Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 12 â Volume 5
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – CapĂtulo 12:
[HistĂłrias extras]
O Cliente Ruim de Olhos Sonolentos
Na cidade dos artesĂŁos, no distrito sul de Altana, havia uma loja chamada Madam Yunâs. O marido dela tinha sido um famoso artesĂŁo de couro, que morreu de uma doença sexualmente transmissĂvel conhecida. No entanto, Madam Yun, que herdou o negĂłcio, nĂŁo era artesĂŁ. Ela era apenas a esposa de um artesĂŁo.
Madam Yun mantinha os aprendizes de seu falecido marido na linha com uma mistura de rigor e incentivo, trabalhando duro para vender os produtos de couro que eles produziam. Com seu talento para conversar, personalidade afĂĄvel e uma beleza que parecia nĂŁo envelhecer, ela claramente tinha um grande potencial como empresĂĄria desde o inĂcio. Rapidamente, o negĂłcio prosperou. Agora, dizia-se que, se vocĂȘ fosse comprar produtos de couro em Altana, a loja da Madam Yun era o lugar certo.
Para aprender com ela, Lenya se tornou sua aprendiz.
O pai de Lenya tinha sido um dos artesĂŁos que trabalhava sob a supervisĂŁo da madam, e ele sempre dizia que nĂŁo era possĂvel uma mulher se tornar uma artesĂŁâo que nĂŁo era verdade, mas realmente era um ambiente dominado por homens, um trabalho pesado e que maltratava as mĂŁos, alĂ©m de que os salĂĄrios nĂŁo eram lĂĄ grandes coisas.
Olhando objetivamente, seu rosto era comum, seu corpo era mediano, sua voz nĂŁo era especialmente atraente e, bem, ela era, no geral, uma garota bem simples. Se levasse uma vida ânormalâ, ela se casaria com um homem mediano, teria filhos medianos e viveria uma vida mediana.
Na verdade, se a vida que ela levasse fosse mediana, isso jĂĄ seria algo bom. Ela poderia se casar com um homem que parecesse mediano, mas que na verdade fosse um inĂștil, e acabaria sofrendo por isso. Se isso acontecesse, como uma mulher mediana, nĂŁo teria outra escolha senĂŁo suportar em silĂȘncio.
Ela nĂŁo queria isso. Era sua vida, e ela queria fazer algo com ela nos seus prĂłprios termos. Ela queria poder viver como bem entendesse. Para isso, precisava de dinheiro…
Com isso em mente, ela procurou a madam e, agora, jĂĄ trabalhava para ela hĂĄ trĂȘs anos. Lenya havia se tornado uma vendedora capaz. Seu pai tinha sido um artesĂŁo, entĂŁo ela conhecia o produto, e depois de começar o trabalho, descobriu que era boa com nĂșmeros. Se ela usasse um top de couro justo, uma saia curta de couro e botas de couro amarradas, atĂ© mesmo a Lenya, de aparĂȘncia comum, podia fazer o coração dos homens acelerar por um momento.
Aquele cliente nĂŁo parecia promissor. O instinto de Lenya como vendedora estava lhe dizendo isso.
Ele havia passado quase uma hora olhando pela loja, onde os produtos de couro estavam lindamente expostos, Ă s vezes de forma ousada, e depois ficou mais meia hora agachado em frente a uma das prateleiras, pegando os produtos, devolvendo-os, pegando-os de novo, examinando-os e, em seguida, colocando-os de volta na prateleira.
Ele ainda era jovem, um soldado voluntĂĄrio em seus anos de adolescĂȘncia. Tinha olhos incomumente sonolentos. Ele suspirava repetidamente, olhando para o teto e torcendo o pescoço. Quanto tempo ele planejava agonizar sobre aquilo? Se ela chamasse um cliente assim, ele geralmente se intimidaria e fugiria da loja. Ela o havia deixado em paz por saber disso, mas ele era do tipo que agonizava para no fim nĂŁo comprar nada. Lenya decidiu intervir e se aproximou do soldado voluntĂĄrio.
â Com licençaaaa â disse ela com um sorriso, empurrando o soldado para o lado enquanto arrumava os produtos.
O soldado voluntĂĄrio se levantou rapidamente, dizendo: â Ah! D-Desculpe, â mas nĂŁo fez menção de sair.
