Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 12 – Volume 9

 

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – CapĂ­tulo 12:
[HistĂłrias bĂŽnus]


A Noite dos Homens

— É tudo questão de comunicação, sabe?

Ron balançou a cabeça, concordando com profundidade. Quando olhou para trås, viu Renji e Adachi seguindo-o. Adachi ajustava os óculos de aro preto com uma expressão azeda, mas era impossível decifrar o que Renji estava pensando ou sentindo. Ele é difícil de ler, pensou Ron. Jå estavam juntos desde que chegaram a Grimgar, mas Ron ainda não fazia ideia do que se passava na cabeça de Renji.

Por isso, naquela noite, quando voltaram a Altana depois de um bom tempo, ele o convidou para beber.

Ou melhor, bem, ele jĂĄ tinha feito esse convite vĂĄrias vezes antes, mas Renji continuava recusando. Como ele finalmente cedeu, os trĂȘs caras puderam sair juntos para beber.

— …Caramba, eu sou incrĂ­vel.

Com um sorriso secreto, Ron se sentou em um dos bancos de uma barraquinha. Ele havia decidido deliberadamente que, em vez de irem para o Beco Celestial, os trĂȘs iriam para a vila de barraquinhas perto da cidade dos artesĂŁos, no distrito sul, para um drinque tranquilo com um prato de oden. Mulheres sĂł atrapalhariam esse tipo de ocasiĂŁo. Essa era a “pilosofia” de Ron. Pilo…? NĂŁo era isso? Bem, tanto faz.

— Senta aí onde quiserem — disse Ron, generoso.

Adachi sentou ao seu lado com cara de poucos amigos, e Renji sentou ao lado de Adachi. Ron queria colocar o líder da Equipe Renji no meio, flanqueado por ele, o comandante de ataque, de um lado, e Adachi, o cérebro do time, do outro. Mas tudo bem. Não ia ser tão rígido. A noite estava só começando.

— O de sempre, chefia.

Quando Ron levantou trĂȘs dedos, o dono da barraquinha—um sujeito com uma cara que fazia parecer que ele jĂĄ tinha matado pelo menos trĂȘs pessoas—assentiu em silĂȘncio. Imediatamente, serviu trĂȘs copos de um licor transparente. Ron pegou um deles para si. Renji pegou outro, mas Adachi encarou o copo como se desconfiasse dele.

— O que foi, Adachi? Tá com medo, cara?

— …NĂŁo. NĂŁo Ă© medo. SĂł nĂŁo sei o que tem aqui dentro.

— Pelo menos nĂŁo Ă© veneno. Precisa que eu “eludique” mais sobre isso?

— Elucide, vocĂȘ quis dizer?

— Qual Ă© a diferença?

— Nenhuma. Mas vocĂȘ tem tentado usar palavras difĂ­ceis ultimamente.

— C-Cala a boca.

Se dissesse algo como: då uma impressão de que sou inteligente, tinha certeza de que Adachi zombaria dele. Aquele cara de óculos era råpido para menosprezar os outros. Falando sério, tinha uma péssima personalidade. Além disso, era horrível para acordar cedo. Incrivelmente horrível.

— Tá dizendo que não consegue beber da minha bebida?

— Pra ser honesto, nĂŁo quero muito, mas vou fazer isso por vocĂȘ. NĂŁo tenho escolha.

— Se vai atĂ© esse ponto, entĂŁo nĂŁo bebe.

— Beleza, então não vou.

— Bebe! Anda!

— Tá bom, tá bom.

Adachi bufou e pegou o copo. …Caramba, esse cara tinha uma personalidade terrĂ­vel. Totalmente podre. Se nĂŁo fossem companheiros, Ron jĂĄ teria espancado ele atĂ© a morte. Mas, bem, eles eram companheiros.

— Certo, indo em frente, saĂșde!

Mesmo quando Ron chamou, nem Adachi nem Renji repetiram. TambĂ©m nĂŁo beberam de seus copos… Oh, fala sĂ©rio, de verdade?

— SaĂșde…!

Tentou dizer de novo, desta vez mais alto.

Nenhuma resposta.

…Estavam tirando uma com a cara dele?

Tirando uma.

Ah, era isso.

Uma piada, nĂ©? Eles estavam fazendo isso como uma piada. Uma daquelas internas. Bem, nesse caso, ele achava que podiam ter sido mais Ăłbvios, mas o senso de humor de Adachi e Renji era… deficiente. Ou melhor, inexistente. Diferente de Ron, eles nĂŁo tinham nenhum.

Ron pigarreou educadamente, entĂŁo mandou sua melhor piada.

