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I Parry Everything – Capítulo 13 – Volume 2

Ore wa Subete wo “Parry” Suru: Gyaku Kanchigai
no Sekai Saikyou wa Boukensha ni Naritai
I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest?
I’m Not Even an Adventurer Yet!

Light Novel Online – Volume 02:
[Capítulo 13: Chamas de Magia]


Nael, a capital do Império Mágico, era um dos eixos da economia do continente — uma metrópole massiva e unidade política central de onde o Império governava suas nações vizinhas menores.

A vasta cidade tinha como defesa imponentes muralhas de metal-mana. Até a entrada era um grande e pesado portão negro, gravado com um brasão mágico levemente luminescente para facilitar sua abertura.

De repente, esse mesmo brasão começou a brilhar com mais intensidade. A sofisticada tecnologia mágica do Império concedera ao portão um certo tipo de inteligência — o suficiente para detectar que seu mestre se aproximava. Assim, ele se abriu sem emitir som.

Um velho vestido com uma resplandecente armadura dourada passou a uma velocidade ofuscante. Ele estava montado em um cavalo com uma armadura igualmente lustrosa e seguia direto para o coração da cidade, em direção ao seu edifício mais alto.

— Como eles ousam? Como eles ousam?!

Ao entrar no palácio — o auge da arquitetura mais sublime — o homem de ouro desmontou de seu cavalo, com o rosto retorcido de fúria. Ele então entrou em uma das estruturas instaladas para seu uso pessoal — um dispositivo de ascensão mágica chamado “elevador”. O aparelho o levou ao andar mais alto, onde seu trono o aguardava. Era dali que este autoproclamado imperador do mundo governava.

Assim que o imperador entrou na sala do trono imperial, o lugar ao qual ele realmente pertencia, um de seus súditos gritou de surpresa.

— S-Sua Majestade Imperial?! O que aconteceu com o senhor? E onde estão os outros?!

O ministro que ele encarregara de gerenciar os assuntos em sua ausência estava completa e totalmente perdido, e com razão — o imperador deveria estar liderando dez mil homens para invadir o Reino de Clays, mas ali estava ele, sozinho e desgrenhado.

— Esqueça-os — cuspiu o imperador. — Eles eram inúteis de qualquer maneira. Aqueles… incompetentes irritantes! Suponho que até as melhores armas são inúteis nas mãos dos inaptos!

O imperador roía seus lábios secos e rachados. No calor do momento, ele fora dominado por um terror tal que fugiu — mas aquela emoção patética desde então cedera lugar à raiva. Por que suas legiões de soldados foram tão impotentes? Por que seus vassalos, que ele julgava competentes, bolaram um plano tão tolo? Isso tornava o próprio imperador um tolo por acreditar neles? Como eles ousavam?! Até o ministro, o súdito mais capaz de seu império, estava agora olhando pela janela em um desânimo vergonhoso!

— S-Sua Majestade Imperial… — disse o homem, com a voz trêmula. — O que… é aquilo?

O imperador virou-se para olhar.

— Do que você está falan… N-Não, não pode ser…

Enquanto olhava pela grande janela de sua sala do trono, sua raiva transformou-se em pânico. Ele queria questionar o que estava diante dele, mas não havia necessidade; ele o vira há pouco tempo, aterrorizando a capital do Reino. Aquela mesma besta titânica estava agora voando pelo céu acima da cidade — e estava vindo direto para o palácio imperial.

— Aquele é o Dragão da Calamidade… — murmurou ele. — Mas por que ele está aqui…?

O imperador estivera totalmente focado em sua fuga, sem tirar os olhos da estrada à frente por um segundo. Não houve necessidade; o encantamento de [Quebra-Vento] na armadura de seu cavalo permitira que ele viajasse sem qualquer resistência, a uma velocidade que nada poderia igualar. Pensando bem agora, porém, ele se lembrou de uma ocorrência estranha em sua jornada — um momento em que seu cavalo acelerou subitamente ainda mais rápido do que o esperado. Ele não soubera o motivo enquanto se agarrava às costas do animal, mas agora a resposta estava bem diante de seus olhos.

— Não… — murmurou ele. — Nós não o matamos com um Brionac?

Era uma pergunta retórica, mas então o imperador chegou a uma conclusão. De algum lugar profundo dentro dele, calafrios começaram a percorrer seu corpo.

— Não pode ser… Eles o ressuscitaram?!

Não havia resposta melhor. O Reino tinha Sain, o Santo Demoníaco, um homem perverso com poderes de cura anormais. Como ele ousava? O homem revivera o dragão!

— Mas como?

Como eles o estavam controlando? Após as caçadas constantes da Santa Teocracia, o povo demônio era um recurso raro. Os únicos sobreviventes de que ele tinha conhecimento eram aqueles sob o jugo daquele escravista do Estado Livre Mercantil de Sarenza. Então… como?

Uma ideia veio à mente do imperador — uma que o enfureceu sem limites.

