Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 03 â Volume 5
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – CapĂtulo 03:
[Caminho Para o Desconhecido]
O buraco tinha cerca de trĂȘs metros de largura, entĂŁo decidiram avançar nele dois a dois.
Os Tokkis seriam liderados por Tokimune, o paladino, seguido por Kikkawa, o guerreiro, depois Anna-san, a sacerdotisa que antes era maga, então Tada, o sacerdote de óculos que antes era guerreiro, depois Mimori, a gigante, a maga que jå foi uma guerreira, e, finalmente, Inui, que usava um tapa-olho e trocou de ladrão para guerreiro e depois para caçador.
Na party de Haruhiro, ele mesmo iria Ă frente, seguido por Kuzaku, o tanque, Ranta, Shihoru, Mary e Yume, nessa ordem.
Haruhiro, Tokimune, Shihoru, Inui e Yume carregariam lanternas na frente, no meio e no fim do grupo, mantendo o nĂvel mĂnimo necessĂĄrio de iluminação.
Assim que a ordem de marcha foi determinada, Tokimune entrou diretamente no buraco.
â Bem, vamos nos mexer.
â E-E-Espere, Tokimune-san, isso nĂŁo Ă©… â Haruhiro correu atrĂĄs dele. Parecia que o homem realmente nĂŁo tinha intenção de segurar o Ămpeto.
O buraco seguia em linha reta. Por enquanto, era apenas um buraco. Eles nĂŁo sentiam nada vivo nele. NĂŁo parecia haver nada ali.
Eles continuaram por uns quinze, vinte metros assim. EntĂŁo, deram de cara com uma parede.
â Oh â Tokimune chutou a parede Ă sua frente levemente, como se estivesse empurrando-a com o pĂ©. â Parece que o caminho se divide aqui, hein.
â Ă verdade. â Haruhiro moveu a lanterna para a esquerda, depois para a direita. â Direita ou esquerda, nĂ©.
â Qual vocĂȘ prefere, Haruhiro? â Tokimune perguntou.
â Como Ă©?
â Direita ou esquerda?
â SĂ©rio? Vamos nos separar? â Haruhiro perguntou.
â HĂŁ? Por que nĂŁo farĂamos isso? Depois de termos a sorte de encontrar uma bifurcação no caminho?
â Err… â disse Haruhiro.
Eu nĂŁo entendo. Haruhiro nĂŁo estava nem um pouco cansado, mas esfregou os olhos. O processo de pensamento desse cara, ou seu modo de pensar, ou seja lĂĄ o que for, eu nĂŁo entendo. NĂŁo consigo acompanhar. Se temos duas equipes trabalhando juntas, nĂŁo seria melhor nĂŁo nos separarmos? Se ficarmos todos juntos, com certeza serĂĄ mais seguro.
â Tem que ser a esquerda! â Ranta gritou. â A esquerda Ă© a que combina mais comigo! Tenho certeza disso!
Eu tambĂ©m nĂŁo entendo ele. Haruhiro nĂŁo fazia ideia do porquĂȘ a esquerda combinaria mais com Ranta. NĂŁo que ele se importasse.
â Entendi. â Tokimune fez um sinal de positivo. â NĂłs vamos para a direita, entĂŁo.
As palavras mal haviam saĂdo da boca de Tokimune antes que ele e os Tokkis seguissem pelo caminho Ă direita. Um deles atĂ© começou a cantarolar uma melodia.
Provavelmente Ă© o Tada de Ăłculos, Haruhiro pensou. Ă, ele parece sĂŁo, mas tambĂ©m Ă© um esquisitĂŁo. Sua histĂłria de guerreiro que virou sacerdote jĂĄ era meio estranha…
â Vamos tambĂ©m! â Ranta berrava.
Ranta estava animado. Ou, para ser mais preciso, apenas Ranta estava animado.
Haruhiro suspirou. Aposto que vou bater um novo recorde de quantidade de suspiros hoje. NĂŁo que eu jĂĄ tenha contado, mas…
â Vamos avançar com cautela â ele disse Ă sua party.
â Eu sou a favor disso â disse Kuzaku.
â Sou contra! Contra! Contra, estĂŁo ouvindo?! â Ranta gritava.
Ranta, cala a boca, Haruhiro pensou.
â TĂĄ tudo bem indo devagarzinho â disse Yume. â NĂ©, Shihoru? Mary-chan?