— SaĂșde…! Ops… Por algum motivo, minhas calças caĂ­ram, e minha cueca tambĂ©m. Ah, cara, meu “cleitinho” tĂĄ dando oi. Hahaha!

Houve um longo silĂȘncio…

…SerĂĄ que esses caras eram idiotas?

Ron sentiu como se seus olhos fossem revirar. Sua piada nĂŁo funcionou… Que droga? ImpossĂ­vel. Enquanto propunha um brinde, ele habilmente expĂŽs sua metade inferior. NĂŁo importa como vocĂȘ olhe, aquilo deveria ter sido garantia de risadas.

Bem, tanto faz. Ron virou o copo, respirando fundo. Se perdesse a calma agora e decidisse desistir, a noite estaria arruinada. Jå fazia tempo que ele tinha percebido que Renji e Adachi eram pessoas difíceis de lidar. Eles podiam ser habilidosos, mas, ao contrårio de Ron, eram fracassos como seres humanos. Dois pedaços de lixo.

Eu, pensou Ron, vou transformĂĄ-los em seres humanos decentes. Renji e Adachi, os dois. HĂĄ uma tendĂȘncia de separar trabalho e vida pessoal, como se camaradas fossem apenas isso, nada mais, nada menos. Mas nĂŁo Ă© assim que funciona. É mais como… somos todos pessoas. Humano contra humano. Homem contra homem. Temos que nos encarar abertamente e criar laços com paixĂŁo. É assim que fortalecemos o vĂ­nculo como parceiros de trabalho.

— Então? — Ron colocou o copo no balcão e perguntou: — Como andam as coisas ultimamente?

Nenhuma resposta.

…SĂ©rio?

Eles nĂŁo conseguiam responder uma pergunta tĂŁo simples? Que nĂ­vel de incompetĂȘncia social era aquele? Ron suspirou, colocou o braço em volta do pescoço de Adachi e o puxou para perto.

— Estou te fazendo uma pergunta, sabia? E então?

— …Pode parar?

— Parar com o quĂȘ?

— De ser tão pegajoso. É nojento.

— Nojento, Ă©?

— Sim. Extremamente.

— Hah! O quĂȘ? VocĂȘ prefere mulheres, Ă© isso? Seu virgem, bancando o sexy.

— Que conexĂŁo existe entre eu nĂŁo querer que vocĂȘ me toque e minha falta de experiĂȘncia sexual?

— …T-Tem que haver alguma.

— NĂŁo tem. Mesmo que eu começasse a sair com uma mulher, Ron, eu ainda nĂŁo gostaria que vocĂȘ me tocasse. SĂł de vocĂȘ chegar perto jĂĄ Ă© desagradĂĄvel, entĂŁo pode, por favor, se afastar?

— Droga! Que se dane vocĂȘs, caras ineficazes!

— VocĂȘ quis dizer intelectuais?

— É a mesma coisa!

— Não, são completamente diferentes.

— Tá bom! Eu só tenho que me afastar, certo?!

Ron se afastou de Adachi e, enquanto bebia, ficou um pouco chocado. Imaginar que existia um homem que nĂŁo se abalava nem um pouco quando sua virgindade era zoada. SerĂĄ que Adachi era gay? Mas, se fosse, ele nĂŁo deveria reagir mais ao toque de Ron? O que era aquilo? Ron nĂŁo entendia nada.

— …JĂĄ sei. Mulheres. Qual Ă© o seu tipo? É isso! Bem, Adachi, responde aĂ­.

— Inteligentes, talvez. Não quero conversar com uma idiota.

— Resposta imediata?! Droga… R-Renji! E vocĂȘ?!

Renji ficou em silĂȘncio.

…SĂ©rio?

Estava ignorando eles? InacreditĂĄvel.

— E-Ei, Renji! Seu tipo! Ou, sei lĂĄ, apenas uma mulher que vocĂȘ goste! Quem Ă©?! Que tipo de mulher vocĂȘ curte?!

Renji nĂŁo respondeu.

Eventualmente, respirou fundo e virou de uma vez seu copo de saquĂȘ.

…SĂ©rio?

Era uma bebida destilada bem forte. Ele conseguiu virar de uma vez? Isso era completamente insano. Ele era louco.

Mas Ron não podia desistir agora. A noite deles tinha acabado de começar.

— Renji! Que tipo de mulher vocĂȘ gosta?! Fala logo!

— Por que vocĂȘ nĂŁo diz primeiro? — sugeriu Adachi.

Faz sentido, pensou ele. Agora que ele mencionou, sim, eu deveria.

