłxima~.
Arisa, que protegia a testa contra um eventual peteleco, mudou de assunto enquanto me lançava um leve olhar de reprovação.
Eu recebi o livro, coloquei na bolsa e tirei o livro de magia neutra que ela pediu. A propósito, não foi do [Armazém] desta vez. Como recebi livros de magia avançada de Trazayuya, guardei os livros introdutórios que comprei na cidade de Seryuu e os que confisquei da Arisa dentro de uma bolsa. Eu costumava uså-los como substituto de travesseiro.
Quanto Ă taxa de alfabetização do nosso grupo, todas conseguiam ler as 100 peças de cartĂ”es de aprendizado. Claro, Apenas Arisa e Nana estavam num nĂvel em que podiam ler livros como estes.
Parecia que Nana conseguia ler desde o dia em que foi criada. Lulu e Mia conseguiam ler livros infantis simples.
Sinceramente todas aprendiam rĂĄpido.
Pochi e Tama ainda estavam com dificuldades em relação Ă diferença entre a lĂngua falada e escrita, entĂŁo nĂŁo conseguiam ler muito bem. Como jĂĄ sabiam ler nĂșmeros, eu as ensinaria aritmĂ©tica na prĂłxima vez.
â Mestre, e essa anotação aqui, o que Ă©?
Ela me mostrou um papel retirado do livro de magia neutra. Era o papel que eu havia comprado no mercado de pulgas, que valia 100 moedas de ouro. Eu jĂĄ tinha olhado para ele durante uma pausa antes, mas era apenas um papel composto principalmente de datas e diagramas. Era interessante que parecia ter sido impresso, mas, Ă s vezes, havia rabiscos com linhas e nĂșmeros aleatĂłrios desenhados como uma teia de aranha, entĂŁo eu nĂŁo via muito valor nele. Pensei que poderia haver algum segredo e tentei vĂĄrias coisas, como olhar para ele contra o sol, mas depois acabei deixando de lado.
â BiĂłpsia?
Arisa disse isso enquanto olhava o papel.
â NĂŁo tem nada escrito assim aĂ, certo?
â Se vocĂȘ ler verticalmente, Ă© isso que estĂĄ dizendo, sabia?
Leitura vertical? Existem coisas assim até em outro mundo?
Rudy: No JapĂŁo, tradicionalmente se lĂȘ de cima para baixo, enquanto no mundo de DM eles leem da esquerda para a direita como a gente.
Quando olhei para o papel, certamente estava escrito assim. Guardei o papel no [ArmazĂ©m], organizei-o por data e li na sequĂȘncia. Entendi, poderia realmente valer 100 moedas de ouro.
â Arisa, vocĂȘ Ă© incrĂvel!
â Fufufu, se quer me elogiar, prefiro que seja com açÔes ao invĂ©s-!
Deixei as rédeas para Tama e abracei Arisa.
â W-WAUAUA, NĂO NA FRENTE DE TODO MUNDO!
Ela deixou escapar sons estranhos, mas bem, estava tudo bem.
Eu queria ler o conteĂșdo daquele papel em detalhes, mas como Ăamos encontrar ladrĂ”es em cerca de duas horas naquele dia, decidi deixar para depois.
Os ladrÔes desta vez eram um grupo de 30 pessoas. Além disso, havia quatro dos cavaleiros do território do barão Muno vindo daquela direção.
Os ladrÔes deveriam ser capazes de derrotar facilmente os cavaleiros, mas não pareciam estar muito dispostos a atacå-los.
Estariam sendo cautelosos mesmo com a vantagem numérica?
Os cavaleiros também pareciam não perceber os ladrÔes e estavam vindo diretamente para cå. Só por precaução, coloquei Liza para proteger a retaguarda da carroça, e Pochi e Tama para guardar a frente.
â O mercador ali, pare. VocĂȘ estĂĄ na presença de um cavaleiro sĂȘnior do barĂŁo Muno, Elal.
â Muito bom dia, cavaleiro-sama, prazer em conhecĂȘ-lo, eu sou Satou, um mercador.
Como eu nĂŁo sabia a etiqueta exata, desci da carroça e fiz uma reverĂȘncia.
»Habilidade: [Etiqueta] foi adquirida.
Serå que maneiras até hoje não eram o suficiente, ou a minha postura era que estava errada de alguma maneira?
Melhor me preocupar com isso depois.
â VocĂȘ viu alguma carruagem luxuosa pelo caminho? Ou quem sabe uma mulher bonita montando num cavalo branco?
â Vim do territĂłrio do conde Kuhanou, mas nĂŁo vi nada que se parecesse com essa carruagem ou com essa pessoa. PorĂ©m, hĂĄ uma carruagem que parecia ter sido usada por mercadores em um campo logo adiante.
â VocĂȘ nĂŁo estĂĄ escondendo nada, nĂŁo Ă©?
â NĂŁo, nĂŁo estou. Afinal, confiança Ă© a coisa mais importante para o mundo dos negĂłcios.
O cavaleiro me ameaçava segurando o cabo de sua espada, e eu respondia calmamente. Aquilo não era nada comparado à lança de Liza.
â Certo, Sir Bezz, Sir Donoza, verifiquem aquela carruagem e depois entreguem a ordem aos guardas na fronteira, por precaução. NĂłs vamos relatar ao barĂŁo.
Os cavaleiros se dividiram em dois grupos e foram embora sem sequer agradecer pela informação.
Depois, percebi que os bandidos estacaram um dos grupos de cavaleiros, talvez porque acharam uma boa oportunidade quando eles se dividiram.
Eles nĂŁo eram pessoas que eu gostaria de salvar, mas como os ladrĂ”es jĂĄ estavam atraĂdos, decidi aproveitar a oportunidade.
Tradução feita por fãs.
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