O que, ele nĂŁo vai embora? ela pensou.
O soldado a olhava com os olhos virados para cima, como se quisesse dizer algo. Sem outra escolha, ela perguntou: â VocĂȘ estĂĄ procurando algo em especĂfico?
â Pode-se dizer que sim â respondeu ele, sem chegar ao ponto.
Ela sabia exatamente qual produto ele vinha analisando de todos os ùngulos, claro. Eram essas calças de couro. Ela empurrou um par de calças de couro bem na frente do rosto do soldado.
â Estas ficariam bem em vocĂȘ, sabe? Quer experimentar?
â N-NĂŁo. Ah, mas… Hm… Na verdade. Ah, desculpe, com licença… â disse o soldado enquanto recuava, e entĂŁo se virou e saiu da loja.
Se vocĂȘ vai fazer isso, entĂŁo jĂĄ vai tarde, ela pensou, furiosa. VocĂȘ e seus malditos olhos sonolentos.
Ela lançou veneno para ele mentalmente, mantendo um sorriso no rosto enquanto organizava as prateleiras e ajudava outros clientes a experimentar e comprar os produtos da loja… por cerca de uma hora. EntĂŁo, quando voltou para aquela prateleira, o jovem soldado voluntĂĄrio, que ela achava que havia saĂdo da loja, estava agachado lĂĄ novamente, olhando para as mesmas calças. Quando foi que ele voltou?
â Oh… â Quando o soldado voluntĂĄrio viu Lenya, ele inclinou a cabeça em sinal de cumprimento.
Lenya, instintivamente, respondeu: Bem-vindo de volta e o cumprimentou com um sorriso, mas… se ele tinha entrado na loja sem que ela percebesse, esse cara nĂŁo era um cliente comum. Ela era uma vendedora habilidosa e tinha um controle firme de tudo o que acontecia na loja. NĂŁo, ela controlava tudo. Ela precisava controlar. Lenya se agachou ao lado do soldado voluntĂĄrio.
â Aconteceu alguma coisa? Eu realmente acho que essas ficariam Ăłtimas em vocĂȘ. Usamos um processo especial no couro, Ă© incrivelmente durĂĄvel. Ă silencioso e flexĂvel tambĂ©m, sabe? Deixe-me te dizer, Ă© uma pechincha por esse preço. O que acha?
Eu vou fazer ele comprar. Se chegou a esse ponto, não vou deixar ele sair daqui sem levar essas calças. Lenya começou a explicar o produto de forma insistente para o soldado voluntårio.
â NĂŁo… hum… â O soldado piscou, com o rosto ficando vermelho.
Ela pensou: SĂł mais um empurrĂŁo
Ele se levantou.
â Posso experimentĂĄ-las?
â Fique Ă vontade â respondeu Lenya imediatamente, pegando o braço do soldado voluntĂĄrio e o arrastando atĂ© o provador.
Dentro do provador, o soldado murmurou:
â …Sim. Elas caem bem â entĂŁo, ela estava certa de seu sucesso. Agora ele estava na palma da mĂŁo dela. Sucesso. Ele iria comprĂĄ-las. Sem dĂșvidas. Naturalmente que sim. Quando Lenya usava sua magia, era fĂĄcil assim. O que ele achava disso?
Logo o soldado voluntårio saiu do provador e entregou as calças de couro para ela.
â Vou deixar passar, afinal.
â …HĂŁ? Mas, bem, elas cabem…
â Elas cabem perfeitamente. Desculpe, mas… bem, eu ainda posso usar as que tenho, entĂŁo acho que nĂŁo preciso comprar um novo par.
â Mas, hum…
â JĂĄ decidi. Desculpe mesmo â disse o soldado voluntĂĄrio, com os olhos sonolentos e uma estranha determinação, antes de sair da loja como se estivesse fugindo. Ele estava hesitando. Realmente hesitando, entĂŁo… o que foi isso? Ele parecia realmente que iria comprar.
Um dia, ela iria matar brutalmente esse soldado voluntĂĄrio.
A vendedora competente, Lenya, manteve um sorriso como mĂĄscara enquanto se irritava pelo resto do dia.
