Grieving Soul – Capítulo 8 – Volume 8

 

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Nageki no Bourei wa Intai shitai
Let This Grieving Soul Retire Volume 08

CapĂ­tulo 08:
[HistĂłria Curta]
[Mais Vagabundo que *A Vagabunda]


Eliza Beck era uma indivĂ­dua rara e elusiva. Uma Ladina EspĂ­rito Nobre do Deserto, ela era a Ășnica Grieving Souls que nĂŁo fazia parte do nosso cĂ­rculo de amigos de infĂąncia. Mesmo em um grupo de caçadores inabalĂĄveis que viviam no seu prĂłprio ritmo, ela era o espĂ­rito mais livre de todos nĂłs. Depois de encontrĂĄ-la em um certo cofre do tesouro, nĂłs a convidamos a se juntar ao nosso grupo, oferecendo-nos a fazer o que pudĂ©ssemos para apoiĂĄ-la em troca. A partir daquele dia, Eliza se tornou um membro ativo dos Grieving Souls.

Na Ă©poca em que ela se juntou a nĂłs, eu jĂĄ tinha em grande parte parado de ir em expediçÔes, entĂŁo sĂł a vi em ação um punhado de vezes. No entanto, eu tinha ouvido histĂłrias dos meus amigos e, aparentemente, as coisas estavam indo melhor do que o esperado. Idealmente, eu preferiria perguntar a Eliza pessoalmente do que confiar em boatos. Sendo a pessoa que a convidou para o nosso grupo, eu tinha certas responsabilidades. Eu pretendia sentar e conversar com ela com frequĂȘncia, mas isso nĂŁo deu certo. E nĂŁo foi porque eu nĂŁo tentei.

— Sei lĂĄ por que, eu simplesmente nunca vejo a Eliza em lugar nenhum… — eu disse, apenas como uma pequena conversa.

Nós dois nos dåvamos muito bem por causa do nosso acordo, no qual ela me daria as Relíquias que encontrava em suas exploraçÔes. Apesar disso, tivemos chocantemente poucos encontros diretos. Ela regularmente deixava suas Relíquias junto com um bilhete no meu quarto, então ela supostamente estava entrando nos meus aposentos, mas acho que a sorte simplesmente não estava do nosso lado.

Rolando no sofĂĄ, Liz olhou para mim com os olhos arregalados. — A Ellie estĂĄ sempre dizendo que Ă© vocĂȘ quem nunca estĂĄ por perto.

— Huh? SĂ©rio?

— Sim. Pensando bem, sempre que venho aqui com a Ellie, vocĂȘ estĂĄ sempre em outro lugar.

Isso Ă© ridĂ­culo. Eu estou sempre na sala do mestre do clĂŁ.

Parecia que a sorte nĂŁo estava apenas do nosso lado, estava contra nĂłs.

— Mas parece que a Ellie quer te ver. — Liz parecia exasperada. — Ela estĂĄ, sabe, terrivelmente volĂșvel e anda como se estivesse meio acordada.

Isso me pegou desprevenido. Ela queria me ver? Eu? Aquela garota que estava sempre tĂŁo vaga e distraĂ­da queria? Fiquei meio feliz em ouvir isso.

Incapaz de ficar parado, levantei-me da minha mesa, cheio de um raro senso de paixĂŁo.

— EntĂŁo hoje, eu vou tentar ser o Ășnico a encontrĂĄ-la… VocĂȘ me mostra o caminho?

NĂŁo Ă© como se eu tivesse algo melhor para fazer, e com Liz por perto, uma caminhada ocasional pela cidade nĂŁo parecia tĂŁo ruim.

Liz piscou com confusĂŁo. Talvez minha sugestĂŁo a tenha pegado de surpresa. — Bem, acontece que eu sei onde ela estĂĄ. Mas vocĂȘ tem certeza? VocĂȘ nunca se esforça para ver o resto de nĂłs…

Tenho certeza absoluta. Quero ver a cara daquela garota plĂĄcida quando ela estiver surpresa.

A razão pela qual eu nunca ia ver o resto do grupo era que eles sempre vinham até mim primeiro. Liz, por exemplo, passava por aqui uma vez a cada poucos dias ou mais, quando estava na capital imperial. Claro que eu não me esforçava para encontrå-la.

Enquanto me levantava, eu acalmei a Liz fazendo bico. EntĂŁo partimos em busca de Eliza.


— O Cae sumiu de novo — Eliza murmurou.

Esta era a primeira visita dela ao escritĂłrio do mestre do clĂŁ em algum tempo. Krai Andrey era um indivĂ­duo raro e elusivo. Ele raramente se mostrava em pĂșblico, e ninguĂ©m sabia o que ele fazia quando estava em reclusĂŁo. No entanto, sempre que um grande incidente ocorria, ele quase sempre tinha algo a ver com isso e estava sempre aparecendo em lugares onde nĂŁo tinha razĂŁo para estar.

