The Great Cleric – Capítulo 6– Volume 2

 

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The Great ClericSeija Musou

Arco 2: O Labirinto e as ValquĂ­rias

Light Novel Online – CapĂ­tulo 06:
[Arrogùncia e a Ameaça da Sala do Chefe]


— Status, tudo certo. Magia, cheia. Equipamento, pronto.

Eu jå estava aquecido, tinha tomado um bom café da manhã (menos a parte de sempre) e estava pronto para ir.

O labirinto (teoricamente) de mortos-vivos fedia como o inferno. E depois de pensar um pouco, percebi que talvez nĂŁo houvesse muitos exorcistas como eu, acostumados com cheiros tĂŁo podres, e que esse fosse o motivo de Jord ter avançado tĂŁo devagar. Supondo que esse fosse um trabalho que jogavam para todos os curandeiros novatos, provavelmente nĂŁo havia muitos que realmente tivessem completado o desafio. Mas se houvesse alguns… SerĂĄ que eu ganharia um prĂȘmio fabuloso por terminĂĄ-lo mais rĂĄpido que qualquer outro? Queria acreditar que sim. SĂł de pensar nisso, fiquei tĂŁo animado que mal consegui dormir.

Ontem, usei cinquenta mil dos aproximadamente noventa mil pontos que havia economizado para comprar um arco de prata sagrada e vinte flechas de prata, todas guardadas na minha bolsa mågica. Não era exatamente bom com arco e flecha, mas ter mais opçÔes nunca era ruim.

Além do arco e da aljava, eu tinha a espada sensível à magia do Brod na minha bolsa, além de uma segunda lùmina de prata sagrada de uma mão, uma lança curta de prata sagrada e quatro barris de Substùncia X (que peguei na Guilda dos Aventureiros mais cedo e guardei imediatamente porque fediam demais para deixar do lado de fora por muito tempo). Assim que meu novo trabalho desse uma acalmada, eu realmente precisava conseguir uma segunda bolsa.

Ah, e quando passei na Guilda dos Aventureiros, o Granhart descobriu que eu tinha saĂ­do do castelo sem meu manto e me fez prometer nunca mais fazer isso. Agradeci mentalmente por ele nĂŁo ter inventado outro contrato e, muito menos, me punido por isso, mas jĂĄ estava preocupado com minha prĂłxima saĂ­da.

De qualquer forma, com o meu almoço, cheguei a um total de dez itens, o que significava que minha bolsa estava cheia. Eu realmente precisava encontrar algumas com maior capacidade dentro do meu orçamento.

— Estou me distraindo. Foco no chefe, Luciel — murmurei para mim mesmo ao entrar no labirinto.

Cada andar me levava de dez a vinte minutos, mais ou menos. Quando cheguei à porta do chefe do décimo andar, fiz uma pequena pausa.

— Jord mencionou que eles apareceriam em grupo. A questĂŁo Ă©: quĂŁo grande serĂĄ esse grupo? EntĂŁo, primeiro, começo com Purificação, depois vou reduzindo o nĂșmero com a espada e a lança. Se a coisa ficar feia, volto para a Purificação. Simples. Estou sozinho, entĂŁo isso deve funcionar.

Além disso, isso aqui era só uma ilusão, um campo de treinamento para novatos. O que poderia dar errado?

Encostei o ouvido na porta, mas estava tudo em silĂȘncio.

— Será que eles são invocados ou algo assim? Difícil dizer. Bom, não adianta especular. Um pouco de Substñncia X vai me lembrar das minhas lutas com meu mestre e me animar.

Peguei um barril, servi um copo e bebi. Foi então que me lembrei do boato entre os aventureiros de que os monstros evitavam a Substùncia X por algum motivo. Serå que isso incluía mortos-vivos também? Quem quer que tivesse criado essas ilusÔes tinha um trabalhão, considerando que conseguiram replicar o fedor desse labirinto.

Enquanto me preparava para abrir a porta de ferro, nem por um instante passou pela minha cabeça que eu estava prestes a conhecer o verdadeiro medo.

A porta se abriu lentamente, com um rangido longo e ameaçador que ecoou pelo corredor. Não me deixei intimidar e segui em frente, rumo à escuridão.

