Death March – Revisado – CapĂ­tulo 4 – Arco 4

 

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Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody

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Death March 4-04
[O Mercado de Pulgas]

Satou aqui. Descobrir como fazer as coisas na tentativa e erro Ă© uma das maiores diversĂ”es para mim. No entanto, quando o nĂșmero de erros fica muito grande Ă© sempre deprimente…

◇◇◇

— VocĂȘ pode acabar morrendo antes de conseguir aumentar de level.

— Pode ficar tranquilo! Eu tenho um montão de truques na manga para qualquer situação!

Ignorando as baboseiras de Arisa, pedi a opiniĂŁo de Liza.

— Liza, vocĂȘ gostaria de ir para a cidade do labirinto tambĂ©m?

— Eu irei para onde quer que o Mestre for.

— Liza, fico muito comovido com a sua lealdade, mas o que eu quero saber Ă© o que vocĂȘ pensa a respeito. No final, a decisĂŁo serĂĄ minha, mas por favor, me conte quais sĂŁo os seus pensamentos sobre isso.

Ouvir a opiniĂŁo de um subordinado, implementar exatamente o que foi dito e, no caso de falha, colocar toda a culpa nele – obviamente eu nĂŁo iria fazer algo assim. Essa foi uma promessa que fiz a mim mesmo desde a Ă©poca em que comecei a trabalhar como um funcionĂĄrio de baixo calĂŁo no meu antigo emprego.

Não faça demandas impossíveis para seus funcionårios!

— Eu… adoraria ir ao labirinto se me fosse permitido.

— Ei! Eu estava para dar um bom argumento ainda agorinha! Escuta sĂł…!

— Depois.

— Tsc, a forma como vocĂȘ me trata Ă© completamente diferente da como trata a Liza-san~

ignorei outra vez a Arisa, que estava fazendo beicinho.

Se nós fossemos para a cidade do labirinto, as vantagens seriam: Tama, Pochi e Liza poderiam andar livremente; a discriminação seria drasticamente reduzida (embora seja provåvel que não desaparecesse); Arisa e as garotas poderiam aumentar de level.

Quanto Ă s desvantagens, seriam: …nenhuma? NĂŁo, nĂŁo, eu teria que me separar das pessoas com que fiz amizade nesta cidade. Depois da Zena-san se preocupar tanto comigo como pode eu ainda ter pensamentos tĂŁo egoĂ­stas…

— …Bem, nĂŁo tenho a menor intenção de ir morar na cidade do labirinto, mas acho que seria interessante dar uma passada para fazer turismo.

— Fazer turismo…? Isso aqui nĂŁo Ă© o nosso antigo mundo!

E o que tem de mal nisso? Fazer Turismo Em Outro Mundo?

— Deixando de lado, onde fica a cidade do labirinto?

— Eu
 não faço a menor ideia.

Ei, ei, senhorita ex-princesinha…

— Calma, não me olha assim! Eu sei que fica no Reino Shiga, só não sei exatamente a onde!

Serå que eu deveria comprar um mapa simples na loja de livros? O meu [Mapa] exibia somente a cidade de Seryuu e os seus arredores, então não iria me ajudar muito nesse caso. Eu não estava muito certo disso, mas, provavelmente as informaçÔes apareceriam apenas depois de chegar numa nova årea.

— Mestre, o senhor ainda não tem cavalos ou uma carruagem de carga, certo?

— Certo.

— Eu queria saber onde Ă© que tem para vender…

Como a praça que ficava perto do portão estava cheia de grandes carruagens, seria um bom local para se começar a procurar. Normalmente, seria mais fåcil perguntar a Nadi-san, mas fazia pouco tempo desde a minha solicitação, então ela provavelmente não estava na Loja de Serviços agora.

— JĂĄ que vocĂȘ tem o suficiente para comprar uma casa, entĂŁo uma carruagem com cavalos nĂŁo deve ser problema. Mas, apenas por garantia, vamos procurar por alguns tesouros escondidos para cobrir as despesas de viagem! — Arisa entĂŁo, apontou para o mercado de pulgas.

