Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 10 â Volume 5
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – CapĂtulo 10:
[Nada de Especial]
Haruhiro se agachou ao lado de Kikkawa. Ele nĂŁo sabia o que dizer. Lutou para encontrar as palavras por um momento, mas sabia que nĂŁo conseguiria dizer a coisa certa de qualquer maneira. Isso porque Haruhiro era medĂocre atĂ© o Ăąmago.
Haruhiro estendeu a mĂŁo, colocando-a suavemente no ombro do outro homem.
â Hm… â Ele o sacudiu. â Inui-san?
â O quĂȘ…? â Kikkawa olhou para Haruhiro, depois para Inui, de volta para Haruhiro e de novo para Inui. â …HĂŁ?
â Heh. â Inui moveu levemente a cabeça, olhando para Haruhiro com o olho que nĂŁo estava coberto por um tapa-olho. â Como vocĂȘ sabia…?
â NĂŁo, nĂŁo Ă© que eu soubesse â disse Haruhiro. â VocĂȘ se mexeu um pouco. Isso me fez pensar, âAh, ele estĂĄ vivo.â
â O quĂȘeeeeee?! â Kikkawa quase pulou de pĂ©, mas caiu sentado logo em seguida. â NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo pode ser?! Eu tinha certeza de que vocĂȘ estava morto…
â E-Ele estĂĄ vivo…? â Kuzaku soou duvidoso.
â O cara estĂĄ falando, entĂŁo deve estar… â AtĂ© Ranta parecia chocado.
â Eu tambĂ©m pensei que ele tinha morrido… quero dizer, falecido… â murmurou Shihoru amargamente.
â Ă… â Mary assentiu.
â Ei. â Os olhos de Yume estavam arregalados. â Ă verdade, mas, sabe, Inuin Ă© mesmo muito bom nisso, nĂ©. Fingindo estar morto.
â Huh… â Tada chutou o chĂŁo. Seus ombros ainda subiam e desciam com cada respiração. â VocĂȘ. Achou. Que. Ele. Ia. Cair. TĂŁo. FĂĄcil. Assim. HĂŁ?!
â Heh… â Inui resmungou, como de costume. â Essa Ă© a tĂ©cnica secreta e definitiva do meu estilo de luta de um olho sĂł, Dokuganryu… âMorrendo Inui, Fazendo Idiotas Vivos Fugirem.â
â EntĂŁo, basicamente, vocĂȘ estava sĂł fingindo estar morto?! â Ranta mostrou o dedo do meio para ele.
â Ele Ă©. Um. Teimoso. Do. Caramba… â O corpo de Tada tremeu. â Sempre. Foi…
â Ah… â Haruhiro se levantou apressadamente. â Ta-Tada-san?!
Tada caiu no chĂŁo, virando-se.
â O quĂȘ, o quĂȘ, o quĂȘ?! â Kikkawa gesticulou descontroladamente, como uma rĂŁ, enquanto corria atĂ© Tada.
Inui tentou se levantar, mas parecia ter dificuldade.
â N-NĂŁo consigo me mexer… Heh…
Aparentemente, Inui nĂŁo estava ileso e havia fingido estar morto apenas como Ășltimo recurso.
No final, até que Tada, que desmaiou com os olhos revirados, voltasse a si, e até que Inui pudesse se levantar, a party não teve escolha a não ser permanecer no lugar.
â Eu e Inui fomos iscas â Tada contou a eles quando recuperou a consciĂȘncia, tomou um pouco de ĂĄgua e estava plenamente consciente. â Era a Ășnica maneira de proteger a Anna-san. Eles pegaram a perna da Mimori, entĂŁo ela nĂŁo conseguia correr. Eu e Inui atraĂmos os inimigos para nĂłs, entĂŁo Tokimune levou Anna-san e Mimori para se esconderem em algum lugar seguro. Bem, nĂŁo que algum lugar aqui possa ser chamado de seguro.
â EntĂŁo, quanto ao lugar para onde Tokimune foi… â Haruhiro segurou um suspiro, respirando fundo em vez disso. â VocĂȘ nĂŁo sabe, nĂ©.
â Podemos voltar ao lugar onde nos separamos â disse Tada.
