Grieving Soul â CapĂtulo 9 â Volume 3
Nageki no Bourei wa Intai shitai
Let This Grieving Soul Retire Volume 03
CapĂtulo 9:
[HistĂłria Paralela: Liz Adora Ser Afetuosa]
â Meu Krai Babyyyyy! Liz chamou.
â VocĂȘ estĂĄ sempre tĂŁo animada,â eu disse.
Ela se jogou em meus braços, e como sempre, eu a segurei. Nossas bochechas se tocaram, e ela esfregou sua pele quente e macia contra a minha. Ela exalava um cheiro levemente doce e agradåvel. Eu provavelmente conseguiria identificar a Liz só pelo seu perfume.
NĂŁo havia excesso de gordura nos braços e nas pernas de Liz, e ela parecia flexĂvel como uma fera selvagem, mas quando estava tĂŁo perto de mim que eu conseguia ouvir as batidas do seu coração, seu corpo era macio ao toque. Estiquei a mĂŁo e acariciei sua cabeça. Ela soltou um grito de ĂȘxtase enquanto enterrava o rosto no meu pescoço.
Liz Smart adorava ser afetuosa. Sitri tambĂ©m nĂŁo parecia odiar isso, mas Liz se jogava em mim sempre que tinha uma chance. Ăs vezes, ela tentava me abraçar mesmo sem motivo. Os outros membros geralmente estavam ausentes e ocupados com seus treinos, entĂŁo, desde os velhos tempos, era meu papel pegar seus abraços. Ela esfregava o nariz contra mim e passava os lĂĄbios no meu pescoço. Como resposta ao seu carinho apaixonado, eu envolvi meus braços em torno de suas costas e a apertei com força. O toque de Liz se tornava cada vez mais intenso, e embora eu estivesse nervoso com isso no começo, eu jĂĄ tinha me acostumado. Agora, eu ficava apenas um pouco nervoso. Embora isso fosse raro, eu sempre me certificava de dizer a ela para nĂŁo se grudar em mim quando estivesse nua. Ela nĂŁo tinha modĂ©stia.
â Vamos lĂĄ, Krai Baby. Vamos continuar, â ela reclamou. â A gente pode, nĂ©? Por favor?
Tino, que estava atrĂĄs, colocou a mĂŁo sobre a boca de Liz, com as bochechas vermelhas enquanto observava sua mestre se esfregar contra mim.
â L-Lizzy, vocĂȘ nĂŁo pode ser tĂŁo sem vergonha⊠âTino disse.
â MmmâŠ.â Liz murmurou docemente. As palavras da sua aprendiz pareciam nĂŁo ter efeito.
â Ela deve estar cansada ultimamente,â eu disse. â Isso nĂŁo Ă© vergonha, Ă© apenas uma maneira eficaz de cuidar da saĂșde mental dela.
â Ă isso? âTino perguntou. â Nunca ouvi falar disso antes.
â Mas Ă© a verdade. EstĂĄ escrito em livros tambĂ©m, sabia? Tenho certeza de que ela vai fazer essas coisas com o namorado dela quando tiver, mas atĂ© lĂĄ, vou ser eu a abraçar a Liz.
â Eu… Eu nĂŁo acho que ela vai ter um namorado nunca…
Liz, sua aprendiz estå sendo bem rude. Embora fosse verdade que Liz era violenta e impaciente, ela também tinha muitos pontos bons. Sentindo pena dela, eu desamarrei o laço que prendia seu cabelo e passei as mãos pelas suas belas madeixas loiro morango. Embora estivesse sempre em combate, o cabelo dela era sedoso e suave, e meus dedos não se prendiam em nenhum nó. Liz adorava quando alguém penteava seu cabelo. Só de tocar sua cabeça ela tremia e me apertava ainda mais forte. Eu poderia ter penteado o cabelo dela direitinho se tivesse as ferramentas certas, mas por enquanto, ela tinha que se contentar com os meus dedos.
