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I Parry Everything – Capítulo 10 – Volume 2

Ore wa Subete wo “Parry” Suru: Gyaku Kanchigai
no Sekai Saikyou wa Boukensha ni Naritai
I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest?
I’m Not Even an Adventurer Yet!

Light Novel Online – Volume 02:
[Capítulo 10: Meus Instrutores da Escola de Treinamento]


Continuei parando espadas em um transe obstinado e, eventualmente, consegui atravessar a multidão. À minha frente agora estava um velho em uma armadura dourada brilhante, montado em um cavalo com um arreio igualmente espalhafatoso. Ele havia se virado e estava olhando diretamente para mim.

— Quem é você? — ele perguntou no momento em que nossos olhos se encontraram.

Para dizer a verdade, depois de ver o traje estranho desse homem, eu quis retribuir a pergunta. No entanto, eu não tinha tempo para parar para um bate-papo agradável; eu podia ver as espadas que acabara de parar caindo em direção ao chão. Se os soldados recuperassem suas armas e viessem para cima de mim todos de uma vez, eu não teria a menor chance.

Eu precisava me apressar. Precisava continuar parando. Então, disparei de volta para a multidão de soldados a toda velocidade, inteiramente focado em correr em círculos ao redor deles e desviar suas armas. Como se viu, eles também tinham escudos de algum tipo, que estavam usando para repelir as espadas que caíam. Decidi parar esses também.

Em algum momento do caminho, notei alguns dos massivos tubos pretos que dispararam os feixes carmesins de antes, bem como alguns dispositivos brancos em forma de cruz que emitiam a mesma luz. Enviei todos voando para cima com quanta força consegui reunir.

Eu estava bem ciente de que estava apenas ganhando tempo, mas parar aquelas coisas era muito melhor do que simplesmente deixá-las lá. Segui em frente, desviando de tudo o que via… e eventualmente me encontrei nos fundos da multidão novamente, onde o velho brilhante ainda estava no topo de seu cavalo.

— Você de novo?

Assim que nossos olhos se encontraram, ele gritou para mim. Eu quis cumprimentá-lo de volta, mas não conseguia falar; meu esforço contínuo de parar as armas não me dera tempo para recuperar o fôlego.

— Venha!

O velho parecia assustado. Ele sacou uma espada da bainha no quadril, mas seus braços eram tão magros que ele não conseguia segurá-la reta. Talvez ele pensasse que eu fosse algum tipo de vilão aqui para tirar sua vida. Dado tudo o que estava acontecendo, eu não o culpava.

Ainda assim, não vi necessidade de parar a espada dele; era bem óbvio, pela forma como ele a segurava, que ele não seria capaz de me golpear. Ele estava apenas apontando a ponta em minha direção para me manter afastado, então decidi ignorá-lo e corri de volta para os soldados que haviam começado a pegar suas armas.

Depois de outra rodada de defesas, percebi que havia retornado aos fundos da multidão novamente. Parei e comecei a respirar fundo — eu precisava de pelo menos um pequeno descanso para não desabar — mas, enquanto sugava avidamente o ar para meus pulmões, notei algo estranho. Por alguma razão, o velho agora estava em um monte no chão, com o rosto coberto de terra. Algo teria acontecido para fazê-lo cair do cavalo? Ele ficaria bem?

Eu estava meio preocupado com ele, mas então notei alguns soldados tentando pegar suas espadas. Eu não podia deixar isso acontecer, então corri de volta para o exército e comecei a parar as armas mais uma vez.

Na próxima vez que retornei ao meu ponto de descanso, o velho parecia absolutamente aterrorizado. Eu era realmente tão assustador assim aos olhos dele? Parei para observá-lo, mas seu rosto se contorceu cada vez mais. Parecia que ele ia chorar.

“Espere, você entendeu tudo errado.”

Eu não estava aqui por escolha. Na verdade, eu queria deixar este campo de batalha o mais rápido possível. Enquanto isso, o homem estava encolhido em si mesmo, morrendo de medo. Claro, ele era uma das pessoas que vieram aqui para atacar a cidade, mas eu não conseguia evitar de me sentir preocupado com ele. Afinal, ele era um velho trêmulo e assustado.

Em uma tentativa de provar que não lhe desejava mal, coloquei meu maior sorriso. Pode ter parecido meio estranho, mas a culpa não era inteiramente minha; todo o exercício intenso me deixara sem ar e fizera meu rosto ficar rígido. Ainda assim, contanto que ele me entendesse, estava tudo bem. Empurrei os cantos dos meus lábios para cima o máximo que consegui.