â JĂĄ Ă© alguma coisa â respondeu Haruhiro, mas ele nĂŁo achava que isso seria suficiente. Ainda assim, ele precisava acalmar os nervos de todos. Tada e Inui podem nĂŁo estar feridos fatalmente, mas estavam longe de estar em plena forma para lutar.
â Mano, vocĂȘ Ă© surpreendentemente… â Tada começou a dizer, mas parou. â âNĂŁo. Eu e Inui despistamos vĂĄrios inimigos. Podemos encontrĂĄ-los no caminho.
â Aqueles gigantes brancos, vocĂȘ quer dizer? â Haruhiro perguntou.
â Sim. Eles sĂŁo lentos, mas grandes. Um golpe deles provavelmente te mataria.
â Mais alguma coisa? â Haruhiro perguntou.
â Depois que fizemos o Kikkawa fugir, apareceu um cultista com espada e escudo. VocĂȘ deve tomar cuidado com aquele cara.
â Heh. â Os lĂĄbios de Inui tremeram. â Um arranhĂŁo… da espada dele… vai entorpecer seu corpo. Mesmo se vocĂȘ bloquear, ainda… vai te pegar… Heh…
â Oh? â Ranta de repente pareceu sĂ©rio. â Parece legal essa espada. Eu quero ela. Quando a gente derrotar esse cara, a espada Ă© minha. Entendido?
â VocĂȘ Ă© desnecessariamente obstinado, sabia? â Tada disse. AtĂ© ele parecia um pouco incomodado com Ranta.
â Bem, nĂŁo me importo, mas… â Haruhiro nĂŁo conseguiu conter um suspiro dessa vez. â Se vocĂȘ derrotĂĄ-lo, pode ficar com a espada ou qualquer outra coisa dele que quiser.
â Legal! EstĂĄ prometido! â Ranta olhou para todos. â Se eu matar o cara, fico com a espada! Bem, mesmo que vocĂȘs o matem, ainda assim eu vou pegar, tĂĄ! De qualquer forma, a espada Ă© minha! EstĂĄ resolvido!
Todos os outros estavam com o ùnimo baixo, mas Ranta parecia ter ganhado uma motivação extra, então provavelmente estava tudo bem. Ou melhor, tudo o que eles podiam fazer era deixå-lo fazer o que queria. Embora, se Ranta fizesse o favor a todos de morrer gloriosamente enquanto matava o cara da espada, Haruhiro estava disposto a considerar chorar por ele.
Tada e Inui conseguiam andar com as próprias forças, de alguma forma, mas correr estava fora de questão. Mary parecia aflita com isso. Deve ter sido incrivelmente frustrante para ela, como sacerdotisa.
A party teve que acompanhar o ritmo deles, o que significava que precisavam ir mais devagar. Se fossem forçados a recuar, isso traria uma decisĂŁo difĂcil. Mas, se esse momento chegasse, Haruhiro jĂĄ havia tomado sua decisĂŁo.
Ele sentiria muitoânĂŁo que isso fosse resolverâmas ainda assim deixaria Tada e Inui para trĂĄs. Se Kikkawa dissesse que ficaria para trĂĄs, ele poderia fazer o que quisesse. Enquanto Tada e Inui ganhavam tempo para eles, Haruhiro e os outros fugiriam dali.
Claro, não era algo que ele queria fazer. Haruhiro estava rezando do fundo do coração para que eles não se encontrassem nessa situação. Ainda assim, ele podia rezar fervorosamente o quanto quisesse, mas se fosse acontecer, aconteceria. Se acontecesse, seria tarde demais para pensar sobre isso. Por isso, ele jå havia tomado essa decisão, para estar preparado.
Se esse momento chegar, eu tenho que ser cruel, Haruhiro disse a si mesmo. Eu posso fazer isso. Eu preciso acreditar nisso. Fazer-me acreditar, e seguir em frente se for necessĂĄrio.
Tada e Haruhiro caminhavam lado a lado, com Kuzaku, Kikkawa, Ranta, Shihoru, Mary, Inui e Yume seguindo-os nessa ordem. Tada estava tĂŁo ensanguentado quanto antes, mas nĂŁo mostrava sinais de dor ou de que iria parar. Ele era um cara teimoso. Isso fazia Haruhiro querer dizer, VocĂȘ nĂŁo deveria se esforçar tanto, mas a situação era o que era. NĂŁo se esforçar nĂŁo era uma opção.
