Death March – Revisado – CapĂ­tulo 3 – Arco 4

 

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Death March Kara Hajimaru Isekai Kyousoukyoku
Death March To The Parallel World Rhapsody

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Death March 4-03
[QuestÔes Secundårias e Bandeiras Levantadas]

Satou aqui. VocĂȘ jĂĄ teve a impressĂŁo de estar dançando sobre a palma da mĂŁo de alguĂ©m? Eu tenho me sentido como Son Goku na obra Saiyuki…

Rudy: Saiyuki Ă© um mangĂĄ que virou anime baseado na lenda chinesa de Son Goku.

◇◇◇

— Tem algo de errado, Mestre? O senhor está andando com as costas bem curvadas, sabia?

Eu estava perdido nos meus pensamentos quando Arisa apareceu carregando um monte de bagagens.

— Dói~?

— As costas estão doendo, nodesu?

Quando me virei na direção de onde o meu robe foi puxado, encontrei Tama e Pochi próximas dos meus pés, com um olhar preocupado no rosto. Liza estava por perto com um olhar sereno, mas sua preocupação também era evidente.

— NĂŁo, estĂĄ tudo bem. Estou apenas um pouco cansado depois de tudo o que aconteceu nos Ășltimos dias.

Em seguida, acariciei a cabeça de Tama e Pochi para tranquilizĂĄ-las. Eu era um fracasso como adulto por deixar que as crianças preocupadas comigo. SĂł de imaginar isso fez com que toda a culpa e medo que vinha pesando sobre mim desapareceu misteriosamente. 

…Apenas por garantia, verifiquei a minha tela de [RelatĂłrios], mas nada foi exibido.

Eu realmente precisava conversar mais com a Arisa, por isso cheguei perto dela e disse “Arisa, hoje Ă  noite, quando a Lulu estiver dormindo, podemos ficar a sĂłs um pouco?”, e ela respondeu “Eh~ nunca imaginei que vocĂȘ ficaria caidinho por mim tĂŁo rĂĄpido~”. Uma resposta cheia de mal-entendidos, mas decidi tomar isso como um “Sim”.

Quando perguntei sobre o resultado das compras, Tama e Pochi começaram a tirar as compras de dentro das sacolas alegremente, mas eu as pedi que parassem e ficou decidido que iriamos checar tudo depois de voltar para a hospedaria.

Liza, por outro lado, pediu desculpas por desperdiçar tanto dinheiro, mas eu disse a ela que não ligasse para isso jå que, como roupas era um gasto necessårio, então não seria desperdício algum. Mesmo com esse nível de consumo, só com as moedas do Reino Shiga que eu possuía, ainda levaria 2 ou 3 anos até acabar o dinheiro, por isso não tinha nada com que se preocupar.

No caminho de volta para a hospedaria Monzen, ouvi de Arisa e as meninas como foi a experiĂȘncia delas comprando. Pochi e Tama contaram cheias de empolgação como tudo foi divertido do inĂ­cio ao fim. Quando pedi para que Liza me deixasse carregar metade da bagagem dela e de Lulu, ela gentilmente rejeitou.

◇◇◇

Logo antes de chegarmos Ă  hospedaria, uma silhueta que me era familiar, surgiu caminhando instavelmente na nossa frente. Era Martha-chan, acompanhada pela menina que ajudava na hospedaria, carregando enormes fardos de lenha nas costas.

— Martha-chan, está voltando das compras?

— Ah, Satou-san. Seu encontro já terminou?

— Infelizmente, a Zena-san tinha serviço pela tarde.

Enquanto nĂłs conversĂĄvamos, tratei de pegar uma parte do fardo de lenha das costa de Martha e de sua ajudante. Esse podia ser o trabalho delas, mas como o nosso destino era o mesmo, nĂŁo teria problema em ajudar um pouco.

Lizou tentou pegar a lenha de mim, mas a recusei porque ela estava com as mãos ocupadas, carregando as bagagens. Poch e Tama disseram “Aqui~”, mas não faria o menor sentido tirar a carga de duas meninas para dar para outras.

O peso nĂŁo era realmente muito grande, com no mĂĄximo dois ou trĂȘs quilos, mas para garotas tĂŁo pequenas e delicadas carregarem dois fardos cada uma era realmente trabalhoso. Normalmente a hospedaria receberia uma entrega de lenha pela manhĂŁ, mas aparentemente hoje nĂŁo foi o suficiente e por isso tiveram de sair para comprar mais.

NĂłs entramos pela porta dos fundos, perto do estĂĄbulo e entĂŁo coloquei os fardos de lenha no seu devido local.

> Habilidade: [Carregar] foi adquirida.

— Muito obrigada, Satou-san. VocĂȘ realmente me salvou~

— Muito obrigada, senhor cliente.

— Não liguem para isso.

Martha-chan foi para a cozinha carregando um dos fardos.

