The Great Cleric – Capítulo 2– Volume 2

 

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The Great ClericSeija Musou

Arco 2: O Labirinto e as ValquĂ­rias

Light Novel Online – CapĂ­tulo 02:
[As FunçÔes de um Curandeiro da Sede]


Atravessamos um longo corredor, entramos em um novo prédio e subimos uma escadaria antes de finalmente parar diante de um quarto.

— Estes são os aposentos de Lady Lumina. Se me der licença.

— Obrigado por me mostrar o caminho.

Olhei para a porta diante de mim e respirei fundo. DĂĄ para me culpar por estar nervoso? Contexto Ă  parte, entrar no quarto de uma garota era algo assustador, nĂŁo importa onde vocĂȘ estivesse.

Depois de me acalmar o suficiente, bati na porta.

— Senhorita Lumina, sou eu, Luciel. VocĂȘ queria me ver?

— Pode entrar — ouvi do outro lado.

Abri a porta e me deparei com uma visĂŁo surpreendentemente simples. A austeridade do quarto me chocou por um momento, mas pelo menos agora eu sabia que a cĂąmara de tortura e interrogatĂłrio era apenas um passatempo peculiar do Granhart, e nĂŁo seus aposentos privados. O que era um alĂ­vio. Embora, se aquele fosse o quarto dele… bom.

— Algo de errado? — Lumina perguntou, com uma expressão intrigada.

— Ah, só fiquei um pouco surpreso com a diferença entre os seus aposentos e os do Granhart — ri, dando de ombros.

— Entendo — ela riu. — Acho que qualquer um ficaria impressionado com a comparação.

— VocĂȘ… sabe por que estou aqui na sede da Igreja?

— Sim, atĂ© certo ponto. Espero ter ajudado a manter o sermĂŁo do Granhart breve.

— Ajudou, de fato. Assim como me ajudou em Merratoni tambĂ©m.

— Já ouvi gratidão suficiente. E não sou muito adepta de formalidades rígidas, então fique à vontade.

Acho que quem estĂĄ sendo formal aqui Ă© vocĂȘ… Bem, era de se esperar da capitĂŁ de um regimento de paladinos.

— Se insiste. A propósito—

Lumina me interrompeu com um gesto de mĂŁo.

— Primeiro, chá. Sente-se ali.

— Ah, certo. Obrigado.

Seu quarto era de um tamanho impressionante, como um estĂșdio bem espaçoso, mas dolorosamente sem graça, para ser sincero.

— MonĂłtono, nĂŁo Ă©? — Lumina comentou, como se tivesse lido meus pensamentos. Ela voltou com o chĂĄ mais rĂĄpido do que eu esperava.

— Ah, nĂŁo, eu nĂŁo acho…

— NĂŁo precisa se preocupar em me ofender. SĂł uso esse espaço para preencher papĂ©is e dormir. NĂŁo tenho muito apreço por ele — confessou, com um leve tom de resignação.

— Demorei uma semana inteira para aprender Cura depois que me guiou atĂ© a guilda. Queria agradecer por tudo, mas ouvi dizer que jĂĄ tinha voltado para a sede.

— Viajo com frequĂȘncia por conta do meu trabalho. Mudando um pouco de assunto, foi o prĂłprio Granhart quem te convidou para cĂĄ? Ou foi uma simples transferĂȘncia de guilda?

— Na verdade, recebi uma carta do papa ordenando minha realocação.

— Do Papa Fluna? VocĂȘ deve ser excepcionalmente talentoso.

— NĂŁo sei se Ă© isso. Veja bem… — Dei a ela um resumo do que havia acontecido em Merratoni e contei sobre minha conversa com Granhart.

— VocĂȘ se meteu em circunstĂąncias interessantes — disse ela, me analisando por um momento. — JĂĄ estĂĄ ciente dos detalhes do seu novo cargo?

— Ah… Na verdade, nĂŁo faço ideia do que devo fazer aqui.

— Granhart não explicou?

— Não. Estou completamente no escuro.

— Nesse caso… Luciel, seu dever pode ser perigoso.

— SĂ©rio?

— Sim. Talvez um dia consiga se livrar disso, mas atĂ© lĂĄ, pode estar em risco.

— Sabe, de repente me deu uma vontade enorme de viajar e aprimorar minhas habilidades mĂĄgicas. Conhece algum lugar que precise de magia sagrada? De preferĂȘncia, sem essa parte do perigo.

— Receio que nĂŁo hĂĄ como fugir, Luciel. VocĂȘ conhece o feitiço Purificação?

— Sim, consigo usá-lo sem problemas.

— Isso Ă© bom de ouvir. Se subir alguns nĂ­veis, pode conseguir o tĂ­tulo de sacerdote.

