Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 15 – Volume 8

 

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – CapĂ­tulo 15:
[HistĂłrias bĂŽnus]


Olhando Para TrĂĄs, JĂĄ Faz Um Tempo

— Ouvi dizer que Manato bateu as botas — disse Renji, estendendo uma moeda de ouro. — Dinheiro de condolĂȘncias. Aceite.

Haruhiro empurrou a moeda de volta.

Ele não consegue aceitar, né? Bem, ele deveria simplesmente aceitar, não é algo que Renji pensaria. Se Haruhiro disse que não precisava, então que fosse.

Quando Renji voltou para onde estavam seus companheiros, Ron tinha uma expressão perplexa no rosto, e Sassa e Chibi também não disseram uma palavra. Apenas Adachi falou.

— Espera aí, Renji.

— O que foi?

— Já ouviu falar em senso de dinheiro? — Adachi estava obviamente de mau humor. — Sabe o que uma moeda de ouro, um ouro, pode fazer?

— …Claro que sei.

— Sabe? Mesmo?

— Adachi, vocĂȘ andou bebendo? — perguntou Renji.

— Isso nĂŁo tem nada a ver, tem? Se eu bebi ou nĂŁo. É relevante de alguma forma? Acho que nĂŁo. Estou falando de senso de dinheiro aqui. Entendeu? Aquilo era uma moeda de ouro, tĂĄ? NĂŁo uma de prata, uma de ouro. NĂŁo que eu gostaria que desperdiçasse uma de prata tambĂ©m. Isso Ă© Ăłbvio.

— Ah! — Ron ergueu um copo vazio. — Ei, Adachi! Eu pedi essa bebida. Por que vocĂȘ a tomou?!

— Hein? — Adachi olhou para Ron com um risinho. — Quem vocĂȘ acha que administra o dinheiro de todos? Eu, certo? Quando bebemos num lugar assim, sou eu quem paga a conta toda. Em outras palavras, mesmo se vocĂȘ pedir uma bebida, Ă© como se eu tivesse pedido, nĂŁo Ă©?

— Isso não tem nada a ver!

— Tem sim. Pra começar, se vocĂȘ disse que era sua, deveria ter bebido logo. VocĂȘ nĂŁo fez isso, entĂŁo eu bebi por vocĂȘ. É simples assim.

— NĂŁo, agora hĂĄ pouco, o Renji foi lĂĄ, e algumas coisas aconteceram, entĂŁo…

— Isso nĂŁo Ă© problema meu. NĂŁo tenho tempo pra idiotas.

— N-NĂŁo me chame de idiota. VocĂȘ estĂĄ machucando meus sentimentos!

— Pra alguĂ©m com a sua cara, vocĂȘ Ă© muito ingĂȘnuo. NĂŁo combina com vocĂȘ. Na verdade, Ă© meio assustador.

— …S-Seu desgraçado… Quando vocĂȘ bebe, sua lĂ­ngua fica ainda mais afiada do que o normal…

— Se nĂŁo quer que eu fale de vocĂȘ, entĂŁo Ă© melhor ficar quieto — Adachi zombou. — Eu nĂŁo dou a mĂ­nima pra vocĂȘ, Ron. Renji, ainda nĂŁo terminamos de falar sobre seu senso de dinheiro.

— …JĂĄ falamos o bastante. Eles nĂŁo aceitaram.

— E se tivessem aceitado? — exigiu Adachi.

— O dinheiro era meu, para começo de conversa.

— VocĂȘ tem dinheiro porque eu o administro e distribuo para cada um de vocĂȘs em um cronograma planejado. Agora, escute aqui. Dinheiro nĂŁo gasto nĂŁo desaparece. Isso parece senso comum? Bem, hĂĄ um bom nĂșmero de idiotas por aĂ­ que nĂŁo entendem esse fato Ăłbvio. Na verdade, hĂĄ muitos. Como vocĂȘ, por exemplo. Uma moeda de ouro? NĂŁo me venha com essa, Renji. Falar de dinheiro de condolĂȘncias. Talvez quisesse se exibir, mas se gastar dinheiro assim, em vĂŁo, ele vai sumir num piscar de olhos.

