Botsuraku Yotei – CapĂtulo 48
Botsuraku Yotei Nanode, Kajishokunin wo Mezasu
Expecting to Fall into Ruin, I Aim to Become a Blacksmith
Web Novel Online – CapĂtulo 48
CapĂtulo 48
Eu disse ao meu pai para deixar tudo comigo, mas nĂŁo conseguia pensar em mais nada. Criar contramedidas para alguĂ©m como o primeiro-ministro era muito difĂcil e minha cabeça simplesmente parou de raciocinar. Para fugir da realidade, convidei o Vaine para pescar comigo.
â O que hĂĄ de errado?
â Oh, nada estĂĄ errado. Algo parece errado?
â Parece. Ă como da vez com a Iris.
E nĂŁo Ă© que ele acertou? â Iris e eu estĂĄvamos tendo fĂ©rias terrĂveis. Pensar que o primeiro-ministro viria ao territĂłrio, fazia o meu estĂŽmago doer. Era sĂł em momentos assim que os peixes resolviam morder.
â Tenho outra mordida.
â Outro? Esse Ă© o quinto.
NĂŁo me lembrava de ser tĂŁo bom em pescar. Os peixes me olhavam profundamente e pensavam â Ah, ele nĂŁo estĂĄ prestando atenção. Ă hora de pegar a comida â, mas eu estava de olho, afinal, vim aqui justamente para isso.
â Oh, outra mordida.
â De novo?
Vaine estava sendo esmagado por mim em sua prĂłpria especialidade.
O que Ă© isso? â Me perguntei. A sorte sempre estava ao meu lado quando confrontava inimigos poderosos tinha sido sempre assim, mas desta vez nĂŁo sentia vontade de comemorar essa vitĂłria sobre ele. Embora nĂŁo era como se eu celebrasse este tipo de coisa com frequĂȘncia. Em verdade, eu vim pescar apenas para fugir da realidade, mas acabei pegando 10 peixes.
âââ
O dia do julgamento final chegou e meu pai e eu estĂĄvamos com uma terrĂvel dor de estĂŽmago naquele dia. Como nĂŁo queria causar problemas para Iris e Vaine, pedi ao Lotson-san para levĂĄ-los atĂ© outra cidade, longe da mansĂŁo.
Um servo anunciou a chegada dos convidados, embora esta frase pareceu mais uma sentença de morte para a dupla pai-filho, e finalmente o primeiro-ministro entrou na sala.
A pessoa tinha um corpo muito magro e olhar determinado como os de Eliza, afinal eram pai e filha. Ele mostrava-se um senhor de idade muito atraente, entĂŁo, eu poderia dizer com plena confiança que ele era a definição da palavra âElegĂąnciaâ.
AtrĂĄs dele estava Marl. Sua chegada apenas arruinou a atmosfera da sala. Ele estava esfregando as mĂŁos como um comerciante pronto para fazer negĂłcios. Sua atitude nĂŁo era idĂȘntica a de antes, mas, ainda assim tinha uma cara de porco.
â Bem-vindo. Por favor, sente-se.
Os dois sentaram antes que meu pai terminasse de falar. O pai de Eliza se portava com eminĂȘncia, mas tambĂ©m tinha elegĂąncia em seus atos, nĂŁo me causando desconforto com isso. JĂĄ o lorde Marl sorria como o Diabo e era deselegante como sempre.
â ToralHelan, jĂĄ faz algum tempo, nĂŁo Ă©? NĂłs nos encontramos vĂĄrias vezes na Capital, mas esta Ă© a primeira vez que nos vemos cara Ă cara desde a escola, nĂŁo Ă©?
â Sim. Deauville-sama conversou comigo apenas algumas vezes nos tempos de escola, mas, apesar disso, nĂłs vĂamos frequentemente.
Meu pai ficou completamente absorvido pela atmosfera e deu Ă eles a vantagem. PorĂ©m, nĂŁo era como se eu pudesse dizer qualquer coisa sobre isso e eu mesmo fui tambĂ©m absorvido. NĂłs podĂamos jĂĄ estar perdendo essa batalha e a esse ritmo, acabarĂamos concordando com qualquer coisa que dissessem.