— Contanto que eu não seja cortado, esfaqueado ou arremessado constantemente e de forma aleatória, acho que consigo lidar com isso.

— NĂŁo consigo imaginar um inferno pior, mas, de qualquer forma, hĂĄ algo que precisa saber. Sob um antigo anexo desta igreja, hĂĄ um tĂșmulo onde estĂŁo enterrados os fundadores de Saint Shurule. DĂ©cadas atrĂĄs, ele se transformou em um labirinto.

— Um labirinto?

— Sim, um labirinto de—

— Um labirinto de monstros e tesouros, nascido da acumulação de ódio e desejo em áreas sensíveis à magia. O sonho de qualquer aventureiro.

— Estou surpresa. Achei que vocĂȘ fosse um ignorante.

— Dois anos fazem muita diferença. Estudei bastante. Sabia que todas as vilas na verdade tĂȘm nomes? — Pensei em Nanaella e os outros e me senti grato a eles.

Lumina riu.

— Quase me esqueci disso. Voltando ao assunto, a Igreja tem tomado medidas para evitar que monstros saiam do labirinto, enviando patrulhas para reduzir seus nĂșmeros. Acho que essa serĂĄ sua nova função.

— Por curiosidade… que tipos de monstros estamos falando?

— Esqueletos, zumbis, fantasmas e afins. Dizem que apenas mortos-vivos aparecem por lá.

— Mortos-vivos? Tenho alguma chance contra eles?

— HĂĄ boatos de que a magia Purificação pode exterminĂĄ-los instantaneamente. AlĂ©m disso, vocĂȘ pode aproveitar as pedras mĂĄgicas que eles deixam para trĂĄs. NĂŁo Ă© um trabalho completamente inĂștil, mas poucos querem realizĂĄ-lo.

Se era tão fåcil e lucrativo, por que me chamaram? Devia haver um motivo para ninguém mais querer o trabalho. Parecia claramente perigoso.

— NĂŁo sei bem sobre isso…

— NĂŁo se preocupe. A maioria dos curandeiros nĂŁo tem o treinamento que vocĂȘ possui e, para minha frustração, muitos aqui conseguiram suas posiçÔes por dinheiro, nĂŁo por habilidade. Duvido que tivessem sucesso. Mas ouvi dizer que vocĂȘ tem bastante experiĂȘncia de combate, Luciel.

As pessoas jĂĄ tinham ouvido falar de mim aqui? Confiava em Lumina, entĂŁo aceitei sua palavra.

— VocĂȘ mencionou que esse trabalho nĂŁo era inĂștil. Quais sĂŁo os benefĂ­cios?

— Tudo o que encontrar no labirinto Ă© seu, e as pedras mĂĄgicas podem ser trocadas. NinguĂ©m irĂĄ confiscĂĄ-las.

— Parece um lugar conveniente para ficar mais forte.

— Com sorte, pode atĂ© encontrar tesouros por lĂĄ. E pode usar as pedras para comprar grimĂłrios avançados exclusivos da Sede da Guilda.

— Uma pergunta rápida — interrompi. — Vou virar um zumbi se um deles me morder?

— De onde tirou essa bobagem? Eles podem ser venenosos, mas nunca ouvi falar de alguĂ©m se transformando.

— Que alívio.

— Por outro lado, o labirinto fede terrivelmente. Prepare-se para que os outros te evitem se o cheiro impregnar em vocĂȘ.

— Ah, só isso? Não deve ser um problema.

— Luciel, está bem?

— Sim, estou. Na verdade, essa pode ser a minha grande chance.

— No fim, será Granhart quem decidirá.

— Certo.

— Ah, perdi a noção do tempo. Preciso acompanhá-lo.

— Tudo bem, já o incomodei bastante.

— De forma alguma. — Chamou pelo corredor. — AlguĂ©m estĂĄ aĂ­?

— Como posso ajudar? — veio a resposta.

— Acompanhe Luciel atĂ© Granhart, por favor.

— Entendido. Por aqui, por favor.

— Obrigado pelo chá. Ah, tinha algo que queria perguntar.

— Se puder responder, claro.

— Ouvi dizer que vocĂȘ Ă© capitĂŁ de um regimento de valquirias. É verdade?

— Parece que fui descoberta.

— Acho isso incrível.

— Suponho que seja — riu.

— Vou visitar novamente quando tiver oportunidade.

— Por favor, faça isso.

E assim, nossa reuniĂŁo chegou ao fim.

Antes que tivéssemos dado mais do que alguns passos, a atendente parou e se virou para mim.

— Quem exatamente Ă© vocĂȘ? — ela perguntou.

— O que quer dizer?