— Eu não estava tentando me exibir — disse Renji.

— Oh, entendo. Bom, vamos supor que isso seja verdade. Ei, Ron, peça outra bebida. Pode pedir pra vocĂȘ tambĂ©m. NĂŁo tem jeito com vocĂȘs.

— …D-Desculpa, cara—espera aĂ­! Eu nĂŁo sou seu entregador!

— Hein? Quer dizer alguma coisa? — retrucou Adachi.

— NĂŁo… E-Entendi, mais bebidas, certo.

— Renji.

— …O que foi?

— VocĂȘ acabou de suspirar? — Adachi questionou. — Suspirou, nĂŁo foi? O que isso queria dizer? Pode me dar uma explicação?

— VocĂȘ Ă© um bĂȘbado chato… — murmurou Renji.

— Oh, o que Ă© isso? Quando as coisas ficam ruins pra vocĂȘ, começa a tratar os outros como bĂȘbados e foge agora? Bom, eu nĂŁo ligo. NĂŁo eu. Mas Ă© patĂ©tico, sabia, agir assim.

Renji quase suspirou de novo, mas segurou-se. Parecia que nĂŁo deveriam deixar Adachi beber com muita frequĂȘncia.

Assim como eles, nĂłs tambĂ©m temos nossos prĂłprios problemas. Mas vocĂȘ deve ter tido um caminho mais difĂ­cil, Manato, pensou Renji.

Descanse em paz…

Miss Grimgar

Mimori estava deprimida. Ou melhor, exausta. Na verdade, ela não conseguia dizer se estava viva ou morta. Provavelmente, até tinha encolhido. Era assim que ela se sentia.

— Ohhh… Miiiimoriiiin. Ainda nĂŁo estĂĄ bem, nĂ©? Miiiimoriiiin… — Anna-san acariciava sua cabeça. Mimori estava sentada na cama. Anna-san estava ajoelhada ao seu lado, abraçando-a. Era gentil da parte dela.

Mimori não sabia quanto tempo estava daquele jeito. Quando Anna-san tinha chegado? Não sabia. Não lembrava. Enquanto Anna-san se apoiava nela, as lågrimas começaram a rolar pelos olhos de Mimori.

— Vai ficar tudo bem, yeah? Pode chorar o quanto quiser. Chora aqui no peito da Anna-san atĂ© se sentir melhor. TĂĄ tudo bem chorar. Pronto, pronto, pronto…

— …Haruhiro! — Mimori soluçou.

Ao chamar seu nome, as lĂĄgrimas aumentaram. Eles ainda nĂŁo sabiam se Haruhiro estava seguro ou nĂŁo, mas ninguĂ©m conseguia encontrar um caminho de volta para o Reino do CrepĂșsculo desde que a entrada havia sido destruĂ­da.

Tada tinha dito para ela “Desistir logo”. Isso a fez explodir, e provavelmente Mimori tinha se descontrolado. Tokimune e Kikkawa precisaram segurar seus braços para trás, e quando voltou a si, tanto Tada quanto ela mesma estavam cobertos de sangue.

NĂŁo importava o que dissessem para ela, nĂŁo podia desistir. De jeito nenhum. Mas, entĂŁo, o que deveria fazer?

Mimori tentou, de alguma forma, conter as lågrimas. Levou um bom tempo até que parassem.

— Anna-san — murmurou.

— O que foi, Mimorin?

— O que eu devo fazer?

— Mimorin, frankly… Pra te falar a verdade, Anna-san tambĂ©m nĂŁo sabe… Mas, yeah…

— Mm-hm.

— Miiiimoriiiin…

Anna-san afastou Mimori um pouco e olhou diretamente em seus olhos.

— Miiiimoriiiin…

— O quĂȘ?

— VocĂȘ perdeu muito peso…

— Estou mais magra agora.

— …Beautiful.

— Burifo?

— NĂŁo sei dizer direito… Como?

— Como?

— VocĂȘ Ă© su… super linda agora, Mimorin.

