Sasaki to Pi-chan – Capítulo 14.5
Sasaki to Pi-chan, Isekai de Slow Life wo Tanishimou to Shitara, Gendai de Inou Battle ni Makikomareta Ken ~Mahou shoujo ga Up wo Hajimeta You Desu~
Sasaki and Peeps: That Time I Got Dragged into a Psychic Battle in Modern Times While Trying to Enjoy a Relaxing Life in Another World ~Looks Like Magical Girls Are On Deck~
Mangá Online
[Capítulo 14.5]



















Buncololi Original Short Story [Você Vai Se Equipar Aqui?] Isso aconteceu pouco depois de eu começar no meu novo trabalho. Estava prestes a encarar minha primeira missão, um ataque a uma pista de boliche, e precisava preparar meu equipamento. Acompanhado pela minha senpai, Hoshizaki-san, seguimos para o local designado dentro do escritório. Assim que entrei, senti-me imediatamente oprimido ao encarar, pela primeira vez, uma fileira de armas de fogo reais. Ao contrário de uma sala comum, aquela tinha um espaço absurdamente amplo. Prateleiras metálicas, grandes e robustas, alinhavam-se de parede a parede, sem deixar qualquer respiro. A atmosfera lembrava a sala de vestiário, como as de piscinas ou spas, mas, em vez de roupas, tudo estava que exposto em prateleiras abertas eram armas, capacetes, coletes e todo tipo de equipamento de combate. Uma infinidade de armas de fogo e equipamentos de proteção podia ser vista por toda parte. — Sasaki, escolha seu equipamento com base nos seus próprios poderes — disse Hoshizaki-san com naturalidade, como se administrasse uma loja de armas em algum jogo de RPG. Ela me dava instruções enquanto pegava uma arma da prateleira, começando a ajustá-la com movimentos ágeis, pontuados por cliques metálicos. Sua destreza era impressionante, parecendo até um daqueles atores veteranos de filmes de ação. Por outro lado, eu, completamente perdido, não consegui formular uma resposta decente. — Eh…? Ah… hum… quero dizer… mesmo que você me diga isso… — Não precisa trocar de roupa se não quiser, mas… com certeza vai se arrepender — ela comentou, sem nem olhar para mim. — Não me importo de usar algo para proteger meu corpo… mas… estou meio relutante quanto a segurar uma arma… Ao nosso redor, outros membros da equipe manuseavam seus equipamentos com naturalidade, sacando armas, vestindo coletes, ajustando capacetes, como se aquilo fizesse parte da rotina diária. Será que sou o único aqui questionando tudo isso? Perto do teto, placas indicavam a direção dos vestiários. No entanto, a maioria sequer se dava ao trabalho de ir até lá, colocando o equipamento ali mesmo. Homens e mulheres que, até poucos minutos atrás, pareciam pessoas comuns… transformavam-se, diante dos meus olhos, em algo muito parecido com um grupo de mercenários. Alguns portavam rifles e armas automáticas, e, observando os cartuchos pendurados em seus cintos, senti como se tivesse sido jogado diretamente em um filme de faroeste. Talvez fizesse mais sentido separar armas e munições em depósitos diferentes… embora, agora que percebia, não via explosivos como granadas por ali. — Tudo isso é… de verdade? — E por que teriam armas de mentira aqui? A resposta veio rápida, como se a pergunta fosse até boba. E, de fato, parecia cada vez mais claro, não havia diferença alguma entre aquilo e um campo de guerra. Foi nesse momento que a realidade da missão começou a se infiltrar na minha mente. Talvez, seria melhor parar de enxergar as batalhas entre psíquicos como se fossem coisas de fantasia. O trabalho que nos esperava não parecia muito diferente de um confronto armado, algo como um tiroteio contra a yakuza ou uma operação militar em território inimigo. — Você tem alguma experiência com armas, Sasaki? — Nenhuma. — Então talvez seja melhor não pegar uma. Embora tenhamos tido