â …Sim â disse Shihoru.
â Eu diria que sim â concordou Mary.
â A maioria Ă© a favor, entĂŁo â Haruhiro disse, suspirando para entrar no estado mental certo. â Ranta, fica quieto por um tempo.
â Nem pensar â retrucou Ranta. â Prefiro morrer do que ficar quieto, lixo.
â TĂĄ, tanto faz… â Haruhiro murmurou.
Sem dar mais atenção a ele, Haruhiro usou a habilidade Sneaking para avançar pelo caminho Ă esquerda. As lanternas eram sua Ășnica fonte de luz. Quando estava tĂŁo escuro assim, ele confiava mais nos ouvidos do que nos olhos. Parecia que Ranta, pelo menos, entendia isso, pois manteve a boca fechada.
Tem trĂȘs metros de largura, como antes, Haruhiro pensou. Dois metros de altura, tambĂ©m. Mais ou menos a mesma coisa. Eu nĂŁo chamaria o chĂŁo de liso; ele Ă© irregular, mas nĂŁo o suficiente para dificultar a caminhada. As paredes tambĂ©m sĂŁo assim.
Este não é um buraco formado naturalmente. Estå claro que alguém o escavou. Isso significa que deve haver algo aqui dentro.
O caminho estĂĄ curvando suavemente para a direita agora…
â Buu! â Ranta, o idiota, gritou de repente.
â Aah!
â Miaau?!
â Kya! â gritou Shihoru.
Todas as meninas gritaram, fazendo Ranta rir como um idiota.
â Gwohyehhyehhyeh. NĂŁo sejam um bando de galinhas!
â C-CĂ©us! â Yume choramingou. â Isso foi realmente assustador! EstĂșpido! Ranta estĂșpido!
â Se ele simplesmente morresse… â Shihoru murmurou num tom assustador.
â Ă luz, que a proteção divina de Lumiaris esteja sobre vocĂȘ… â Mary fez o sinal do hexagrama. â Lance uma maldição em Ranta.
â Como se isso funcionasse! Eu tĂŽ perfeitamente bem! â Ranta declarou, rindo sarcasticamente.
â De certo modo, tenho que respeitar o cara â Kuzaku disse, sorrindo um pouco.
â Espera aĂ… â Haruhiro suspirou. â Ranta, sĂł invoque o Zodiac-kun. VocĂȘ Ă© inĂștilânĂŁo, pior do que inĂștilânessas coisas, mas o Zodiac-kun pelo menos vai nos avisar se houver algo se aproximando… Se ele estiver afim, claro.
â Qual Ă© a dessa atitude condescendente? â Ranta retrucou. â Implorem para eu fazer isso. âPor favor, invoque o Zodiac-kun, Ranta-sama, estou implorandoâ. Inclinem a cabeça e digam desse jeito.
â Se o Zodiac-kun estivesse aqui, a gente nĂŁo precisaria de vocĂȘ â disse Yume. â NĂŁo Ă© de se estranhar que vocĂȘ nĂŁo queira invocĂĄ-lo. Afinal, ele torna sua existĂȘncia sem sentido.
â Como se fosse â retrucou Ranta. â Tudo bem. Se vocĂȘs vĂŁo insistir tanto, por que nĂŁo? Mas vou avisando, o Zodiac-kun nĂŁo Ă© nada mais que uma parte de mim, e ele sĂł faz o que eu mando. Se quiserem que o Zodiac-kun trabalhe, Ă© melhor fazerem o que eu disser. Entenderam, seus perdedores? âĂ escuridĂŁo, Ăł Senhor dos VĂcios, Demon Call!
Diante de Ranta, algo como uma nuvem preta arroxeada apareceu. As nuvens giraram em um vórtice, tomando uma forma familiar. Parecia uma pessoa com um manto roxo sobre a cabeça, com dois buracos para os olhos. Abaixo deles, havia uma boca parecida com um corte. Em sua mão direita, segurava algo como uma faca de entalhar, enquanto na esquerda havia um objeto parecido com um porrete.
O familiar demonĂaco de Ranta, o cavaleiro das trevas, Zodiac-kun, era muito mais adorĂĄvel em sua forma anterior. Embora nĂŁo fosse uma Anna-san, ele possuĂa um certo charme de mascote.