— Lady Lumina nunca ri assim. Ela nunca passa tanto tempo conversando com alguĂ©m.

— Ela nĂŁo? Bem, suponho que vocĂȘ poderia dizer que sou tipo um cachorrinho perdido que ela pegou.

— Um o quĂȘ?

— HĂĄ dois anos, me tornei um curandeiro e saĂ­ da minha cidade natal sem nenhuma identificação. Cheguei a Merratoni, mas nĂŁo me deixaram entrar, e foi quando a senhorita Lumina me encontrou e me levou atĂ© a Guilda dos Curandeiros.

— Um cachorrinho perdido… VocĂȘ tem dezessete anos, certo?

— Isso mesmo. Ainda sou um novato. Por isso ela me convidou. Acabei de ser transferido para cá.

— Entendi. Sou Lucy, a propósito. Pode-se dizer que sou uma atendente de Lady Lumina.

— Luciel. Prazer em conhecĂȘ-la.

— Se precisar de algo, me avise.

— Obrigado, fico grato.

— EntĂŁo, o que o trouxe atĂ© a sede?

Fomos conversando sobre minha transferĂȘncia — pelo menos, o que eu podia contar — enquanto seguĂ­amos para o quarto de Granhart. Justo quando ela estava elogiando meu nĂ­vel de magia sagrada, chegamos.

— Estes são os aposentos de Granhart. Vou deixá-lo por sua conta agora.

— Obrigado de novo, Lucy.

— Sem problemas. Vamos conversar outra hora — disse ela, antes de voltar para o quarto de Lumina.

Bati na porta.

— Sou eu, Luciel.

— Oh, sim, entre.

“Oh, sim”? Ele jĂĄ se esqueceu de mim?

— Com licença.

Empurrei a porta, que rangeu ao se abrir, e encontrei Granhart sentado, pĂĄlido e quase escondido atrĂĄs de pilhas de papelada.

— Obrigado por me dar tempo para encontrar a senhorita Lumina. Já terminamos.

— Ótimo. Aqui estĂŁo suas ordens. Leia e eu mandarei acompanhĂĄ-lo atĂ© seus aposentos.

Por ordem da Igreja,

O curandeiro conhecido como Luciel deve ser designado Ă  Unidade de Combate Exorcista da sede da Guilda dos Curandeiros da Igreja de Saint Shurule. Considerando sua classificação como curandeiro de classe A, ele receberĂĄ os tĂ­tulos de “exorcista” e “diĂĄcono”, bem como seus respectivos direitos e privilĂ©gios.

— O que isso significa? — perguntei.

— A partir de amanhĂŁ, sua função serĂĄ exorcizar mortos-vivos. VocĂȘ serĂĄ recompensado com vinte moedas de ouro por mĂȘs.

— Vinte moedas de ouro?! — Em ienes, isso era cerca de vinte milhĂ”es! Eu morri e fui para o cĂ©u? Espera, mas se estavam me pagando um salĂĄrio, eu tinha que ter onde gastar esse dinheiro, o que significava que talvez me deixassem sair.

— Correto. Descanse bem esta noite. AmanhĂŁ, seu antecessor passarĂĄ o bastĂŁo para vocĂȘ. Ah, e tambĂ©m mandarei levĂĄ-lo atĂ© o refeitĂłrio.

— Eu agradeceria. Se tiver tempo fora do trabalho, existem instalaçÔes de treinamento que eu possa usar?

— Vou mandar que o acompanhem atĂ© o refeitĂłrio e seu quarto. Nada mais. — Ele parecia incomodado com meu pedido.

Ainda assim, havia mais liberdade ali do que eu esperava. E se esse trabalho nĂŁo fosse tĂŁo ruim assim? Ou… e se eles estivessem tentando me deixar confortĂĄvel?

Fiquei refletindo sobre isso enquanto o atendente de Granhart me mostrava o refeitĂłrio e meus aposentos. Meu quarto era essencialmente uma cĂłpia do de Granhart e Lumina.

Comecei a desfazer minhas coisas e passei um tempo me exercitando até sentir fome o suficiente para ir ao refeitório. Os atendentes pareciam mais do que um pouco chocados com o apetite robusto ao qual Gulgar me acostumara.

“Ainda bem que a comida aqui Ă© de graça tambĂ©m”, pensei com um sorriso torto.

Depois disso, voltei para meu quarto e peguei meu barril de Substùncia X junto com a caneca especial que Gulgar me deu, bebendo rapidamente minha dose da noite. Então, pratiquei Controle de Magia e Manipulação de Magia por um tempo antes de finalmente me jogar na cama.


Tradução: CarpeadoPara estas e outras obras, visite o Carpeado Traduz – Clicando Aqui


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