Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 20 â Volume 7
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – CapĂtulo 20:
[HistĂłrias Curtas]
A Formação de uma Maga
Eu sou chamada de Shihoru. Shihoru Ă© um nome. HĂŁ… o meu nome. Talvez vocĂȘ jĂĄ saiba disso sem eu precisar dizer, mas… sĂł para garantir.
Sou uma maga, mesmo que nĂŁo seja uma grande coisa. Como maga, posso usar magia. Eu aprendi na guilda dos magos. Na guilda, os magos que se tornam instrutores nos ensinam vĂĄrias coisas. Sobre elementais. NĂŁo estou brincando, Ă© verdade, mas… Na nossa primeira aula, elemental, elemental, elemental, nos fizeram repetir essa palavra umas oitocentas vezes. Nos imergiram nos elementais, por assim dizer.
Quando vocĂȘ Ă© imerso nos elementais, começa a ver elementais que sĂŁo invisĂveis a olho nu.
HĂŁ…? Estou sĂł imaginando eles? Ă possĂvel… vocĂȘ começa a pensar. Na verdade, elementais normalmente nĂŁo podem ser vistos… mas vocĂȘ aprende a senti-los. Os elementais, quero dizer. Quando isso acontece, Ă© assim que nĂłs, magos, nos tornamos magos.
Os PrincĂpios de um Paladino
Uh, ei, tudo bem? HĂŁ? Meu nome? Ă Kuzaku. Eu sou um paladino.
Se vocĂȘ quiser saber por que eu me tornei um paladino, eu nĂŁo sei bem o que te dizer, mas, bem, talvez seja porque achei que parecia legal. Ah, e tambĂ©m, sou alto, e sou um cara, entĂŁo imaginei que deveria ficar na linha de frente, sabe. NĂŁo queria que ninguĂ©m pensasse que eu estava com medo. No começo eu meio que estava, porĂ©m.
Bem, de qualquer forma, os paladinos tĂȘm vĂĄrias regras. Uma delas Ă©: NĂŁo deves manchar o nome de Lumiaris, e isso significa que nĂŁo posso fugir sozinho. Basicamente, estĂĄ dizendo: NĂŁo seja um covarde.
NĂŁo sei se consigo seguir isso, mas acho que seria bom se eu conseguisse. Quero dizer, nĂŁo consegui antes, e me arrependo. NĂŁo quero passar por isso de novo. Mas tambĂ©m gostaria de evitar morrer. Ă difĂcil para todos quando um companheiro morre. Eu quero sobreviver e protegĂȘ-los. Esse Ă© o tipo de paladino que eu quero ser.
Uma Aula com a Sensei
Quando ela ordenou que ele âMorresseâ, o Gato Velho piscou seus olhos sonolentos e disse: â …Como Ă©? â como um idiota.
Ao ver esse jovem de mente lenta com uma expressĂŁo confusa, sentiu um leve aperto no coração. Tentou novamente, com o tom mais frio que conseguiu: â Vire um cadĂĄver.
â …Ah, mesmo se vocĂȘ pedir, eu nĂŁo posso… sabe?
â Ah, pode sim, Gato Velho. Se insistir no contrĂĄrio, eu terei o maior prazer em fazer de vocĂȘ um cadĂĄver pessoalmente. SĂł vai levar um segundo.
â …O-Okay. â O jovem deitou-se de bruços com relutĂąncia. Foi horrĂvel. Claro, ele relaxou o corpo inteiro, mas parecia mais que ele estava sĂł deitado ali, e nĂŁo parecia nem um pouco com um cadĂĄver. AlĂ©m disso, por que de bruços? O rosto dele estava pressionado contra o chĂŁo. Era obviamente estranho.
Ela quase soltou uma gargalhada, mas conseguiu se segurar.
â VocĂȘ Ă© burro? Como se faz para parecer um cadĂĄver?
O jovem não respondeu. Ele parecia estar levando a sério o papel de morto. Nossa, isso era hilårio. Não, segure-se. Ela era a conselheira dele, afinal.
â CadĂĄveres sĂŁo assim! â Ela se sentou nas costas dele, ajustando o jeito que os braços, as pernas e o pescoço estavam torcidos. Ela fez isso de propĂłsito, causando uma dor intensa, e o jovem se contorcia a cada ajuste, mas nĂŁo soltava um gemido. Muito bom, muito bom. Mas ainda hilĂĄrio. Ela nĂŁo conseguiu segurar uma risadinha. â Ă assim que um cadĂĄver deve ficar! Entendeu, Gato Velho?
O jovem continuava fingindo estar morto. Isso acendeu uma faĂsca no coração travesso dela. Ela deu um tapa na cabeça dele.
â Estou perguntando se entendeu!