â No entanto, quando vi o seu territĂłrio, Toral, Ă© lindo como sempre. As reformas e o avanço que vocĂȘ fez como senhor desta terra sĂŁo realmente impressionantes. VocĂȘ Ă© o exemplo perfeito de como um Lorde deveria agir e gostaria que os demais seguissem o seu exemplo.
â Oh, nĂŁo, eu nĂŁo fiz quase nada. Meu filho Ă© quem lidera as reformas e avanços em nosso domĂnio. Ele Ă© verdadeiramente a jĂłia do meu coração.
â Oh, Ă© assim? A pessoa que estĂĄ ao seu lado, Ă© seu filhoâŠ? Kururi, correto?
â Sim, me chamo KururiHelan, sua excelĂȘncia. â Dirigindo-se Ă mim de repente, acabei me apresentando por reflexo e por algum motivo, ele ficou me encarando os olhos.
Se olhar para mim o farå mudar de ideia, por favor continue. Mas, se isso não irå mudar em absolutamente nada, por favor pare, meu estÎmago estå começando a doer.
â Minha filha Eliza e Kururi sĂŁo colegas de classe. Assim, ouvi muito a partir dela sobre vocĂȘ.
Ele ouviu muito sobre mim de Eliza⊠Oh, nĂłs perdemos. EntĂŁo ele ouviu sobre aquele incidente, hein? Bem, parece que Ă© o fim de nossa famĂlia. Eu realmente sinto muito, pai!
â Humm, Senpai? O senhor poderia por favor passar para o tĂłpico principal? â Marl mudou o tĂłpico de volta para o evento principal.
Jurei por Deus, quando eu tivesse a chance, iria fazĂȘ-lo lamentar por esse dia. Este era o sentimento que estava percorrendo em minhas veias.
â Oh, sim, eu nĂŁo tenho muito tempo livre nesse momento e gostaria de me banhar em suas famosas fontes termais, mas ainda tenho trabalho Ă fazer na Capital. O tĂłpico central seria?
Meu pai e eu engolimos em seco. â EstĂĄ tudo bem! Foi exatamente para isso que me tornei um ferreiro. Eu estava aguardando o dia em que nĂłs cairĂamos em ruĂna, entĂŁo aprendi ferraria para que pudesse alimentar minha famĂlia como um ferreiro. â Com esse tipo de pensamento, consegui manter a calma.
â Ouvi dizer que vocĂȘ agrediu o meu Kouhai no outro dia, Toral.
â Sim, eu sinto muito por isso. Eu estou refletindo sobre meus atos.
Meu pai se levantou e inclinou a sua cabeça para AyanDeauville. Ao ver meu pai assim, também inclinei minha cabeça para ele.
â Muito bem, nĂŁo seja violento, Toral, vocĂȘ jĂĄ nĂŁo Ă© mais jovem. NĂłs todos somos da mesma escola e nos conhecemos muito bem. Ăs vezes Ă© bom resolver as coisas em um duelo, mas esses dias acabaram para nĂłs.
â Sim, Ă© como vocĂȘ diz.
â Sim, os tempos de quando Ă©ramos estudantes chegaram ao fim a muito tempo atrĂĄs. Se eu pudesse falar com o meu punho agora, eu faria, mas jĂĄ que estamos todos em posiçÔes de poder, devemos ter o cuidado de nĂŁo criar conflito entre nĂłs. Agora, por favor, peça desculpas ao Marl e pague as despesas mĂ©dicas.
â Sim, Lorde Marl, meu filho e eu sentimos muito pelo que aconteceu no outro dia e lhe pagaremos as despesas mĂ©dicas.
â Ătimo. Essa Ă© a atitude que nĂłs cavalheiros devemos tomar. Agora, jĂĄ que foi apenas um soco, vamos deixar no passado o que jĂĄ foi passado.