Zodiac-kun mudou quando Ranta acumulou vĂcio suficiente. Agora, a forma do demĂŽnio era mais humana, com pernas estranhamente detalhadas, incluindo coxas, joelhos, panturrilhas, tornozelos e pĂ©s, embora flutuasse o tempo todo. Para ser honesto, era adoravelmente nojento, ou talvez apenas nojento.
â …Kehe… Kehehehe… NĂŁo me chame, Ranta, seu idiota… Sofra por mil anos e depois morra…
â O que, isso Ă© o que eu recebo logo de cara?! â Ranta gritou.
Por mais estranho que fosse, Zodiac-kun sempre insultava e humilhava Ranta rapidamente, algo que Haruhiro e os outros adoravam ver.
â Contamos com vocĂȘ, Zodiac-kun â Haruhiro chamou.
Zodiac-kun assentiu sem responder. O demĂŽnio aparentemente tinha uma polĂtica de nĂŁo falar com ninguĂ©m alĂ©m de seu cavaleiro das trevas.
â Wahahaha â Ranta riu disso. â VocĂȘ foi ignorado. Toma essa!
â …Ehehe… Ehe… Haruhiro… â o demĂŽnio riu.
â Uh? â disse Haruhiro. Era a primeira vez que o demĂŽnio o chamava pelo nome, entĂŁo ele ficou surpreso. Quando olhou para trĂĄs, Zodiac-kun estava virado para ele.
â …VocĂȘ vive… Kehe… Kehehehehehe… Ranta pode morrer… Kehehehehe…
â GAH! â Ranta fez um efeito sonoro estranho. Aquilo deve tĂȘ-lo chocado bastante.
â Zodiac-kun, vocĂȘ Ă© um bom garoto! â Yume correu e esfregou as costas de Zodiac-kun.
â …Kehe… Kehehehehe… Kehe… Kehehehe… â Zodiac-kun estava tentando virar o rosto para longe de Yume, mas parecia feliz.
â …M-M-Maldição…! â Ranta havia caĂdo no chĂŁo e estava rangendo os dentes. â O Zodiac-kun deveria pertencer a mim, e sĂł a mim! VocĂȘ nĂŁo Ă© mais o Zodiac-kun que eu conheço!
â …Ehehe… Ranta…
â O que Ă©, Zodiac-kun…? Ă um pouco tarde! NĂŁo quero ouvir vocĂȘ implorar pelo meu perdĂŁo!
â …Veja… Kehehe… Eles gostam de mim… Kehehehe… Diferente de vocĂȘ…
â Guaughhhhhhhhhhhhhhhhhhhh…? â Ranta gritou.
Boa, Zodiac-kun, Haruhiro pensou. Zodiac-kun pode ser o Ășnico capaz de acertar ataques precisos na psique de Ranta.
Graças ao Zodiac-kun, Haruhiro se sentia um pouco melhor agora. Apesar dos abusos, o demĂŽnio Ă s vezes se esforçava para proteger Ranta. Aparentemente, a precisĂŁo dos avisos que sussurrava para Ranta sempre que percebia um perigo iminente aumentava Ă medida que o vĂcio dele se acumulava. No entanto, sendo uma criatura caprichosa, ainda era importante que nĂŁo dependessem excessivamente dele; assim, poderia se tornar um grande aliado.
O caminho continua curvando para a direita, Haruhiro pensou enquanto avançavam. Não hå inclinação. A altura e a largura não mudaram. Não sinto mais ninguém aqui.
â NĂŁo.
Ă frente, posso ver algo.
Haruhiro engoliu em seco.
â Luz? â ele disse em voz alta.
â VocĂȘ acha que tem algo lĂĄ? â Kuzaku colocou a mĂŁo no cabo da espada.
â …Preparar para a batalha? â Yume perguntou num sussurro.
Ufa, ele ouviu Mary exalar. Ela provavelmente tinha acabado de verificar o hexagrama brilhante em seu pulso esquerdo. Protection ainda nĂŁo tinha se desgastado.
â Eles tĂŁo aqui? tĂŁo aqui? â Ranta lambeu os lĂĄbios. â Finalmente, finalmente chegaram? Como Ă© que Ă© o inimigo?
â …Kehehehe… Esses inimigos… Ranta… VĂŁo te matar… Kehehehehe…
â Escuta aqui, Zodiac-kun, se eu morrer, vocĂȘ desaparece tambĂ©m, entendeu? â Ranta rosnou.