O jovem acenou com a cabeça. Por dentro, ela soltou uma gargalhada enorme, depois deu outro tapa na cabeça dele.
â Imbecil! Que tipo de cadĂĄver responde perguntas?! Eles nĂŁo respondem! Se vocĂȘ encontrar um, eu quero ver! VocĂȘ Ă© um cadĂĄver! Entendeu?! Entendeu?!
O jovem parecia dividido entre responder ou nĂŁo. Ele ainda estava no papel de cadĂĄver, mas sua indecisĂŁo era Ăłbvia, mesmo que nĂŁo estivesse mexendo um mĂșsculo. HilĂĄrio. Mas ela queria recompensar o esforço dele. Levantou-se e… NĂŁo, na verdade, ela voltou a se sentar. Enfiou as mĂŁos nas axilas dele e começou a fazer cĂłcegas.
â VocĂȘ Ă© um cadĂĄver? Um cadĂĄver, nĂ©? NĂŁo Ă© isso, cadĂĄver?
O jovem estava aceitando o ataque de cĂłcegas. Ele estava fazendo um esforço desesperado para resistir. Desesperado demais. Era seriamente hilĂĄrio. Fazer um esforço desesperado para ficar mole parecia contraditĂłrio, mas era possĂvel. O jovem estava fazendo isso. Quando ele fazia coisas assim, bem, nĂŁo era o suficiente para ela dizer que ele tinha potencial, mas ele nĂŁo era totalmente desprovido dele.
Eventualmente, o jovem se acostumou com as cĂłcegas. Agora que ele havia chegado a esse ponto, provavelmente nĂŁo estava mais sentindo nada. Isso era entediante para ela. Hora de passar para o prĂłximo nĂvel. Ela se inclinou sobre ele e sussurrou suavemente em seu ouvido:
â Como Ă© estar morto? Me diga, vai…
O jovem nĂŁo deu resposta, como se realmente estivesse morto. O safadinho. Esse tipo de abordagem tinha sido a mais eficaz para atingi-lo no inĂcio. Bem, que tal isso, entĂŁo?
â Ei, como Ă©? Como Ă© estar morto? â ela sussurrou, depois deu uma leve mordida no lĂłbulo da orelha dele. â Ei…?
â Uou, uou, uou, Barbara-sensei, nĂŁo aĂ!
â Seu idiota! â Ela o agarrou pelo pescoço, feliz. â VocĂȘ deveria estar morto!
â Gwahhhhhhhhh! V-V-VocĂȘ tĂĄ me matando! Estou morrendo de verdade!
â CadĂĄveres jĂĄ estĂŁo mortos, entĂŁo vocĂȘ nĂŁo pode morrer!
â Aughhhhh, desculpa, desculpa, eu vou morrer direito…
â VocĂȘ Ă© tĂŁo fofo!
â HĂŁ?! V-VocĂȘ disse algo?!
â Eu nĂŁo disse nada, e mesmo que tivesse dito, cadĂĄveres nĂŁo podem ouvir!
â A-Ah… Ă©… verdade… urgh… â O jovem desmaiou.
Ela deu um tapinha na cabeça inconsciente dele, plantou um beijo em sua testa e depois se levantou. Agora, como seria melhor acordå-lo?
Ela lambeu os lĂĄbios.
â Sinceramente, vocĂȘ Ă© tĂŁo fofo, meu aprendiz desajeitado.
RecordaçÔes de um Certo Soldado Voluntårio Sem Nome
Eu era apenas um humilde soldado voluntĂĄrio. NĂŁo tinha nome… Bem, eu tinha, mas quase nunca o usava. Isso porque eu preferia trabalhar sozinho. Quando vocĂȘ trabalha sozinho, nĂŁo hĂĄ necessidade de um nome para se distinguir dos outros ou servir como identificador. Mesmo assim, obviamente, nĂŁo era possĂvel viver sem interagir com outras pessoas em algum nĂvel, entĂŁo, Ă s vezes, me perguntavam meu nome. Quando isso acontecia, eu sempre dava a mesma resposta.
â EntĂŁo, âAnĂŽnimoâ â disse a mulher, usando meu pseudĂŽnimo em um tom de deboche â, me diga, como vocĂȘ planeja nos pagar por isso?
â Ngh… â Eu adoraria responder, mas era difĂcil no meu estado atual. â Mmph, mmph, mmph!
Afinal, havia uma mordaça na minha boca. E, por acaso, meus braços estavam amarrados atrås das costas, minhas pernas presas nos tornozelos, e eu estava de barriga para baixo. Para piorar, isso estava acontecendo na rua em Altana. Era noite, felizmente, então não havia ninguém passando.