— Aquele homem me traiu! Onde ele está?! Onde ele está?!

O escravista de Sarenza controlava um bando de homens-fera fortes, fazia uso do povo demônio e podia até dobrar grandes monstros à sua vontade. Isso era algum esquema dele; não havia dúvida. Mas por quê? Ele fora banhado com tantos favores — com tanta riqueza!

O imperador cerrou os punhos, tremendo de raiva.

— O senhor se refere ao Mestre Lude, Sua Majestade Imperial? — perguntou o ministro. — Ele tinha alguns negócios urgentes para tratar, então partiu para Sarenza.

— Maldita cobra! E você, seu tolo! Por que não o impediu?!

— O s-senhor… deu a ele seu favor, Sua Majestade Imperial. P-Por isso… — urgh!

O imperador agarrou seu assessor mais próximo pelo pescoço, fazendo o homem fazer uma careta de agonia. Era verdade que o imperador não passava de um velho, mas a força concedida a ele por sua armadura de oricalco era mais do que qualquer homem normal poderia suportar.

— Chega disso — disse o imperador finalmente e jogou o homem no chão. — Preparem-no. Vamos matar esse dragão de uma vez por todas.

— “O”, Sua Majestade Imperial? — perguntou o ministro. Mesmo após ser violentamente estrangulado, ele estava comprometido com seu dever. — P-Posso perguntar…?

— O Keraunos. Prepare-o.

— M-Mas, Sua Majestade Imperial… — O rosto do ministro sempre leal empalideceu de inquietação ao ousar questionar seu suserano. — Ele ainda é experimental! As miras nem foram calibradas! Usá-lo agora representaria um risco grande demais! E-E aqui, no coração da cidade?!

— Tolo. Não consegue ver o que está bem diante dos seus olhos? A Luz do dragão consumirá tudo. Ou o matamos ou seremos mortos. Faça isso. Agora.

— M-Mas… usá-lo durante o estágio atual de testes pode resultar em danos colaterais imprevistos! Certamente há outro—

O imperador silenciou seu servo obediente com um chute feroz, enviando o ministro voando contra uma parede antes de ele desabar em um monte, imóvel. Ele observou por um momento, então virou-se para um segundo homem na sala — outro assessor.

— Faça isso. Mesmo um único disparo serve. É tudo o que precisaremos para derrubá-lo. O Brionac foi o suficiente antes, e o Keraunos é muito superior.

— S-Sim, Sua Majestade Imperial.

— Encante o canhão com [Rastreamento de Mana]. Isso deve compensar o fato de as miras serem inúteis. O incompetente deveria saber disso. E não erre.

— C-Com certeza, Sua Majestade Imperial! — exclamou o vassalo leal. — Como desejar! — Ele então tratou de cumprir as ordens de seu governante.

O imperador estava encharcado de suor, mas abriu um sorriso. Isso era perfeito. Tanto de seu plano fora alterado, mas ele poderia salvar pelo menos essa pequena parte. Usando o Keraunos, o auge do que a ciência mágica poderia alcançar, ele eliminaria mais uma vez o Dragão da Calamidade e tornaria a força do Império conhecida no mundo inteiro. Lidar com o reino irritante do outro lado do cânion poderia ficar para depois.

De agora em diante, o imperador se recusava a depositar sua fé nos esquemas enganosos elaborados por seus vassalos tolos. Não havia sentido quando as chamas da guerra já queimavam intensamente. Em vez disso, ele confrontaria o inimigo diretamente. Ele aperfeiçoaria o Keraunos, a arma suprema, e esmagaria tudo em seu caminho. A força inigualável de seu império significava que ele nunca precisara de truques mesquinhos para começar. Uma majestade assustadora condizia muito melhor com o Império Mágico — e com esse pensamento, seus lábios se curvaram em um sorriso ainda mais amplo.

Alguns sacrifícios foram feitos durante a expedição de hoje, mas tudo bem. Ele recebera informações em troca e, agora que recuperara o comando daquele grupo de generais incompetentes, a próxima batalha seria sua vitória.

Agora, de alto astral, o imperador sentou-se em seu trono, o símbolo de sua própria autoridade.

— Por que está demorando tanto? — perguntou ele ao assessor. — Ande logo com isso.

— S-Sim, Sua Majestade Imperial. Acabei de usar o dispositivo de transmissão mágica para ligar para a sala de controle e transmitir suas ordens. Estou tentando conectá-lo com o artilheiro agora. Se me permitir apenas mais um pouco de tempo—

— Ande logo com isso, seu idiota.

Um momento depois, a voz do artilheiro ecoou:

— Aqui é o Keraunos. P-Pronto para disparar.

— Então atire — respondeu o imperador. — Agora.

— P-Por favor, aguarde, Sua Majestade Imperial. Acabo de ser contatado pela unidade de vigilância da cidade. Tem algo nas costas do dragão!

— Cale a boca. Atire.