— Eu, hein? Bem, para mim… Ă© a bunda. É isso. Quero uma mulher com uma bunda redonda e macia. A bunda Ă© importante, sabe. Ah, tambĂ©m os braços. NĂŁo quero que sejam muito finos. Precisam ter a espessura e a maciez certas. É isso… Ei, o que foi, Adachi? Por que essa cara?

— Nada… — foi o que ele disse, mas Adachi olhava para Ron com claro desprezo. Se ele nĂŁo entendia a importĂąncia da bunda e dos braços, talvez o cara fosse realmente gay? Bom, tanto faz. Ele fazia o que quisesse. O problema era Renji.

— Vamos lĂĄ, Renji! Eu jĂĄ falei! Que tipo de mulher vocĂȘ gosta?! Desembucha…!

— Atrapalhadas.

A resposta de Renji foi curta e direta.

…Atrapalhadas.

Ron e Adachi trocaram olhares. Adachi parecia surpreso também.

Isso… Ă© meio inesperado, nĂ©?

É…

Parece que, no momento em que seus olhos se encontraram, essa conversa aconteceu mentalmente.

Atrapalhadas, hein.

— Pensando bem, Yume, da party do Haruhiro, não era meio atrapalhada? Renji gostava de mulheres assim?

— A propósito. — Renji permanecia inexpressivo enquanto pegava o novo copo que lhe serviram e, claro, virou de uma vez. — Foi uma piada.

Ron e Adachi quase caĂ­ram para trĂĄs ao mesmo tempo.

Uma Carta com Mais Letras do que Podem Ser Contadas

Querido Haruhiro,

VocĂȘ estĂĄ bem? Eu nĂŁo estou. Porque nĂŁo posso te ver. Quero te ver, Haruhiro.

Anna-san me diz: “Esquece ele de uma vez, tĂĄ, caramba,” mas eu nĂŁo sou boa nesse tipo de coisa, e nĂŁo quero forçar a mim mesma a esquecer, entĂŁo nĂŁo estou tentando. É por isso que escrevo cartas como esta. Mas eu nĂŁo sei onde vocĂȘ estĂĄ, entĂŁo nĂŁo hĂĄ como vocĂȘ lĂȘ-las, e isso me faz sentir um pouco sozinha. NĂŁo, nem Ă© sĂł um pouco, Ă© muito. Mas, enquanto antes eu chorava o tempo todo, ultimamente nĂŁo tenho feito isso tanto. E isso tambĂ©m me faz sentir um pouco sozinha.

Acho que chorei demais. Por causa disso, estou bem mais magra, e ficou difĂ­cil segurar uma espada. Ultimamente, estou me dedicando Ă  magia. Acho que seria bom se existisse um feitiço que me permitisse te encontrar. Perguntei a alguĂ©m na guilda dos magos, mas disseram que magia nĂŁo funciona assim. EntĂŁo, para que serve a magia, afinal? NĂŁo tem tanta utilidade, entĂŁo estou pensando em entrar para outra guilda. Eu jĂĄ fui guerreira antes, entĂŁo talvez outra coisa seja melhor. Anna-san e Tada sĂŁo sacerdotes, Tokimune Ă© paladino, e Inui Ă© caçador, entĂŁo talvez ladrĂŁo seja uma boa escolha. VocĂȘ Ă© um ladrĂŁo, entĂŁo talvez seja bom se eu me tornar uma tambĂ©m.

Estive pensando em vocĂȘ por um tempo, e acabei chorando pela primeira vez em dias. Mas talvez eu nĂŁo seja uma boa ladra. Porque sou alta. E tambĂ©m nĂŁo sou rĂĄpida.

Quando lembro do seu rosto olhando para mim, fico com uma vontade enorme de te ver. NĂŁo que eu pudesse algum dia te esquecer, mas sĂł de pensar na possibilidade de que isso possa acontecer, fico enjoada.

Desculpa por ter pensado que vocĂȘ era patĂ©tico no começo. VocĂȘ nĂŁo Ă©. VocĂȘ nos ajudou, Ă© incrĂ­vel. Quero poder te dizer isso, entĂŁo odeio o fato de que nĂŁo podemos nos encontrar. Eu sei que amo vocĂȘ, mas vocĂȘ nĂŁo me ama. Tudo bem, mesmo assim quero te ver. Mesmo que seja sĂł de vez em quando, quero te ver. Quero te dizer que te amo.

Onde vocĂȘ estĂĄ? EstĂĄ bem? Se vocĂȘ nĂŁo estiver, eu nem sei o que farei. Quero te ver.

Por favor, fique bem.

NĂŁo importa onde esteja, e nĂŁo precisa ser tĂŁo cedo, mas por favor volte algum dia.

Com carinho,

Mimori.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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