The Great Cleric – Capítulo 17 – Volume 2

 

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The Great ClericSeija Musou

Arco 3: Uma Pedra Melhor Deixada Intacta

Light Novel Online – CapĂ­tulo 17:
[O Dia do Santo EsquisitĂŁo]


Dia após dia, era nada além de mortos-vivos. Eles eram nojentos e fediam ao extremo, a ponto de eu começar a duvidar que alguém jå tivesse completado esse treinamento inteiro antes. Mas alguém como Brod ou Lumina, que se moviam mais råpido do que os olhos conseguiam acompanhar, certamente teria dado conta do recado rapidinho.

Então, me ocorreu uma coisa. De acordo com o histórico sobre os cavaleiros e tudo mais, o motivo pelo qual nenhum desses grupos conseguiu limpar essa provação antes era porque a magia dos monstros aos poucos rasgava a sanidade deles, até que a confusão e o pùnico os destruíssem por dentro. Era assim que justificavam mandar curandeiros sozinhos para cå.

Troquei golpes com meu oponente. Meus olhos nunca deixavam a criatura, estudando cada movimento em busca de uma abertura para atacar.

— VocĂȘ pensaria que os mortos-vivos nĂŁo sentem dor — provoquei. — Mas vocĂȘ definitivamente sente algo, nĂŁo sente?

Nossas lĂąminas se chocaram e o som metĂĄlico ecoou pelo ambiente. Apartei o prĂłximo golpe com meu escudo, entĂŁo concentrei magia na minha perna e atingi o flanco direito da criatura com um chute. Ela gemeu de agonia ao ser arremessada contra a parede do labirinto, antes de se transformar em pedra e cair no chĂŁo.

Eu estava chegando ao marco de trĂȘs meses vivendo no labirinto. Minha Ășnica folga era uma vez por semana, quando subia para conversar com Cattleya, praticar equitação ou reabastecer meu estoque de comida e de Substance X.

Jå tinha chegado até o trigésimo andar, mas ainda não ao salão do chefe. Havia uma nova habilidade que aprendi com um aventureiro que curei em uma de minhas saídas, e eu queria dominå-la primeiro: Reforço Físico. Manipulando a energia mågica dentro de mim e circulando-a pelo corpo em alta velocidade, eu podia, como o nome sugeria, melhorar minhas capacidades físicas. Rapidamente se tornou um dos meus principais trunfos, especialmente considerando o quão experiente eu jå era em Controle Mågico.

— Acho que já faz quase uma semana — murmurei, então fiz meu caminho para fora daquele verdadeiro labirinto da morte.

— Bem-vindo de volta. Como as coisas tĂȘm sido ultimamente? — Cattleya perguntou, esperando por mim no lugar de sempre.

— Finalmente peguei o jeito dos cavaleiros da morte. Agora não são problema. Acho que posso enfrentar vários com Reforço Físico.

— Impressionante. Isso me lembra, ainda não vai mudar de classe?

Eu havia subido para o nĂ­vel seis de curandeiro outro dia.

— Acho que não. Estou usando isso como motivação para limpar o labirinto. Vai ser minha recompensa.

Ela riu.

— AlguĂ©m jĂĄ te disse que vocĂȘ Ă© surpreendentemente teimoso?

— VocĂȘ acha? Enfim, estou planejando ir atĂ© a cĂąmara principal do trigĂ©simo andar em breve.

— Eu sei que vocĂȘ deve estar cansado de me ouvir dizer isso, mas tome cuidado. Fique vivo lĂĄ embaixo.

— Vou tentar — ri.

— Vai voltar direto para o labirinto?

— Ainda não. Tenho que resolver umas coisas primeiro. Ah, e como as Valquírias estão se saindo?

— Estão bem. Ainda presas no campo de batalha.

Lumina e seu regimento haviam voltado para a cidade uma vez, mas os combates na fronteira se intensificaram, então foram enviados de volta. Desde então, estavam estacionados em uma cidade fronteiriça. E, pior, estavam sob ordens de proteger curandeiros, o que não era um bom sinal.

— Essas mulheres tĂȘm um coração enorme — comentei.

— E valem muito mais do que um bando de curandeiros gananciosos — Cattleya resmungou.

— Como curandeiro, tenho que concordar.

— Ah, Ă©… Esqueci que vocĂȘ Ă© um desses.