Como Ă© que ela ainda consegue mesmo depois eu a ter ignorado duas vezes? A autoestima dessa menina Ă© inabalĂĄvel.

O mercado de pulgas estava acontecendo no mesmo local onde até ontem era o leilão de escravos, ou seja, a enorme praça no distrito leste. As carroças com escravos e as tendas continuavam nos mesmos lugares, mas agora as tendas de bebidas e comidas, que estavam em pé até a meia noite de ontem, foram substituídas por dezenas de comerciantes vendendo quinquilharias diversas, num espaço não muito maior do que uma mesa. Era bem possível que houvesse mais de 100 presentes ali.

— Mestre, eu tenho um pedido antes de irmos.

— Se for apenas um, então não me importo.

— Quero permissão para usar dois feitiços: [Detectar Onda Mágica] e [Detectar Malícia].

Depois que ela me explicou o efeito desses feitiços, dei a minha permissĂŁo a ela. O primeiro, servia para que “de alguma forma” vocĂȘ fosse capaz de discernir uma ferramenta mĂĄgica, enquanto o segundo indicava se alguĂ©m se aproximando possuĂ­a mĂĄs intençÔes. Como nĂŁo parecia ser nada perigoso, nĂŁo vi qualquer motivo para proibĂ­-la. Claro, eu mesmo poderia me encarregar disso, mas ficar negando a tudo por qualquer coisa nĂŁo era do meu feitio.

— Hmm, esse parece estar quebrado, então não, obrigado.

Nós saímos de uma barraca onde o proprietårio tentou me vender uma ferramenta velha como se fosse uma peça de arte e nós prosseguimos olhando as demais ao redor. Era bastante divertido ver as coisas que estavam sendo exibidas no mercado de pulgas.

Como a varinha que eu estava usando ainda era a mesma que comprei pela metade do preço, decidi comprar outras duas que me ofereceram. No entanto, pouco tempo depois, percebi que isso tinha sido um gasto desnecessĂĄrio de dinheiro… Bem, eventualmente iria servir em algum momento.

Outras coisas pelas quais me interessei foram laços para enfeitar a bainha das espadas de Tama e Pochi, além de um acessório para a lança de Liza, o que não me custou mais do que algumas moedas de cobre.

Normalmente em jogos de RPG, produtos feitos de couro custam caro, mas, estranhamente, o proprietårio me disse que preço caíu porque nessa época acontecia o abate de cabras, o que aumentava a disponibilidade de couro no mercado. Como o preço no mercado de pulgas era consideravelmente mais barato, dificilmente alguém comprarei nas lojas pela cidade.

Também não me esqueci de comprar uma lembrancinha para Lulu. Um laço cor-de-rosa com aproximadamente 50 centímetros de comprimento, com a tonalidade um pouco mais clara do que a estola que dei mais cedo para a Zena-san. Queria saber se eles foram tingidos por essa região?

Um monte de remĂ©dios com efeitos suspeitos estavam sendo exibidos, mas, de acordo com habilidade [Avaliar], nĂŁo passavam de energĂ©ticos sem qualquer outra utilidade. Embora a parte do “energĂ©tico” me interessava, como o [Avaliar] nĂŁo informava de que ingredientes os remĂ©dios eram feitos, decidi deixar isso de lado.

Os comerciantes tinham inclusive sabĂŁo e pomadas entre os produtos cosmĂ©ticos para cabelo. Eu sĂł nĂŁo comprei a pomada por causa do cheiro muito forte, mas, apesar de o sabĂŁo ser o item mais caro no mercado, custando uma grande moeda de cobre, comprei sem hesitação, por causa do cheiro nostĂĄlgico de sabĂŁo feito de leite. A ideia era levar apenas um, no entanto a Arisa começou a espernear desesperadamente “ISSO AQUI É COISA BOA”, entĂŁo acabei levando todos os sete do estoque.

