Grieving Soul – Capítulo 7 – Volume 8

 

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Nageki no Bourei wa Intai shitai
Let This Grieving Soul Retire Volume 08

CapĂ­tulo 07:
[HistĂłria Paralela]
[O Mil Truques Visita os Mentores]


A caça ao tesouro era um ofício inerentemente avesso à autoaprendizagem. Invadir cofres do tesouro, covis perigosos que podiam ser regidos por princípios diferentes do resto do mundo, exigia o conhecimento acumulado daqueles que vieram antes.

Ter um mentor fazia uma enorme diferença quando se tratava de velocidade de aquisição, mesmo ao simplesmente aprimorar habilidades de combate. Embora o bĂĄsico pudesse ser aprendido em um livro, ir a uma escola relevante era a rota mais eficiente. E quando se tratava de aprender assuntos prĂĄticos mais complicados, nĂŁo havia nada mais Ăștil do que um mentor com experiĂȘncia real.

Embora nĂŁo fosse nada muito avançado ou aplicĂĄvel, os membros dos Grieving Souls aprenderam as habilidades e tĂ©cnicas bĂĄsicas em nossa cidade natal antes de se juntarem Ă  Associação de Caçadores. Antes que vocĂȘ possa tentar almejar o topo, vocĂȘ precisa de um mentor que possa ajudar a tornar isso possĂ­vel. Naturalmente, os melhores mentores eram incrivelmente populares e nĂŁo tinham tempo para pessoas de talento mediano. A sorte tambĂ©m desempenhava um papel e, honestamente, chamar de um lançamento de dados parecia totalmente justo.

Depois de me tornar um caçador de tesouros, eu havia sido confrontado com o triste fato de que não tinha talento. No entanto, isso não me impediu de me interessar pelos mentores que meus melhores amigos conseguiram encontrar.


— Eu vou visitar o Santo da Espada. Basicamente, eu vou cortar ele, e então eu vou me tornar o Santo da Espada.

— IncrĂ­vel! Se nĂŁo for pedir muito, vocĂȘ acha que eu poderia ir com vocĂȘ?

— Sim, vamos!

Eu era o Ășnico membro dos Grieving Souls sem um mentor. Esta nĂŁo foi uma escolha que eu fiz; minha falta de talento havia afastado qualquer treinador em potencial de mim. Ainda assim, pensei que talvez pudesse conseguir algo se tivesse um mentor de primeira linha.

Esperando que talvez este mestre visse potencial em mim e soprasse nova vida em minha carreira de caçador, fui para o dojo com Luke. Ele havia recentemente feito um nome para si como um Espadachim que era melhor evitar.

O nome Soln Rowell era tĂŁo famoso que tĂ­nhamos ouvido falar dele atĂ© em nossa cidade natal. O dojo que Luke frequentava anteriormente era minĂșsculo em comparação com este. O vigor de cada aluno trabalhador era incrĂ­vel. Os olhos de Luke estavam brilhando, mas a visĂŁo deles apenas fazia meu estĂŽmago doer.

O Santo da Espada era um homem idoso com um rosto enrugado e uma expressĂŁo serena. Diferente de, digamos, um cavaleiro, ele usava um manto e ficava muito legal nele.

— Que bom que vocĂȘ veio, Luke. Quem Ă© esse? — ele perguntou quando Luke entrou como se fosse o dono do lugar.

— Oh, este Ă© Krai. O amigo sobre quem eu te falei antes. Ele vai treinar comigo. Tudo bem?

Eu nĂŁo acho que esteja tudo bem.

O Santo da Espada olhou para Luke como se ele tivesse enlouquecido. O maior Espadachim da capital imperial estava prestes a colocar seu novo aluno para trabalhar, apenas para descobrir que ele trouxe um amigo. Claro, Soln fez aquela cara.

— Ah, nĂŁo, eu nĂŁo estou aqui para ter aulas — eu disse ao Santo da Espada —, eu sĂł queria assistir, Ă© tudo.

— Oh, vocĂȘ sĂł queria observar? — disse Luke. — Bem, acho que Ă© isso. Mestre, estou pronto para uma!

— Hm. — Sol gemeu. — Bem, suponho que se ele só quiser assistir, eu posso permitir.

