Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 17 – Volume 7

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – CapĂ­tulo 17:
[Aceleração Entre o Hoje e o Amanhã]


Mesmo com tudo isso dito, após passarem dez dias trabalhando na Cidade dos Mortos, Haruhiro começou a se perguntar se estava tudo bem continuarem daquele jeito. E não era só ele; aparentemente, todos se sentiam assim.

Quando caçavam presas na Cidade dos Mortos, havia momentos em que eles não estavam totalmente focados na tarefa. Claro, quando lutavam contra um morto, todos se empenhavam, mas era evidente que estavam tendo dificuldades para superar isso. O mesmo acontecia com Haruhiro, então ele compreendia perfeitamente o que estavam passando.

Com alguma coragem, como líder, ele sugeriu que talvez fosse hora de voltar. Ninguém se opÎs.

Desta vez, planejaram com antecedĂȘncia uma viagem de quinze dias. Poderia durar alguns dias a mais ou a menos, dependendo das circunstĂąncias, entĂŁo incluĂ­ram uma margem para isso. Assim que decidiram que nĂŁo seria uma estadia de longo prazo, ele subitamente se sentiu mais motivado.

É isso mesmo, pensou. NĂŁo adianta prolongar as coisas. Manter o foco em um perĂ­odo curto Ă© o melhor.

A segunda viagem a Waluandin foi relativamente tranquila, considerando que nĂŁo tinham o Sr. Unjo com eles.

Nos acostumamos com Darunggar, era algo que Haruhiro precisava evitar pensar. Acostumar-se com as coisas era assustador. Provavelmente, o melhor era se assustar com cada pequeno detalhe e sentir o frio na barriga.

Haruhiro explorou Waluandin sozinho. Isso era infinitamente mais eficiente e menos perigoso também.

Depois do distrito de entretenimento, ele encontrou uma ĂĄrea repleta de casas em forma de iglu, semelhantes Ă s que ele havia visto na aldeia. Era ali que viviam os orcs de classe mais baixa, aparentemente. Podia-se chamar de favelas. Mesmo nas colinas mais Ă­ngremes, havia iglus construĂ­dos como se estivessem grudados nelas. Ele tinha que admitir que isso era meio impressionante.

A Montanha do DragĂŁo de Fogo ficava do outro lado de Waluandin. Havia um caminho ali em algum lugar que, supostamente, levava a Grimgar.

De modo geral, havia duas maneiras de chegar Ă  Montanha do DragĂŁo de Fogo. Uma era atravessando Waluandin. A outra era contornando Waluandin e cruzando as montanhas.

Se fossem cruzar as montanhas, teriam que passar pelo lado de fora da mina ou pelas favelas. Ambas as ĂĄreas eram bastante perigosas, entĂŁo precisariam de equipamentos especializados para a tarefa.

Por sinal, se perguntassem a Haruhiro quais seriam esses equipamentos especializados, ele nĂŁo teria resposta. Afinal, ele nĂŁo era especialista. Mesmo a especialista em atividades ao ar livre da party, Yume, a caçadora, nĂŁo tinha experiĂȘncia em escalada. Se fossem tentar cruzar as montanhas, seria necessĂĄrio um preparo minucioso. NĂŁo seria a prĂłxima coisa que fariam, mas provavelmente a seguinte.

Se fossem tentar atravessar Waluandin, teriam que escolher um horĂĄrio em que os orcs estivessem menos ativos e um local onde fosse menos provĂĄvel serem descobertos.

Eles sabiam que os orcs das aldeias pareciam dormir Ă  noite, entĂŁo fazia sentido que os orcs em Waluandin fizessem o mesmo. Fazendo pleno uso de sua habilidade Stealth para investigar sozinho, Haruhiro conseguiu perceber que os orcs de Waluandin, ou waluos, como ele os chamava, diferenciavam noite e dia em suas rotinas.

O distrito de entretenimento estava sempre movimentado com waluos. No entanto, parecia que havia mais waluos à tarde e à noite, e menos pela manhã e antes do meio-dia. Nas oficinas e na mina, ninguém trabalhava à noite. As favelas estavam sempre meio barulhentas.

Apesar disso, neste momento, Haruhiro só sabia o que conseguia ver do seu lado do rio de lava que fazia fronteira com a cidade. Mesmo que conseguissem atravessar furtivamente o distrito da mina ou das oficinas à noite, poderia haver obståculos além desses locais que os impedissem de seguir adiante.

