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I Parry Everything – Capítulo 15 – Volume 2

Ore wa Subete wo “Parry” Suru: Gyaku Kanchigai
no Sekai Saikyou wa Boukensha ni Naritai
I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest?
I’m Not Even an Adventurer Yet!

Light Novel Online – Volume 02:
[Capítulo 15: Retorno à Capital Real, Parte 1]


De dentro do edifício altíssimo onde estávamos, fiquei observando a paisagem ao redor. Embora eu estivesse com medo demais para olhar qualquer coisa perto do “diretamente para baixo”, todas as colunas de fumaça subindo no ar eram o suficiente para eu notar que a capital imperial estava em frangalhos. Tudo tinha ido pelos ares enquanto eu atravessava uma parede atrás da outra, e era fácil adivinhar o porquê.

— A luz de antes… — murmurei para Lynne, que estava ocupada me curando. — Ela caiu na cidade?

— Caiu — ela respondeu. — O feixe de mana se fragmentou depois que você o desviou e, então, atingiu vários pontos da capital imperial. A fumaça subindo de todas aquelas instalações foi o resultado.

— Eu… fiz uma coisa bem terrível, não fiz? — Eu estive tão focado em [Aparar] a luz que não parei para pensar nas consequências. A quantidade monstruosa de dano que causei era…

— Não, Instrutor. Não acredito que isso deva pesar em sua consciência. O Império a disparou, e tudo o que você fez foi nos proteger. A culpa não é sua.

— Talvez, mas… deve ter matado gente, certo? — Só de pensar nisso, meu coração pesava.

— Eu… não acredito que isso seja uma grande preocupação, na verdade. De acordo com meu irmão, o feixe tinha um encantamento de [Rastreamento de Mana] aplicado a ele, então a maioria dos lugares que destruiu foram instituições de pesquisa mágica ou instalações que continham fornalhas de mana.

— Fornalhas de mana?

— Sim. Como a mana ao redor delas é bastante densa, a entrada geralmente é impossível. A maioria das instituições de pesquisa mágica que foram destruídas também estava cercada de mana densa, então não seria seguro ficar perto delas por muito tempo. As áreas povoadas parecem estar inteiramente ilesas, então acho muito provável que as baixas humanas sejam mínimas.

— É…? Espero que seja verdade.

— Claro, ouvi dizer que aquelas instalações e afins eram vitais para a cidade, então sua destruição não passará despercebida… mas o impacto não chegará nem perto do que nosso reino sofreu.

A explicação de Lynne me fez sentir um pouco melhor, mas não mudava a escala pura do estrago diante de mim. Pessoas deviam ter se ferido.

Só tínhamos acabado aqui porque estávamos perseguindo o imperador; como qualquer habitante desta cidade poderia ter previsto uma destruição tão repentina? Claro, eu sabia que tínhamos vindo para evitar mais crises do nosso lado, mas ainda me sentia terrivelmente culpado da mesma forma.

— Então aqui estão vocês, Lynne. Senhor Noor também.

Enquanto eu estava preocupado com meus pensamentos, o irmão de Lynne e meus dois instrutores apareceram.

— Irmão — disse Lynne —, as negociações foram concluídas?

— Sim, correram muito bem. O imperador foi muito cooperativo e ficou feliz em ouvir tudo o que tínhamos a dizer.

— Ele aceitou todas as nossas propostas de braços abertos — acrescentou meu instrutor clérigo. — Ele está profundamente arrependido pelo que fez e está no caminho certo para se reformar.

— Embora se você pode realmente descrever o que aconteceu como “negociações” seja outra questão… — comentou meu instrutor ladrão.

— Fico feliz em ouvir que todos conseguiram se entender — eu disse.

Meu instrutor clérigo sorriu gentilmente, da mesma forma que sempre fazia. — De fato. Isso serve apenas para demonstrar a importância de estender a mão aos outros enquanto ainda se pode. Afinal, é tarde demais para resolver seus assuntos depois de morto.

— Então… está tudo acabado? — perguntou Lynne.

— Sim, todos os procedimentos necessários foram providenciados — respondeu o irmão dela. — A guerra acabou. De agora em diante, trabalharemos juntos para reconstruir o que cada um de nós perdeu.

Aquilo foi um pouco… anticlimático. A guerra mal tinha começado e já tinha acabado. Se as negociações fossem tão diretas assim, pensei, então eles deveriam ter usado as palavras para começar. Supus que era mais fácil falar do que fazer, no entanto. Talvez as circunstâncias na época nem tivessem permitido um discurso aberto.

— Então aquele velh— o imperador vai continuar por aqui? — perguntei. Ele era bem frágil — e não era muito confiável para seus súditos, pelo andar das coisas.

— Não — disse o irmão de Lynne. — Após nossa discussão sobre o futuro governo do Império, ele abdicou voluntariamente. Um sucessor de sua linhagem será escolhido para herdar o trono.

— Isso provavelmente é o melhor. — Eu não entendia nada de política, mas até eu conseguia avaliar isso. Ele parecia bem tímido e já estava ficando velho.