â Mas… nĂŁo Ă© isso… â Shihoru parecia ter percebido.
Isso mesmo.
â Tokimune-san! â Haruhiro chamou.
â Oiiii â veio a resposta imediata.
A luz vinha das lanternas deles.
Quando avançaram, os Tokkis estavam todos lĂĄ esperando por eles. Resumindo o que aconteceu, quando entraram pelo primeiro buraco, ele se dividiu para a esquerda e para a direita. Esses dois caminhos formaram um cĂrculo e se encontraram aqui.
No entanto, era cedo demais para se decepcionar. Ainda havia mais por vir.
â Esquerda ou direita, era tudo a mesma coisa â disse Tada, com seus Ăłculos brilhando. Bem, na verdade, eles apenas pareciam brilhar por causa da forma como a luz da lanterna refletia neles.
â Parece que sim, nĂ© â Anna-san disse orgulhosamente, levantando um caderno aberto.
Havia algo rabiscado dentro. Parecia um cĂrculo deformado, mas com linhas curtas e tortas subindo e descendo dele.
â Erm… â Haruhiro olhou hesitante nos olhos de Anna-san. â O que Ă© isso?
â Um mapa, nĂ©! â gritou Anna-san. â O que mais parece?! Espera, vocĂȘs nĂŁo desenham mapas?! InĂșteis!
â Entramos por aqui, e… â Kikkawa primeiro apontou para a linha torta indo para baixo e depois apontou para a linha subindo onde o cĂrculo deformado se encontrava. â …aqui Ă© onde estamos agora! Bom trabalho, Anna-san! Ă um mapa perfeito!
â O que tem de perfeito nisso? â Ranta reclamou, parecendo decepcionado.
Dessa vez, Haruhiro teve que concordar com Ranta, mas, obviamente, ficou calado.
â Ranta burro Ă© burro, entĂŁo nĂŁo sabe ler mapas, nĂ© â provocou Anna-san. â Idiota, idiota.
â O olho do coração… â Inui disse com um leve sorriso enquanto ajustava seu tapa-olho. â VocĂȘ tem que ler os mapas de Anna-san com o olho do coração… Heh…
âNĂŁo, isso nĂŁo faz o menor sentido, Haruhiro pensou. E, espera, vocĂȘ tambĂ©m a chama com um â-sanâ?
Tenho uma montanha de coisas que quero dizer. Mas nĂŁo vou. SĂł vou me sujeitar a mais besteiras se fizer isso. SĂł preciso me acostumar com isso, Haruhiro pensou. SerĂĄ que dĂĄ pra se acostumar…?
â Por enquanto, vamos seguir em frente, tĂĄ bom? â Tokimune fez um sinal de positivo com um olho fechado.
â Ah, claro, parece uma boa ideia… â Haruhiro respondeu.
à melhor apressar, ou vamos ficar para trås, ele pensou. Não tenho tanta certeza se me importaria em ser deixado para trås neste momento, mas, não, não, acabamos de começar a explorar. Além disso, ainda não encontramos nada interessante.
Eles continuaram avançando em duas colunas, como antes, quando Haruhiro percebeu que o caminho estava inclinado. Era uma descida suave.
â EstĂĄ inclinando para baixo, certo? â Haruhiro perguntou.
â TĂĄ sim â Tokimune parecia estar se divertindo. â Tenho um bom pressentimento. Parece que deve haver algo em breve.
Assim espero, pensou Haruhiro. Contanto que nĂŁo seja perigoso.
A inclinação ficou mais acentuada, e entĂŁo o caminho fez uma curva acentuada para a esquerda. A partir daĂ, ele se curvou suavemente para a esquerda. Ainda era uma descida.
â Anna-san â Tada, o de Ăłculos, disse de repente. â VocĂȘ acha que consegue segurar a bexiga?
â E-E-E-E-E-Eu tĂŽ bem! NĂŁo vou me molhar de novo, tĂĄ?!
â …EntĂŁo ela jĂĄ fez isso antes â Kuzaku sussurrou.
â S-SĂł um pouquinho! SĂł um pouquinho, tĂĄ bom! Foi sĂł uma vez, tĂĄ?!