Eu nĂŁo sabia o que era o “uma” para o qual Luke estava pronto, mas Soln me pareceu incrivelmente paciente se estava disposto a dar-lhe aulas. Eu assenti para mim mesmo. Talvez este fosse um bom lugar para meu amigo um tanto selvagem.

— Entendo — disse Soln, franzindo a testa. — VocĂȘ Ă© aquele sobre quem Luke estava falando…

Eu queria saber o que ele queria dizer com aquilo, mas estava mais interessado em assistir Ă  primeira aula do meu melhor amigo.


— VĂĄ em frente! VocĂȘ consegue!

— Raaugh! Yaah!

Do começo ao fim, Luke transbordou de empolgação durante sua primeira lição com o Santo da Espada.

Sorrindo enquanto o animava, pensei: Eu, ah, eu nĂŁo sirvo para isso. Era menos uma questĂŁo de aptidĂŁo e mais que eu nĂŁo conseguiria gerenciar um regime de treinamento tĂŁo intenso. Apenas os aquecimentos bĂĄsicos me pareciam algo que nenhum humano deveria fazer. Mil parecia um nĂșmero louco de voltas ao redor do perĂ­metro. Depois eles tinham que escalar as paredes e correr pelo telhado. Que tipo de dojo era este?

Os outros aprendizes eram todos tĂŁo, se nĂŁo mais, capazes do que Luke. Isso era provavelmente uma coisa boa, jĂĄ que ultimamente Luke nĂŁo havia perdido para um Ășnico caçador ou bandido, deixando-o insatisfeito.

Mantendo um olhar cauteloso em Luke, os outros aprendizes começaram a gritar quando seu novo membro começou a golpear com as mãos depois que sua espada foi derrubada.

— Ei, Luke! Isso nĂŁo Ă© uma tĂ©cnica de espada!

— Raaaugh! Tudo bem! Esta Ă© outra espada!

Luke ignorou os alunos mais velhos e partiu para o ataque. Acho que minha torcida teve um efeito sobre ele.

— Este nĂŁo Ă© bem o lugar para mim, mas acho que Ă© um bom ajuste para Luke. Por favor, cuide do meu amigo — eu disse com uma reverĂȘncia.

— NĂŁo precisa soar tĂŁo mandĂŁo — Soln respondeu com uma sobrancelha contraĂ­da. — Ele teria aulas adequadas com ou sem vocĂȘ!


Eu jå havia me decidido a me aposentar da caça, mas isso não significava que eu havia perdido toda a minha admiração por caçadores. Apenas colocar os olhos em um caçador de primeira linha era o suficiente para me animar (exceto que não eram caçadores neste caso).

Os membros dos Grieving Souls eram todos muito gentis com seu Ășnico amigo de infĂąncia sem talento. Se eu lhes dissesse que queria ir junto, eles me levariam na maioria das vezes.

— Krai Ă© incrĂ­vel! Ele tem um verdadeiro dom para fazer explosivos!

— S-Será?

Com olhos brilhantes, Sitri fez o seu melhor para vender meu peixe. Eståvamos no que seria seu novo local de estudo, o Instituto Primus. Notei a bochecha do entrevistador se contraindo. Sitri foi bastante notåvel por garantir um lugar cobiçado em um lugar que era considerado de primeira linha até mesmo na capital imperial. Mas dar sua recomendação a mim, um cara que não era Alquimista nem nada, parecia um erro.

Eu nĂŁo tinha talentos alquĂ­micos. Eu tinha feito isso e aquilo depois de seguir rigorosamente as instruçÔes dela, mas dar Ă  alquimia menos do que sua dedicação total era semelhante a brincar com fogo. Sitri disse que eu tinha um dom para sintetizar explosivos, mas eu nunca tinha tentado fazer algo assim em primeiro lugar. VocĂȘ podia fazer algo explosivo usando quase todos os ingredientes antigos, entĂŁo eu sĂł podia imaginar que tipo de alvoroço seria levantado se eu acabasse usando um dos valiosos catalisadores da academia.

— Se vocĂȘ entrar, vamos conduzir experimentos juntos!

É, eu não acho que vou entrar.