Liz começou a se grudar em mim quando tinha dez anos. Ela havia decidido se tornar uma caçadora e começado seu treinamento. Naquela Ă©poca, nossas capacidades fĂsicas eram praticamente as mesmas, e nĂŁo havia uma diferença notĂĄvel de talento. Cada um de nĂłs encontrou um mestre para estudar e começamos a treinar. Dentro do nosso grupo, o mestre de Liz era o mais rigoroso no que dizia respeito ao treinamento.
Nossa cidade natal era pequena, e a pessoa de quem ela se tornou aprendiz nĂŁo era de nĂvel alto, mas seu mestre lhe deu um treinamento absurdamente difĂcil e severo. NĂŁo se poderia imaginar uma criança passando por tudo isso. O pior de tudo era que esse mĂ©todo implacĂĄvel nĂŁo era feito por amorânĂŁo, o treinamento de Liz era simplesmente desnecessariamente duro. Liz nem sequer foi ensinada nas tĂ©cnicas para se tornar uma Ladina. Do amanhecer ao anoitecer, ela corria, treinava os mĂșsculos e era forçada a fazer batalhas simuladas. Quando chegava em casa apĂłs seu dia, eu nĂŁo aguentava vĂȘ-la tĂŁo exausta.
Comparado ao regime ridĂculo que ela tinha que enfrentar, o treinamento que ela dava a Tino era cheio de afeto. Eu tentei parar Liz vĂĄrias vezes. O regime diĂĄrio dela era absurdo, nĂŁo importava como fosse visto. Nenhuma criança deveria ser forçada a sofrer assim. No entanto, a obstinada Liz nĂŁo escutou minhas palavras e continuou.
Foi entĂŁo que percebi que todos estavam olhando apenas para o futuro. A Ășnica pessoa com tempo livre era euâtinha sido expulso dos portĂ”es por todas as pessoas a quem fui e me disseram que eu nĂŁo tinha talento. Eu era a Ășnica pessoa com tempo livre inĂștil. E entĂŁo, rapidamente procurei o que poderia fazer.
Encontrei um Ășnico livro. Ele listava mĂ©todos para acalmar e acalentar a mente e a alma; parecia simples o suficiente para que eu pudesse seguir os passos. Eu ainda me lembrava da primeira vez em que abracei o corpo cansado de Liz. Ela chorou. Estava tĂŁo cansada que mal conseguia dar outro passo, e as lĂĄgrimas caĂam dos seus olhos enquanto ela correspondia ao meu abraço.
Desde entĂŁo, Liz adorava se esfregar nas pessoas. Ela nĂŁo desistiu. Continuou a passar por um treinamento severo, e passou a ser uma rotina diĂĄria abraçar seu corpo exausto. Seu mestre inĂștil sĂł sabia como cansĂĄ-la e nĂŁo ensinou uma Ășnica tĂ©cnica a Liz, mas ela rapidamente superou o mestre pĂ©ssimo em um ano. Na verdade, ela quase matou seu mestre em uma batalha simulada e logo foi transferida para um novo. A Ășnica coisa que aprendeu de seu mestre antigo foi a ser implacĂĄvel, e isso foi exatamente o que os fez sofrer atĂ© quase morrer. Eu sĂł conseguia encontrar ironia nessa situação.
Era raro ela ficar extremamente cansada nesses dias, mas ela ainda gostava de ser afetuosa. Isso fez com que uma pessoa sem talento como eu interpretasse a situação de forma errada e se apegasse Ă falsa crença de que atĂ© eu poderia fazer algo que valesse a pena. Por isso, trabalhei duro assim que Luke me fez o lĂder. Eu deveria ter apenas seguido o manual e nĂŁo ter ideias engraçadas. O mundo Ă© um lugar difĂcil… Mas, como isso acabou favorecendo a Liz, eu nĂŁo tinha muito o que reclamar.