Ele queria se infiltrar em Waluandin e aprender mais de alguma forma, mas nĂŁo podia levar seus companheiros para isso. Se fosse falar diretamente, nĂŁo diria nada, porque qualquer pessoa sĂł atrapalharia. Essa era uma tarefa que Haruhiro teria que fazer sozinho.

Agora, para a próxima tarefa. Desta vez, eles decidiram não ser gananciosos, e quando o período predeterminado de quinze dias terminou, Haruhiro e os outros retornaram com segurança para a Vila do Poço. No dia seguinte, partiram para a Cidade dos Mortos para ganhar dinheiro.

Nos dias seguintes, durante vĂĄrios dias, eles trabalharam arduamente na Cidade dos Mortos.

A caça era o trabalho de um soldado voluntĂĄrio, mas nĂŁo podiam deixar que se tornasse rotina. Haruhiro e sua party haviam ganhado o apelido de “Matadores de Goblins”, entĂŁo estavam acostumados a passar um tempo excessivo frequentando os mesmos terrenos de caça—eram atĂ© bons nisso—mas tambĂ©m sabiam o quĂŁo perigoso era se acostumar demais com as coisas.

— Ugh! — Kuzaku estava tentando segurar um ataque violento de um leão morto.

Ele não estava apenas usando o escudo, mas também sua espada longa para se defender. Ele abaixava o corpo para ficar mais eståvel, tomando cuidado para não perder o equilíbrio. Ele estava se segurando firme.

Kuzaku mantinha uma distĂąncia fixa do leĂŁo morto, fazendo ajustes finos em seu posicionamento de acordo com os movimentos do oponente. Ele estava fazendo um Ăłtimo trabalho em manter essa distĂąncia, e o leĂŁo morto parecia ter dificuldades com isso. Um a um, Kuzaku conseguia manter o leĂŁo morto ocupado. Ele havia chegado a esse nĂ­vel.

Todos reconheciam que Kuzaku estava melhorando como tanque. Confiavam nele também. Era por isso que Mary podia avançar em momentos como esse e derrubar o leão morto com seu cajado.

Kuzaku nunca deixaria o leão morto escapar. Se ela não tivesse essa confiança, Mary não poderia se afastar do lado de Shihoru.

A propósito, Mary não era absurdamente forte nem nada, mas as técnicas de autodefesa dos sacerdotes haviam sido criadas para ajudar os fracos a se defenderem, desenvolvendo-se a partir desse ponto. Fazendo uso da força centrífuga, ou algo assim, ela amplificava sua força fraca em golpes poderosos contra aqueles que tentavam feri-la. Se acertasse em cheio, seus golpes podiam ser mais poderosos que os de Ranta.

O leĂŁo morto tropeçou. Kuzaku rapidamente pulou sobre ele… ou nĂŁo.

— Gwahaha! — Era Ranta. Ranta, que estava esperando a oportunidade, usou Leap Out para saltar e atacar o leĂŁo morto. Sua disposição para ir com tudo em momentos como esse era sua Ășnica qualidade louvĂĄvel. Sua lĂąmina negra perfurou o olho direito do leĂŁo morto. — Toma essa!

— Afaste-se! — gritou Haruhiro.

Ranta saltou para trás e se afastou, possivelmente antes mesmo de ouvir as palavras. Sua espada negra ficou cravada no olho da criatura. Mesmo enquanto se contorcia de dor, o leão tentou abraçar Ranta com todo seu “amor”. Em outras palavras, Ranta escapou antes de ter as costas esmagadas pelo abraço mortal.

— Eheh… Que as maldiçÔes sejam… — Zodiac-kun, que flutuava por perto, disse algo que poderia ser auspicioso ou ameaçador, difĂ­cil de dizer.

O leão morto se levantou. Yume disparou uma flecha, mas a criatura se torceu para evitá-la. Logo em seguida, Shihoru gritou: — Dark! — e enviou seu elemental.

O elemental humanoide, ou mais como em forma de estrela, Dark, mergulhou no peito do leão morto. Ele imediatamente começou a convulsionar e caiu de joelhos.