— Considerando o estado do governo do Império, o sucessor provavelmente será o neto do imperador.

— O neto dele… Ele é jovem?

— Sim, tem apenas dez anos. Ainda não está apto para governar, é claro, e é por isso que um tutor deve ser nomeado. O menino também será assistido por outros conselheiros — o primeiro-ministro, que tem sido o chefe prático dos assuntos políticos há bastante tempo, e o Circuito dos Dez, que você viu com o imperador mais cedo.

— Aqueles caras…?

Isso me preocupou um pouco — mais do que um pouco, na verdade. Uma criança herdando um império tão grande já era surpreendente o suficiente, mas ouvir que o grupo violento de soldados que se recusara a me ouvir assumiria o controle com ele era francamente preocupante. Este país ia ficar bem?

Enquanto eu refletia sobre isso, notei que as dez pessoas em questão estavam se aproximando de nós.

— Senhor Noor, não é?

Eu me preparei, achando que iam me atacar de novo. Em vez disso, o homem mais alto deu um passo à frente, removeu o capacete e fez uma reverência profunda para mim.

— Por favor, desculpe-nos pelo nosso comportamento mais cedo — disse ele. — Pensamos que você fosse um guarda a serviço do imperador, não um cidadão do Reino. Esse mal-entendido nos fez apontar nossas lâminas para você e, por isso, gostaríamos de pedir desculpas. Reconheço que não estamos em posição de pedir seu perdão, mas, ainda assim, faremos tudo em nosso poder para nos redimir.

Sua educação repentina me surpreendeu. Eu certamente não esperava que ele pedisse desculpas.

— Águas passadas — eu disse. — Você não precisa se redimir comigo.

— Verdade? Então agradeço por aceitar nossas desculpas.

— Dito isso… não acho muito legal se juntar contra um velho. Não sei os detalhes da situação de vocês, mas não deveriam recorrer à violência só porque as palavras falharam.

— De fato… Você tem toda a razão. Agora que nossas cabeças esfriaram, percebemos o quão vergonhosas foram nossas ações. De agora em diante, buscaremos resoluções pacíficas para todo e qualquer problema que surgir. A guerra nunca foi nossa preferência para começar, e é por isso que os tempos recentes deixaram a importância de nossos postos de lado.

— Sério…? Eu não teria adivinhado olhando para você.

O homem sorriu ironicamente. — Sua suspeita é compreensível, dado o alvoroço de antes. Mas permita-me dizer isto: se você não tivesse nos parado, o Império teria sido lançado em uma guerra civil sangrenta e prolongada — e já estamos exaustos o suficiente. Então, as nações menores ao nosso redor teriam atacado enquanto estivéssemos fracos, instigadas pelo ressentimento acumulado contra nós. Sua intervenção foi tudo o que evitou isso, e desde então chegamos a uma solução amigável. Obrigado, do fundo do meu coração.

— Eu realmente não fiz nada de tão grandioso. Quero dizer, foi só por acaso que encontrei vocês, para começar.

O homem me olhou com curiosidade. — Por… acaso? Entendo. Que coincidência estranha deve ter sido, então. Você simplesmente tropeçou na sala do trono imperial, o ponto mais alto da cidade, protegido por tantas paredes espessas de metal-mana?

— É. Eu pulei das costas do dragão e de repente me vi disparando direto para o prédio de vocês. Achei que ia morrer. Felizmente, minha espada era resistente o suficiente para me fazer atravessar todas aquelas paredes. Não quero imaginar como eu teria acabado sem ela.

— En…tendo. Então foi por acaso que você estava segurando uma espada tão poderosa e mera casualidade que acabou no palácio imperial, o centro político do Império. Como resultado, não há necessidade de nos sentirmos em dívida com você por ter nos parado tão desinteressadamente. É isso que deseja dizer?

Era um pouco estranho que ele ficasse repetindo o mesmo ponto várias vezes. Ainda assim, eu só tinha uma resposta para ele.

— É, você entendeu. Na verdade, sinto que eu é que deveria estar agradecendo a todos vocês. Tenho muita sorte de o chão de vocês estar lá. Me salvou de cair até o solo lá embaixo.

— Ha ha! Um chão de sorte, você diz? — O homem alto jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada. — Você é um homem fascinante, Senhor Noor. Muito bem; ficaremos com a sua versão. Mas, por favor, lembre-se disto: no futuro, não pouparemos esforços para lhe prestar assistência, mesmo que isso nos custe a vida. Não importa o seu desejo, peça e faremos com que seja cumprido.

— Eu realmente não acho que você precise ir tão longe, mas… tudo bem. Obrigado. Mesmo que eu nunca vá cobrar essa oferta, eu a agradeço.

O homem era muito mais razoável do que eu esperava. Algo ainda estava um pouco estranho, porém. Senti que tinha criado outro mal-entendido de algum tipo… mas pelo menos eles não estavam mais brandindo suas armas ou jogando explosivos em mim. Considerei isso um progresso bom o suficiente, então o assunto estava encerrado por enquanto.