SĂł pude rir. Realmente nĂŁo tinha a aparĂȘncia de um— eu estava mais para um cavaleiro do que para um curandeiro a essa altura. Minha armadura de paladino me caĂ­a bem.

— Estou sempre confundindo vocĂȘ com um paladino agora. E nĂŁo ajuda quando ouço as pessoas te chamando de “Santo Sir Estranho” por aĂ­.

— VocĂȘ gosta mesmo de me zoar, nĂŁo Ă©?

Ela riu.

— Então, qual o plano para seu dia de folga?

— Passar no Sindicato dos Aventureiros, estocar comida em algum lugar e depois voltar.

— VocĂȘ nĂŁo enjoa de lutar contra essas coisas o tempo todo?

— Surpreendentemente, nĂŁo. Talvez porque minhas habilidades de resistĂȘncia mental sejam tĂŁo altas.

— O que foi que eu te disse para não fazer mesmo?

— Me esforçar demais. Eu sei — respondi de forma tranquila. — Volto mais tarde.

— Tenha uma boa viagem.

Nos Ășltimos trĂȘs meses, nĂŁo tive problemas. Em parte por causa do meu porte fĂ­sico, que escondia minha profissĂŁo infame, e principalmente porque passava meus dias no labirinto. Encontros sociais nĂŁo eram comuns por lĂĄ e ninguĂ©m sabia quando eu sairia. Os Ășnicos incĂŽmodos eram pegadinhas sem sentido nos alojamentos onde nem minhas coisas nem eu pisĂĄvamos para começo de conversa.

Pensando nisso, cheguei ao Sindicato dos Aventureiros.

— Com licença!

O mestre da guilda veio me cumprimentar.

— AĂ­ estĂĄ ele, Santo Estranho! Veio para o de sempre? Ou para curar alguĂ©m?

— É raro te ver fora da cozinha. Aconteceu alguma coisa?

— Achei que logo precisaria de um reabastecimento. E vocĂȘ disse que tira um dia de folga por semana.

— Estou surpreso que se lembrou. JĂĄ faz mais de um mĂȘs.

— Bah! Vai ter que nevar no inferno antes que eu esqueça de vocĂȘ depois de tudo que fez por nĂłs.

— EntĂŁo deixa eu reformular a pergunta. Por que vocĂȘ estĂĄ sempre na cozinha?

— Gosto disso.

— Entendi.

Deixei por isso mesmo.

— Poderia enviar algumas cartas para mim de novo? Ah, e preciso de mais dez barris de Substance X. AlĂ©m disso…

— Santo Estranho — a vice-mestre da guilda, Milty, interrompeu.

— Oh, olĂĄ, Milty. Por favor, reĂșna os feridos no andar de baixo.

— Entendido.

— E aqui estão os barris de Substance X.

Chamei meus barris vazios, e o mestre do sindicato os carregou até a cozinha enquanto Milty descia para o campo de treinamento.

Quando foi que esse tal de “Dia do Santo Estranho” começou?

Desde que ganhei esse apelido, comecei a visitar a guilda uma vez por mĂȘs, aceitando pedidos como aventureiro. Era pago em prata, Ă s vezes em informaçÔes, Ă s vezes em lutas de treino que usava para avaliar meu nĂ­vel de habilidade e receber conselhos. Um efeito inesperado disso foi que os aventureiros novatos começaram a treinar mais, o que significava menos mortes e missĂ”es fracassadas. NinguĂ©m queria ser aquele que perderia para o curandeiro.

No momento, conseguia enfrentar vårios aventureiros de rank E ou D sem perder, mas também não podia dizer que ganhava com facilidade. De vez em quando, levava a melhor em uma luta contra um rank D, especialmente se fosse um oponente impulsivo. Rank C era minha nova base de treinamento, e eu tinha certeza de que não morreria instantaneamente se encontrasse um monstro no meu caminho.

O “Dia do Santo Estranho” fez surgir uma onda de pedidos de alto nĂ­vel, jĂĄ que os aventureiros começaram a aceitĂĄ-los em conjunto com essa “nova tradição”. Cada vez havia menos monstros poderosos na regiĂŁo.

— Por algum motivo, eu estava no centro desse ciclo de positividade e, em algum momento, os aventureiros da Cidade Santa começaram a gostar de mim. Todas essas informaçÔes chegaram atĂ© mim atravĂ©s do chef-e-mestre-da-guilda Grantz e sua garçonete-e-vice-mestra-da-guilda Milty, os dois aventureiros de mais alto nĂ­vel da filial. Eles eram os mais fortes, certo? Às vezes era difĂ­cil dizer com aquela dupla estranha.