A propĂłsito, o nome da pequena ajudante era Yuni e entĂŁo decidi observar enquanto ela cuidava dos cavalos dos outros fregueses. Eu jĂĄ sabia desde ontem que tinha cavalos no estĂĄbulo, mas, como nunca vi a forma como se cuidava deles, aquilo me deixou um pouco interessado.

Yuni subiu em um caixote e esticou seu pequeno corpo para alcançar os cavalos com a escova. Eu ofereci ajuda, mas ela me disse que seria reprimida pela proprietĂĄria caso fizesse com que um freguĂȘs lhe ajudasse com suas obrigaçÔes.

Depois de esconderem a bagagem no meio da palha, Pochi e Tama voltaram para ajudar Yuni e Liza me disse que elas tinham ajudado ontem de noite e hoje de manhã também.

Significa que se for Pochi e as meninas, entĂŁo nĂŁo tem problema?

Vendo as trĂȘs crianças dando o seu melhor para cuidar dos cavalos, me fez sentir como um pai que foi assistir Ă s suas filhas em um evento esportivo, o que trouxe uma paz enorme para o meu coração. De repente, o nĂșmero de meninas trabalhando aumentou para quatro antes que eu percebesse, mas Arisa nĂŁo parecia tĂŁo motivada quanto as outras.

— É porque as roupas que eu acabei de comprar vão ficar sujas~ — Disse ela, revelando seu vestido novo por debaixo do manto.

— Lizou, estou indo para o posto militar receber de volta a Lança e o dinheiro pelos nĂșcleos. Gostaria de vir comigo?

— Sim, seria uma honra fazer companhia ao Mestre.

— Ah, eu tambĂ©m! Eu vou tambĂ©m!

Ouvindo a conversa, Tama e Pochi pararam de ajudar Yuni e vieram correndo.

— Saindo~?

— O Mestre está saindo, nodesu?

Elas também queria vir, mas como não seria bom se muita gente fosse junto, pedi a elas que continuassem ajudando.

— Aye!

— Entendido, nanodesu!

E entĂŁo, elas voltaram imediatamente carregando o comedouro dos cavalos.

É impressão minha ou as duas parecem ter ficado muito felizes com isso?

◇◇◇

— Arisa, como está a condição da Lulu?

— Ela parece bem. Ah, eu acabei de deixar com a Lulu roupas e calcinhas novas. Se vocĂȘ subir agora, pode ser que ainda consiga dar uma espiadinha~ AU!

Por causa da coisa absurda que disse, eu dei um cascudo na Arisa. Como pode ela nĂŁo ter vergonha de vender a prĂłpria irmĂŁ?

Rudy: Eu sou contra violĂȘncia domĂ©stica! Especialmente quando envolve a minha Waifu!

— Vamos parar um pouco aqui.

Fiz essa declaração no instante em que passamos pela Loja de Serviços.

— Boa tarde, Nadi-san.

— Ara, seja bem-vindo, Satou-san. Que linda menina esta que está lhe acompanhando hoje.

Rudy: Foi sĂł eu que sentiu um leve tom de ironia aqui?

Assim que entramos, Nadi-san nos recebeu cordialmente do outro lado do balcão. Além dela, estava presente um homem de idade incrivelmente avançada, que parecia ser o gerente da loja, repousando no andar de cima. Sempre que eu vinha aqui ele estava dormindo, então serå que esta pessoa não trabalha?

A conversa que tive com a Nadi-san foi sobre a entrega dos pertences dos falecidos no labirinto. Ao invés de um cara suspeito como eu, o melhor seria que alguém conhecida como ela se encarregasse de devolver os bens. Por sinal, tentei perguntar aos soldados se poderiam cuidar disso, mas eles imediatamente rejeitaram.

De qualquer maneira, como dei a ela os nomes e uma breve descrição física dos mortos, provavelmente não teria problemas em contatar as famílias.

— VocĂȘ gostaria de alguĂ©m para gerenciar as recompensas?

— Hm? Gerenciar as recompensas? Que recompensas?

Depois de terminar de passar as informaçÔes sobre os mortos para a Nadi-san, que aceitou alegremente o trabalho, acabei ouvindo algo que me deixou confuso. Aparentemente, era um costume receber uma recompensa ao se devolver os pertences de um morto e que eu poderia contar com os serviços dela para coletĂĄ-las. Mas como um homem que jĂĄ possui muitas posses, nĂŁo era necessĂĄrio nenhuma recompensa…

— Nesse caso, por que nĂŁo coletar apenas das famĂ­lias ricas? Pessoas de grande influĂȘncia irĂŁo suspeitar de vocĂȘ se devolver alguma coisa sem pedir nada em troca.

EntĂŁo era disso que se tratava.

Ficou decidido portanto que a Loja de Serviços ficaria com o limite måximo da taxa pelo serviço.