Mestre
Itsukushima não sabia o que fazer. Ele era um caçador. Vivia como caçador hå vinte anos e também era um soldado voluntårio, mas, por querer viver de forma mais pura como caçador, quinze anos atrås ele decidiu ajudar a instruir seus juniores na guilda enquanto vivia seu estilo de vida ao måximo.
Para os jovens caçadores, ele nĂŁo era um instrutor fĂĄcil. Na verdade, provavelmente era visto como muito rĂgido.
â EntĂŁo, Yume tenta fazer o que o Mestre estĂĄ ensinando, ou pelo menos tenta, mas ela nĂŁo consegue acertar e vem se perguntando o que pode fazer, mas jĂĄ nĂŁo sabe mais o que fazer… â Yume disse entre soluços.
â N-NĂŁo Ă© tĂŁo ruim assim… â Itsukushima gaguejou. â N-NĂŁo chore, Yume…
â Mas, Mestre, vocĂȘ tenta tanto ensinar Yume, mas ela nĂŁo consegue fazer nada certo. Yume estĂĄ muito frustrada com isso, sabe.
â E-Eu sei que vocĂȘ estĂĄ se esforçando tambĂ©m…
â Reeealmente?
â R-Realmente.
â Mas, sabe, com todo o esforço que ela tem feito, Yume quer ser capaz de fazer bem as coisas â ela fungou.
â …E-Eu imagino que sim. Eu tambĂ©m quero que vocĂȘ faça bem.
â Aham. Ă por isso que Yume vai se esforçar muito!
â S-Sim. Continue assim.
â Mestre, obrigada! Yume te adora!
â I-Idiota, vocĂȘ nĂŁo deve me abraçar! â gritou Itsukushima.
Ele afastou Yume e segurou a cabeça. O que estou fazendo comigo mesmo? O queeeeeee?! Eu sou rĂgido. Sou um professor rĂgido. Todos dizem isso. NĂŁo hĂĄ ninguĂ©m que nĂŁo diga. EntĂŁo, por quĂȘ?
Mas, quando ele olhou para Yume, que ele tinha afastado, com os olhos brilhando de lågrimas, ele sentiu as bordas de seus próprios olhos se aquecerem, como se ele também fosse chorar!
â N-NĂŁo chore, Yume! â Incapaz de aguentar mais, ele acariciou a cabeça de Yume. â NĂŁo chore, por favor. TĂĄ bom?
â TĂĄ bom â Yume assentiu e secou as lĂĄgrimas. â Yume vai dar o seu melhor. Ela nĂŁo quer envergonhar o Mestre, sabe. Yume vai se esforçar muito, entĂŁo o Mestre tem que ser beeem, beeem rĂgido com ela.
â …B-Beeeem rĂgido… â Itsukushima balançou a cabeça. â N-NĂŁo posso, Yume… NĂŁo posso ser tĂŁo rĂgido com vocĂȘ…
â Bem, que tal sĂł um pouco rĂgido? Consegue fazer isso? â ela perguntou.
â …SĂł um pouco rĂgido, hein. Acho que posso fazer isso…
â Yume quer que vocĂȘ faça isso. Ela vai se esforçar muito para alcançar o Mestre.
â C-Certo. Um pouco rĂgido, entendido. Deixe comigo, Yume.
â Yume vai deixar isso com o Mestre!
â O-Ok.
Itsukushima relutantemente retirou a mão com a qual estava acariciando a cabeça de Yume.
Ahhh, droga, o que Ă© isso? Se eu tivesse me casado e tivesse uma filha, seria assim? Droga. Quero me casar. NĂŁo ligo muito para ter uma esposa, mas quero uma filha. Se eu tivesse uma filha como ela… NĂŁo, mas eu jĂĄ tenho a Yume. NĂŁo, mas a Yume nĂŁo Ă© minha filha, droga, droga, droga.
Itsukushima escondeu sua angĂșstia, exibindo para ela um sorriso (provavelmente) estoico.
â Venha comigo, Yume.
â A Yume vai seguir o Mestre! Para qualquer lugar, e para sempre!
Para sempre… Essa palavra fez seus olhos se encherem de lĂĄgrimas novamente, e ele virou as costas para Yume. Antes que percebesse, ele se pegou pensando: Se a Yume conseguir dominar essa habilidade, o que eu deveria comprar para ela como recompensa?