— Heheh, mestre! Olhe aqui! Compre um desses~

A coisa que Arisa veio me mostrar foi um par de Ăłculos… ou melhor, como nĂŁo tinha lentes, seria apenas uma armação?

— Para que vocĂȘ quer isso?

— É claro que Ă© para dar ao mestre! NĂŁo tem muitos garotinhos de Ăłculos nesse mundo de fantasia! Uugh, esse vai ser o primeiro passo para implementação de um novo fetiche-AI!

Eu dei um cascudo na cabeça da Arisa assim que ela começou a dizer coisas sem sentido de novo. O proprietårio me disse que se nós quiséssemos levar a armação, seria uma moeda de prata, mas obviamente não a comprei.

◇◇◇

A barraca do lado estava vendo um tipo de jogo de cartas… err, isso nĂŁo se parece com Karuta? 

Rudy: Karuta (Carta, ajaponesado) Ă© um jogo onde vocĂȘ deve descobrir qual a carta estĂĄ sendo lida e pegĂĄ-la antes do seu adversĂĄrio.

De acordo com a habilidade [Avaliar], aquele era um item passado de geração em geração na família do Conde Seryuu desde a época do antigo Rei Yamato. Embora não se tratasse de um item mågico, o conjunto estava sob o efeito de um feitiço de preservação, sendo o seu preço estimado em 10 moedas de ouro.

— Onii-san, vocĂȘ tem bons olhos~ Esse Ă© um brinquedo datado da Ă©poca do antigo impĂ©rio!

— Eh~ Como se joga isso? — Arisa se intrometeu na conversa com um olhar interessado.

Eu deixei de lado a explicação aleatória que o dono da barraca estava fazendo e comecei a olhar fascinado para a pilha de papéis que estava na minha frente. Ao todo, foram cinco volumes de pilhas de papel, com aproximadamente trinta centímetros de espessura e amarradas com barbante, sendo uma delas com valor estimado em 100 moedas de ouro! Esse era um preço anormal se comparado com as demais, onde a mais cara chegava apenas na marca de uma grande moeda de cobre.

— Quanto custa esse conjunto de cartas?

— TrĂȘs moedas de ouro, mas por essa jovenzinha meiga e adorĂĄvel aqui, faço para vocĂȘ por sete moedas de prata. O que acha?

Fingi estar interessado no jogo de Karuta e perguntei o preço ao vendedor. Como o que ele pedia era apenas um sétimo do valor de mercado, eu poderia fazer um enorme lucro com a revenda, mas seria um incÎmodo muito grande ter que procurar por um novo comprador.

Quando ouviu quanto custaria o conjunto de cartas, Arisa imediatamente perdeu o interesse. Ela parecia estar interessada apenas por nostalgia, nĂŁo que estivesse desesperadamente a fim de comprar aquilo.

— É um pouco caro. Diga-me, quanto custa esses papĂ©is? Eles sĂŁo algum tipo de material literĂĄrio?

— Bem, não tem nada de valor neles, mas como são feitos de papel, seria um desperdício usar como lenha, por isso estou vendo em conjunto.

Eu casualmente puxei o assunto com o vendedor. Pelo que ele me disse, esses eram papéis que estavam entre os bens que um certo homem rico descartou. O proprietårio estava procurando por livros que pudessem ser revendidos, mas acabou descobrindo que não passavam de papéis de rabiscos.

— Quanto vocĂȘ quer por eles? Como a maioria parece ter sido riscada apenas de um lado, ainda posso aproveitar o outro para as crianças praticarem a escrita.

— Certo, vou dar a vocĂȘ uma pilha por 3 moedas de cobre, mas se quiser levar tudo, faço por duas grande moedas de cobre.

Eu decidi comprar a todos e deixar os papéis que fossem desnecessårios para Lulu e as meninas aprenderem a escrever. A minha intenção era levar metade, mas Liza não me permitiu, por isso tudo acabou ficando na bolsa dela.