Sitri estava sorrindo para mim, mas eu nem tinha conseguido acompanhå-la quando estudåvamos na biblioteca em nossa cidade natal, nem era tão diligente quanto ela pensava que eu era. Experimentos que envolviam o uso de ferramentas eram divertidos, mas o estudo e os cålculos me faziam dormir. Mesmo que isso não fosse um problema, eu não tinha a intuição e a destreza necessårias para experimentos, então eu não me via aprendendo alquimia. E embora talvez não no mesmo grau que com um Espadachim ou um Mago, ser um Alquimista ainda exigia talento inato.

— Bem, nosso grupo jĂĄ tem um Alquimista — eu disse, recusando-a educadamente — e eu tenho outras coisas que preciso fazer…

— Por enquanto, se Sitri estiver disposta a atestar por vocĂȘ, podemos preparar um teste — o entrevistador disse, com as sobrancelhas contraĂ­das. — SerĂĄ um exame prĂĄtico no qual vocĂȘ farĂĄ uma poção designada usando ingredientes preparados pela academia. Se vocĂȘ passar, faremos uma exceção especial para vocĂȘ.

Entendi. EntĂŁo o Instituto Primus realmente quer que Sitri se junte a eles.

Este era o tipo de coisa que eu podia esperar de Sitri. Ela estava atraindo a atenção com seus talentos alquímicos, algo que havia se tornado raro entre os jovens caçadores. A oferta do entrevistador não era ruim. Não havia penalidade mesmo se eu falhasse, então eu poderia tentar.

Eu coloquei um sorriso firme e resoluto e concordei com o teste. Sitri, com sua opinião estranhamente alta sobre mim, guinchou de satisfação.


LĂșcia e eu estĂĄvamos indo para a sua nova instrutora. A Academia de Magia de Zebrudia, ou ZAM, era considerada o melhor lugar no impĂ©rio para aprender magia. A academia nunca recusava alguĂ©m com talento, independentemente de sua origem. Eles tinham uma variedade de opçÔes de admissĂŁo, desde admissĂ”es gerais atĂ© rotas mais especializadas.

LĂșcia foi autorizada a entrar porque viram o potencial que ela tinha como Maga, um caminho que muitos caçadores notĂĄveis optavam. Eu tinha a sensação de que seus estudos e a caça a manteriam muito ocupada. Mas ela nĂŁo era mais uma criança; ela havia tomado sua decisĂŁo, e nĂŁo havia muito que eu pudesse fazer para impedi-la.

— E-Eu entendi — ela disse. — EntĂŁo vocĂȘ causou aquela explosĂŁo?

— A sĂ­ntese nĂŁo Ă© algo que vocĂȘ pode parar de repente.

O entrevistador e Sitri tinham empalidecido como fantasmas. Se não tivéssemos conduzido o experimento em uma sala especial, teríamos sido explodidos em pedaços. Mas vou apenas dizer que aquela sala foi construída para incidentes como o meu, e não adiantava chorar pelo leite derramado.

LĂșcia deu um encolher de ombros exagerado. Ela havia começado a agir de forma terrivelmente precoce ultimamente.

— Irmão, por favor, não faça nada estranho enquanto estiver aqui.

— Estou aqui apenas para dar meus cumprimentos, já que esta professora cuidará da minha irmãzinha. Olha, eu trouxe um presente.

Eu nĂŁo era muito de um irmĂŁo mais velho, mas com nossos pais longe, cuidar de LĂșcia cabia a mim, entĂŁo eu tinha que dar o meu melhor. E nĂŁo Ă© como se eu tivesse tentado ser estranho lĂĄ no lugar da Sitri.

A renomada Academia de Magia de Zebrudia era tĂŁo resplandecente quanto o Instituto Primus. Se o mentor em nossa cidade natal nĂŁo tivesse descrito LĂșcia como uma sĂĄbia, nĂŁo consigo imaginar que ela teria permissĂŁo para se transferir para uma academia tĂŁo importante.