Mimori tocou seu próprio rosto e deu leves batidas nos ombros e no peito. Não comia algo que pudesse ser chamado de refeição hå um bom tempo, então tinha perdido muito do peso.

— Meu peito ficou menor.

— Mas ainda tem bastante, yeah? Ainda tá aí, tá bom?

— “Bastante”…

Mimori cobriu o rosto. Começou a chorar de novo.

— Quero comer uma torta de carne.

— Por que vocĂȘ diz isso?!

— Quero comer tortas de carne com o Haruhiro!

— Anna-san nĂŁo vĂȘ relação! Espera! Do jeito que Mimori tĂĄ agora, vocĂȘ pode virar a Miss Grimgar! FĂĄcil! Esquece esse bobĂŁo! Existem muitos caras melhores por aĂ­!

— Não quero eles! Eu quero o Haruhiro!

— Mimori tem problemas, yeah…

Anna-san abraçou Mimori novamente. Elas não poderiam continuar assim para sempre. Mimori sabia disso também. Mas ela ainda não estava pronta para se reerguer. Não podia desistir.

— Quero te ver. Haruhiro, quero te verrrr…

As lågrimas eram interminåveis. Quantos dias, quantos meses, quantos anos seriam até que secassem?

Mimori nĂŁo fazia ideia.

Para Ser Quem Eu Sou

Kuzuoka.

As pessoas o chamavam de lixo.

— …É exatamente o que eu sou.

Ele fazia papel de bobo e zombava de si mesmo sempre que podia. Aquela apresentação de comédia solo era fåcil para ele.

Por acaso, ele estava sozinho agora. Tinha acabado sozinho no Buraco das Maravilhas, de todos os lugares. Estava sentado no chĂŁo, com dois corpos estirados Ă  sua frente. Um dia, eles poderiam se mexer sob a maldição do No-Life King, mas agora nĂŁo davam nenhum sinal de movimento, e um cadĂĄver era apenas um cadĂĄver. No entanto, considerando que ele havia entrado no Buraco das Maravilhas com um grupo de seis pessoas, e agora havia dois corpos e ele sozinho, isso significava que trĂȘs pessoas estavam desaparecidas na equação.

— Droga. Me deixaram para trás.

Kuzuoka segurava seu braço direito com a mĂŁo esquerda. Seu braço estava sangrando. Estava sozinho, com cadĂĄveres silenciosos como Ășnica companhia, e o braço dominante ferido. Estava numa enrascada.

— Nah, Ă© hora de mudar a perspectiva.

De fato, os outros trĂȘs, aqueles que nĂŁo eram cadĂĄveres, haviam deixado Kuzuoka para trĂĄs, mas a verdade Ă© que eles tinham fugido sendo perseguidos por aquele monstro assustador, barulhento e com uma aparĂȘncia meio perigosa que tinham encontrado pela primeira vez. Antes disso, o monstro assustador e barulhento tinha deixado esses dois corpos, e, com um Ășnico movimento de suas onze caudas semelhantes a chicotes, feriu o braço dominante de Kuzuoka. Ele percebeu que as coisas estavam ruins, entĂŁo juntou-se aos cadĂĄveres e fingiu estar morto.

Sim, foi isso. Foi por isso que os outros trĂȘs fugiram, provavelmente achando que ele estava morto. Que idiotas.

— …Bem, isso nĂŁo Ă© nada de novo. Eu sou o vencedor aqui, nĂ©?

Entretanto, nĂŁo havia sinal de criaturas vivas nas redondezas, entĂŁo parecia hora de dar o fora dali. Kuzuoka revistou os cadĂĄveres, guardando qualquer coisa de valor em sua mochila.