Ou talvez não, na verdade. Eu tinha esquecido de algo muito importante — algo que me fez perceber que era eu quem deveria estar pedindo desculpas.

— Pensando bem… eu também preciso pedir desculpas — eu disse. — Eu destruí muitos dos prédios de vocês, certo? A cidade não estaria neste estado se não tivéssemos vindo aqui. Sinto muito.

— A cidade…? Ah, você quer dizer o Keraunos?

— É.

— Não, isso… Não importa como se olhe, foi um erro da nossa parte. Você estava nas costas do dragão na hora, e nossas ações o colocaram em grande perigo. A destruição diante de você foi o resultado da nossa decisão de usar uma arma incompleta, da qual perdemos o controle em seguida. Você não deve ser culpado.

— Mas pessoas podem ter se ferido ou morrido, certo?

— Possivelmente… mas ainda não recebemos nenhum relatório sobre isso. Se deseja falar de erros, então o pecado do Império de quebrar o tratado entre nossas nações e invadir o Reino é muito maior. Seja qual for o caso, não temos desejo de condenar nenhum de vocês por suas ações.

— Sério? Tudo bem. Mas se houver algo que eu possa fazer, é só me avisar. Ficarei feliz em ajudar a remover escombros ou qualquer coisa do tipo.

— Verdade…? Ha ha! Parece que não há fim para a sua generosidade!

O homem jogou a cabeça para trás novamente, e sua risada pareceu ecoar pela cidade. Que sujeito alegre. Conversei com ele mais um pouco, mas não demorou muito para o irmão de Lynne se aproximar.

— Excelência Randeus — disse ele. — Precisamos partir. Há muito o que relatar em nosso retorno.

— Muito bem, então vamos nos despedir. No entanto, devo perguntar — tem certeza de que deseja nos deixar por conta própria? Isso pode soar estranho vindo de mim, mas não deveria haver alguém para supervisionar a limpeza pós-guerra?

O irmão de Lynne balançou a cabeça levemente. — Não, o governo do Império é assunto do Império; prefiro que o Reino interfira o mínimo possível. Se vocês conseguirem chegar às suas próprias soluções, isso será o suficiente. Afinal, já chegamos aos nossos acordos com seu imperador: não interferência mútua, o fornecimento de suas descobertas tecnológicas classificadas e trocas futuras entre nosso povo.

— Tem… certeza de que isso é tudo o que desejam?

— Sim, é tudo o que desejamos. O Reino não poderia querer recompensas maiores e, contanto que o Império cumpra nossos acordos, nossas nações continuarão a ser boas vizinhas. Além disso, considerando minha posição, gosto de pensar que sou um bom juiz de caráter. Confio que você manterá sua palavra — e você fará o seu melhor, não fará?

— Estendo minha gratidão ao Reino. Não desperdiçaremos a gentileza que nos mostraram.

— Levará muito tempo para ambos reconstruirmos. Vocês perderam suas instalações de pesquisa para as chamas, não perderam? Eu entendo que elas tinham uma história longa e significativa.

— Colhemos o que plantamos. E embora materiais de pesquisa valiosos possam ter sido perdidos, vidas não foram. Tudo o que podemos fazer é começar de novo do zero. Já informamos nossos postos avançados militares que a guerra acabou, então podem partir sabendo que seu retorno para casa não será impedido.

— Obrigado. Nesse caso, estamos partindo. Podemos lidar com qualquer correspondência futura através de mensageiros.

— De fato. Desejo-lhes uma viagem segura. Ah, e Senhor Noor — acabo de perceber que nunca me apresentei formalmente a você. — O homem alto, que estivera tendo algum tipo de conversa complicada com o irmão de Lynne, virou-se para mim. — Eu sou Randeus, chefe do Circuito dos Dez do Império Mágico. Caso algum dia precise da minha ajuda, basta pedir.

— Com certeza, Ran… Ran…deus? Isso, entendi.

— Aguardo ansiosamente pela próxima vez que nos encontrarmos, Senhor Noor.

— Igualmente. Ah, e nada de maltratar idosos, ok?

— Com certeza. Terei um cuidado extra para me lembrar disso.

Assim que estávamos todos de volta ao dragão, Rolo fechou os olhos e disse: — Certo… é hora de voar.

Exatamente no momento certo, o colosso abriu suas vastas asas e decolou — e, como esperado, meu medo de altura me deu vontade de me encolher como uma bolinha. Dito isso, eu estava me sentindo um pouco menos assustado do que na viagem para cá. Talvez eu tivesse me acostumado mais a voar.

Só um pouquinho, porém. Definitivamente ainda era aterrorizante.

— Ei… Rolo? — eu disse. — Você poderia fazer ele, er… voar o mais baixo… possível?

— Uhum.

E assim, demos um último adeus às dez pessoas que atacaram aquele velho, e elas se despediram de nós enquanto deixávamos a capital imperial.


Tradução: Carpeado
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