I Parry Everything – Capítulo 1 – Volume 2
Ore wa Subete wo “Parry” Suru: Gyaku Kanchigai
no Sekai Saikyou wa Boukensha ni Naritai
I Parry Everything: What Do You Mean I’m the Strongest?
I’m Not Even an Adventurer Yet!
Light Novel Online – Volume 02:
[Capítulo 01: Advento da Ruína ]
O Príncipe Rein estava exausto de tanto correr pela capital real, mas descanso e sono eram as últimas coisas em sua mente.
— Não há tempo a perder — murmurou para si mesmo. — Precisamos localizar as peças que eles colocaram à nossa espera.
As dezenas de ameaças ocultas espreitando dentro da cidade haviam se manifestado. A unidade de investigação revelou a primeira com [Revelar], mas agora monstros poderosos erguiam suas cabeças por toda a cidade, catalisando um caos tal que a calma daquela manhã parecia uma memória distante.
Felizmente, soldados já haviam sido enviados para os locais de quase todas as ameaças ocultas, e os Seis Corpos do Exército da Capital Real, comandados pelos Seis Soberanos do Reino de Clays, estavam espalhados pela cidade com força total. Com um coorte de aventureiros contratados, organizados pela Guilda dos Aventureiros, também prestando assistência, os monstros recém-surgidos estavam sendo lidados de forma apropriada.
As escaramuças que ocorriam pela cidade eram duramente travadas, mas um desfecho muito pior fora evitado graças ao relatório de Lynne e Noor sobre um Imperador Goblin escondido sob um [Ocultamento]. Grupos de limpeza foram formados com base na inteligência deles e, como resultado, o conflito geral estava indo bem. Felizmente, embora o número de feridos fosse alto, o destacamento de clérigos procedeu com sucesso o suficiente para evitar fatalidades até o momento.
As forças da capital evacuaram o máximo de cidadãos possível para a segurança dos distritos ocidentais. Mesmo que edifícios fossem destruídos e as muralhas que cercavam a cidade fossem reduzidas a escombros lamentáveis, a capital real se recuperaria contanto que seu povo sobrevivesse. Assim, embora as coisas tivessem descambado para o caos, nenhum dano significativo havia sido causado.
Pelo menos, ainda não.
— Isso não acabou — sussurrou o príncipe. — Tem que haver algo mais por vir.
O inimigo deles, o Império Mágico de Deridas, estava tentando flagrantemente destruir o Reino de Clays, e a estimativa do príncipe era que os ataques identificados até agora não passavam de movimentos de abertura. Isso já era um ato de agressão em uma escala incomum, mas ainda era apenas o trabalho de base; o Império Mágico esperaria pacientemente pelo momento certo — quando a força militar do Reino estivesse dispersa — e só então acionaria a próxima grande onda.
Era o que o príncipe faria na posição deles.
Em essência, o príncipe desempenhava o mesmo papel que seus inimigos atuais, então ele entendia os métodos deles com muito mais agudeza do que preferiria. Era isso que o deixava tão certo de que eles tinham mais guardado. No entanto, esse entendimento não ajudava em nada o problema que ele enfrentava agora: ele sabia que algo estava vindo, mas não tinha a menor ideia do quê.
— Onde? — murmurou o príncipe. — De onde virá o próximo ataque?
Ele passara o dia e a noite anteriores de pé, e agora suas solas estavam gastas e ensanguentadas. Após confiar a Ines, o Escudo Divino, ordens na noite anterior — para levar sua irmã, a Princesa Lynneburg, ao país vizinho de Mithra em busca de refúgio — o príncipe começou a correr em uma busca implacável por informações que o ajudassem a chegar ao fundo da situação atual.
No entanto, ele não encontrou sequer um fragmento de inteligência útil. No momento, a unidade das sombras — a unidade de inteligência mais elite do Reino de Clays, liderada pelo Soberano das Sombras — estava vasculhando a capital real e seus arredores em um frenesi de olhos injetados. Para não trazer vergonha à sua reputação como os melhores, eles estavam conduzindo o reconhecimento em um ritmo francamente absurdo e já haviam revistado quase todas as localidades dentro e ao redor da cidade.
E, no entanto, não encontraram nada.
Alimentada pela fadiga e pela raiva, a paciência do príncipe estava no limite. O ataque do inimigo aconteceria a qualquer momento… mas de onde viria? E que forma tomaria? Ele não tinha respostas. Por mais desesperadamente que procurasse, seus esforços não traziam resultados.
Na cidade e em todos os seus arredores, não havia mais onde procurar. Becos tão estreitos que apenas ratos poderiam passar, as florestas próximas que abrigavam monstros, as várias instalações relacionadas a masmorras da cidade, os aquedutos subterrâneos — eles vasculharam cada canto e fresta possível, de cima a baixo. Um ataque vindo de cima parecia inteiramente possível também, então eles até vasculharam o céu. Mas não encontraram nada.