AlguĂ©m se aproximou de repente. — Como vai, Santo?

— Oh, Elitz. Faz um tempo.

— TĂĄ melhorando naquela tĂ©cnica de Aprimoramento FĂ­sico?

— Acho que sim, mas ainda Ă© difĂ­cil. Ainda nĂŁo consigo acompanhar a minha prĂłpria velocidade.

— Com uma habilidade de Manipulação e Controle de Magia como a sua, aposto que circular sua energia nĂŁo Ă© nada pra vocĂȘ, nĂ©? — comentou ele. — Ainda nĂ­vel um?

— Sim, ainda não derrotei nenhum monstro.

— Gah! Cara, que desperdĂ­cio de potencial! Se vocĂȘ jĂĄ luta assim no nĂ­vel um, nem quero imaginar o quĂŁo insano ficaria num nĂ­vel mais alto!

— SĂł estou tentando sobreviver. Todo mundo conhece essa tĂ©cnica?

— Claro, ela Ă© bem conhecida, mas saber sobre ela nĂŁo significa nada se vocĂȘ nĂŁo consegue controlar magia.

— Verdade.

— De qualquer forma, sobre aquela Ășltima luta…

Elitz — um aventureiro de nĂ­vel A — e eu conversamos atĂ© que Grantz voltou com meu Substance X. Coloquei os frascos na minha bolsa mĂĄgica e entĂŁo desci as escadas. Dois lançamentos de Cura em Área Avançada, um pouco de Purificação, um toque de Recuperação, uma pitada de Dissipar e o trabalho estava feito.

— Isso deve bastar — murmurei. — Agora, alguĂ©m tem alguma informação de Merratoni ou sobre as ValquĂ­rias?

Depois da cura, era hora das notĂ­cias para quem tivesse algo a compartilhar.

— As Valquírias estão seguras, mas houve baixas entre os templários — informou um aventureiro.

— Ouvi dizer que um general do ImpĂ©rio, o prĂłprio LeĂŁo da Guerra, destruiu uma cidadela sozinho, a cavalo — acrescentou outro. Quem quer que fosse esse “LeĂŁo da Guerra”, eu definitivamente nĂŁo queria encontrĂĄ-lo.

Merratoni veio a seguir.

— O Furacão tá pegando pesado e jogando aventureiros no porão pra treinar.

— O Chef Urso tá enfiando Substance X na goela deles e bolando formas de usar isso em receitas.

Parece que Galba estava tendo trabalho com aqueles dois. NĂŁo pude deixar de sorrir antes que uma Ășnica frase apagasse toda a alegria nostĂĄlgica e a substituĂ­sse por uma ansiedade esmagadora.

— Parece que algumas recepcionistas da Guilda dos Aventureiros vão se casar.

— VocĂȘ. Detalhes — exigi.

— Pelo que ouvi, alguns homens-besta de nível A conquistaram elas.

Mas quais recepcionistas? Nanaella? Monica? Era por isso que não estavam respondendo minhas cartas? De repente, fui tomado por uma sensação de solidão.

Depois disso, pedi comida no salão de refeiçÔes antes de partir. No caminho para fora, recebi minha compensação, e os aventureiros e funcionårios me convidaram para almoçar algum dia. Ainda precisava de mais comida, então passei por alguns outros lugares antes de seguir para o labirinto.

— Hora de descer. Acho que vou dormir na sala do chefe do dĂ©cimo andar hoje Ă  noite.

Recentemente, percebi algo: derrotar monstros com minhas armas carregadas magicamente aumentava minha experiĂȘncia em Magia Sagrada em um ponto a cada inimigo abatido. Com minha determinação reacendida e minha concentração afiada, foquei em subir para o nĂ­vel nove. O nĂ­vel dez ainda era um sonho distante, mas eu estava orgulhoso do meu progresso.

— Vou enfrentar o chefe do trigĂ©simo andar assim que tiver mais controle sobre o Aprimoramento FĂ­sico.

Testei um pouco mais minha nova técnica e então caí em um sono profundo e tranquilo, com a ajuda de um Travesseiro Angelical.


Tradução: CarpeadoPara estas e outras obras, visite o Carpeado Traduz – Clicando Aqui


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