Se Ă© o que Precisa Ser Feito
â Eles nĂŁo estĂŁo me seguindo, nĂ©?
Ranta espiou das sombras, checando o caminho à frente. Ele estava observando as costas de um lorde vestido de preto, uma figura que parecia flutuar como uma névoa negra de calor.
Ele estava de tocaia perto da guilda dos cavaleiros das trevas e estava seguindo esse lorde pelos Ășltimos trinta minutos. O lorde nunca tinha olhado para trĂĄs, e Ranta achava que nĂŁo tinha sido notado. No entanto, o lorde nĂŁo estava indo a um lugar com muita gente. Algo estava estranho.
O lorde parou. Ah, droga. Parecia que ele ia se virar. Ranta se escondeu. EntĂŁo, apĂłs um tempo, ele espiou novamente.
Ninguém estava lå.
Desapareceu.
Aquele lorde tinha seios. Havia apenas uma lorde mulher, a mesma que Ranta estava secretamente de olho. Ranta nĂŁo sabia bem o que queria fazer com ela, mas estava focado nela. Ele tinha se decidido a segui-la.
â Droga! â Ranta saiu das sombras e correu atĂ© o lugar onde havia perdido o lorde de vista. Ele deu uma boa olhada ao redor, mas realmente nĂŁo havia sinal dela. Frustrado, ele bateu o pĂ© no chĂŁo, e entĂŁo… ouviu uma voz fria de mulher atrĂĄs dele.
â Escravo tolo. SerĂĄ que deseja ser abraçado por Skullhell?
â Uou?!
Ele rapidamente começou a se virar, mas a mulher disse: â NĂŁo olhe. Se olhar, eu vou mandĂĄ-lo para Skullhell.
â …S-S-Sim senhora, e-eu nĂŁo… vou olhar.
Mas, era uma daquelas coisas, nĂ©? Seria um problema para ela se ele olhasse, entĂŁo ele nĂŁo deveria olhar. Em outras palavras, o lorde, nesse momento, estava sem mĂĄscara? Ela estava mostrando o rosto? Ele queria ver. Para descobrir se ela era bonita ou nĂŁo. Ele sentia que era. Tinha que ser muito sexy. Sem dĂșvidas. Ele queria ver. Descobrir. Se ele descobrisse que ela era uma beleza, ele morreria feliz. NĂŁo, talvez nĂŁo? Ele nĂŁo queria morrer, mas queria ver. Ela nĂŁo iria realmente matĂĄ-lo, nĂ©? Seria tranquilo, nĂ©? SĂł uma espiadinha. Sim. Estaria tudo bem! Ela seria gostosa! Uma professora sexy!
Com a decisĂŁo tomada, ele se virou para olhar, pelo que levou um soco no rosto e perdeu a consciĂȘncia por um momento. Quando se deu conta, estava deitado no chĂŁo, com os braços e pernas esticados. NĂŁo havia mais ninguĂ©m por perto. Apenas Ranta. Seu nariz estava sangrando. Ele tambĂ©m tinha um corte na boca. Mas… ele viu. Ele se lembrava.
Ranta…. Sorriu.
â Heh… Eu sabia que ela era gostosa…
Coração de Garota
Sempre que Shihoru tinha uma chance, ela se exercitava.
Ela se alongava e tentava melhorar sua postura o mĂĄximo possĂvel. Sempre que se lembrava, ela se equilibrava nas pontas dos pĂ©s. ContraĂa o abdĂŽmen o mĂĄximo que podia enquanto caminhava. Fazia tudo que podia pensar, e ainda assim…
Dentro da tenda, Shihoru beliscou sua lateral.
…ela tinha engordado de novo.
NĂŁo fazia sentido. Quase todo dia, ela caminhava pelo Buraco das Maravilhas. Ela lutava, e se esforçava o mĂĄximo que podia. NĂŁo podia simplesmente parar de comer, mas se esforçava para nĂŁo exagerar. NĂŁo havia motivo para estar engordando… nenhum que ela pudesse pensar. E, no entanto, claramente estava.