Depois de seguirem por um caminho com visibilidade ruim por um tempo e virarem à esquerda, chegaram a um lugar onde os escombros haviam formado uma espécie de teto. Tada foi para debaixo daquele teto.
Embora pudesse ser chamado de teto, havia luz entrando por buracos aqui e ali. Não estava escuro, mas ainda assim o ambiente parecia opressor e sufocante. Os escombros às vezes bloqueavam o caminho ou dividiam a passagem, tornando a disposição do local complexa. Era como um labirinto.
â NĂłs despistamos alguns dos cultistas aqui. â Tada usou o dedo indicador para empurrar os Ăłculos para cima. â Eles ainda podem estar por aĂ. Fiquem atentos.
â VocĂȘ sabe o caminho? â Haruhiro perguntou.
â Mais ou menos, sim.
â …Mais ou menos… â Haruhiro murmurou.
â Tadacchi tem um Ăłtimo senso de direção, cara â Kikkawa disse animadamente. â Vai ficar tudo beleza, beleza! Tranquilo! Hein? Foi difĂcil entender essa? Provavelmente!
Haruhiro nĂŁo pĂŽde deixar de pensar: Falar âprovavelmenteâ de um jeito bobo nĂŁo vai fazer ninguĂ©m se sentir melhor, mas era melhor do que ter um Kikkawa desanimado. Ou serĂĄ que era? Estou em dĂșvida.
Eles caminharam pelo labirinto de escombros, confiando em Tada para guiĂĄ-los. Viraram Ă esquerda, viraram Ă direita e depois voltaram pelo mesmo caminho.
Espera, nĂłs voltamos?! Haruhiro pensou.
â Uh, Tada-san â começou ele.
â O quĂȘ? Seja rĂĄpido. Estou ocupado agora.
â …Okay, vou direto ao ponto entĂŁo. VocĂȘ estĂĄ perdido?
â Eu? Me perder? â Tada perguntou, ofendido.
â Bem… Se nĂŁo estiver, entĂŁo tudo bem.
â VocĂȘ estĂĄ absolutamente certo â disse Tada.
Todos pararam.
Parecia que o tempo em si havia parado. Estava tĂŁo silencioso que era quase bonito.
NĂŁo, nĂŁo era nada bonito.
â Estou perdido. â Tada apoiou seu martelo de guerra no ombro, com uma expressĂŁo irritada no rosto. â HĂĄ algum problema em eu me perder?
â Ele estĂĄ tentando virar o jogo contra a gente… â Shihoru murmurou, incrĂ©dula.
â NĂŁo Ă© isso. â Tada estalou a lĂngua. â NĂŁo estou tentando virar o jogo. NĂŁo preciso fazer isso, entĂŁo Ă© estranho vocĂȘ dizer isso, sabe?
â Inui-saaaan â Haruhiro gemeu. Discutir com Tada sĂł ia deixar todos loucos. Haruhiro se virou para Inui, que estava atrĂĄs dele. â VocĂȘ sabe o caminho?
â Heh… â Inui levantou dois dedos. â Sempre hĂĄ dois caminhos…
â Certo â disse Mary, fechando os olhos e olhando para o teto.
â Miau…? â Yume engoliu em seco, ansiosa. â O que isso quer dizer?
â Um Ă© consultar o seu prĂłprio coração. â Inui olhou para o horizonte. â O outro, consultar o vento. O caminho Ă© sempre um desses dois… Heh…
â Uooou! â Kikkawa ergueu um punho no ar, empolgado. â Que maneiro! Deixa pro Inui-san dizer algo profundo! VocĂȘ Ă© o melhor! Mas nĂŁo entendi nada! Ahaha!
â Nosso prĂłprio coração, hein… â Ranta, sendo Ranta, parecia impressionado por algum motivo. â Ă isso. Sim! Isso Ă© o que temos que fazer! Parupiro! Para de perder tempo e faz isso!