A expressão do velho tornou-se difícil de ler. Ele também parou de tremer, pelo que pude ver. Perguntei-me se eu tinha conseguido me comunicar com ele. Preocupei-me por não ter conseguido, mas vi soldados pegando suas espadas novamente à distância. Naturalmente, eu não podia deixar isso acontecer, então corri em direção a eles.

Mas então, minhas pernas pararam de me obedecer.

Refletindo bem, o máximo que eu comera hoje fora um café da manhã leve. Eu também vomitara muito sangue enquanto lutava contra aquele sapo venenoso. Eu provavelmente teria ficado bem se as coisas tivessem terminado ali, mas depois precisei lidar com aquele cara esquisito coberto de bandagens, aguentar o feitiço de poder total da Lynne e enfrentar um dragão massivo. Depois, passei por todo esse exercício louco. Não era de admirar que eu estivesse prestes a atingir meu limite.

Minha mente estava decidida: eu encerraria as coisas aqui e depois sairia correndo. Mas antes que eu pudesse executar meu plano mestre, meus joelhos cederam inteiramente.

Isso não era nada bom. Eu julgara mal do que meu corpo era capaz. Parar aqui era o mesmo que pedir para ser linchado, mas minhas pernas já eram. Correr nem era uma opção. Eu também não podia contar com a [Cura Leve]; ela era ótima para curar feridas, mas não fazia nada para remediar a fome ou a exaustão.

Estava difícil respirar. Eu não estava recebendo ar suficiente.

— Gack!

A próxima coisa que percebi foi que estava tossindo sangue. Eu provavelmente forçara meus pulmões demais também. E meus movimentos estavam se tornando ainda mais lânguidos. Isso era definitivamente ruim. Eu não conseguia mover minhas pernas. Minha cabeça parecia confusa. Tudo parecia borrado. Eu me forcei demais — movi-me rápido demais. Uma onda de tontura me atingiu… e então tudo escureceu.

Quando voltei a mim, havia soldados armados com espadas por toda a minha volta — e eles estavam se aproximando. Eu não podia correr. Não podia revidar. Minhas pernas ainda se recusavam a se mover.

Era isso. Eu ia morrer.

Ainda assim, eu fizera o meu melhor para ganhar tempo para Lynne, Ines e Rolo. Meu único desejo era que eles tivessem conseguido escapar bem.

Preparado para a morte, olhei para os céus… e vi o que pareciam ser estrelas cintilantes. Eu não conseguia entender. Mais luzes do que eu podia contar estavam cruzando o céu, ficando cada vez maiores até que—

[Estrela Cadente]

Uma chuva cintilante de flechas desabou ao meu redor. Os projéteis se contorciam pelo céu como pássaros mudando suas rotas de voo. Então, uma a uma, elas encontraram seus alvos nos braços e pernas dos soldados ao redor, incapacitando-os.

— Espera, isso é…

Eu já vira algo assim uma vez; era uma técnica suprema de caçador mostrada a me por uma de minhas antigas instrutoras. Ela só concordara com uma demonstração por causa da minha teimosia implacável, e enfatizara que só me mostraria uma vez. Era uma habilidade que podia perfurar qualquer alvo entre o céu e a terra.

Os soldados recém-feridos clamaram de dor e caíram no chão, mas nem todos estavam fora de combate. Alguns recuperaram suas espadas e continuaram em minha direção, parecendo furiosos. Eu ainda não conseguia me mover. Não havia nada que eu pudesse fazer.

[Sepulcro do Dragão]

Então, os soldados ao meu redor foram soprados por uma rajada súbita de vento. Virei-me para ver de onde o ataque viera e avistei um homem de aparência familiar segurando uma lança dourada. Ele era… aquele cara lanceiro.

— Você veio por mim, Al… Espere, Hal… Lambert.

— É Gilbert. — Ele vasculhou nossos arredores em silêncio. — Que diabos aconteceu aqui? Quer saber? Esquece. Tinha que ser você. Ouvi dizer que algum idiota atacou um exército sozinho. Eu estava me perguntando quem, mas agora tudo faz sentido.

Gilbert sorriu e apoiou a lança no ombro, mas pude ver um grupo de soldados avançando sobre ele por trás. Tentei avisá-lo, mas me engasguei com meu próprio sangue.