â Gehehehe! â Ranta riu vulgarmente. â Se mijando! O que vocĂȘ Ă©, uma criancinha?!
â Cacheado-kun â Tokimune riu e, sem se virar, disse: â eu nĂŁo te disse para nĂŁo machucar nossa Anna-san?
â D-Desculpa! Vou ter cuidado! NĂŁo vai acontecer de novo! â Ranta disse imediatamente.
â …Kehe… Vai ser cortado em pedaços… Ranta… Kehehehehe…
â Sabe, talvez â Yume riu â valesse a pena deixar o Ranta com os Tokkis por um tempo. Assim ele ficaria quieto, nĂŁo acha?
â Por que se contentar com âum tempoâ? Deixe ele com eles para sempre â Shihoru disse com um sorriso.
â Ă â Mary concordou friamente.
â Ah, cara â Kikkawa estalou os dedos por algum motivo. â NĂŁo sei se Ă© uma boa ideia. A gente realmente nĂŁo quer ele, sabe? Quer dizer, vocĂȘ sabe como o Ranta Ă©? Acho ele um cara engraçado, mas… o que posso dizer? Ele Ă© o tipo de cara que Ă© melhor quando, tipo, vocĂȘ sĂł vĂȘ ele de vez em quando?
â NĂłs nĂŁo queremos ele â Mimori, a Gigante, descartou a ideia sem rodeios.
â Ah, cala a boca! Eu tambĂ©m nĂŁo quero fazer parte da sua party idiota! â Ranta gritou.
â …Ehe… Ehehe… NĂŁo fique para baixo… Ehehehe… Ranta…
â Z-Zodiac-kun, amigo… vocĂȘ tĂĄ tentando me consolar?
â …Lembre-se… Kehe… O mundo inteiro te odeia… Isso nĂŁo deveria ser o suficiente para te derrubar…
â Ă POR ISSO?! â Ranta gritou.
Ugh, ele Ă© tĂŁo irritante, Haruhiro pensou. Ainda nĂŁo relaxei… pelo menos no que me diz respeito. NĂŁo consigo deixar de me perguntar se estou fazendo o suficiente, mas Ă© difĂcil manter o foco. NĂŁo me culpe se tudo der errado, tĂĄ?
Eventualmente, eles chegaram a outra bifurcação no caminho.
Reto e direita, Haruhiro observou. Acho que vamos nos dividir de novo… Mas Tokimune disse outra coisa.
â Primeiro, vamos tentar seguir reto. Todos juntos.
â …HĂŁ? â Haruhiro disse, surpreso. â Certo. Ă isso que vocĂȘ quer fazer?
â Ă â respondeu Tokimune. â Tenho a sensação de que Ă© a escolha certa.
â Erm… tem alguma base pra isso? â Haruhiro perguntou.
â Base? Hmm â Tokimune mostrou seus dentes brancos para Haruhiro. â Acho que Ă© um palpite?
Sério? Haruhiro pensou. O que é isso? à bem aleatório. Ahh, quero reclamar.
Mas os Tokkis pareciam acreditar no julgamento de Tokimune, e imediatamente se prepararam. Isso significava que os palpites de Tokimune geralmente estavam certos? Se fosse o caso, Haruhiro considerou confiar nele também.
Quando seguiram reto, entraram em uma sala alongada. Talvez nĂŁo fosse tanto uma sala, mas uma seção do tĂșnel que era mais larga, entĂŁo parecia um pouco como uma salaâNĂŁo, havia mais do que isso.
â Aqui estĂĄ, Haruhiro â Tokimune deu um tapa alegre nas costas de Haruhiro. â Ă disso que estou falando. Tem que ter coisas assim.
â O-O que Ă© essa coisa? â Haruhiro gaguejou.
A parede e o chĂŁo perto da parede… Aquilo nĂŁo sĂŁo rochas, sĂŁo objetos misteriosos. Eles estĂŁo… grudados ali… talvez? Tem muitos deles. Tantos que nem sinto vontade de contar. TĂȘm cerca de 30 centĂmetros? Ou maiores? Podem ter 50 centĂmetros, talvez mais. SĂŁo redondos e brilham um pouco. Azul, verde, amareloâestĂŁo emitindo um brilho fraco em uma variedade de cores. Quase como se estivessem pulsando.