Os alunos que andavam por ali pareciam todos mais velhos do que minha irmĂŁ, o que me deixou um pouco preocupado. Mas em meio ao movimento, avistei uma garota ainda menor do que LĂșcia. Ela tinha cabelo prateado e usava um manto de Mago que estava um pouco surrado. Presumi que ela tinha cerca de quinze anos ou mais. Ela nĂŁo parecia particularmente sociĂĄvel, mas talvez se tornasse amiga de LĂșcia.

Ela parecia uma boa pessoa para pedir informaçÔes. Respirei fundo e entĂŁo disse com uma voz firme e resoluta: — Com licença, vocĂȘ aĂ­.

— Hm? Está falando comigo?

Ela se virou para mim enquanto eu corria até ela. Ela tinha olhos dourados e feiçÔes incrivelmente atraentes. Mesmo agora, ela era terrivelmente bonita; eu tinha certeza de que ela seria uma verdadeira beldade quando crescesse um pouco. Embora talvez não tanto quanto minha irmã (conversa de irmão coruja).

— Mil desculpas. Precisamos ir para um certo prĂ©dio de pesquisa. TransferĂȘncia especial, sabe. VocĂȘ poderia nos dizer onde fica?

— Não, eu—

— Não precisa ter vergonha. Aqui, vou te dar uma barra de chocolate.

NĂŁo existe um ser humano que nĂŁo goste de chocolate. Eu tirei a barra que eu estava guardando e a empurrei na palma da mĂŁo dela. Ela me lançou um olhar que vocĂȘ reservaria para pessoas suspeitas.

— Estamos procurando o prĂ©dio de pesquisa da Professora Seyge. VocĂȘ sabe onde fica? Eu ouvi rumores de que ela Ă© um tanto excĂȘntrica, mas tambĂ©m uma meia-Nobre e incrivelmente bonita—

— C-Claro que eu sei onde fica — ela disse depois de algumas tosses. — Mas eu pensei que o novo aluno fosse uma garota—

— É a minha irmĂŁzinha que estĂĄ entrando. Eu sou apenas o guardiĂŁo dela. LĂșcia, qual Ă© o problema?

Minha irmã estava encarando a aluna, com o sangue escoando de seu rosto. Por que isso estava acontecendo quando ela tinha acabado de começar a superar sua timidez? Elas iriam estudar no mesmo lugar, então ela poderia pelo menos dizer olå.

— Desculpe por isso, minha irmĂŁ Ă© um pouco tĂ­mida. Mas ela Ă© uma pessoa muito boa. Eu ficaria encantado se vocĂȘ pudesse ser amiga dela.

— Amiga
 M-Muito bem. Eu tambĂ©m estou indo para aquele prĂ©dio. Eu posso mostrar o caminho.

— Oh?! Que coincidĂȘncia. Obrigado! VocĂȘ por acaso tambĂ©m Ă© aluna da Professora Seyge? Veja bem, eu trouxe um grimĂłrio feito em casa como presente, mas vocĂȘ acha que ela vai aceitar?

— Irmão?!

— U-Um grimório feito em casa?!

Eu me pergunto que tipo de pessoa Ă© a Professora Seyge. Mal posso esperar para conhecĂȘ-la.

Eu estava tentando parecer não ameaçador. A bochecha da aluna começou a tremer, e ela cerrou e abriu o punho. Então ela estalou os dedos, fazendo um círculo mågico geométrico aparecer no chão. Assim, fomos transportados para o prédio da Professora Seyge.


A Igreja do Espírito Radiante era a força dominante na cura. Quando as pessoas falavam sobre poderes de cura, geralmente se referiam a ritos que tomavam emprestado os poderes do Espírito Radiante. Qualquer cidade de tamanho decente tinha garantia de ter uma igreja dedicada a este deus.

Pelo menos uma pessoa capaz de usar habilidades de cura era considerada uma necessidade para qualquer grupo que lutasse contra fantasmas e monstros perigosos. Nos Grieving Souls, Ansem Smart cumpria esse papel. De volta Ă  nossa cidade natal, ele treinou para ser um cavaleiro que utilizava os poderes do EspĂ­rito Radiante, um Paladino.

Ser um Paladino geralmente significava desempenhar o papel principal do grupo. Usando armaduras pesadas e feitiços de cura para proteger seu grupo, os Paladinos eram geralmente pessoas de confiança de seus camaradas, e frequentemente eram líderes também. Nesse sentido, alguém quieto, mas honesto como Ansem, era perfeito para o trabalho. Mesmo que ele fosse incrivelmente mole com suas irmãs.