um treinamento básico, não é obrigatório usá-las no serviço. Se não se sente confiante, pode simplesmente optar por não levar… embora, se quer meu conselho, é bom ter pelo menos uma, por precaução. — Então… não é realmente necessário? — Exato. E, caso acerte um aliado por engano… bem, eles descontam do seu salário. Sem falar que, se perder uma arma ou munição no meio da operação, pode acabar tendo que pagar do próprio bolso como compensação. E, acredite, preencher os relatórios de perda de armamento é uma dor de cabeça. Hoshizaki-san falava com aquela entonação de quem diz, “É assim que funciona, aceita que dói menos.” Dinheiro… é realmente disso que ela está preocupada? Mas, pensando bem, talvez falasse por experiência própria. Talvez… já tivesse passado por isso antes. — De qualquer forma… a variedade de equipamentos aqui é absurda. — Segundo dizem, alguns itens até vêm de contrabando, confiscados pela polícia. Se olhar com atenção, vai perceber que tem umas armas aqui que definitivamente não são… digamos… legais. Mas, claro, a agência faz manutenção e garante que estão funcionando direitinho antes de liberar. — Entendo… — respondi, fitando, sem querer acreditar, um lançador de foguetes repousando casualmente em uma das prateleiras. Na prática, aquele lugar não parecia em nada diferente de um arsenal da yakuza. E o fato de cada agente escolher livremente o que levar, com base no próprio julgamento, tornava tudo ainda mais assustador. Embora o controle de entrada e saída fosse rigoroso, a variedade de opções, que incluía até metralhadoras pesadas, me fazia questionar em que tipo de situações elas seriam realmente usadas. Sério… isso aqui não é perigoso demais? Mas, pensando bem… se isso é perigoso, as habilidades psíquicas são ainda piores, não é? — Agora que mencionou… Mesmo habilidades de curto alcance podiam ser tão letais quanto uma arma de fogo. E, levando isso em consideração, fazia sentido as armas serem tão acessíveis aqui. Afinal, havia psíquicos capazes de criar explosões como se estivessem disparando mísseis, ou até lançar projéteis mágicos em sequência, como uma metralhadora. — Se o oponente for um psíquico de alto nível, esquece… arma de fogo não serve pra nada. E, mesmo contra grupos de baixo nível, eles podem te neutralizar antes que você perceba. Por isso, não dá pra confiar só nisso. No fim, é só mais uma ferramenta. — Entendo… que interessante. Lembrei-me da primeira vez que vi Hoshizaki-san em ação. Mesmo empunhando uma arma, ela enfrentava dificuldades contra um psíquico capaz de alterar seu próprio corpo. O modo como se lida com projéteis, seja desviando, bloqueando ou até parando balas no ar, variava muito dependendo do tipo de habilidade. Mas, claro, isso valia para quem tinha habilidades. No nosso caso, que éramos praticamente civis, as armas ainda faziam diferença. Até porque, nem sempre lutaríamos contra psíquicos. E, contra humanos, uma bala continuava sendo uma bala. — E se o alvo for um psíquico conhecido, normalmente já preparam contramedidas específicas contra ele. — Então… quer dizer que a operação de hoje não é algo… comum? Pensando bem, se alguém chamasse atenção usando poderes por aí, não seria surpreendente que, andando na rua à noite, acabasse sentindo uma lâmina fria sendo pressionada contra as costas. — Teve um cara… entrou na mesma época que eu, Rank B. Foi pra primeira missão cheio de confiança, quase sem equipamento de proteção… e acabou sendo eliminado logo no começo. Tinha poder ofensivo, mas foi sem capacete… e um sniper acertou ele de longe, com um rifle. — Nossa… isso é… terrível. Imagens vívidas se formaram instantaneamente na minha mente. Eu entendia o que ele sentiu. Rank B… é um nível