[Mil Cortes]

Felizmente, eu não precisei me preocupar. Os soldados colapsaram instantaneamente, sangrando por cortes em todo o corpo, como se tivessem sido retalhados por inúmeras lâminas. Eu também já vira essa habilidade antes. Era…

— Você está atrasado, Mestre — disse Gilbert. — Eu cheguei primeiro.

— Minhas desculpas. Os outros chegarão em breve.

Eu jamais poderia esquecer a pessoa para quem estava olhando agora. Ele envelhecera um pouco, mas eu ainda o reconhecia. Ele era meu antigo instrutor de esgrima, usando uma única espada longa na cintura — o homem em cuja classe eu sempre sonhei em ingressar.

— Obrigado, estranho — disse ele para mim. — Sua assistência é imensamente apreciada, mas permita que nós cuidemos da limpeza, pelo menos. Sujaríamos o bom nome dos Seis Corpos do Exército se ficássemos parados assistindo.

Com isso, meu instrutor calmamente colocou a mão em sua espada. Então, num piscar de olhos, ele sacou a arma em um arco horizontal.

[Mil Lâminas]

Fiel ao nome de sua habilidade, mil lâminas varreram o campo de batalha, viajando tão rápido que eram quase invisíveis. O sangue espirrou de cada soldado que elas tocaram, criando uma exibição que me lembrou flores carmesins desabrochando.

Era isso. O espadachim que eu sempre desejei me tornar executando a habilidade que passei anos e anos tentando aprender. Vê-la apenas uma vez me cativara inteiramente. Foi a razão pela qual comecei a praticar com espadas de madeira.

Mesmo quando meus esforços para desenvolver uma nova habilidade terminavam em fracasso, eu buscava desesperadamente aquele único movimento. Eu até tentara criar minha própria versão; se a coisa real estava fora do meu alcance, então eu estava satisfeito com uma imitação. Mas tudo o que minhas motivações distorcidas conseguiram produzir foi uma técnica de força bruta para repelir mil espadas de madeira. Ela não conseguia fatiar as coisas como a original, então a semelhança era inexistente.

Todos esses anos, eu quis ver a habilidade do meu instrutor de esgrima novamente — e agora aqui estava ela, bem diante dos meus olhos. Assisti, arrebatado, enquanto ele desferia um ataque após o outro. Meu foco só diminuiu quando vi mais duas pessoas se aproximando.

— Oh, Sig. Pelo que me lembro, eu lhe disse para não matar de forma tão indiscriminada. Cadáveres não dão bons informantes, você sabe.

— Ho ho! Não seja irracional, Sain. Você sabe que esse é um pedido grande demais contra um exército deste tamanho.

Um tinha olhos estreitos e vestia o que pareciam ser as vestes brancas de um clérigo. O outro era um velho vestido com mantos negros, mas o mais notável de tudo era sua barba branca cheia e tremendamente grossa que cobria a maior parte do rosto. Ele era a imagem perfeita de um mago.

Eu reconhecia esses dois também, tanto pelas roupas quanto pela forma como falavam. O homem de branco com um sorriso gentil era meu instrutor clérigo, e seu parceiro velho e animado era meu instrutor mago. Eles continuaram sua conversa tranquila, apesar dos soldados se fechando ao redor deles.

— Você diz isso, Oken, mas é um incômodo conversar com uma pessoa depois que ela morreu. Os vivos são muito mais obedientes.

— Ho ho! Isso teria algo a ver com a natureza do seu “interrogatório”? Ouvi muitos descreverem a morte como uma alternativa mais favorável.

— Nem pense nisso. Tenho certeza de que houve um mal-entendido. Todas aquelas lágrimas são derramadas em gratidão. Você deveria ouvir o quanto eles me agradecem quando os restauro a uma saúde perfeitamente perfeita, sem nenhum defeito físico. Afinal, quando se trata de membros, posso regenerar quantos eu quiser.

O rosto do velho mago ficou pálido, e ele se afastou do homem de branco. — Sain… Você…

— Apenas uma pequena piada minha.

— Bem, elas assustam todo mundo. Pare de contá-las, quer fazer o favor? Por favor?

— Oh, eu não poderia. Uma piada leve é a coisa perfeita para aliviar a tensão no campo de batalha.

— Você notará que eu não estou rindo.

Os dois homens continuaram sua troca de palavras enquanto derrotavam os soldados ao redor deles. O velho estava conjurando nove feitiços simultaneamente, enquanto seu parceiro parava as espadas que vinham em sua direção com as mãos nuas antes de tomá-las e usá-las para abater seus antigos donos.

— Eles devem estar aqui a qualquer momento, não devem? Acredito que devamos nos preparar.