Ansem recebeu da filial em nossa cidade uma carta de recomendação para a igreja na capital imperial. Ele disse que seu plano inicial era fazer uma visita superficial, e só retomar seu treinamento quando seu trabalho de caça estivesse estabilizado.

Sendo a maior cidade da região, disseram-me que a igreja da capital imperial tinha um tamanho que poucos poderiam igualar. Embora observar os trabalhos de Ansem me tenha dissuadido de pensar que eu poderia ser um Paladino (sem mencionar que também me disseram em letras garrafais que eu não podia fazer isso, jå que eu era medroso e irreverente), eu não vi nada de errado em visitar a igreja e ver o lugar por mim mesmo.

— E então a aluna, certo, acabou que ela era a Professora Seyge! Dá para acreditar nisso?

— Mmm.

Enquanto caminhĂĄvamos, eu lhe contei sobre como eu havia acompanhado Luke, Sitri e LĂșcia nos Ășltimos dias. Eu certamente nĂŁo esperava que aquela aluna pequena fosse a Professora Seyge. NĂŁo sĂł isso, LĂșcia a reconheceu tambĂ©m.

Independentemente de como foi, eu estava apenas feliz por minha irmĂŁ ter conseguido encontrar sua professora com sucesso. AlĂ©m disso, eu consegui lhe dar o grimĂłrio, e eu tinha certeza de que sua aparĂȘncia jovem tornaria mais fĂĄcil para LĂșcia se dar bem com ela. Se havia uma coisa que eu me arrependia, era de ter dito a LĂșcia que eu nĂŁo seria estranho, mas eu tinha sido estranho o suficiente para realmente a deixar brava.

Fora isso, eu estava ansioso para ver como LĂșcia cresceria sob a tutela de uma Meia Nobre.

— Então só falta a Liz? — Ansem perguntou.

— Nah, Liz disse que eu não preciso me inco
 E-Eu estou brincando. Não me olhe assim!

Eu desisti no momento em que vi a luz deixar os olhos de Ansem. Seu calor habitual apenas tornava aquele olhar morto ainda mais difĂ­cil de suportar. NĂŁo que eu jĂĄ nĂŁo soubesse disso, mas ele realmente era protetor demais com suas irmĂŁs. Claro que eu nĂŁo ia ignorar a Liz. Se alguma coisa, ela era a que eu mais me preocupava!

NĂŁo era apenas LĂșcia que eu estava animado para ver crescer. O mesmo acontecia com Luke, Sitri, Ansem e, claro, Liz. Eles estavam fazendo um progresso rĂĄpido no caminho para o sucesso no mundo da caça, tudo isso enquanto arcavam com o fardo que eu era. Eu queria ver o que aconteceria quando suas habilidades fossem aprimoradas ainda mais.

— A propĂłsito, Ansem, que tipo de pessoa Ă© seu mentor?

— Mmm. Ele foi um Paladino ativo. Ele se destaca tanto na cura quanto na defesa.

Foi uma resposta concisa, mas eu podia dizer pelo olhar em seu rosto que ele tinha grande fĂ© nesta pessoa. Ele era originalmente do lado pequeno, mas ele teve um verdadeiro pico de crescimento recentemente e estava desenvolvendo um fĂ­sico adequado ao seu papel. Com o professor certo, eu nĂŁo tinha dĂșvidas de que alguĂ©m tĂŁo sĂ©rio quanto Ansem poderia se tornar um grande Paladino.

Bem, eu não gosto de admitir, mas ele precisava se tornar bom no trabalho dele. Por uma razão ou outra, as caçadas dos Grieving Souls eram muito mais brutais do que as de outros grupos. Os poderes de Ansem eram o salva-vidas do grupo.

— Eu nĂŁo gosto mais de ser o lĂ­der — eu disse. — Acho que vou dar esse emprego para vocĂȘ.

— Hm?! NĂŁo…

— Eu tambĂ©m nĂŁo gosto.