Haruhiro tentou ouvir a voz em seu próprio coração, mas tudo o que ouviu foi Quero esmurrå-lo, e isso não parecia ajudar muito. Em outras palavras, não era o momento para ouvir seu coração. Ele também não sentia muito vento no labirinto de escombros, e não era como se o vento fosse realmente responder a ele de qualquer forma. Se começasse a ouvir vozes no vento, estaria imaginando coisas.
O que ele ouviu nĂŁo era o vento, e ele nĂŁo estava imaginando.
Clack… Clack… Clack…
Era o som de dois objetos duros se chocando.
Antes que Haruhiro pudesse emitir um alerta, a coisa pulou de trĂĄs da esquina Ă frente.
â Cultista! â Haruhiro gritou.
Não, esse não era um cultista qualquer. Em vez de uma lança, este tinha um escudo espelhado e uma espada com uma aura ligeiramente arroxeada ao redor. Aquele som de clack, clack, vinha da bainha saindo debaixo do casaco do cultista. Esse era o som que fazia ao bater nos escombros.
â Tinha que ser vocĂȘ, nĂ©! â Tada gritou.
Tada desceu seu martelo de guerra, mas o cultista da espada bloqueou com o escudo. O cultista da espada avançou com sua espada. Tada saltou para fora do caminho, Ă© claro, mas nĂŁo conseguiu se firmar ao aterrissar e perdeu o equilĂbrio. Haruhiro queria cobri-lo. Mas o inimigo tinha um escudo. Ele nĂŁo poderia fazer isso sozinho.
â Eu cuido disso! â Kikkawa literalmente pulou sobre o cultista da espada. Ele saltou no ar e depois desceu a espada sobre ele.
O cultista da espada bloqueou a espada bastarda de Kikkawa com seu escudo. Sem perder o ritmo, ele também avançou com a espada, realizando o mesmo ataque que havia durante o combate com Tada. Kikkawa parecia ter antecipado essa ação, pois desviou habilmente a espada do cultista utilizando a parte da lùmina mais próxima ao cabo de sua espada bastarda.
Zong! Houve um som desagradĂĄvel.
â Que… droga…? â O corpo inteiro de Kikkawa tremeu, e ele quase deixou cair sua espada bastarda. Mesmo que ele nĂŁo tenha realmente derrubado sua arma, ainda ficou completamente vulnerĂĄvel.
O cultista da espada atacou novamente. Kikkawa não conseguiu desviar. Ele não conseguiu bloquear com sua espada bastarda também. A espada o acertou. No lado esquerdo do peito.
â Ugh! â Kikkawa tremeu novamente, depois caiu no chĂŁo. Como um verdadeiro guerreiro, Kikkawa estava usando uma armadura de placas. A espada nĂŁo conseguiu atravessĂĄ-lo, mas deixou um amassado sĂ©rio.
â Khhhhh… Kikkawaaaaa! â Tada voltou Ă posição de combate e desceu seu martelo de guerra. Ele atacou incessantemente.
Enquanto o cultista da espada se defendia do martelo de guerra de Tada, o resto da party se posicionou para atacar.
â Eu vou na frente! â Kuzaku gritou. Ele se defendeu com seu escudo enquanto tomava o lugar de Tada.
â A espada! A espada! A espada! A espada! â Ranta gritou. Parecia que ele planejava se posicionar no lado esquerdo, onde a mĂŁo que o cultista da espada segurava o escudo estava.
Haruhiro se posicionou atrĂĄs e Ă direitaâou começou a fazer isso, antes de reconsiderar.
â Haru! â Mary chamou.
Ele se virou.
AtrĂĄs de nĂłs, pensou. EstĂŁo vindo mais por trĂĄs. Cultistas. Esses parecem ser portadores de lanças, entĂŁo devem ser cultistas comuns. Mas nĂŁo Ă© sĂł um. SĂŁo doisânĂŁo, trĂȘs deles.

Isso Ă© ruim. Muito ruim. PoderĂamos enfrentar quatro portadores de lanças, mas o cultista da espada estĂĄ aqui, e ele Ă© perigoso. Eles estĂŁo tentando nos cercar, entĂŁo nĂŁo podemos abandonar Tada e Inui e fugir. Estou sem opçÔes?
Embora tenha sido apenas por um momento, Haruhiro ficou envergonhado ao admitir que sua mente quase travou.