— Podiam economizar nos efeitos dramáticos, hein? — resmunguei.

Preparei minhas armas. Um momento depois, a porta se fechou com um estrondo atrås de mim. Jå esperava por isso e mantive meus olhos à frente. Quando a escuridão começou a se dissipar, a sala se iluminou com o mesmo brilho fraco dos corredores. Foi então que vi a cena diante de mim.

Uma verdadeira horda de monstros.

— Ok… NĂŁo esperava tantos assim.

Eram tantos que minha visĂŁo ficou obstruĂ­da, e cada um deles estava olhando diretamente para mim. Zumbis, cavaleiros esqueletos, arqueiros, um mar de criaturas que eu nem conseguia contar lotava a enorme cĂąmara. EspĂ­ritos e bolas de fogo pairavam no ar. NĂŁo fazia ideia de como nĂŁo os tinha notado antes. Eu nunca tinha baixado minha guarda… E, ainda assim, ali estava eu, encurralado contra a porta, cercado por pesadelos.

Mas nada aconteceu. Ainda não haviam me atacado. Senti um pequeno pùnico subir, mas rapidamente me convenci de que ainda estava no controle e comecei a entoar meu feitiço.

— Ó santa mĂŁo da cura. Ó sopro criador da terra. Ouça minha prece. Expulse as impurezas diante de mim e guie-as atĂ© a salvação. Purificação!

Não pude acreditar no que aconteceu em seguida — absolutamente nada.

— O quĂȘ? Por quĂȘ?

NĂŁo senti minha magia se manifestar, e o pĂąnico se intensificou.

Os mortos-vivos não desperdiçaram a oportunidade. Todos avançaram sobre mim ao mesmo tempo. Desde que cheguei a este mundo, nunca estive em tamanho perigo. Despejei minha magia nas armas e comecei a cortar desesperadamente, sem me importar com a forma. Durante toda a descida pelo labirinto, eu vinha lidando com pequenos grupos com lñminas e resolvendo os maiores com Purificação. Agora, estava diante de uma horda inteira e sem magia. Nunca tinha sentido tanto medo — ilusão ou não.

— Droga! Fiquem longe! Saiam de perto de mim! — gritei, balançando a espada e a lança para todos os lados. — Eles bloqueiam magia nessa sala?! VocĂȘs sĂł podem estar de brincadeira! NĂŁo querem mesmo que eu ganhe aquele prĂȘmio, hein?!

Eu tinha me deixado levar pela arrogĂąncia. NĂŁo era o protagonista. NĂŁo era um prodĂ­gio. A culpa era minha; nĂŁo fiz a pesquisa necessĂĄria, e foi sĂł isso.

— VocĂȘ Ă© um fracote, Luciel! Como pĂŽde esquecer disso? VocĂȘ Ă© fraco! — cuspi, desgostoso com minha prĂłpria imprudĂȘncia, enquanto continuava a golpear freneticamente.

— Porra, essas coisas doem! Isso faz parte de alguma ilusĂŁo chique desse mundo de fantasia tambĂ©m?! Ai! Quem me arranhou?! — berrei. — Ai! Para com isso!

Decepando a cabeça do zumbi que tentava me morder, gritei:

— Dá pra parar de me morder?! Tá começando a me irritar!

Afastei os monstros com a lança para abrir espaço e saí em disparada. Meu sonho de sair ileso jå era, mas Brod ainda era mais forte que esse bando. Ele era mais assustador.

Com um corte aqui, um bloqueio ali, fui reduzindo o nĂșmero deles aos poucos.

Se isso fosse real, essa sala do chefe que eu tanto esperava teria sido meu fim. Teria desabado no chão de medo e morrido ali mesmo. Talvez essa fosse a intenção, ensinar respeito aos novos curandeiros, mostrar por que os cavaleiros eram tão importantes. Talvez fosse por isso que Granhart obedeceu Lumina hå alguns dias.

Mas… acho que esse nĂŁo era o momento para filosofar.

