Botsuraku Yotei – CapĂ­tulo 61

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Botsuraku Yotei Nanode, Kajishokunin wo Mezasu
Expecting to Fall into Ruin, I Aim to Become a Blacksmith

Web Novel Online – CapĂ­tulo 61


CapĂ­tulo 61

— Por que vocĂȘ estĂĄ sendo tĂŁo frio, PrĂ­ncipe? — Falei com o PrĂ­ncipe que estava de luto na entrada da escola. 

Cara, ele estava arrasado. — Era compreensĂ­vel, afinal todos os seus esforços, levaram Ă  um acidente infeliz que fez a mĂŁe da garota pela qual estava apaixonado, desmaiar.

— Eu estraguei tudo


— Sim, vocĂȘ estragou.

— Ei, eu apreciaria um pouco de apoio aqui.

Vamos ser um pouco mais egoĂ­stas aqui.

— Não estou recebendo nada para me importar com seus sentimentos.

— O quĂȘ estĂĄ dizendo? Rail nunca pediu nada para me apoiar nos momentos difĂ­ceis!

— Mas eu não sou ele, então a menos que role algum bînus, não pretendo fazer nada.

Virei o rosto para o lado e fiquei admirando a grama. Depois de algum tempo, me cansei disso e suspirei profundamente.

— VocĂȘ sempre pensa em ouro, ouro e mais ouro. NĂŁo hĂĄ mais nada alĂ©m disso na sua cabeça!? Por que nĂŁo se esforça para ter um coração puro, como eu faço?

Sim, eu só penso em dinheiro o tempo todo e daí!? É do meu futuro que estamos falando!

— Esse Ă© um sentimento que nem sempre posso me dar ao luxo de ter.

— Do que estĂĄ falando? Como nobre, vocĂȘ deve ter vivido em luxo. EstĂĄ acontecendo algo em sua famĂ­lia? VocĂȘs estĂŁo afundados em dĂ­vidas?

Houve um mal-entendido, meu pai nĂŁo era muito rico, mas nĂŁo caĂ­ra ao ponto de fazer dĂ­vidas. Nossa famĂ­lia estava bem financeiramente, mas senti que o PrĂ­ncipe estava apenas tentando tirar o peso de seu peito. Eu precisava ser um pouco mais sĂ©rio. 

— Príncipe, aqueles que já possuem um futuro brilhante garantido, não teriam como entender os meus sentimentos.

— De fato nĂŁo consigo entender, mas, se estĂĄ tĂŁo preocupado com isso… Existe algo que eu possa fazer por vocĂȘ?

— Eh!? O que Ă© isso? De repente vocĂȘ ganhou alguma consideração por mim!? — A forma como o PrĂ­ncipe falou… Posso sentir que algo de bom estĂĄ para acontecer. Definitivamente!

— Ei, KururiHelan, assim que vocĂȘ imaginou que poderia ganhar alguma coisa de mim, o brilho em seus olhos mudou completamente…VocĂȘ Ă© muito fĂĄcil de ser lido.

O PrĂ­ncipe parecia ter ficado um pouco atordoado. Pergunto-me se isso ficava estampado em meu rosto. De todo mundo, nĂŁo havia nada que eu pudesse fazer quanto a isso.

— Esqueça esse Ășltimo comentĂĄrio. Enfim, como vocĂȘ parecia estar ansioso sobre seu prĂłprio futuro, eu sĂł queria lhe dar algo que pudesse acabar com suas preocupaçÔes.

— PrĂ­ncipe! — Agarrei a mĂŁo dele. 

Eu o poderia deixar ir? Claro que nĂŁo! Jamais deixarei o calor dessas mĂŁos escapar!

— PrĂ­ncipe, vocĂȘ Ă© verdadeiramente puro de coração!

— Sinto como se fosse apenas um saco grande de dinheiro.

 O PrĂ­ncipe me empurrou para longe e começou a andar.

— Bem, o futuro Ă© construĂ­do sobre o que construĂ­mos no presente, entĂŁo trabalhe duro por mim, KururiHelan…

Eu o segui com pressa. No final, o PrĂ­ncipe nĂŁo disse o que me daria ou quando o entregaria para mim. No pior dos casos, seria o padrĂŁo de “HĂŁ? Quando foi que eu lhe disse que te recompensaria?”.

Arc, vocĂȘ nĂŁo Ă© uma pessoa sem carĂĄter, nĂŁo Ă©!? VocĂȘ nunca faria isso comigo, nĂŁo Ă©? PrĂ­ncipe, vocĂȘ nĂŁo pode!

— …Bem, PrĂ­ncipe


Quando chegamos na frente do quarto de Iris para lhe dizer que sua famĂ­lia havia chegado, o PrĂ­ncipe, de repente, ficou tenso. 

— Sobre a recompensa


— NĂŁo acabamos de falar sobre isso? AlĂ©m do mais, jĂĄ estamos na frente do quarto da Iris, o que mais vocĂȘ quer?

— Estou falando sobre o pagamento por seguirmos a Iris no outro dia. Ainda nĂŁo recebi nada. Eu preciso de uma boa garantia para o meu futuro, entĂŁo por favor, me dĂȘ alguma coisa.