â Ohm, rel, ect, el, krom, darsh! â Shihoru começou a entoar enquanto desenhava sigilos elementais com a ponta de seu cajado. Um elemental das sombras, como uma nĂ©voa negra, saiu de seu cajado e, em vez de voar, flutuou na direção dos novos inimigos.
Era o Shadow Mistâuma versĂŁo aprimorada do Sleepy Shadow.
A névoa negra estava entrando nas vestes dos cultistas como se estivesse sendo sugada pelos buracos dos olhos, mangas e bainhas.
Mas, isso vai funcionar? Haruhiro se perguntou. O Shadow Mist, assim como o Sleepy Shadow, induz um sono intenso no alvo. Em outras palavras, Ă© um feitiço de sono. Mas, quando o inimigo sabe que estĂĄ vindo, nĂŁo Ă© tĂŁo eficaz. A menos que eles nĂŁo saibam que estamos aqui ou nĂŁo pensem que serĂŁo atingidos por magia, Ă© difĂcil colocĂĄ-los para dormir. Ă por isso que seu uso Ă© limitado. Como agora, quando somos nĂłs os atacados, Ă© o tipo de feitiço que Ă© basicamente inĂștil. Shihoru, claro, provavelmente sabe disso. Na verdade, ela deve saber melhor do que qualquer um.
E, ainda assim, Shihoru escolheu deliberadamente o Shadow Mist. NĂŁo Ă© algo tĂpico dela, mas talvez esteja arriscando muito.
Os cultistas cambalearam, entĂŁo caĂram um apĂłs o outro.
â Ă porque o Shadow Echo foi muito eficaz… â Shihoru abaixou a cabeça por algum motivo. â Desculpe! Por isso… Achei que poderiam ser fracos contra magia Darsh!
â NĂŁo?! V-VocĂȘ nĂŁo precisa se desculpar por isso, precisa?! â A voz de Haruhiro deu uma leve falhada. â Isso foi impressionante, Shihoru! VocĂȘ Ă© uma maga incrĂvel! VocĂȘ realmente nos salvou!
â P-Pare com isso… â Shihoru encolheu-se. â Foi quase uma coincidĂȘncia total…
â Heh… â Inui ajustou sua tapa-olho, sem se importar com nada. â Ela Ă© uma boa mulher…
Ela Ă© mesmo, mas, nĂŁoâSĂ©rio, vocĂȘ poderia nĂŁo ser tĂŁo aleatĂłrio? Eu quero protestar. Haruhiro estava se sentindo irritado.
Era questionĂĄvel se Haruhiro tinha algum direito de dizer algo como: Fique longe da nossa preciosa maga. Eu nunca deixaria um cara ridĂculo como vocĂȘ ficar com ela. Eu nĂŁo aceito isso. Ele nĂŁo achava que tinha, mas ainda assim sentia isso. Mas, Ă© claro, nĂŁo era o momento. Ele queria calar Inui, mas isso teria que esperar.
â Yume! Inui-san! Acabem com os cultistas antes que eles possam acordar! â Haruhiro ordenou. â Tada-san, Kuzaku, Ranta, mantenham cultista da espada ocupado! Kikkawa, vocĂȘ estĂĄ bem?!
â S-Sim, de alguma forma! â Kikkawa respondeu. â DĂłi, mas acho que Ă© sĂł isso?!
â Okay! â Haruhiro avançou, atacando um dos cultistas que estava caĂdo no meio deles.
O menor, ele pensou. Preciso matĂĄ-los no menor tempo possĂvel. Este tem que ser o ponto. Ă o Ășnico.
O buraco.
Ele enfiou sua adaga com toda a força que pĂŽde no Ășnico buraco ocular. Ele girou e puxou, depois esfaqueou novamente.
â Miaau! â Yume enfiou seu facĂŁo no buraco ocular de outro cultista.
â Heh! â Inui tambĂ©m o fez.
â NĂŁo… â Haruhiro montou em seu cultista e o esfaqueou novamente. â…baixem a guarda! AtĂ© que parem de se moverâcertifiquem-se de que estĂŁo realmente mortos!
Quatro vezes. Cinco vezes.
O cultista estĂĄ imĂłvel. NĂŁo parece que ele vai se levantar novamente. Ele estĂĄ morto.