Por alguma razĂŁo, Eliza raramente tinha a chance de vĂȘ-lo. Mesmo agora, ela podia dizer que ele esteve em seu escritĂłrio nĂŁo muito tempo atrĂĄs, mas agora ele nĂŁo estava em lugar nenhum. Era verdade que, como EspĂ­rito Nobre, ela tinha uma noção de tempo diferente da dos humanos, mas nĂŁo era qualquer um que podia iludir uma Ladina habilidosa em detecção e rastreamento. Sem mencionar o fato de que Krai nĂŁo parecia estar a iludindo intencionalmente. A essa altura, era difĂ­cil dizer quem era o verdadeiro Andarilho.

Esfregando a mĂŁo no chĂŁo, ela de repente olhou para cima. Normalmente, ela diria a si mesma que o veria em outra hora e partiria. Ela nĂŁo tinha uma necessidade urgente de vĂȘ-lo nem nada disso. Mas ela podia dizer que ele esteve nesta sala hĂĄ nĂŁo mais de uma hora. Ela ainda poderia ser capaz de pegĂĄ-lo.

Com um senso incomum de motivação, ela se levantou e começou sua perseguição.


Seguindo os rastros mais tĂȘnues, Eliza atravessou a grande cidade. Sozinho, Cae era indistinto, mas parecia que Liz o estava acompanhando hoje. Segui-los nĂŁo foi nada difĂ­cil. Ela deslizou pela movimentada rua principal, esgueirou-se por um local onde cavaleiros estavam reunidos devido a algum tipo de problema, passou pela estalagem onde ela estava hospedada atĂ© ontem e entrou em uma loja de tricĂŽ na rua com uma aparĂȘncia moderna que era claramente popular entre as mulheres. Depois de andar por um daqueles interiores labirĂ­nticos exclusivos de lojas na capital imperial, Eliza verificou com um funcionĂĄrio.

— Oh, o homem a quem vocĂȘ se refere acabou de sair. Ele estava acompanhado por uma jovem bonita com cabelo rosa. Parecia que ele estava com algum tipo de problema e saiu por aquela porta.

— Entendo.

EntĂŁo havia vĂĄrias saĂ­das. Era por isso que Eliza nĂŁo gostava de cidades.

Frustrada, ela começou a caminhar novamente. Ela navegou por uma multidão, livrando-se dos olhares curiosos que um Espírito Nobre atraía. Ela manteve os olhos em um pequeno grupo de cavaleiros enquanto avançava antes de entrar em uma rua pequena, estreita demais para carruagens. Cae estava realmente em movimento hoje, embora ela não tivesse ideia de para onde ele estava indo. Como ele normalmente ficava em um só lugar, pode-se dizer que ela não teve sorte, mas como Ladina, ela foi treinada para situaçÔes como esta.

Ela se moveu rapidamente pela rua. Inicialmente, a estrada estava em bom estado de conservação, mas não demorou muito para que ela começasse a ver rachaduras. Os arredores se tornaram igualmente sombrios, os outros pedestres cada vez mais suspeitos. Os olhares que ela estava atraindo não eram mais curiosos, mas gananciosos. Ela não sabia o que tinha acontecido, mas encontrou vårios homens grandes de bruços no chão.

Os olhos dela se arregalaram. — Cae. Ele foi para o telhado?

Ela tinha certeza de que estava lendo o rastro corretamente. Ele não havia andado mais por aquela estrada. Eliza saltou para o topo de um prédio decrépito que parecia que poderia desabar a qualquer segundo. Para caçadores que atravessam terras traiçoeiras, ser capaz de pular tão alto não era apenas comum, era uma habilidade necessåria.

Certificando-se de não quebrar nenhum telhado, ela correu por alguns minutos antes de finalmente alcançå-los.

— Oh? E aí, Ellie. O que te traz aqui?

Era Liz, segurando algum capanga pela gola. Eliza olhou em volta. Ela nĂŁo sabia o que tinha acontecido ali, mas nĂŁo viu o homem que estava tentando encontrar.

— Onde está o Cae?

— Ah, sim. A Siddy entrou na loja, descobriu que eu estava tentando usar nosso passeio como um encontro, e o agarrou. AlĂ©m disso, nĂŁo tem como ele sair correndo pelos telhados.

Ele trocou de companhia no meio do caminho? A presença de Liz era muito mais forte do que a de Cae, então Eliza não tinha notado. Agora ela teria que voltar para a loja de tricÎ e verificar o rastro dele mais uma vez.

— Se vocĂȘ estĂĄ procurando o Krai Babyy, tente seguir a confusĂŁo. Como sempre, muitas pessoas o queriam hoje.

Eliza não disse nada, apenas soltou um suspiro. Ela voltou lentamente pela rota por onde tinha vindo para poder recomeçar sua perseguição.

Krai Andrey era um indivĂ­duo raro e elusivo. O dia em que Eliza o veria nĂŁo seria este dia.


Tradução: Carpeado
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1 comentĂĄrio

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Stevie Sawayn

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