— Sim, sim. Estivemos na defensiva o dia todo; não vou perder o grande final, vou? Vocês aí! Estão prontos?

— Sim, senhor! — Um grupo de pessoas em mantos negros apareceu subitamente, retirando o manto transparente que as tornava invisíveis. Pelo andar das coisas, eles estiveram escondidos sob um [Ocultamento].

— Todos de uma vez, agora. — Meu instrutor mago ergueu as mãos para o alto e nelas formou nove círculos mágicos brilhantes. Um por um, os mesmos círculos começaram a aparecer na frente de cada uma das pessoas de mantos negros.

[Prisão Terrestre]! — todos entoaram simultaneamente.

O chão subitamente inchou para cima, engolindo as pernas dos soldados perplexos e prendendo-os no lugar. Então, do outro lado do confuso exército imperial, vi um grupo de figuras blindadas avançando em nossa direção. A terra tremia com seu avanço.

— Ho ho! E agora, a tão esperada chegada do Corpo de Guerreiros — os próprios defensores da capital! Oh, céus. Os olhos deles estão todos injetados de sangue. Você disse a eles para não matarem ninguém, sim?

— Fiz questão; afinal, eu me preocupo mais com eles. A cidade que foram encarregados de guardar está em ruínas. Imagino que estejam irritados além da conta.

Os guerreiros em armaduras pesadas ergueram escudos massivos enquanto avançavam, seus pés levantando espessas nuvens de poeira, e então investiram contra o inimigo. Os soldados imperiais, ainda presos ao chão e sem ter para onde ir, foram enviados voando para todos os lados.

À frente dos guerreiros estava um homem particularmente grande, vestido com uma armadura prateada e três vezes mais alto que uma pessoa comum. Ele avançou sem escudo ou arma, e o ímpeto puro de seu avanço lançou soldados inimigos para a esquerda, direita e centro. Eu o reconhecia também — e considerando sua estrutura gigantesca, eu definitivamente não estava enganado. Ele era o instrutor guerreiro que cuidara de mim durante meus três meses em sua escola de treinamento.

Meu instrutor mago olhou para os soldados imperiais voando pelo ar e suspirou. — Santo Deus, que bagunça. O que aconteceu com não matar ninguém?

— Você fala como se não tivesse sido o responsável por idealizar esta estratégia.

— Mmm, bem, incapacitar o inimigo e obter uma vitória unilateral é sempre o melhor curso de ação. E com uma disparidade tão grande no tamanho dos nossos exércitos, não existe luta justa.

— Você parece estar de bom humor, Oken.

— Ho ho! Não importa o quão velhos esses ossos fiquem, uma boa luta sempre faz meu sangue ferver. Agora, vou colocar a prisão aqui. O resto é seu, Sain.

— De fato. Pode deixar comigo.

— Não pisquem — isso levará apenas um momento. Vocês aí! Prontos?

— Sim, senhor!

Meu instrutor mago e o grupo de pessoas em mantos negros começaram a ativar outra habilidade mágica. Então, todos entoaram em uníssono.

[Prisão de Pedra]!

Paredes de rocha de aparência robusta brotaram do chão, cada uma tão alta quanto dez pessoas. Elas cercaram e fecharam todos os soldados imperiais que o Corpo de Guerreiros havia lançado em um monte massivo. Logo, a prisão feita de pedra estava completa.

— Vamos, todos? — perguntou meu instrutor clérigo — e outra película transparente se desprendeu para revelar um grupo de pessoas vestindo mantos brancos. — Devemos salvar quaisquer sobreviventes e ensinar-lhes o erro de seus caminhos. Lembrem-se, homens mortos são maus informantes e oferecem pouco em termos de trabalho manual.

— Você precisa falar desse jeito? — disse meu instrutor mago.

Outro grupo empunhando espadas chegou e, junto com as pessoas de mantos brancos, seguiu para dentro da prisão de pedra. Alguns dos soldados imperiais ainda estavam fora do cercado e tentavam fugir, mas meu instrutor guerreiro simplesmente os agarrava em seus braços enormes e os lançava por cima das paredes, um após o outro.

As pessoas de mantos negros logo apareceram no topo das paredes da prisão, e a elas se juntaram pouco depois figuras empunhando arcos. Ambos os grupos olhavam para os arredores, vigiando. As forças do Reino haviam ganho o controle completo da área.

Não demorou muito para que o último dos soldados imperiais se rendesse e se juntasse aos seus camaradas na prisão de pedra.


Tradução: Carpeado
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