— Ah, seu bastardo sem coração… eu vou te dar isso, entĂŁo! — Ele tirou uma pulseira de ouro coberta de pedras preciosas do bolso.

Por que ele guardou uma coisa dessas no bolso? Parece caro!

— PrĂ­ncipe, isso é 

— Eu pretendia dar para a mĂŁe da Iris, mas como vocĂȘ continua me incomodando… Bem, estou cansado de ouvir sobre o seu futuro, entĂŁo acho que isso jĂĄ dĂĄ como recompensa.

— Quanto vocĂȘ pagou por ela? Quanto Ă© que ela vale?

— EU NÃO SEI!

Ao ouvir o PrĂ­ncipe gritar, Iris abriu a porta do quarto. Ela  espiou para fora e viu aquelas duas pessoas barulhentas discutindo.

— Eh? Arc-sama e Kururi? O que vocĂȘs estĂŁo fazendo aqui? Vieram me procurar?

— Bem, oh, ehh, sim, o Kururi queria ver vocĂȘ, mas porque o dormitĂłrio das garotas parecia tĂŁo vazio, ele me pediu para acompanhĂĄ-lo.

Essa foi uma desculpa bem esfarrapada. NĂłs dois viemos aqui para contar a ela sobre sua famĂ­lia.

— NĂŁo Ă©, Kururi? — O PrĂ­ncipe virou para mim com um sorriso tĂŁo duro, que mais parecia um boneco de madeira.

Bem, acho que vou ter de apoiá-lo


— Sim, exatamente…

Acabei de receber uma pulseira, entĂŁo precisei fazer o meu trabalho. Terei que me lembrar de nĂŁo aceitar subornos no futuro.

— Eu nĂŁo sabia que vocĂȘs dois eram amigos tĂŁo prĂłximos… Bem, se vocĂȘ nĂŁo se sente bem em vir sozinho, deveria ter convidado o Toto, entĂŁo.

Isso machuca, Iris-san! É Ăłbvio que vocĂȘ nĂŁo sabia, porque de fato nĂŁo somos!

— Nos tornamos grandes amigos a pouco tempo. — O Príncipe passou o braço por trás de mim e segurou meu ombro.

— É mesmo? — Ela continuava duvidando.

— Sim, Iris, Ă© isso mesmo. Desde que somos camaradas agora, o PrĂ­ncipe disse que gostaria de me ter em uma posição considerĂĄvel ao seu lado, independentemente do que o futuro reservar. NĂŁo Ă© mesmo, Arc?

JĂĄ que o PrĂ­ncipe me usou agora a pouco, irei tirar algum benefĂ­cio disso. A culpa era dele por nĂŁo ponderar antes de usar as pessoas. 

— Bem, isso mesmo, eu fiz uma promessa de camarada para camarada. — Apesar de que acabei de usar essa palavra, qual Ă© a dessa de que somos “camaradas”? 

Pergunto-me desde quando nos tornamos tĂŁo prĂłximos assim.

— Bem, nĂłs somos amigos e amigos nĂŁo usam uns aos outros no futuro, nĂŁo Ă© mesmo?

Um excelente contraponto veio do PrĂ­ncipe. No final ele estava totalmente certo, parecendo ser a minha a derrota nos argumentos. O melhor para todos seria que eu desistisse agora mesmo.

— É isso mesmo, Arc. Por que a AMIZADE VEM ANTES DE TUDO! — Com um sorriso forçado, eu enfatizei a Ășltima parte. 

Iris desistiu de questionar sobre o nosso relacionamento. Depois de limpar o suor que escorria em nossos rostos, o Príncipe e eu separamos o braço um do outro.

— Kururi, vocĂȘ tinha algo para conversar comigo?

Oops, esqueci completamente o motivo da nossa visita. Por onde eu deveria começar? Sua mĂŁe estĂĄ inconsciente na enfermaria! Que tal!? â€” Eu hesitei em dizer isso. NĂŁo queria contar Ă  ela e estava me sentindo muito desconfortĂĄvel.

— Iris, eu consegui uma nova variedade de chĂĄ, vocĂȘ quer vir beber um pouco comigo?

O PrĂ­ncipe me bateu com o cotovelo e eu dei um pequeno gemido.

— Hmm, fico muito grata que tenha vindo pessoalmente me convidar, mas Kururi, vocĂȘ veio acompanhado aqui sĂł para me chamar?

— Bem… Ă© um chĂĄ bastante requintado, entĂŁo pensei que o PrĂ­ncipe poderia vir conosco tambĂ©m!

O olhar de Iris passou por nĂłs dois e seus belos e radiantes olhos pararam no PrĂ­ncipe. Normalmente, qualquer homem teria ficado extremamente feliz em ser encarado por aqueles olhos, mas Ă s vezes eles podiam fazer vocĂȘ sentir calafrios. O PrĂ­ncipe nĂŁo foi uma exceção.

— Na verdade, lĂĄ embaixo… tem uma deliciosa torta… Que tal irmos comer juntos?