— Hah! — Kuzaku fez um grande movimento com sua espada longa e golpeou a criatura na lateral da cabeça. Em seguida, acertou seu queixo com o escudo.

— Ah! — Mary golpeou o pescoço da criatura com seu cajado.

— Aí vai! — Ranta saltou sobre a coisa, arrancando sua espada negra e depois cortando-a. Ele cortava sem parar, mesmo que não conseguisse ferir muito. Sempre que ele parava para descansar, Kuzaku e Mary davam mais um ou dois golpes, e então Ranta voltava a atacar furiosamente.

Haruhiro observava seus companheiros enquanto eles lutavam, prestando atenção ao redor. Yume, que estava ao lado de Shihoru, havia preparado uma flecha no arco e também estava em guarda.

Haruhiro e os outros haviam mudado seus terrenos de caça na Cidade dos Mortos do Distrito Noroeste, onde ficavam os restos do mercado e o Distrito dos Armazéns, para um local logo no início do Distrito Sudoeste. Se continuassem progredindo aos poucos, o Distrito Sudeste seria o próximo nível após o Noroeste, mas o lado leste estava praticamente coberto de névoa.

Os mortos do Distrito Sudoeste eram astutos e violentos, mas Haruhiro e os outros descobriram que, na ĂĄrea mais prĂłxima do Distrito Noroeste, apareciam mortos que eram relativamente mais fĂĄceis de derrotar.

Eles eram, na maioria, como o leĂŁo morto com o qual estavam lutando agora. NĂŁo havia dĂșvida de que eram inimigos poderosos. Ainda assim, se todos se esforçassem bem, chegariam a um ponto em que poderiam quase garantir que conseguiriam vencer um deles.

Inimigos desse tipo eram bons. Mesmo que quisessem relaxar, nĂŁo conseguiam. DerrotĂĄ-los nĂŁo era impossĂ­vel, mas nĂŁo dava para fazĂȘ-lo de forma mecĂąnica. Era preciso estar um pouco mais atento do que o normal. Eles precisavam melhorar a si mesmos, ajustando-se dia a dia, ou nunca sobreviveriam. Mas, contanto que fizessem as coisas certas, conseguiriam lidar com a situação.

— Haru-kun — Yume indicou com o queixo um prĂ©dio ao sul.

— Mmm? — Haruhiro apertou os olhos para enxergar o edifício.

Havia algo espiando da parte desmoronada do segundo andar…NĂŁo, parecia que havia. Mas era sĂł isso.

Haruhiro balançou a cabeça. — Não. Está tudo bem.

— Yume se enganou, nĂ©. Desculpa por isso.

— Relaxa, não tem problema.

— Toma essa! Que Skullhell te abrace! — Ranta desferiu o golpe final no leão morto. — Wahahahaha! Hoje à noite vou beber bem de novo!

— O que Ă© vocĂȘ, um bandido das montanhas? — Haruhiro murmurou com um suspiro. Haruhiro era um ladrĂŁo, mas nĂŁo queria pensar que estava no mesmo nĂ­vel de Ranta. Ele definitivamente nĂŁo estava.

Eles caçaram na Cidade dos Mortos por dez dias, depois partiram para outra expedição de cerca de quinze dias. Quando faziam assim, podiam passar seus dias esperando pela próxima vez.

Não era bom pensar demais no futuro, mas se focassem apenas no que estava diretamente à frente, ficaria sufocante. Encontrar um equilíbrio era importante. Se todas as suas açÔes se limitassem a seguir cegamente em direção a uma esperança ilusória, acabariam por negligenciar o cuidado com seus próprios passos, o que os colocaria em risco.

Da mesma forma, se continuassem olhando para baixo, sob o peso do desespero, ficariam exaustos e incapazes de continuar. NĂŁo podiam viver sĂł de tempos difĂ­ceis, e os bons momentos nunca durariam para sempre. O melhor era chorar quando sentissem vontade de chorar, e sorrir Ă s vezes, mesmo quando nĂŁo tivessem vontade de sorrir.

No meio da terceira expedição, embora Haruhiro só tenha ouvido falar disso depois, pois estava investigando sozinho no momento, Ranta e os outros foram atacados por orcs. Eram dois orcs, e apesar de terem conseguido matå-los de alguma forma, Kuzaku e Yume ficaram feridos, e as coisas ficaram complicadas por um tempo.