— Heh heh heh, nada aqui serve para homens mortos. Desculpa aĂ­. Nah, nem preciso que me perdoem. Querendo ou nĂŁo, nĂŁo faz diferença. VocĂȘs estĂŁo mortos, afinal. Ahh, mas ainda assim, droga, meu braço dĂłi. Por causa de vocĂȘs terem morrido tĂŁo rĂĄpido, eu tambĂ©m me ferrei. Que problema vocĂȘs me deram. InĂșteis, completamente inĂșteis. Gente como vocĂȘs merece acabar morta. Bem, aposto que os outros trĂȘs tambĂ©m jĂĄ estĂŁo mortos por aĂ­. E eu sou o Ășnico sobrevivente. Caramba, sou demais. Mweheheh…

Ele fazia questão de pisar nos corpos de seus antigos companheiros. Fazendo isso, conseguia se despedir deles da maneira mais verdadeira. Era como ele aceitava a situação. Pensava nisso como um ritual. Além disso, era uma sensação muito boa.

— Eu estou vivo, e vocĂȘs estĂŁo mortos. É assim que sabemos que sou melhor que vocĂȘs. Entenderam? NĂŁo, aposto que nĂŁo. Quero dizer, vocĂȘs estĂŁo mortos.

O que fazer a partir de agora não era problema algum. Se estava sozinho, ele conseguia se virar. Kuzuoka estava confiante. Sozinho, ele conseguia sair de qualquer situação difícil.

No entanto, trabalhar sozinho era ineficiente para ganhar dinheiro, entĂŁo ele recrutaria um bando de idiotas para preencher o nĂșmero necessĂĄrio. Dito isso, embora ele amasse dinheiro, era apenas sua segunda prioridade. A coisa mais importante para ele era sua prĂłpria vida. Viver. Sobreviver. NĂŁo importava o que acontecesse, ele continuaria vivendo. Mesmo que precisasse usar todos os outros como peĂ”es sacrificiais, ele continuaria vivo.

Kuzuoka entendia. Ele não era como Soma. Eles tinham chegado a Grimgar no mesmo dia. Eram contemporùneos, por assim dizer, e tinham mais ou menos a mesma idade, mas aquele cara era completamente diferente desde o começo. Apesar de ser meio tapado, aquele cara conseguia fazer qualquer coisa que tentasse. E o pior de tudo, ele era tão denso que piadinhas e sarcasmos não chegavam a ele. Mas, só porque faziam parte do mesmo grupo inicial, ele dizia coisas como: Somos companheiros, então vamos nos esforçar juntos, como se fosse nada. Que nojo. Ele era ridículo daquele jeito, mas as garotas gostavam dele.

Droga, que cara legal. TĂĄ, tĂĄ, tanto faz. Souma, vocĂȘ Ă© incrĂ­vel. O melhor. Morre. NĂŁo importa como, morra logo.

Mas, mesmo amaldiçoando o cara assim, caras como ele simplesmente não morrem. Além disso, ele não ficava só nas åreas seguras, sempre se aprofundando em lugares arriscados, mas sempre voltava vivo. Ele realizava todo tipo de coisa.

Kuzuoka nĂŁo era como Soma. Ele nĂŁo podia ser como Soma. Ele precisava fazer sacrifĂ­cios para viver. NĂŁo podia se sacrificar. Se fizesse isso, morreria. Era por isso que sacrificaria qualquer um para garantir que continuaria vivo. Ele nĂŁo pensaria: Desculpe, me perdoem. Ele matava seres vivos para comer. Era exatamente a mesma coisa. NĂŁo importava o que custasse, ele iria sobreviver.

Kuzuoka levou trĂȘs dias para escapar do Buraco das Maravilhas com suas prĂłprias forças e voltou para o Posto Avançado do Campo SolitĂĄrio. Se ele fizesse os sacrifĂ­cios necessĂĄrios assim, atĂ© Kuzuoka poderia alcançar suas metas. Ele poderia continuar vivendo. Ele foi para a rua dos fundos, pretendendo beber, quando viu os trĂȘs comendo em uma barraca.

Kuzuoka foi virar e voltar, mas parou. Quando ele se aproximou dos trĂȘs, chamando: Ei, os olhos deles se arregalaram.

Kuzuoka sorriu. Aqueles caras também pensavam que Kuzuoka estava morto. Eles até pareciam sentir culpa por deixå-lo.

Útil. Ele ainda poderia tirar mais proveito deles. Para que Kuzuoka pudesse viver à maneira de Kuzuoka. Para que ele pudesse sobreviver.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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