Liz não parecia nem um pouco brava quando brinquei com o cabelo dela. Suas bochechas estavam coradas e ela me deu um sorriso largo. Para mim, ela era uma dama com força sobre-humana, mas não estava me apertando até a morte. Havia vårios casos de caçadores poderosos acidentalmente exercendo força demais e machucando seus parceiros normais, mas nosso abraço também era uma maneira de Liz controlar sua força. Ou pelo menos foi o que o livro me disse.
â Krai Baby… Vai, continua, manda ver…
â Tem mais disso?! â gritou Tino.
â O truque Ă© acariciar a cabeça dela com muito amor â respondi. â Faz isso quando eu nĂŁo estiver aqui, ok, Tino?
â NĂŁo tem como eu fazer isso! Uh… Mestre?
Levantei Liz, com os braços dela ainda ao meu redor, e me deitei no sofĂĄ, virado para o teto. Os olhos Ășmidos de Liz estavam fixos em mim. Afastei a franja dela, e ela pegou minhas palmas, encostando a bochecha nas minhas mĂŁos.
â Porque ela Ă© orgulhosa e tem autocontrole, vocĂȘ tem que elogiĂĄ-la bem â expliquei para uma Tino atĂŽnita, que assistia em silĂȘncio. â Olha, quando ela me mostra a barriguinha assim, significa que estĂĄ demonstrando carinho.
Apontei para a barriguinha suave e exposta de Liz. Ela estava com um bronzeado bonito, o que a fazia parecer ainda mais atraente.
â Mestre… Hum, que livro vocĂȘ leu? â Tino perguntou com cautela.
â Hmm? Acho que era o volume 2 de The One Who Traverses Paradise â respondi.
â M-Mestre, isso Ă© sĂł um romance. E por que vocĂȘ leu sĂł o volume 2?
â Foi o Ășnico volume que estava Ă venda. E, alĂ©m disso, dĂĄ pra aprender muito com romances.
Era um romance de aventura onde o personagem principal era um caçador. Eu sabia que era uma obra de ficção, mas estava repleta de provaçÔes e crescimento, e aprendi bastante com o livro. Eu adorava lĂȘ-lo, mas Ă medida que fiquei mais ocupado, sĂł consegui ler o segundo volume. Algumas das estratĂ©gias falsas que contei para o Luke estavam baseadas naquele livro.
â Eu especialmente achei que o vĂnculo de confiança entre o personagem principal e seu parceiro era ideal â disse. â Posso te emprestar o livro da prĂłxima vez, mas sĂł tenho o volume 2.
â N-NĂŁo, obrigada â respondeu Tino. â Na verdade, eu tenho os livros e li a sĂ©rie toda. Hum, sobre o parceiro…
Olhei para ela surpreso. Parecia uma grande coincidĂȘncia Tino saber sobre a sĂ©rie; ela foi escrita hĂĄ mais de uma dĂ©cada. Olhei para a barriga exposta de Liz e passei a mĂŁo na pele suave e macia dela. Ela soltou um grito agudo e se contorceu, mas era evidente que gostou. O romance dizia que os sinais do parceiro nĂŁo deviam ser ignorados. Liz estava de bom humor hoje, e dei um aceno firme de satisfação antes de passar para o prĂłximo passo. Tirei da gaveta da mesa um bumerangue feito de osso.
â Er, Mestre… â Tino disse delicadamente. â O parceiro do personagem principal em The One Who Traverses Paradise Ă© Reanne. E, se minha memĂłria nĂŁo me engana, e eu posso estar errada, quer dizer, nĂŁo seria a Reanne uma loba?
â O quĂȘ? â perguntei.
Fiquei chocado ao ouvir aquelas palavras e o bumerangue escorregou da minha mĂŁo. Liz arfou feliz enquanto saltava para frente e pegava o brinquedo, exibindo suas habilidades de reação incrĂveis.