O príncipe começara inclusive a acreditar que não restava mais nada para eles fazerem. Ou talvez…
Talvez uma busca tão exaustiva sem frutos significasse apenas que sua intuição estivesse errada. Nada o deixaria mais feliz do que saber que suas preocupações foram infundadas o tempo todo. Talvez ele estivesse apenas sendo excessivamente otimista… mas seria possível que realmente não houvesse nada mais por vir?
Talvez porque sua exaustão finalmente se tornara excessiva — ou talvez por algum outro motivo — o príncipe permitiu que aquela pequena esperança o fizesse parar. Tentando recuperar o fôlego, ele inclinou a cabeça para trás para olhar para o céu… que foi o exato momento em que notou o rastro mais tênue de algo incomum longe dali, nos limites do que seus olhos podiam ver.
— O que é aquilo…? — murmurou o príncipe.
O distúrbio não passava de um tremor minúsculo. A princípio, o príncipe tentou descartá-lo como seus olhos cansados lhe pregando peças, mas teve dificuldade em acreditar que fosse verdade. Pelo que podia ver, lá no alto, uma porção das nuvens estava tremendo de uma forma que parecia apenas vagamente antinatural. E conforme ele continuava a observar, o distúrbio aumentava gradualmente.
— Não pode ser…
Ao perceber seu erro, o príncipe rangeu os dentes com força suficiente para tirar sangue. Ele fora míope. Seu tempo gasto no chão, correndo de um lado para o outro, fora simplesmente um desperdício. Ele achara que não haviam deixado pedra sobre pedra em sua busca, mas tiveram um ponto cego enorme o tempo todo.
— Então… está vindo de ainda mais alto…
O príncipe já havia considerado o perigo de um ataque de wyverns vindo de cima e emitido ordens para vigiar o céu o mais de perto possível. Infelizmente, havia um limite para o quanto podiam monitorar; mesmo o Corpo de Caçadores, de visão aguçada, só conseguia conduzir vigilância detalhada até a altura das nuvens, na melhor das hipóteses. Se a ameaça viesse de um lugar ainda mais alto que isso…
— Então seria o mesmo que se não tivéssemos procurado nada.
Enquanto o príncipe se desesperava com o erro cometido, o distúrbio que ele observava tornava-se maior a cada momento. Já era óbvio que algo estava lá — uma silhueta massiva, ondulante e indistinta. A próxima “peça” que o príncipe tanto procurou estava agora diante de seus olhos e se aproximando. A crise que ele perseguira — a ponto de deixar seus olhos injetados — estava bem ali.
— [Revelar]!
Buscando revelar o perigo desconhecido oculto sob o [Ocultamento] o mais rápido possível, o príncipe ativou uma de suas próprias habilidades para rasgar a película transparente. E então, com uma facilidade quase insatisfatória, lá estava. Uma sombra massiva foi projetada sobre a cidade, deixando-o sem fala pelo choque.
— O quê…? — o príncipe finalmente conseguiu soltar. — Não. Não, isso não pode…
Diante dele estava um único ser titânico de uma espécie que qualquer um reconheceria como um dos exemplos mais poderosos da raça dos monstros: um dragão. Para piorar as coisas, não era um espécime comum; era um Dragão Ancião, o ápice de sua espécie. E aqui estava ele, acima da cidade.
O príncipe não conseguia acreditar nos próprios olhos. O senso de dever dentro dele, que alimentava seu desejo de proteger seu reino, rejeitou reflexivamente a verdade.
Porque o que ele estava olhando personificava a destruição completa da capital real.
Era um dragão que todos conheciam, mas que ninguém jamais vira — que ninguém jamais deveria ver: um dragão considerado a própria catástrofe.
— O Dragão da Calamidade…
Quando o príncipe finalmente aceitou a realidade da situação, seu choque transformou-se em fúria.
— O que eles estão pensando?! — gritou em meio ao caos que o cercava. — Aquela coisa está além da compreensão humana, e ainda assim eles a usariam para seus próprios fins?! Eles perderam o juízo?!
O príncipe agora achava extremamente difícil acreditar que seus inimigos fossem seres humanos sãos. Eles certamente enlouqueceram. Como poderiam ter feito isso de outra forma?
— Eles soltariam aquela coisa sobre a civilização…?
O Dragão da Calamidade era o dragão mais antigo existente — uma monstruosidade infame que a humanidade nunca deveria perturbar. Diziam ter mais de milhares de anos e era o tema de inúmeras lendas passadas através das eras. Essas histórias, registradas em tantos livros, pareciam inteiramente contos de fadas que beiravam pesadelos. Falavam de inúmeras tragédias difíceis de conciliar com a realidade.
No entanto, existiam evidências irrefutáveis da história carregada de atrocidades do dragão: o rastro de seu sopro, esculpido em mais montanhas do que se podia contar. As ruínas de uma grande metrópole, que diziam ter sido nivelada em uma única noite. Um lago pífio, que era tudo o que restava de uma fortaleza militar despedaçada por um capricho.