Após uma pausa, Ansem disse: — Meu mentor tem me perguntado que tipo de aventuras fazemos e em que direção eu quero melhorar. Eu acho que ele gostaria de ouvir uma perspectiva externa.

Eu olhei para ele, chocado ao ouvi-lo ficar tĂŁo falante.

Esta Ă© uma grande responsabilidade. Mal consigo me lembrar da Ășltima vez que tive um trabalho de liderança que nĂŁo fosse perigoso. Eu tenho que fazer isso direito.

— Que direção? Seria todas elas, não seria? Esforce-se para se tornar o melhor Paladino do mundo!

— Mmm

NĂŁo seria fĂĄcil, mas eu tinha certeza de que Ansem conseguiria. NĂłs nos conhecĂ­amos hĂĄ muito tempo, e eu havia aprendido muito durante esse perĂ­odo. Eu me animei e entĂŁo empurrei Ansem, com uma expressĂŁo preocupada em seu rosto.


— VocĂȘ Ă© sempre assim, Krai Babyy. Aquela igreja Ă© totalmente chata, mas vocĂȘ foi mesmo assim.

— Não, não foi. Era bem bonita. Embora o Padre tenha me olhado como se eu fosse louco quando eu lhe falei sobre a estátua de Ansem que eu tinha em mente.

Ele também me lançou aquele olhar quando eu lhe contei em que consistiam nossas aventuras habituais. Se Ansem não estivesse presente, eu poderia ter sido purificado.

Fora isso, as pessoas na igreja pareciam ser boas pessoas, para meu alívio. Ansem tinha uma certa inclinação ao auto-sacrifício, então saber que ele estava cercado por boas pessoas me tranquilizou.

Liz estava exibindo sua alta energia habitual enquanto nos dirigĂ­amos ao seu mentor. Eu estava ansioso para conhecer os instrutores de todos, e havia algo triste no pensamento de que este seria o Ășltimo. Era assim que os pais se sentiam ao verem seus filhos partirem? (NĂŁo, nĂŁo era.)

— EntĂŁo, o mentor que vocĂȘ encontrou desta vez, sabe, estĂĄ tudo bem? — eu perguntei.

— Eu disse que estĂĄ tudo bem! — ela disse com uma risadinha, ouvindo a preocupação na minha voz. — AlĂ©m disso, olhando para trĂĄs, o treinamento daquele outro nĂŁo foi tĂŁo ruim. Mas eu agradeço a preocupação!

Eu estava particularmente preocupado com Liz porque seu primeiro mentor em nossa cidade natal nĂŁo era bom e quase a destruiu. JĂĄ estava no passado, mas ainda me doĂ­a o coração ao lembrar como Liz havia sido empurrada para a beira da morte por suportar um treinamento brutal e inĂștil dia apĂłs dia. Ela era muito esforçada e nĂŁo gostava de reclamar, entĂŁo demoramos para notar o que estava acontecendo (Liz desde entĂŁo feriu gravemente o dito instrutor em uma luta de treino, impedindo-o de lutar novamente).

Mas talvez eu não precisasse mais me preocupar com ela. Ela estava melhorando a cada dia. Invadir cofres do tesouro havia aprimorado suas habilidades como batedora, tornando-a uma Ladina melhor. Caçadores da mesma faixa etåria estremeceriam ao ouvir o nome dela. Se eu me preocupasse com ela agora, não haveria nada se ela achasse essa preocupação paternalista.

— Meu mentor, veja bem, ele tem essa tĂ©cnica esotĂ©rica chamada “Sombra Partida”. Ela sĂł Ă© passada para um aluno por vez! E eu vou aprendĂȘ-la!

— Isso Ă© Ăłtimo. TĂ©cnica esotĂ©rica certamente soa legal.

Ver minha querida amiga com tanto entusiasmo me deixou de bom humor também. Comecei a sorrir enquanto a ouvia falar.

— É super forte — ela disse com o olhar apaixonado de uma donzela apaixonada. — Mas se vocĂȘ falhar em dominĂĄ-la, seu coração se romperĂĄ e vocĂȘ morrerĂĄ.

Espera, espera. Aguenta aĂ­. Isso Ă© algo com que vocĂȘ deveria estar mexendo? O quĂȘ? É uma habilidade que rompe seu coração se vocĂȘ estragar tudo?