A mulher olhando para mim estava iluminada pelo luar. Ela estava sentada nas costas de um homem mascarado com as pernas cruzadas, usando-o como uma cadeira. Lala e Nono. Era uma cena bizarra que revelava o relacionamento distorcido deles, mas isso era normal para eles.
â Nngh, mmmmph! â De qualquer forma, serĂĄ que vocĂȘ poderia pelo menos tirar essa mordaça? Eu tentava pedir desesperadamente para eles. â Mmph, nghngh…!
â NĂŁo consigo ouvir vocĂȘ. NĂŁo consigo ouvir a voz de um homem que nos vendeu uma informação meia-boca. NĂŁo, nĂŁo consigo ouvir nada. NĂŁo sĂł perdemos tempo por sua causa, como tambĂ©m acabamos em perigo. E vocĂȘ nem sequer tentou se desculpar sinceramente. O que hĂĄ de errado com vocĂȘ?
â Ngh…! â Mas como eu poderia me desculpar desse jeito?
Em minha defesa, sim, eu tinha vendido uma certa informação para Lala e Nono. Era sobre uma caravana liderada por Ainrand Lesley, um ser das trevas. Lesley possuĂa uma fortuna imensa, e suspeitava-se que ele estaria carregando uma parte dela. Se alguĂ©m conseguisse roubar atĂ© mesmo uma fração, faria uma pequena fortuna.
Eu estava atrĂĄs dessa oportunidade hĂĄ muitos anos, e, recentemente, tinha encontrado uma pista. VĂĄrias, na verdade. Eu havia obtido trĂȘs informaçÔes diferentes de trĂȘs fontes distintas.
Passei uma das trĂȘs para Lala e Nono. Claro, nĂŁo mencionei que era uma chance de um em trĂȘs.
Havia trĂȘs pistas sobre a localização do Acampamento de Lesley, onde a caravana estava estacionada. Eu imaginava que apenas uma delas estava correta. No entanto, nĂŁo podia investigar todas as trĂȘs sozinho. Foi por isso que vendi uma para Lala e Nono, e outra para uma party diferente.
Naturalmente, planejei investigar aquela que parecia mais promissora por conta prĂłpria, e de fato o fiz. O resultado foi que fui atacado por alguns orcs que talvez estivessem trabalhando para Lesley, e quase morri.
â Nnngh, nnngh… â Era o mesmo para mim, eu queria dizer.
As informaçÔes eram todas falsas. Eram iscas colocadas para qualquer um que procurasse o Acampamento de Lesley. Isso era algo comum, devo acrescentar. Era algo que qualquer um buscando o Acampamento de Lesley experimentava uma ou duas vezes. Se eles iam ficar bravos por algo tão pequeno, nunca conseguiriam encontrar o Acampamento de Lesley. Além disso, era imaturo da parte deles ficarem bravos tão facilmente. Foi culpa deles por terem sido enganados. Eles pediram por isso, por assim dizer.
â AnĂŽnimo, quando olho nos seus olhos, posso ver que vocĂȘ nĂŁo vai nos dar um pedido de desculpas honesto â disse a mulher. â VocĂȘ nunca foi tĂŁo respeitĂĄvel assim.
â Mmph! â Por favor, me dĂȘ uma chance. Pelo menos me deixe falar. Tenho certeza de que, se conversarmos, vocĂȘ vai entender. Quero dizer, eu tambĂ©m fui enganado. Sou uma vĂtima aqui. Podemos chegar a um entendimento. Somos iguais.
â Ă hora de te ensinar uma lição, AnĂŽnimo â disse Lala, levantando-se de sua cadeira pessoal, Nono. â Vamos ter que te dar uma punição Ă altura dos seus erros. NĂŁo vou ficar satisfeita de outra forma.
Nono também se levantou. Ele se aproximou de mim sem dizer uma palavra.
NĂŁo. Pare. Por favor. Eu nĂŁo vou pedir que me perdoem, nĂŁo precisam, mas parem com isso, por favor.
VocĂȘs nĂŁo podem fazer isso.
Ah, nĂŁo… Isso Ă© errado! Parem!
Eu desmaiei, e, quando acordei por causa de uma luz forte, estava cercado por uma multidĂŁo de pessoas. Acho que estava em algum lugar perto da Companhia de DepĂłsito Yorozu, no distrito norte. A multidĂŁo me olhava boquiaberta, cochichando entre si e rindo.
Eu ainda estava amarrado e amordaçado e, agora, para piorar, também haviam arrancado minhas roupas.
Em outras palavras, eu estava completamente nu.
Se havia algum consolo naquela situação, era o fato de que eu estava deitado de bruços. Era um alĂvio pequeno, mas, pelo menos, era um pouco melhor do que estar de costas.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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