Ela ouviu a respiração suave de Yume, que dormia ao seu lado. Agora hå pouco, ela tinha murmurado alguma coisa. Mary estava dormindo? Shihoru não sabia dizer. Mary tinha sorte. Comia bastante, mas era esbelta. Yume tinha uma quantidade saudåvel de carne no corpo, e embora não pudesse ser chamada de magra, ela não parecia se importar. Era a Yume, afinal. Isso era fofo de sua própria maneira, e Shihoru achava que estava bem.
Shihoru nĂŁo estava bem. Ela jĂĄ nĂŁo tinha nada a seu favor, e se engordasse, seria ainda pior. Ela nĂŁo podia deixar isso acontecer. E, mesmo assim, estava engordando.
Shihoru se virou de lado. Seus seios estavam no caminho. Por que ela tinha que ter essas coisas? Eles faziam seus ombros doerem, e ela suava. Ela desejava que seus seios simplesmente desaparecessem. Se ela perdesse peso, eles deveriam diminuir. Como ela poderia perder peso? Jejuar era realmente a Ășnica opção? Mas, se isso diminuĂsse sua resistĂȘncia, causaria problemas para os outros. Isso nĂŁo era bom; ela nĂŁo podia fazer isso.
Ela ouviu alguém se levantar. Mary. Mary saiu da tenda.
SerĂĄ que ela foi ver o Kuzaku-kun de novo, talvez?
â Hmph…
Ela soltou uma risada amarga. Mary tinha sorte. Seu corpo era Ăłtimo, ela era linda e tinha um namorado. NĂŁo que Shihoru soubesse se eles estavam saindo ou nĂŁo. Mas ela tinha certeza que sim.
Enquanto isso, Shihoru estava engordando, nĂŁo era fofa e nĂŁo havia a menor chance de conseguir um namorado.
Ela queria emagrecer. Se conseguisse apenas isso, sentia que poderia ser mais positiva.
â NĂŁo existe um? â ela murmurou. Um feitiço para me deixar mais magra?
Se existisse, ela desejava que alguém a ensinasse. Não que ela achasse que algo tão conveniente existisse.
Suco de Tomate do Amor
â Hm-hm, hm-hm-hmmm.
Tada estava cantarolando enquanto olhava para uma panela. Dentro da panela havia ågua fervente e fatias de tomates vermelhos e maduros. O vapor estava embaçando os óculos de Tada.
â Hmm-hm-hmmm. Hm-hmm-hmm.
â Wow. Fazendo o de sempre, nĂ©? â Anna-san se agachou ao lado de Tada e olhou para dentro da panela.
Os Tokkis, a party liderada pelo paladino Tokimune, estavam acampados em tendas perto do Posto Avançado do Campo SolitĂĄrio, como outros soldados voluntĂĄrios. Eles nĂŁo eram do tipo que guardavam dinheiro, e frequentemente perdiam coisas (atĂ© mesmo coisas grandes, como tendas nĂŁo eram exceção), entĂŁo tinham trĂȘs tendas baratas que estavam quase caindo aos pedaços. Os utensĂlios que Tada usava eram apenas os que tinham conseguido pegar nas ruas do posto avançado, mas os tomates tinham sido cuidadosamente escolhidos.
â Hmm-hmmm. Hm-hm-hm-hmmm-hmmm.
â TĂĄ quase pronto, yeah? â Anna-san perguntou.
â Nah, ainda vai demorar um pouco.
â VocĂȘ Ă© muito exigente, nĂ©. Seu pedaço de esterco de cavalo.
â VocĂȘ que nĂŁo entende, Anna-san.
Tada deu um leve sorriso, tirou os Ăłculos e se afastou um pouco do vapor. A condensação rapidamente desapareceu, entĂŁo ele colocou os Ăłculos de volta. â Existe um jeito certo de fazer um bom suco de tomate. Aqui.
Tada tirou a panela do fogo e a colocou no chĂŁo. â VocĂȘ faz assim, mais ou menos a grosso modo.
â VocĂȘ Ă© grosso Ă noite tambĂ©m? â Anna-san perguntou.
â Depende de com quem eu estou. Mas estava falando de um âgrossoâ diferente.
â What the hell?!
â Quero dizer, vocĂȘ tem que deixar esfriar um pouco.
â Isso Ă© algum segredo de romance?! â Anna-san gritou.
â Nada disso.
â Why?!
â Anna-san, vocĂȘ sĂł pensa em amor, nĂ©.