Ambos os orcs pareciam magros e jovens. Não usavam armaduras, mas carregavam arcos e flechas, espadas e facas. Pareciam estar equipados como caçadores. Talvez estivessem caçando e se depararam com Ranta e os outros por acaso.

Esse evento serviu como gatilho para que, durante a quarta expedição, eles mudassem o local onde os outros cinco ficavam de prontidão, movendo-se para um ponto próximo ao Rio das Águas Termais. Haruhiro deixou Ranta e os outros caçarem gujis, criaturas semelhantes a texugos, enquanto ele prosseguia com sua exploração de Waluandin. Ele havia chegado ao ponto de conseguir entrar na cidade à noite, desde que estivesse sozinho.

Durante a quinta expedição, encontraram uma pequena placa de pedra nas ruínas de Alluja. Quando voltaram para a Vila do Poço e a mostraram a Oubu, o Såbio das Mãos com olhos, o såbio a comprou por uma moeda grande, 1 rou.

Mais tarde, enquanto acampavam fora da vila, Ranta começou a falar com uma sinceridade incomum: — Sabe… — disse ele. — Eu meio que entendo como as pessoas daqui se sentiam, se agarrando a Skullhell. Quando estĂĄ tĂŁo escuro assim, dĂĄ vontade de ser abraçado por Skullhell.

— É mais fĂĄcil entender por que se agarravam a Lumiaris — Mary retrucou. — Quando estĂĄ tĂŁo escuro, o normal Ă© buscar a luz.

— Tenho certeza de que isso Ă© normal sĂł pra vocĂȘ — rebateu Ranta. — Mas, ouve sĂł, o que Ă© normal Ă© diferente pra cada pessoa, vocĂȘ sabe disso?

— “VocĂȘ”? — Mary repetiu, surpresa.

(NT: Em japonĂȘs, existem vĂĄrias maneiras de dizer “vocĂȘ”. Duas delas, “kisama” e “omae”, sĂŁo consideradas muito rudes, quase como um xingamento. Ranta provavelmente usou uma dessas.)

— …Eu sinto muito — disse Ranta, sem emoção. — Mary-san, por favor, me perdoe.

— Ele nĂŁo estĂĄ nem um pouco arrependido… — comentou Shihoru.

Ranta se ajoelhou e fez uma dogeza exagerada. — Perdoe-me! Eu estava errado! Por favor, me perdoe!

— NĂŁo existe nada mais inĂștil que uma dogeza vindo de vocĂȘ — Haruhiro disse com um sorriso torto, enquanto cutucava a fogueira com um graveto. — …Deuses, hein? Isso nĂŁo me parece real. Eles realmente existem? Sempre pensei que fossem sĂł ficção ou algo assim…

— Se eles nĂŁo fossem reais, eu nĂŁo poderia usar magia da luz — Mary mostrou a palma da mĂŁo. — Mas atĂ© eu vir pra cĂĄ, talvez eu mesma nĂŁo acreditasse totalmente neles.

— Oh, entendo — Kuzaku assentiu. — Faz sentido. Os deuses são tipo um exemplo pra gente, sabe? Ou uma fonte de inspiração? A razão? A base? Algo assim. Tipo, tem a Lumiaris, e se assumirmos que ela está sempre nos observando, podemos nos comportar de forma justa, talvez?

— Elhit-chan, o Deus Branco, Ă© real — disse Yume, descansando a cabeça no colo de Shihoru, enquanto Mary se apoiava em sua perna. — Elhit-chan aparece nos sonhos de Yume e tudo mais. Yume queria poder encontrar Elhit-chan…

— Vamos falar sĂ©rio aqui — Ranta interrompeu sua dogeza exagerada e se sentou com as pernas cruzadas, cruzando os braços com uma expressĂŁo presunçosa. — No fundo, todo mundo tem medo de morrer e tal, nĂ©? JĂĄ que estamos vivos, nĂŁo queremos morrer. Mas, ainda assim, vamos morrer. Um dia, com certeza, vamos todos dessa pra melhor. NĂŁo tem como escapar disso. É o desfecho da nossa vida, pode-se dizer. Quando vocĂȘ pensa nisso, eu nĂŁo sei… Parece esmagador, sabe? É difĂ­cil lidar com isso, talvez.

— …AtĂ© pra vocĂȘ? — Haruhiro perguntou, sentindo uma curiosa surpresa.

