I Parry Everything – Capítulo 5 – Volume 2
Ore wa Subete wo “Parry” Suru: Gyaku Kanchigai
no Sekai Saikyou wa Boukensha ni Naritai
I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest?
I’m Not Even an Adventurer Yet!
Light Novel Online – Volume 02:
[Capítulo 05: Batalha nas Ruas da Capital]
Até onde a vista alcançava, a fumaça subia em pilares massivos. O castelo real, que outrora se erguia tão alto, desmoronara sem quase nenhuma resistência, e seus destroços agora dançavam pelo ar em uma tempestade de vento.
À distância, o Instrutor Noor travava uma batalha contra o Dragão da Calamidade. Eu não conseguia distingui-lo muito bem, mas a visão do confronto deles era algo imponente de se observar. Cada um dos movimentos do dragão fazia a terra tremer, destruindo os edifícios nos distritos orientais da cidade num piscar de olhos. Mesmo enquanto eu observava, casas desmoronavam e cada vez mais áreas caíam em ruína.
Mas o mais temível de tudo era o raio de mana incrivelmente intenso que o dragão ocasionalmente disparava — seu lendário ataque de sopro, a Luz da Destruição. Cada instância disparava em direção às planícies distantes, onde abria crateras na terra.
Eu estava assistindo a uma batalha que mudava a própria forma do terreno ao redor.
Era uma luta de vida ou morte saída diretamente de um épico de heróis. Ninguém jamais pensaria que se tratava de um embate entre um homem e um dragão, mas era exatamente isso. O Instrutor Noor estava batendo de frente com o Dragão da Calamidade, como provava o assalto implacável do colosso.
O Instrutor Noor dissera que resgataria meu pai e fugiria, mas aquelas estavam longe de ser façanhas fáceis. Não importava o quão capaz ele fosse sozinho, ele não era onipotente e, como membro da família real de Clays, eu não podia permitir que ele carregasse todo o fardo sozinho. Mesmo que o apoio que eu pudesse fornecer fosse mínimo, eu precisava ir.
Então, Ines e eu — com Rolo a reboque — abandonamos nossa carruagem, montamos em seu cavalo e corremos para a cidade para alcançar o Instrutor Noor.
A destruição pura que nos esperava era diferente de tudo o que eu já vira antes. Não restava um único traço da cidade de poucos dias atrás. Felizmente, não consegui ver nenhuma pessoa ao redor; presumivelmente, todos haviam sido evacuados para algum lugar seguro. Mas antes que eu pudesse expressar meu alívio, a voz de Ines me trouxe de volta à realidade.
— Tem algo ali adiante. Fique alerta, minha senhora.
Virei-me imediatamente e o que vi gelou o sangue em minhas veias. Diante de nós estavam três gigantescos Imperadores Goblins. Uma exclamação muda de choque escapou de mim. Tínhamos tentado abater um — apenas um — no outro dia, e até o Instrutor Noor teve dificuldades com o esforço. Ficar cara a cara com três foi o suficiente para me abalar severamente. Por que havia tantos, e por que estavam aqui? Eu presumi que o Imperador Goblin que matamos fosse o único.
Como se respondesse à minha perda de compostura, um dos monstros variantes usou sua mão massiva para pegar um pedaço de destroço, que então arremessou em nossa direção. Fomos lentos demais para responder; o projétil atingiu a cabeça do nosso pobre cavalo, enviando-nos voando pelo ar.
O bando de Imperadores Goblins correu agilmente em nossa direção, com a intenção de pressionar o ataque… mas o caminho deles foi subitamente barrado por um dos escudos de luz de Ines.
— Obrigada, Ines.
— Minha senhora. Fique perto de mim, por favor. — A voz dela estava tensa, apesar de termos conseguido nos levantar e aprumar nossas posturas.
Contanto que tivéssemos os escudos de Ines, os Imperadores Goblins não poderiam tocar em nós — mas ainda não podíamos nos dar ao luxo de fazer movimentos descuidados. Apenas estar cercada por suas formas imponentes fazia minhas pernas travarem de medo, prendendo-me ao lugar. Esse sentimento não era novo para mim; eu o experimentara da última vez que enfrentei um desses monstros também.
Mas… o Instrutor Noor e eu abatemos aquele Imperador Goblin. Como eu me forcei a lutar naquela vez? Como obriguei meu corpo a se mover? Eu tinha a vaga sensação de ter ouvido algo encorajador — mas o quê?