Qualquer pessoa familiarizada com tais histórias, mesmo que minimamente, reconheceria imediatamente o que a aparência dessa lenda viva significava.
Um leve movimento do Dragão da Calamidade poderia despedaçar uma montanha com facilidade — e se o monstro flexionasse a cauda por diversão, um castelo de pedra construído pelo homem desmoronaria sem esforço. Diante dessa grande ameaça, uma única pergunta prevalecia na mente do príncipe.
Por quê?
De acordo com livros que detalhavam a história antiga do continente, embora o Dragão da Calamidade fosse um desastre monstruoso e incontrolável uma vez acordado, ele só entraria em fúria por um curto período antes de cair novamente em sono profundo. Esses períodos de dormência eram conhecidos por durar centenas de anos, o que significava que, mantendo-se longe durante seus períodos ativos, as pessoas eram capazes de coexistir com o dragão, se não exatamente viver ao lado dele.
De acordo com esses mesmos registros, haviam se passado cerca de 150 anos desde que o Dragão da Calamidade — que era de cor preta — estivera acordado pela última vez. Seu próximo período ativo não deveria chegar por mais duzentos anos ou mais, mas aqui estava ele diante dos olhos do príncipe, sua estrutura massiva suspensa no ar pelo bater de suas asas.
— Não… — murmurou o príncipe. — Não me diga que eles o acordaram intencionalmente. Isso seria absurdo…
Centenas de anos atrás, um único encontro com o Dragão da Calamidade quase reduzira o continente inteiro à ruína. Segundo a história, um certo homem ganancioso arrancara uma escama do dragão enquanto ele dormia, buscando trocá-la por alguma quantia insignificante de moedas. Esse ato descuidado acordou o monstro, que voou em fúria e começou a reduzir todos os assentamentos da área a cinzas.
A fúria descrita nos livros acabou durando dez anos inteiros, e as cicatrizes da tragédia ainda permaneciam por todo o continente. Naturalmente, pessoas morreram em hordas, e todos os países que existiam na época foram levados à ruína.
A humanidade tirou dessa catástrofe indescritível uma lição valiosa: nunca perturbe o Dragão da Calamidade.
E assim, esperando evitar que tal ato tolo fosse cometido novamente, aqueles que experimentaram a calamidade documentaram suas memórias angustiantes usando todos os métodos disponíveis. Esses registros foram passados de uma geração para a seguinte, tudo para que a humanidade nunca mais estivesse à mercê daquele monstro tão além de sua compreensão.
No entanto, apesar de tudo…
— Eles chegariam a tais extremos por um mero conflito entre pessoas? Quão estúpidos eles devem ser?! — exclamou o príncipe. — Eles não aprenderam nada com o passado? Esta é uma linha que nunca deve ser cruzada. Como eles são incapazes de entender algo tão simples?!
Não havia nada que a humanidade pudesse fazer frente ao Dragão da Calamidade. Sua chegada significava a aniquilação de uma região inteira. “Fim da Civilização” era outro de seus nomes, e não faltavam exemplos dos países que ele destruíra. Para o dragão, obras do homem construídas ao longo de incontáveis gerações da história humana eram facilmente derrubadas como meras construções de areia.
E agora, aquele ser lendário voava calmamente no céu acima da cidade, em direção ao castelo real onde o pai do príncipe estava.
— Este é o fim — sussurrou o príncipe. — Está tudo acabado…
A forma sinistra do dragão o levou ao desespero, roubando-lhe a força até para ficar de pé. Estava claro para ele agora: hoje marcaria o dia final da história do Reino de Clays. O Dragão da Calamidade estava além do controle humano. Não havia nada que pudesse ser feito. Nenhuma pessoa existente poderia reverter a situação atual.
Afinal, esta era a realidade. Apenas em alguma fantasia selvagem um herói apareceria convenientemente para salvar o dia.
— Não… Controle-se!
Reunindo os últimos resquícios de sua força de vontade, o príncipe deu força às pernas e levantou-se. Isso ainda não havia acabado. A situação não era desesperadora. Ainda havia mais que ele podia fazer. Agora, neste exato momento, ele precisava agir.
E assim, após respirar fundo, o príncipe começou a emitir ordens ao oficial de ligação que estava congelado ao seu lado.
— Tirem todos da área de evacuação para fora da cidade agora mesmo — todos! Arrastem-nos se for preciso! Apenas tirem-nos daqui! Abandonem todos os pertences e não deixem uma única pessoa para trás! Fui claro?!
— Sim, meu senhor!
Imediatamente após receber as ordens bradadas pelo príncipe, o oficial de ligação disparou para transmiti-las. O príncipe partiu em disparada para que pudesse fazer o mesmo com seus outros subordinados, mesmo enquanto se desesperava com a sombra gigante ondulando no céu acima de sua cabeça.
A batalha que ocorria dentro do Reino de Clays não era mais uma luta para proteger a capital real — era uma corrida para abandonar a cidade e sobreviver.
Tradução: Carpeado
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