— Eu nĂŁo queria ser um peso morto—o cara que nĂŁo conseguia se virar sozinho—entĂŁo corri e corri pelo salĂŁo, “kiteando” a horda de inimigos. Tudo por aquele prĂȘmio fabuloso. Era sĂł nisso que eu conseguia pensar. Meu desejo virou força, e fui abatendo um inimigo morto-vivo atrĂĄs do outro. NĂŁo sei por quanto tempo, mas, graças Ă  minha armadura, os cortes e arranhĂ”es que sofri nĂŁo resultaram em muito dano.

Por mais que eu derrubasse, o nĂșmero deles nunca parecia diminuir. A Ășnica indicação de progresso era o brilho cada vez mais frequente daquelas pedras mĂĄgicas carmesim. EntĂŁo continuei, mantendo distĂąncia com cuidado e correndo como um maluco. O treinamento do Brod estava dando resultado.

Eventualmente, ainda que nĂŁo tĂŁo rĂĄpido, exterminei a horda inteira.

— Acabou — murmurei entre arfadas.

O chão do salão estava coberto de pedras vermelhas. Fiquei ali parado, absorvendo a cena, sem conseguir me mover e com energia apenas para continuar de pé. Um Curar teria resolvido o problema, mas eu jå devia estar sem magia naquele ponto. Fisicamente, mentalmente e magicamente, eu estava exausto em todos os sentidos possíveis. Nem mesmo o Brod conseguiria me obrigar a me mexer agora. Bom, na verdade, conseguiria sim, mas eu desmaiaria logo em seguida.

— Nunca fiquei tĂŁo feliz de ter sido treinado por ele. Agora sĂł falta pegar todas essas pedras… Argh, isso vai ser um saco. Vou sair um pouco e me curar ant—

Um calafrio percorreu minha espinha, e pulei para frente, girando no ar.

Algo horrível, de arrepiar até a alma, caiu do teto exatamente onde eu estava antes. A presença exalava uma sede de sangue intensa e opressora, cada gota dela direcionada a mim.

Fiquei boquiaberto.

— NĂŁo me diga que aquele nĂŁo era o chefe da luta anterior. O prĂȘmio Ă© tĂŁo incrĂ­vel assim? Ou a Guilda dos ClĂ©rigos Ă© sĂł pĂŁo-dura desse jeito? Ou serĂĄ que eu sou fraco demais?

A criatura era um morto-vivo vestindo um manto clerical branco como a neve e empunhava um cajado de poder mågico imenso. Sobre sua cabeça repousava uma coroa. De relance, pensei que estivesse diante de um lich ou algo assim, mas não havia chance de um inimigo tão forte estar num andar tão baixo. Então, a resposta me veio.

— Um wight?! Nem um wraithzinho antes?! Já vamos direto pra esse pesadelo?! Quer saber, prefiro que não tenha nenhum, se for possível!

Como se tivesse se ofendido, o wight ergueu seu cajado e concentrou magia, disparando um raio de pura escuridão. A velocidade era maior—não, muito maior do que qualquer ataque que eu já tivesse enfrentado. Tentei desviar, mas não fui rápido o suficiente, e o feixe raspou minha coxa direita.

Uma dor intensa e ardente se espalhou pelo local do ferimento.

Fazendo uma careta, murmurei:

— Ó Senhor, receba minha energia e cure esta ferida. Cura!

Nada aconteceu.

— Ah, legal, então minha magia não funciona, mas a dele sim! Covarde!

Eu jĂĄ sabia que estava sem magia, mas a dor era tĂŁo forte que precisei tentar. Sem sucesso, Ă© claro.

— Eu me recuso a morrer aqui! Eu vou limpar essa sala e pegar aquele prĂȘmio!

Meu corpo fervia com adrenalina. Naquele momento, derrotar esse chefe era tĂŁo importante quanto conseguir um aumento no trabalho.

Quando o wight começou a canalizar mais magia negra em seu cajado, concentrei minha prĂłpria energia na lança e a lancei contra a criatura, forçando-a a interromper o ataque e se esquivar… Como se estivesse deixando claro que nĂŁo lidava bem com combate corpo a corpo.

Isso me deu uma ideia.


Tradução: CarpeadoPara estas e outras obras, visite o Carpeado Traduz – Clicando Aqui


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