â Oh. Um caso de amor? â Anna-san perguntou.
â Nah, nĂŁo saberia. VocĂȘ se apaixonou por algum cara?
â …O-Q-Que vocĂȘ tĂĄ perguntando de repente?! â Anna-san ficou vermelha e começou a se mexer inquieta.
Tada deu um tapinha na cabeça dela. â NĂŁo precisa ficar tĂmida. Vou orar pela sua felicidade. Orar como louco. Se vocĂȘ encontrar um cara que goste, me avise. Vou dar um jeito nisso.
â …D-Dar um jeito? O que vocĂȘ vai fazer, hein?
â Bem… â Tada inclinou a cabeça para o lado, pensativo, enquanto olhava para a panela. â Primeiro, eu prendo ele.
âWha?!
â Depois, vou fazer ele ficar imĂłvel.
â My God?!
â E entĂŁo, vocĂȘ faz o que quiser com ele, eu acho.
â Qualquer coisa, hein…? â Anna-san perguntou.
â Qualquer coisa.
â No! â Anna-san deu tapas repetidos no ombro de Tada. NĂŁo doeu. â NĂŁo Ă© isso que a Anna-san quer, No! Eu quero algo mais doce, o romance mais doce, yeah?!
â Sem sexo, entĂŁo? â ele perguntou.
â Sexo vem depois, tĂĄ! Espera, sexo?! O que vocĂȘ tĂĄ fazendo essa waffle and sexy lady dizer?!
â Waffle? â Tada perguntou, perplexo.
â Eu falei errado! Foi um deslize! Minha boca estĂĄ fora de controle, tĂĄ?!
â VocĂȘ Ă© bem madura, hein, Anna-san. Vai começar provocando com oral, nĂ©?
â O que isso sequer quer dizer?! Primeiro vem o encontro, tĂĄ?! â Anna-san gritou.
â Ă aĂ que vocĂȘ quer começar?
â Ăbvio, nĂ©?!
â Bem, vocĂȘ Ă© virgem e tudo mais.
â Why?! Como vocĂȘ sabe disso?!
â Claro que eu sei â ele disse.
â Estamos falando de vocĂȘ, afinal.
â …Tada â disse Anna-san lentamente.
â O quĂȘ?
â Talvez… vocĂȘ tenha sentimentos pela Anna-san? â Anna-san olhou para baixo, se remexendo dez vezes mais do que antes.
Tada caiu na risada e, em seguida, ajustou os Ăłculos com o dedo indicador da mĂŁo esquerda.
â Eu adoraria transar com vocĂȘ uma vezânĂŁo, talvez trĂȘs vezesâmas nĂŁo mais que isso. Antes disso, no entanto, virgens sĂŁo um pĂ© no saco de lidar, entĂŁo talvez eu nem queira, afinal.
â Seu idiota!
â Ai!
Anna-san bateu com toda a força na cabeça dele. Por um instante, Tada ficou irritado, mas, bem, era a Anna-san, então decidiu perdoå-la.
â Por que vocĂȘ tĂĄ brava, Anna-san? â ele perguntou.
â Ă claro que eu fico brava, nĂ©?! Os sentimentos que estĂŁo explodindo no peito da Anna vĂŁo alĂ©m da raiva e se transformam em fury, Yeah?!
â Hmm. Ă assim que funciona? NĂŁo faço ideia.
â VocĂȘ pisoteou o meu coração de donzela, Tada!
â Pisoteei, Ă©? Bem, foi mal.
â Se vocĂȘ entendeu, entĂŁo tĂĄ, yeah?!
â Mesmo que eu tivesse a chance de ficar com vocĂȘ, eu nĂŁo faria. VocĂȘ Ă© preciosa demais.
â Tada… â começou Anna-san.
â AlĂ©m disso, talvez eu nem consiga ficar excitado por vocĂȘ.
â Fuck you! Kill you!
â Ai! Ai! Argh!
Os punhos de Anna-san caĂam sobre Tada como uma chuva. Estava doendo bastante, ele estava meio irritado e, de vez em quando, sentia vontade de matĂĄ-la, mas era a Anna-san, entĂŁo ele deixou passar.
Sim, isso Ă© amor, pensou Tada.
Tada amava Anna-san tanto quanto um copo bem-feito de suco de tomate.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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