O que o Instrutor Noor diria se me visse assim, patética e amedrontada? Se minha memória não me falhava…
— Não há necessidade de hesitar, Ines. Eles são apenas goblins. — Assim que forcei as palavras para fora da minha boca, minhas pernas pararam de tremer.
— De fato, minha senhora — Ines respondeu, olhando para o dragão titânico se debatendo sobre uma planície de escombros. — Comparados àquilo, eles realmente são apenas goblins.
Ela tinha razão. Com o que o Instrutor Noor estava travando um combate mortal no momento? Nada menos que o lendário Dragão da Calamidade. Se eu realmente desejava aprender com ele, então não poderia deixar um punhado de meros goblins me assustar. Ele ficaria horrorizado.
— Vamos com calma e firmeza — eu disse. — Vou suprimir os movimentos deles um por um. [Dança das Estalactites]!
Convoquei inúmeras estalactites de gelo do chão, esperando empalar os Imperadores Goblins e congelá-los no lugar, mas eles eram rápidos demais. Não importava quantas vezes eu tentasse, não conseguia atingi-los — não sem o Instrutor Noor aqui para me ajudar. Suor frio começava a escorrer pela minha testa quando Rolo deu um passo à frente, vindo de trás de nós, e falou:
— Sinto muito, mas… Não se movam.
— Gug-hya?!
Ao comando do garoto, um dos Imperadores Goblins congelou no lugar.
— [Dança das Estalactites]!
Convoquei minhas estalactites diretamente abaixo do monstro, e elas rapidamente prenderam suas pernas.
— Ines.
— Minha senhora.
Então, Ines desfez o escudo de luz que servira como nossa proteção. Em seu lugar, ela criou uma lâmina brilhante, que brandiu silenciosamente contra o Imperador Goblin.
— [Espada Divina].

A luz esculpiu uma linha reta pelo ar e decepou a cabeça do monstro de seus ombros. Nem mesmo os edifícios ao redor foram poupados; foram bissectados no mesmo ângulo e levantaram grandes nuvens de poeira enquanto desabavam no chão.
— Menos um… — disse Ines após confirmar que o goblin não estava mais se movendo. Ela então extinguiu sua espada de luz e invocou novamente seu escudo.
Quando usada como lâmina, a luz produzida pela [Dádiva] de Ines, o [Escudo Divino], podia facilmente cortar até mesmo uma armadura de oricalco. Não havia nada que ela não pudesse cortar, o que explicava por que a família real lhe concedera um segundo título: a [Espada Divina].
Fiquei horrorizada com minha própria perda de compostura. Como pude esquecer que tinha alguém tão capaz ao meu lado?
— Faltam dois — finalizou Ines.
Os Imperadores Goblins restantes saltaram alto no ar para evitar o corte de Ines. Eles mergulharam em nossa direção, mas Ines os interceptou com seu escudo, repelindo-os.
— Sinto muito. Parem de se mover.
E no momento em que pousaram, Rolo os congelou no lugar.
Bastara um simples comando para parar os monstros gigantescos em seco. Eu mal podia acreditar que o Rolo diante de mim era a mesma criança que estava com tanto medo de nós antes. Além disso, eu nunca soube que o povo demônio possuía poder desse nível. Não era de admirar que o mundo temesse a espécie deles. Ou, espere — seria Rolo apenas excepcional…?
Na verdade, parte de mim ainda tinha medo do garoto. Mas sua decisão de engolir o nervosismo e vir conosco deve ter sido porque ele queria ajudar o Instrutor Noor. Ele reunira toda a sua coragem para estar aqui conosco.
— [Cócito]!
Congelei o chão mais uma vez, fixando nossos oponentes no lugar e transformando-os em esculturas de gelo. Então, Ines os decapitou.
— E com isso, são três.
Assim que terminamos com os Imperadores Goblins, os rugidos trovejantes que faziam a área estremecer cessaram subitamente. A cabeça do dragão, que estivera se debatendo no alto sobre a cidade coberta de poeira, havia sumido.
— Instrutor…?
O dragão não podia mais ser visto ou ouvido, o que só poderia significar—
— Não pode ser…
A batalha terminara. E se minha premonição estivesse correta… o Instrutor Noor fora o vencedor. Ainda assim, eu estava inquieta. Nem mesmo ele poderia ter saído ileso de uma batalha contra o Dragão da Calamidade. Não importava o quão resiliente ele fosse, a ideia parecia impossível.
— Vamos depressa.
— Sim, minha senhora.
Todos corremos para as profundezas da cidade, nuvens de poeira ainda subindo ao nosso redor como neblina enquanto combatíamos as ondas de monstros em nosso caminho.
Tradução: Carpeado
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