NĂłs estĂĄvamos tentando! NĂłs estĂĄvamos tentando fazer com que Iris descesse para ver sua famĂ­lia! Ei, hĂĄ realmente uma torta!? Se tiver, eu quero um pedaço!

— Oh, obrigada, deve ser perfeito junto com o chĂĄ do Kururi. — Com um sorriso, Iris abriu completamente a porta que atĂ© agora sĂł estava entreaberta. EntĂŁo, colocando o dedo indicador em seu lĂĄbio e fazendo uma pose atraente, ela disse. — VocĂȘs dois estĂŁo escondendo alguma coisa de mim.

Mesmo que não pareça, dei o meu melhor para guardar o segredo! Juro!

Eu bati no PrĂ­ncipe com o cotovelo e ele imediatamente me bateu de volta.

— VocĂȘs podem parar de se comportar como crianças e me contarem tudo jĂĄ? NĂŁo vou ficar brava com vocĂȘs, prometo.

Ela vai ficar brava, ela vai absolutamente ficar brava.

— Ok, bom, primeiro de tudo, a culpa Ă© toda do PrĂ­ncipe.

— Como Ă© que Ă©!? Tudo bem, entendi…  

Iris fazia uma cara estranha. Me perguntei o que ela achava que o PrĂ­ncipe poderia ter feito e quando ele estava prestes a falar, ela tomou a iniciativa.

— Tudo bem, se vocĂȘs estĂŁo com vergonha de admitir que sĂŁo os culpados por roubarem a minha calcinha, sei que alguns caras fazem isso e os perdoou, mas definitivamente nĂŁo haverĂĄ uma prĂłxima vez.

O QUÊ!? NÃO TIVEMOS NADA A VER COM O ROUBO DA SUA ROUPA ÍNTIMA!

— NĂŁo! Iris, eu nĂŁo fiz isso! SĂ©rio! NĂŁo sei quem roubou sua calcinha!

— Iris, o PrĂ­ncipe estĂĄ dizendo a verdade! NĂŁo roubamos nenhuma roupa de baixo!

Como estávamos tentando fervorosamente nos defender daquela acusação caluniosa, acabamos exaltando as nossas vozes. Com a palavra “calcinha” sendo ecoada no corredor, as pessoas nos quartos ao redor começaram a abrir as portas imediatamente.

— Eh? O que? O que?

— Quem está fazendo o que com roupa íntima?

— LadrĂ”es de calcinha? Esses dois?

EH!? ISSO NÃO É VERDADE! COMO ALGUÉM PODE DIZER ALGO TÃO HORRÍVEL!

A medida em que tentåvamos desesperadamente nos explicar, a situação ficava ainda mais embaraçosa.

— Ok, nĂŁo sabemos nada de roubos de roupas Ă­ntimas! Todos, por favor, acalmem-se!

Eu me sentia exausto. No final das contas eu ainda era um nobre e estava lĂĄ gritando sobre roupas Ă­ntimas. O dormitĂłrio ficou em silĂȘncio, entĂŁo finalmente voltei a falar com a Iris.

— Eu sinto muito, parece que entendi mal.

— NĂŁo, tudo bem, a culpa Ă© nossa por tentarmos esconder algo de vocĂȘ, Iris.

— Ahahah, depois dessa confusão já não estou mais brava, então, ei, me digam o que está havendo.

O PrĂ­ncipe parecia muito abalado depois de ser acusado de ladrĂŁo de calcinhas, entĂŁo pensei que seria melhor se eu falasse.

— Na verdade, Iris, sua família veio para a escola


AtĂ© que enfim consegui dizer isso. Senti como se tivesse sido aliviado de um peso enorme. Eu tinha sido muito claro com minhas palavras, mas por um momento, Iris nĂŁo entendeu.

— Minha famĂ­lia…? VocĂȘ quer dizer, minha mĂŁe, Mikal e Asia?

— Sim, eles estão todos na escola agora.

Iris cobriu a boca com as duas mĂŁos e saiu correndo sem dizer outra palavra. O PrĂ­ncipe e eu a seguimos.

— Iris, espere, espere! Eles estĂŁo na enfermaria!

Ela geralmente nĂŁo agia de maneira tĂŁo impulsiva, entĂŁo jamais previ que isso aconteceria. Agora, Iris corria surpreendentemente rĂĄpido e estĂĄvamos sendo desacelerados pelas pessoas nos corredores.

A porta da enfermaria se abriu e no interior, Mikal e Asia pareciam muito animados. A mĂŁe de Iris, Clarissa, ainda estava deitada na cama, mas acordada.

— Iris
 — Foi a mĂŁe dela quem a notou primeiro. 

Iris aproximou-se e a abraçou. Logo depois, seus dois irmĂŁos tambĂ©m se juntaram. Ela abraçava sua famĂ­lia com os olhos brilhantes e um enorme sorriso no rosto.

O PrĂ­ncipe e eu fechamos a porta da enfermaria. Seria melhor que nĂłs dois bastardos partĂ­ssemos imediatamente. SaĂ­mos e olhamos para o rosto um do outro. Havia um monte de coisas para falar, mas… por enquanto, estĂĄvamos felizes.


Tradução feita por fãs.
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