— Nadi-san, tenho mais uma coisa que gostaria de perguntar…

Como eu tinha planos de comprar uma casa, resolvi perguntar a ela sobre o preço de mercado, mas, no final, acabei desistindo da ideia. A razão não foi porque o valor de uma casa, mas sim devido às informaçÔes que ela me deu.

— SĂŁo muitas as pessoas que nĂŁo estĂŁo dispostas a ter Semi-humanos como vizinhos, especialmente na muralha interna, mas tambĂ©m no distrito oeste. Por isso, nĂŁo acho que tenha alguĂ©m disposto a vender uma casa nessas condiçÔes. Por outro lado, Ă© possĂ­vel encontrar uma casa no distrito oeste, mas como a ordem pĂșblica Ă© ruim nessa regiĂŁo, se uma pessoa prĂłspera como Satou-san se mudar para lĂĄ, nĂŁo tenho dĂșvida de que ladrĂ”es irĂŁo atacĂĄ-lo no dia seguinte.

◇◇◇

— Por favor, assine o contrato de posse. Os gastos com a avaliação da lança jĂĄ foram deduzidos e, embora tenha sido atestado que nĂŁo hĂĄ nenhum risco em trazĂȘ-la para a cidade, certifique-se de nĂŁo deixar essa arma nas mĂŁos de um Semi-humano.

Eu assinei o contrato que o oficial me passou e cobri a lança com um pano assim que a recebi. O dinheiro da venda dos nĂșcleos foi de 17 moedas de prata, sendo que o custo da avaliação foi de duas moedas.

Queria saber se esse Ă© mesmo o preço de mercado… Se for, acho que dĂĄ para viver muito bem trabalhando apenas como um avaliador.

Com apenas quatro de nĂłs por alguns dias no labirinto conseguimos o equivalente a 6 Arisas… hehehe, essa unidade de valor Ă© meio engraçada. Espere, esse preço nĂŁo Ă© o bastante para comprar escravos com habilidades ou que possuam grande conhecimento, mas se for para simples trabalho braçal, entĂŁo Ă© mais do que o suficiente. Mesmo dividindo entre nĂłs quatro, entĂŁo daria para viver meio mĂȘs com esse dinheiro…

— Eh~ atĂ© que ir ao labirinto Ă© um negĂłcio bem rentĂĄvel~

— SĂł que vocĂȘ estaria colocando a sua vida em risco.

Arisa, que ficou o tempo todo calada no posto militar, começou a tagarelar animadamente depois que saímos. Os olhos dela estavam literalmente brilhando.

— Ei, Mestre, posso perguntar uma coisa? O senhor pensa em morar nessa cidade?

— Não, não penso.

Como ficar parado na entrada iria atrapalhar o caminho dos pedestres, começamos a conversar enquanto caminhåvamos.

— Mas, nesse instante vocĂȘ nĂŁo estava querendo comprar uma casa?

— Eu apenas não queria que a Liza e as meninas continuassem dormindo no estábulo. Então pensei em comprar uma casa, mas pelo visto vai ser impossível.

Liza estava para dizer alguma coisa, mas acabou perdendo a oportunidade por causa de Arisa.

— EntĂŁo aquela botinha de mais cedo Ă© sĂł a sua ficante local?

— Arisa, nĂŁo fale besteira. Embora seja verdade que nĂłs ficamos prĂłximos um do outro, ela nĂŁo Ă© a minha namorada. SĂł faz trĂȘs dias desde que nos conhecemos, sabia?

— Nesse caso… Eu gostaria de ir para a cidade do labirinto! — Arisa fez essa declaração enquanto levantando as mĂŁos com uma pose que dava  a impressĂŁo de ter algum efeito especial acontecendo logo atrĂĄs dela.

Mas labirinto outra vez?

— Para um lugar se chamar “Cidade do Labirinto” quer dizer que tem um labirinto nela, nĂŁo Ă©? Isso nĂŁo te faz sentir um pouco de medo ou repulsa?

— Uuugh, sim, isso realmente me dá a sensação de que memórias ruins irão voltar a me assolar a qualquer momento, mas tem algum muito mais importante do que isso! Eu quero aumentar o meu level!

Isso aqui nĂŁo Ă© um jogo, menina. NĂŁo, talvez exatamente por nĂŁo ser um jogo Ă© que ela queira aumentar de level.

— E com que propĂłsito vocĂȘ quer fazer isso?

— Muito em breve vai ser a temporada dos reis demĂŽnios, entĂŁo eu quero aumentar de level para sobreviver! E, enquanto a gente estĂĄ nisso, tambĂ©m posso estudar magia para conseguir desfazer a [Coerção (Geass)] que foi colocada em mim e na Lulu.

Ei, nĂłs estamos falando de reis demĂŽnios aqui. NĂŁo faça isso soar como se fosse uma Ă©poca de colheita de alfaces ou berinjelas…

Bem, como isso soava ridĂ­culo, decidi ignorar por completo o que ela estava dizendo.


Tradução feita por fãs.
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