Eu o matei.
â Isso aqui. â Yume ergueu uma das lanças que os cultistas estavam segurando. â Talvez, vocĂȘ acha que pode ser Ăștil?
Haruhiro guardou sua adaga, assentindo, e então pegou a lança do cultista que ele havia matado. Inui deu um sorriso de canto de boca, guardando sua espada e pegando uma lança.
Kuzaku e os outros estĂŁo tendo dificuldades, mesmo sendo trĂȘs contra um, pensou Haruhiro. Por causa da espada. Ă uma arma difĂcil de enfrentar. Shihoru tambĂ©m tem dificuldade para usar sua magia, porque seria problemĂĄtico se ela acertasse um deles.
Bem, e se formos seis contra um?
Haruhiro, Yume e Inui atacaram o cultista da espada com lanças por trĂĄs de Kuzaku e os outros. Quando o cultista da espada bloqueou as lanças com sua espada, zong, houve um impacto incrĂvel que fez seus cĂ©rebros tremerem. Mas Kuzaku e os outros estavam Ă frente, e as lanças eram longas, entĂŁo nĂŁo havia muito medo de um contra-ataque.
Mesmo enquanto Haruhiro e os outros o desgastavam lentamente, o cultista da espada lutava bem. NĂŁo era apenas porque ele tinha uma espada e um escudo em vez de uma lança. Ele provavelmente estava em um nĂvel mais alto do que os cultistas comuns. Seus movimentos eram simples e fluidos, nĂŁo mostravam aberturas, e a maneira como ele usava sua espada e escudo era boa tambĂ©m. Ele era muito melhor nisso do que Kuzaku, o paladino.
Apesar disso, era um combate de seis contra um. A party tinha muita margem para manobras, enquanto o cultista da espada não podia baixar a guarda nem por um segundo. Além disso, Haruhiro, como era da sua natureza de ladrão, observava atentamente qualquer oportunidade.
Aquela linha nebulosa e brilhante Ă© algo que qualquer um pode ver, ele pensou. Para ser franco, Ă© apenas uma questĂŁo de probabilidade. Se fizerem a mesma coisa cem, mil, dez mil vezes, qualquer um ficaria melhor nisso. Eles começariam a ver caminhos que fariam com que dissessem: âSe eu fizer isso, vou conseguir.â Em uma situação especĂfica, com certas condiçÔes, um caminho no qual estĂŁo confiantes de que levarĂĄ ao sucesso surgirĂĄ naturalmente. Eles poderiam ver esse caminho em uma certa formaâuma linha, por exemploâuma vez a cada cem vezes, mil vezes, dez mil vezes? De qualquer forma, Ă© uma questĂŁo de probabilidade.
A Ășnica maneira de aumentar a probabilidade Ă© aumentar o nĂșmero de tentativas. Mesmo que a probabilidade nĂŁo aumente, quanto mais tentativas houver, mais sucessos haverĂĄ.
Visualize e continue a mirar. Continue, com uma espécie de indiferença, mas tenazmente, mesmo assim.
Quando estou mirando, parece que surge uma chance a cada poucos segundos. Preciso julgar com precisĂŁo qual dessas Ă© uma chance real.
Mesmo que nĂŁo seja uma habilidade especial ou Ășnica, se eu continuar fazendo isso por um tempo, Ă s vezes verei essa linha.
âOlha. LĂĄ estĂĄ.
Na próxima vez que a vir, não posso hesitar. Não hå necessidade de pensar. Não hå necessidade de medo. Apenas faça. Vå em frente.
Haruhiro agarrou o cultista da espada por trĂĄs, enfiando sua adaga com um golpe reverso no buraco do olho. Ele a puxou e, em seguida, saltou para longe.
O cultista da espada tentou se virar, mas Ranta, Kuzaku e Tada o atacaram, derrubando-o no chĂŁo.
â Oohohohoo! â Ranta exclamou alegremente enquanto tentava dar o golpe final.
â Saia do caminho, seu macaco. Comaâ â Tada empurrou Ranta para o lado, preparando seu martelo de guerra antes de esmagĂĄ-lo na cabeça cultista da espada. â âisso!
Ele esmagou.