alto. E, na mídia, sempre retratam esses caras como heróis estilosos, meninos e meninas bonitas com capas pretas, espadas reluzentes e aquele charme que só protagonistas têm. Saltando, desviando de balas como se fossem feitos de borracha. Mas… na vida real, uma bala sempre é mais rápida. A menos, claro, que você tenha uma barreira mágica de altíssimo nível, como o Sábio das Estrelas. — E… o que aconteceu com ele? — Já não falei? Foi eliminado. Na hora. — Então… ele pode estar… morto? — Sim. E, acredite, ele ainda estava no ensino médio. Foi uma tragédia. — … Será que não havia nenhum adulto para impedir aquilo? Por outro lado, adolescentes tendem a ignorar advertências dos mais velhos, e… se era um Rank B, é bem possível que nem os adultos conseguissem dizer muita coisa. — Mesmo que você use capacete e colete… nada disso te salva se for o alvo de um sniper. E, às vezes, também há minas terrestres… então, olhe bem onde pisa. — Hã…? Ela dizia isso do mesmo jeito que alguém dá uma dica casual sobre beber água no verão para evitar insolação. Como… como exatamente eu deveria identificar uma mina terrestre? Olhando ao redor do arsenal, percebi que havia algo que parecia um detector de metais. É… esse lugar realmente tinha de tudo. Ei… será que eu deveria levar um desses? Bom, talvez me deixasse lento demais. — Se quiser, pode só carregar uma pistola na cintura, sem munição. Serve, pelo menos, pra distrair o inimigo. E, se guardar no coldre, é difícil perder. — De qualquer forma… primeiro quero garantir que estou usando o capacete certo. — Sim. Sem dúvida, a decisão mais inteligente. Hoshizaki-san sorriu, satisfeita, como quem vê um aluno finalmente acertando uma questão difícil. Definitivamente… esse era um local de trabalho assustador. O que, no início, parecia ser apenas uma forma divertida de aprender magia em um mundo diferente… agora se tornava, sem sombra de dúvidas, uma questão de sobrevivência. [Página Final – Quadrinho] Conseguimos, Pi-chan! Eles vão fazer um anime sobre nós! Parabéns pela adaptação do anime!!! Parabéns! Sim! Estou esperando animado. Como está indo tudo? Quanto a isso, não fomos informados. Mas ouvi dizer que a indústria de anime é difícil, então estou preocupado com a equipe… Não chore por mim, já estou morto ♥ recreação fictícia Bem, em caso de emergência, podemos usar magia de cura. Assim, os animadores poderão continuar fazendo anime sem descanço! Pi-chan, Você também pode usar magia para recuperar um microfone quebrado? [Seção de Posfácio] A todos os leitores, tanto os que preferem volumes tankōbon quanto os que não preferem, sou Fureji Oshō, responsável pela adaptação para mangá, rompendo meu longo silêncio! Fazia um tempo que não nos víamos, pessoal. Aqui é o Fureji Oshō, o responsável pela adaptação em mangá. Antes de mais nada, muito obrigado por adquirirem o volume 3 da adaptação em mangá de Sasaki to Pi-chan. Aproveito esta oportunidade para expressar minha mais profunda gratidão ao autor original, Bunkololi-sensei, ao ilustrador Kantoku-sensei e a todos os envolvidos neste projeto, pelo incrível suporte durante todo o processo de publicação. Agora, talvez alguns de vocês já saibam, mas Sasaki to Pi-chan vai ganhar uma adaptação em anime! Parabéns ao Bunkololi-sensei e ao Kantoku-sensei! Provavelmente, o anime vai alcançar por volta do segundo capítulo deste mangá bem rápido. Então, para aqueles que estão pensando em se antecipar, a light novel original já está publicada até o volume 7. Não deixem de conferir! Nós também vamos fazer o possível para acelerar o ritmo de publicação do mangá. Contamos, como sempre, com o apoio de vocês!
Tradução feita por fãs.
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