Ranta deu uma risada, mas parecia forçada, de certa forma.

— Estou falando de modo geral, cara, geral. Eu estou acima de tudo isso. AlĂ©m do mais, morrer Ă© sĂł uma parte da minha vida, certo? Mesmo que a morte dos outros pareça, bem… vocĂȘ sabe. Tem que aceitar a prĂłpria morte, ou nĂŁo consegue viver. VocĂȘ nasce, depois morre, e isso Ă© a vida. Basicamente, Ă© um ciclo, cara, um ciclo — Ranta girou o dedo indicador no ar. — Tenho certeza de que vocĂȘs nĂŁo entendem, mas os ensinamentos de Skullhell incluem essas visĂ”es sobre a vida e a morte.

— Temos isso nos ensinamentos de Lumiaris tambĂ©m, claro — Mary disse calmamente, enquanto acariciava a coxa de Yume. — No começo, havia luz. Toda a vida nasce dessa luz e retornarĂĄ a ela. É por isso que vemos a luz quando morremos.

— Quando morremos, caímos na escuridão, obviamente — Ranta zombou.

— NĂŁo, nĂłs nĂŁo caĂ­mos na escuridĂŁo. A escuridĂŁo Ă© apenas um efeito colateral da luz que nĂŁo brilha em algum lugar. Se vocĂȘ desviar os olhos da luz, ficarĂĄ preso na escuridĂŁo. SĂł isso.

— VocĂȘ estĂĄ errada. A escuridĂŁo Ă© a origem, e a luz veio depois dela. Estou te dizendo, a raiz de todas as coisas Ă© a escuridĂŁo.

— Por isso que eu nunca consigo me dar bem com um cavaleiro das trevas que segue Skullhell cegamente — Mary murmurou.

— NĂŁo preciso me dar bem com vocĂȘ! NĂŁo quero ter nada a ver com os covardes que acreditam em Lumiaris!

— Não briguem por essas bobagens — Haruhiro tentou intervir como líder para mediar, mas tanto Mary quanto Ranta se viraram para encará-lo.

— Bobagens?!

— O que quer dizer com bobagens?! — Ranta gritou.

— Eu… Eu sinto muito.

— Talvez… — Shihoru veio em seu auxĂ­lio. — NĂŁo pode ser os dois? No inĂ­cio, havia luz e escuridĂŁo. Acho que sĂŁo elementos conflitantes, mas complementares…

— Como todo mundo aqui, nĂ© — disse Yume, esfregando a bochecha no colo de Shihoru, falando de forma relaxada. — É porque todo mundo estĂĄ com ela que Yume consegue continuar vivendo, sabe?

Isso fez todos se acalmarem.

Bem, como estavam sempre juntos, conversas como essa eram inevitåveis. Os garotos estavam sempre falando sobre coisas meio idiotas, mas e as garotas? Serå que falavam sobre amor e romance, talvez? Ou não? Ou falavam? Embora Haruhiro estivesse curioso, ele não podia perguntar, então esse mistério permaneceria um mistério para sempre.

Ranta usou as 10 moedas pretas que tinha guardado para comprar uma espada de duas mãos do ferreiro da Vila do Poço. Era uma espada de duas mãos, então o cabo era longo, mas a lùmina não era tão grande, o que a tornava surpreendentemente leve.

A maioria das espadas tinha uma seção sem fio logo acima da base da lùmina chamada ricasso. O ricasso da espada que Ranta comprou era longo e tinha uma protuberùncia no topo. Quando ele a usava para desferir um golpe final, aparentemente segurar o ricasso facilitava, e havia outros usos para ele também. Conhecendo Ranta, ele encontraria vårias maneiras de usar a espada através de tentativa e erro.

Ele nomeou sua espada de RIPer e comprou manoplas para poder segurar o ricasso bem firme. A propĂłsito, ele pediu o dinheiro emprestado aos seus companheiros para comprar essas manoplas.

Sua espada negra ainda estava em boas condiçÔes, entĂŁo ele a entregou a Kuzaku, que realizou um ritual dos paladinos que envolvia esculpir um hexagrama na lĂąmina e marcĂĄ-la com sangue como prova. Ao fazer isso, ele poderia usar o feitiço de magia da luz, Saber, para conceder a bĂȘnção de Lumiaris Ă  lĂąmina.