Ela disse que sĂł era passada para um aluno por vez, mas talvez fosse porque todos os outros morriam de insuficiĂȘncia cardĂ­aca?

— NĂŁo se preocupe, com o treinamento adequado, vocĂȘ pode aguentar! Pode levar um tempo, mas eu definitivamente vou aprender. EntĂŁo fique de olho nisso.

Liz disse isso com um grande sorriso. Eu nĂŁo podia impedi-la. NĂŁo quando ela estava fazendo aquela cara.

— É-É — eu finalmente consegui dizer, sem saber o que mais dizer. — Apenas não se esforce demais.

Eu tomei uma decisĂŁo. Assim que chegĂĄssemos ao mentor dela, eu pediria para ele treinar a Liz com extrema dureza. VĂȘ-la Ă  beira da morte era muito melhor do que o coração dela explodindo. Do jeito que ela estava agora, Liz provavelmente conseguiria superar qualquer regime severo imposto a ela. Eu tambĂ©m, hum, faria com que invadĂ­ssemos cofres mais rapidamente. Ela poderia usar o material de mana para temperar seu coração. Eu nĂŁo estava a fim de ir para lugares perigosos, mas era melhor do que deixĂĄ-la morrer de um coração rompido.

Ela envolveu meus braços por trĂĄs e se inclinou nas minhas costas. — Eu tive uma ideia! Por que vocĂȘ nĂŁo treina comigo?

De jeito nenhum!

Liz pode ser capaz de aprender alguma tĂ©cnica esotĂ©rica, mas eu definitivamente destruiria meu coração se tentasse isso. AlĂ©m disso, era ensinada apenas a um Ășnico aluno. Se Liz sobrevivesse, isso nĂŁo significaria que eu teria que morrer?

— Eu estou brincando, Ă© sĂł isso! A propĂłsito, vocĂȘ encontrou um mentor?

Eu nĂŁo respondi. Honestamente, eu tinha esquecido totalmente disso em algum momento. O treinamento de Luke parecia difĂ­cil, e eu sĂł causaria explosĂ”es se me juntasse a Sitri. Eu receberia sermĂ”es de LĂșcia se me juntasse ao lugar dela, e os colegas de Ansem poderiam tentar me purificar. E se eu treinasse com Liz, meu coração explodiria.

Eu estava encurralado por todos os lados. Eu sĂł tinha um caminho restante. Soltei um suspiro pesado com um sorriso sem entusiasmo.

— Não sei o que mais posso fazer a não ser ir para o Matthis — eu disse.


— Vá embora! Eu não tenho nada para ensinar a um pirralho obcecado por Relíquias! Saia!

— Não diga isso. Aqui, eu vou me humilhar! Eu vou ficar de joelhos! Humilharhumilharhumilhar!

— NĂŁo faça isso na frente da minha loja! VocĂȘ estĂĄ tentando arruinar meu negĂłcio?! AlĂ©m disso, vocĂȘ nĂŁo Ă© um avaliador. VocĂȘ nĂŁo Ă© um caçador?!

Suportando tanto seu abuso verbal quanto suas objeçÔes muito razoåveis, avancei corajosamente com a Operação Humilhação. Não é que eu quisesse fazer isso. Eu simplesmente não tinha outras opçÔes, então aqui estava eu.

Avaliar RelĂ­quias nĂŁo exigia que eu treinasse meu corpo, e se eu nĂŁo vendesse nada, eu nem teria que aprender habilidades de negociação. Com o meu amor por RelĂ­quias, eu nĂŁo conseguia pensar em nada para o qual eu fosse mais adequado. Acho que o Ășnico problema era que nĂŁo havia caçadores que avaliavam RelĂ­quias? Mas, nesse caso, eu poderia simplesmente desistir de ser um caçador!

Diante da minha humilhação apaixonada, Matthis, o avaliador, soltou um grito alto, quase como um berro. — Tudo bem! Se vocĂȘ vier atĂ© mim quando eu tiver tempo, eu te ensino. EntĂŁo pare de se humilhar, seu maldito vĂąndalo!


Tradução: Carpeado
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