— Caro cliente, se vocĂȘ estĂĄ querendo ensinĂĄ-las a escrever, que tal usar esses cartĂ”es aqui?

Ele me mostrou um conjunto de cartas com vocabulĂĄrio na lĂ­ngua de Shiga e gravuras correspondentes no outro lado. As gravuras eram simples e monocromĂĄticas, mas como a caligrafia foi muito bem feita, vocĂȘ poderia facilmente entender o que estava escrito. Apesar de que algumas cartas como a [Água] tinham um desenho incompreensĂ­vel, foram poucas as que estavam assim.

Um conjunto consistia de 100 cartas escritas à mão uma-a-uma. O esforço necessårio para fazer tudo isso era enorme, mas o preço exibido era de apenas uma moeda de prata.

— Estes cartĂ”es sĂŁo bem interessantes.

— Isso foi algo que pensei em usar para ensinar as crianças da minha aldeia a ler.

Segundo a história dele, originalmente os cartÔes eram de sobras de madeira e tinta, mas como ele achou que venderia bem, contratou um pintor que conhecia para fazer o trabalho e promoveu com tudo o que tinha dentro da cùmara do comércio, mas o custo de produção era de 4 moedas de prata, enquanto a cùmara de comércio só queria pagar uma moeda por isso.

— Então cada carta foi pintada à mão?

— Sim, Ă© claro…

NĂŁo ficaria mais barato se vocĂȘ simplesmente imprimisse as cartas? — No momento em que eu estava para sugerir isso, Arisa puxou a minha manga e fez um sinal com o dedo indicador nos seus lĂĄbios.

— (O que foi?)

— (VocĂȘ estava prestes a dizer a ele que imprimisse, nĂŁo era?)

— (Era… mas qual o problema nisso?)

— (Quando eu morava no castelo, nunca vi nada que tivesse sido impresso. Introduzir novas tecnologias sem tomar cuidado Ă© muito perigoso, sabia?)

— (Mesmo esse mundo tendo fundição com moldura, eles não possuem imprensa?)

— (Bem, as coisas são assim.)

Rudy: Os parĂȘnteses (   )  sĂŁo para indicar que eles estĂŁo cochichando.

— Eu sinto muito, acho que acabei tocando em um assunto delicado.

— NĂŁo, nĂŁo tem problema. A verdade Ă© que tem pouca gente que se interessa por esse tipo de produto…

— Nesse caso, eu vou querer um conjunto. Quanto custa?

Quer dizer entĂŁo que pouca gente estĂĄ interessada? Mesmo parecendo ser um produto que faria sucesso…

O homem pediu por quatro moedas de prata, no entanto este era exatamente o custo de produção.

— VocĂȘ tem certeza? Com isso, vocĂȘ nĂŁo vai ter qualquer ganho, nĂŁo Ă©?

— EstĂĄ tudo bem. SĂł em poder passar esse produto para alguĂ©m que saiba o seu valor jĂĄ vale muito para mim.

Eu fiquei um pouco comovido com a melancolia do vendedor. A ideia era Ăłtima, entĂŁo seria uma pena se ela morresse na primeira tentativa.

— Por que vocĂȘ nĂŁo tenta repensar em como fazer o prĂłximo protĂłtipo desse produto? Apesar de ser pequena, como ainda tem uma demanda, vocĂȘ pode procurar um jeito de ajustar o preço final, como usar um material mais barato ou encontrar uma forma de produzir em massa. Vai ser divertido descobrir a melhor forma por tentativa e erro.

Sinceramente pensei que ele não levaria a sério a conversa de um simples comprador na hora do pagamento, mas, talvez por ter encontrado alguém que o reconhecia como um inventor, os olhos do homem mostraram um brilho de confiança. Depois de confirmar isso, eu saí para as próximas barracas com um sentimento de satisfação no meu peito.


Tradução feita por fãs.
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