A party adquiriu um elmo que lembrava a cabeça de um falcĂŁo na Cidade dos Mortos, e o elmo de Kuzaku, por coincidĂȘncia, estava bastante danificado, entĂŁo ele o trocou. Ranta o nomeou de Elmo de FalcĂŁo, mas Kuzaku realmente nĂŁo gostou desse nome.

Yume havia feito da espada curva que pegou na Cidade dos Mortos, que tinha aproximadamente o mesmo tamanho que seu facĂŁo, uma de suas armas favoritas. Haruhiro continuava chamando-a de wantou, que era a palavra para lĂąmina curva, entĂŁo Yume decidiu apelidĂĄ-la de Wan-chan, um termo fofo para filhote de cachorro. Honestamente, Haruhiro achava isso meio estranho.

(NT: Wan-Wan = Au Au)

O cajado novo de Mary tinha quebrado, entĂŁo ela comprou um cajado com um martelo na ponta do ferreiro. Provavelmente foi porque ela agora tinha muito mais chances de participar dos ataques. Ela claramente escolheu a arma com um foco em seu poder destrutivo.

Embora Shihoru nĂŁo tivesse mudado seu equipamento, seu elemental, Dark, estava ficando cada vez mais forte. Quanto mais apegado a Shihoru Dark ficava, maior ele parecia crescer e, alĂ©m disso… sua forma estava ficando mais fofa. E agora ele tambĂ©m podia produzir efeitos semelhantes ao Sleepy Shadow, Shadow Complex e Shadow Bond. Ele nĂŁo era onipotente, porĂ©m, e Shihoru tinha que aplicar nele apenas um dos efeitos de impacto, confusĂŁo, sono ou paralisia, mas ele ainda era incrĂ­vel.

Segundo Shihoru, ela eventualmente seria capaz de misturar diferentes efeitos. Se isso acontecesse, ela poderia causar dano enquanto imobilizava o inimigo, ou enfraquecĂȘ-lo enquanto causava dano, alĂ©m de diversas outras possibilidades. Isso era ainda mais incrĂ­vel.

Haruhiro acabou com um estilete, usado exclusivamente para ataques de estocada, em sua mão direita, e uma faca com guarda no cabo, para ataques de balanço, corte e estocada, em sua mão esquerda. A primeira arma ele encontrou no subsolo de Herbesit, enquanto a segunda ele pegou de um morto.

(NT: o estilete do Haruhiro Ă© mais ou menos assim.)

Eles não tinham visto o Sr. Unjo. Ele supostamente visitava a Vila do Poço ocasionalmente, mas como Haruhiro e os outros passavam muito tempo fora em expediçÔes, provavelmente só estavam se desencontrando.

Toda vez que visitavam Herbesit, a torre de Rubicia vinha Ă  mente de Haruhiro. Ele pensava em ir lĂĄ algum dia, mas nunca o fazia.

Um dia, Ranta o convidou para a mercearia na Vila do Poço, onde eles beberam bastante e ficaram completamente embriagados. NĂŁo foi sĂł Haruhiro. Todos beberam o mĂĄximo que podiam e tiveram um grande banquete com o ferreiro, o ovo achatado com braços da loja de bolsas, os guardas de folga e atĂ© mesmo o grande caranguejo. Ranta, Haruhiro e Kuzaku revezaram-se em uma queda de braço com o ferreiro e perderam feio, depois os trĂȘs enfrentaram-no juntos, e ainda assim perderam. Ele tinha lembranças vagas de tudo isso.

Conforme seus companheiros ficavam mais bĂȘbados, ele se lembrou de ter sentado ao lado de Mary e conversado. Sobre o que conversaram? Ele sentia que tinha se divertido, mas nĂŁo se lembrava de uma palavra do que foi dito.

Bem, desde que ele nĂŁo tenha dito nada estranho. No dia seguinte, Mary estava agindo da mesma forma de sempre, entĂŁo provavelmente estava tudo bem.

Estå tudo bem, né? Ele tentava se convencer.

Desde aquela vez, o receptor não tinha vibrado de novo. Ninguém comentou sobre isso, mas provavelmente era só uma questão de mau tempo.

Provavelmente era sĂł isso. Foi o que Haruhiro decidiu pensar.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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