â Krai Baby, eu nĂŁo entendo esse treinamento de jeito nenhum â fez biquinho, rodopiando o bumerangue no dedo. â NĂŁo gosto disso. Talvez tivesse sido Ăștil no passado, mas minha agilidade jĂĄ Ă© muito boa, nĂŁo Ă©? Eu sinto que isso nĂŁo vai me ajudar em nada. Eu preferia que vocĂȘ me acariciasse mais.
Ao contrĂĄrio dos romances, Liz, como de costume, nĂŁo gostava de brincar de buscar. Espera, uma loba? SĂ©rio? Isso nĂŁo pode ser…
â Mas aquela loba falava â insisti.
â Er, eu tenho quase certeza de que o personagem principal tinha a habilidade especial de entender as palavras da loba… â respondeu Tino, com os olhos voltados para baixo.
Desviei o olhar e virei para Liz, que me olhava com os olhos Ășmidos. SĂ©rio? Quer dizer, sim, havia mençÔes de uma cauda abanando, mas eu simplesmente pensei que a loba fosse um ser humano, tipo uma menina meio besta ou algo assim. Tenho certeza de que o volume 2 nĂŁo dizia claramente que ela era uma loba, e ela era mais forte que o parceiro e bastante inteligente.
â Ă uma histĂłria de aventura entre uma loba fĂȘmea muito inteligente e grande e um garoto que pode entender as palavras da loba, nĂŁo Ă©? â perguntou Tino.
Agora que ela mencionou… havia algumas coisas estranhas acontecendo. A Reanne frequentemente lambia o rosto do personagem principal sempre que se abraçavam, e havia vezes em que ele a carregava. Durante a cena do banho, todo o corpo dela era esfregado com cuidado, e ela era usada como travesseiro quando eles dormiam. Eu atĂ© pensei que eles estavam um pouco prĂłximos demais, mas simplesmente imaginei que caçadores fossem assim. Eu me enganei. Acho que o personagem principal nĂŁo parecia nem um pouco nervoso ou envergonhado de estar com seu parceiro porque ele era um cara profundo.
Espera, sĂ©rio? Uma loba? EntĂŁo meus gestos de carinho por Liz nos Ășltimos cinco anos foram algo direcionado a uma loba?! SĂ©rio?! Uau, eu sou um completo idiota! Liz se levantou e esfregou o corpo contra o meu. Eu a abracei e dei tapinhas na cabeça dela. O brilho no seu pelo Ă© esplĂȘndido!
â Eu-eu sabia disso, claro â gaguejei. â Eu sĂł estava testando vocĂȘ, Tino.
â R-Right, claro! â respondeu Tino. â VocĂȘ me surpreendeu por um momento! Mas nĂŁo pensei que vocĂȘ tivesse lido minha sĂ©rie favorita. A Reanne Ă© tĂŁo boa e absolutamente adorĂĄvel! Eu entendo por que ela Ă© a parceira ideal! E o personagem principal a vĂȘ como uma pessoa, mesmo ela sendo uma loba.
â Mhmm, sim… a Reanne realmente Ă© tĂŁo fofa… mesmo sendo uma loba.
Sempre achei que Liz fosse uma criança mais travessa que a Reanne. Oh meu Deus, o que eu faço? Para esconder meu pùnico, imitei o que li no livro e comecei a coçar atrås das orelhas de Liz.
â Krai Baby â ela sussurrou no meu ouvido. â Vamos continuar isso na banheira, hmm? JĂĄ faz um tempo, entĂŁo vocĂȘ poderia lavar minhas costas? Por favor?
â VocĂȘ pode fazer isso sozinha, nĂŁo pode? â respondi. â Deveria ser mais modesta. NĂŁo Ă© como se vocĂȘ fosse uma loba, afinal.
Tradução: Carpeado
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Tradução feita por fãs.
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