Mais alguns momentos se passaram, então todas as luzes mágicas que iluminavam a sala do trono piscaram e escureceram. Disparar o Keraunos apenas uma vez exigia toda a mana da capital imperial, e inúmeras fornalhas de mana foram instaladas por toda a cidade para suprir isso. Todo esse combustível seria reunido, comprimido e então liberado como um raio que poderia incinerar até mesmo um deus.

Esse ataque devastador era a razão pela qual o Keraunos também era chamado de “Relâmpago de Deus”. Seu poder superava completamente o dos Brionacs. Aqueles eram mera artilharia portátil, enquanto o Keraunos era a essência destilada da ciência mágica do Império — a cristalização do intelecto da humanidade.

— Aha. Aha ha ha!

Olhando para o mundo lá fora por sua grande janela, o imperador riu. Era uma risada desdenhosa, cheia de piedade e superioridade garantida. O dragão escapara da morte por pouco antes, mas agora seria abatido mais uma vez. Nunca uma “lenda” fora mais patética. Felizmente, não teria a chance de se envergonhar uma terceira vez; este tiro o espalharia aos quatro ventos, sem deixar sequer um rastro.

O riso de escárnio do imperador ecoou em seu coração, e todas as luzes da capital imperial desapareceram enquanto sua mana fluía para o Keraunos. Em um instante, uma única massa intensa de luz apareceu na cidade, inchando como se o sol submerso estivesse nascendo novamente. Então, com um clarão, disparou do canhão — feito de uma liga de metal-mana e oricalco — de onde se materializara.

Fiel ao seu nome, o Relâmpago de Deus era uma visão divina. Ele rasgou o céu, indo direto para o dragão. Mas aquela não era a luz de uma divindade, pensou o imperador; era a luz do homem, moldada por humanos e sua sede de conhecimento.

Este ataque supremo, produto da maior sabedoria conhecida pelo homem, já tinha um encantamento gravado em suas ondas de mana. Ele não podia mais errar, nem podia ser ultrapassado ou evitado. A luz era a morte certa, e o que quer que ela visasse seria totalmente exterminado.

O imperador continuou a rir enquanto se banhava nos raios impiedosos da luz. Depois que isso acabasse, ele dispararia o Keraunos direto contra o Reino de Clays. Ele não se importava mais se a masmorra sofresse algum dano como resultado; seu império já detinha a força de um deus. Mais cedo, os planos de seus vassalos imbecis o impediram de exibir seu potencial total, mas não mais. Durante o próximo encontro, Sua Sabedoria Imperial estaria no comando direto.

Era isso. O momento da verdade. Os inimigos do imperador o submeteram a humilhações maiores do que ele jamais julgou possíveis. Não seria esse o ato perfeito de vingança? Ele inclinou-se para frente, com o rosto retorcido de deleite e o coração inchado de aspirações para o futuro, ansioso para ver a luz divina engolir o dragão por inteiro.

No entanto…

[Aparar]

A radiância ofuscante, brilhando como se fosse o próprio sol, desviou-se para cima, direto para cima do dragão.

— Hweh…?

A luz subiu cada vez mais alto antes de finalmente se dividir como os galhos de uma árvore. Então, enquanto o imperador observava em choque, as estrelas cadentes começaram a descrever arcos no ar. Elas estavam voltando para casa e continuaram a se dividir em incontáveis rastros que preencheram o céu acima da capital imperial.

— O-O quê…?

O estupor do imperador manteve-se enquanto ele as via aterrissar. De acordo com o encantamento gravado em suas ondas de mana, elas alteraram seus caminhos no ar enquanto eram atraídas para grandes fontes de mana.

Um dos alvos escolhidos pelo [Rastreamento de Mana] foi uma coleção de instalações de pesquisa de ferramentas mágicas que cercavam o Núcleo Mágico, o maior local de suprimento de mana da cidade, abastecido com cada pedra de mana que o Império conseguira comprar, apreender ou coagir de suas nações vassalas. Essas instalações eram onde residia o canhão do Keraunos e onde o conhecimento e as tecnologias mais avançadas do Império estavam concentrados. Elas representavam centenas de anos de história imperial e eram a fonte do poder do Império Mágico, que lhe permitira reinar supremo sobre qualquer outra nação que já se colocara diante dele.

O imperador só pôde observar enquanto os céus desabavam sobre cada fonte de suprimento de mana que sustentava o Império. Uma coleção particularmente grande de rastros seguiu para o Núcleo Mágico como se estivessem sendo sugados de volta para seu ponto de origem.

Foi então que ele finalmente processou o que estava acontecendo.

— N-Não… Não! Por favor, não! Qualquer coisa, menos isso!

O imperador gritou, mas não havia ninguém por perto para ouvi-lo. Seus vassalos já haviam fugido, deixando-o sozinho na sala do trono imperial. Os céus acima da cidade foram pintados de um branco deslumbrante…

— Não… Nãããããão!

E, de uma só vez, as chamas de magia de Nael foram completamente extintas.


Tradução: Carpeado
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