Haruhiro rapidamente olhou em todas as direçÔes. Eles tinham eliminado todos os cultistas. Por enquanto, não parecia que mais reforços estavam chegando.
Eu devo estar com os olhos sonolentos agora. Como sempre.
Tudo bem para mim, ele pensou.
â Bom trabalho, pessoal â ele disse. â Vamos seguir em frente rapidamente. Kikkawa, vocĂȘ consegue se mover, certo?
â Eu consigo… acho que sim? â Kikkawa estava balançando o braço para testar se ainda funcionava, e estava de pĂ©, entĂŁo, bem, provavelmente estava bem. â Mas vocĂȘ nĂŁo pode ser mais… sei lĂĄ. NĂŁo, isso pode ser sĂł o seu jeito, Harucchi, mas quando acertamos tudo assim, nĂŁo te dĂĄ uma animação? Tipo, nĂŁo dĂĄ vontade de gritar âHurra!â?
â Hurra.
â Cara, esse foi o âHurraâ mais sem emoção que eu jĂĄ ouvi! â Kikkawa reclamou. â Ă tipo um âhurraâ ultra-raro, nĂŁo acha?!
â Ele Ă© assim mesmo. Chato! Ă o que ele Ă©! â Ranta arrancou a espada especial das mĂŁos do cultista. â Hyuk hyuk hyuk! Eu consegui uma espada! Pelo formigamento que vocĂȘ causa quando acerta, eu te batizo de Lightning Sword Dolphin! (Espada RelĂąmpago Golfinho) Yay! Sim! Sim! Sim!

â Lightning Sword Dolphin, hein. â Tada empurrou os Ăłculos para cima com o dedo indicador. â Ă um nome bem legal.
â Eu nĂŁo acho que seja bom â murmurou Shihoru.
â O que tem de errado com ele?! â Ranta se virou para Shihoru.
â Um golfinho Ă© um mamĂfero aquĂĄtico, certo? â Mary disse, olhando para Ranta com desdĂ©m. â De qualquer forma que vocĂȘ olhe, Ă© estranho.
â Hein?! Quem decidiu que dolphin tem que significar um mamĂfero aquĂĄtico?! â Ranta gritou. â Na minha cabeça, dolphin Ă© sĂł uma palavra legal, entĂŁo Lightning Sword Dolphin Ă© um nome legal! Bam! O que vocĂȘs acham disso?!
â Tanto faz â disse Haruhiro. â Vamos logo.
â VocĂȘ precisa me dar mais atenção, Parupiroooo!
â NĂŁo, cara. Eu sou chato. NĂŁo consigo.
â TĂĄ bom, retiro o que disse! VocĂȘ Ă© engraçado! â Ranta gritou. â Agora me dĂĄ atenção! Me dĂĄ atenção, por favor!
â VocĂȘ Ă© um saco â Haruhiro murmurou. â âPresta atenção em mim, presta atenção em mim, eu sou uma kenga por atençãoâ… o quĂȘ, tĂĄ apaixonado por mim?
â N-NĂŁo tem como eu estar apaixonado por vocĂȘ, nĂ©?! Seu idiotaaaaa! â Ranta berrou.
â Ahh. â Yume sorriu de canto. â Seu rosto ficou todo vermelho. Isso Ă© meio suspeito, sabe.
â Eu nĂŁo estou ficando vermelho! Espera aĂ, a viseira do meu capacete tĂĄ abaixada! VocĂȘ nem consegue ver meu rosto para dizer isso!
â SĂł falei pra ver sua reação â sorriu Yume. â Mas do jeito que vocĂȘ tĂĄ protestando, isso tambĂ©m Ă© suspeito, hein?
â …Hum. â Kuzaku levantou a viseira e fez um gesto com os olhos na direção Ă frente. â SĂ©rio, nĂŁo tĂĄ na hora de seguirmos em frente?
â Heh… â Inui estendeu a mĂŁo para Shihoru. â Se quiser, que tal eu te acompanhar?
â NĂŁo. â Shihoru recuou, balançando a cabeça. â Estou bem, obrigada. AlĂ©m disso, vocĂȘ estĂĄ meio morto, de qualquer forma…
Inui desabou no chĂŁo e nĂŁo tentou se levantar por um tempo.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
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