Marl, o porco, estava sorrindo por que ao lado se encontrava um leĂŁo. O fato de eu ter que baixar minha cabeça para esse cara era nojento, mas se isso salvasse minha famĂlia eu faria isso. Ă frustrante, mas abaixarei a cabeça na esperança de que isso era tudo o que seria necessĂĄrio para apaziguar o primeiro-ministro.
â Desde que Toral pediu desculpas, estamos acabados com este caso, certo Marl?
â Sim. Senpai, o senhor Ă© confiĂĄvel como sempre. â Marl esfregou as mĂŁos novamente.
Espero que ele acabe queimando suas digitais.
â Ok, entĂŁo irei retornar para a Capital, Marl.
O primeiro-ministro se levantou e bateu palmas para sinalizar que a discussão havia terminado. Até que o pai de Eliza era um homem bastante razoåvel, não é?
â EHHHHHHH!!!!!????? â Meu pai, Marl e atĂ© mesmo eu, ficĂĄvamos surpresos com o desenvolvimento dos acontecimentos e a afirmação do primeiro-ministro. A questĂŁo que todos nĂłs tĂnhamos eram as mesmas: âAcabou? Foi sĂł isso?â
â Senpai, o que vocĂȘ quer dizer com âfimâ? â Marl, o culpado do incidente, manifestou sua reclamação.
â Sim, terminamos aqui. NĂŁo hĂĄ mais nada a fazer, entĂŁo vou voltar para a Capital.
â Por quĂȘ? Essa discussĂŁo ainda nĂŁo acabou,Senpai. Se terminar aqui, entĂŁo, ter lhe chamado nĂŁo faria sentido.
â O que Ă© agora? VocĂȘ jĂĄ recebeu um sincero pedido de desculpas de Toral. NĂŁo terminamos aqui?
â NĂŁo, Senpai. Eu nunca me importei com o pedido de desculpas. Eu nĂŁo ligo para honra ou coisas assim. Eu sĂł me preocupo com… â Marl parou de falar quando a expressĂŁo de AyanDeauville mudou.
â Pense na minha posição.
â Sua posição, vocĂȘ nĂŁo Ă© a pessoa mais bem classificada no reino, alĂ©m do prĂłprio Rei?
â NĂŁo, hĂĄ alguĂ©m mais alto. â Ele apontou o dedo indicador para o cĂ©u.
Com um sério olhar, AyanDeauville fez Marl calar sua boca em definitivo. O primeiro-ministro deixou a sala com passos longos e firmes. Um servo nosso o levou para fora. Marl, jå que ele não podia mais fazer nada, também saiu.
Eu e meu pai olhamos para a porta por um tempo. NĂłs dois sentimos como se a tempestade viesse e saĂsse sem causar nenhum dano. Olhamos um para o outro e começamos a rir de alĂvio.
â VocĂȘ quer vĂȘ-los sair?
Eu concordei com a ideia do meu pai e fui vĂȘ-los.
Quando saĂ da mansĂŁo, as duas carruagens jĂĄ haviam partido. Fui a um lugar onde ainda pudesse vĂȘ-las irem embora. Parecia que nĂłs, pai e filho, tĂnhamos mais semelhanças do que eu imaginava.
â Eles foram embora.
â Sim.
â VocĂȘ acha que Helan estĂĄ a salvo?
â Sim, eu acho que estĂĄ.
â Kururi, eu jĂĄ posso ir relaxar na fonte?
â Sim. Claro, pai.
Desta vez, vejo meu pai em sua carruagem e dei outro suspiro de alĂvio.
Quando estava voltando para a mansĂŁo, vi a figura de uma pessoa que nĂŁo deveria estar aqui no jardim. Ela tinha cabelos bonitos e era o pinĂĄculo da beleza em si. PossuĂa tambĂ©m, olhos afiados que, estranhamente, pareciam meigos para mim. Essa linda mulher acenou quando fui atĂ© ela.
â Eliza.
â Ă um prazer revĂȘ-lo, Kururi-sama.
Tradução feita por fãs.
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