â Sabe… â a voz de Ranta estava estranhamente baixa. â … Ă como se… eles estivessem vivos, nĂŁo Ă©? De alguma forma…
â VocĂȘ jĂĄ viu isso antes? â Haruhiro perguntou a Tokimune, sĂł para ter certeza.
â Nunca â Tokimune disse claramente. â Nem uma vez. Nada parecido com isso. Ă uma experiĂȘncia nova. Bem nova.
â …Ranta… â sibilou o demĂŽnio.
â Oh? O que foi, Zodiac-kun? â Ranta perguntou.
â …SĂł estava… vendo se vocĂȘ respondia… Kehehehe…
â PRA QUĂ?! â Ranta gritou.
Zodiac-kun estava realmente sĂł vendo se conseguia uma resposta? Zodiac-kun era caprichoso. Mesmo quando o demĂŽnio estava tentando dizer algo, raramente o fazia de maneira direta. NĂŁo faria mal continuar cauteloso.
Aqueles objetos também estavam na parede perto da entrada da sala. Haruhiro se preparou para sacar sua adaga, observando-os de perto.
HĂĄ uma luz verde fraca que fica mais forte e depois enfraquece novamente, Haruhiro pensou. Ă como se realmente estivessem vivos. Eles sĂŁo, tipo, sei lĂĄâcomo ovos. Mas ovos nĂŁo brilham. Mas se vocĂȘ iluminasse um ovo com uma casca realmente, realmente fina, poderia parecer com isso.
HĂĄ algo como uma sombra na luz esverdeada, ele acrescentou mentalmente. A sombra parece estar se movendo.
â O que… fazemos? â Haruhiro perguntou.
Em parte porque queria deixar seus superiores brilharem, Haruhiro estava perguntando a Tokimune o que fazer sobre tudo. Talvez fosse melhor mostrar um pouco de independĂȘncia.
â Quer tentar quebrĂĄ-los? â Tokimune sugeriu levemente.
â HĂŁ? â Haruhiro perguntou.
â Pra ver o que tem dentro â o homem disse. â VocĂȘ quer conferir, certo?
Tokimune sacou sua espada e imediatamente a enfiou em uma das coisas brilhantes prĂłximas. Aparentemente, nĂŁo eram tĂŁo duras.
Houve um som Ășmido e esguichante. O conteĂșdo espesso e viscoso escorreu. Tokimune cortou a casca, mexendo no interior com sua espada.
â Oh! â ele exclamou.
Parecia que ele havia pegado alguma coisa. Tokimune torceu o pulso e tirou o que quer que fosse de dentro. Isso caiu no chĂŁo atravĂ©s do buraco que ele tinha rasgado. Com um baque Ășmido, aterrissou no chĂŁo.
Todos prenderam a respiração.
Tokimune se agachou, iluminando-o com sua lanterna.
Ainda estava se movendo, embora apenas ligeiramente. Parecia um feto mamĂfero, talvez com 15 centĂmetros de comprimento.
Parou de se mover.
EstĂĄ morto… talvez, Haruhiro pensou.
â O que serĂĄ que Ă© isso. â Tokimune olhou para sua espada, agora completamente coberta de gosma. â Ă uma criatura de algum tipo, isso Ă© claro. SerĂĄ que sĂŁo ovos, afinal? Aqui Ă© um local de desova ou algo assim?
â Tem muitos aqui, desses ovos â disse Tada, o de Ăłculos, com um grunhido. â Se todos eclodirem, vamos nos divertir bastante.
â Ovos… â Anna-san estava desenhando no caderno que aparentemente era seu livro de mapas com uma expressĂŁo sĂ©ria no rosto.
Mimori, a Gigante, se agachou ao lado de Tokimune. Ela estava olhando para os restos da criatura semelhante a um feto.
â Quer um como animal de estimação? â Tokimune perguntou.
â Nem tanto â Mimori balançou a cabeça. â SerĂĄ que sĂŁo gostosos?
â Heh… â O olho nĂŁo coberto pelo tapa-olho de Inui de repente se arregalou. â Como se fĂŽssemos saber!
Esse cara se irritou de repente, Haruhiro pensou, surpreso. SerĂĄ que isso realmente Ă© algo para se ficar bravo? NĂŁo entendo nada desse cara. Ele Ă© assustador.
NĂŁo, mas, as criaturas semelhantes a fetos e seus ovos sĂŁo muito mais assustadores.
â Quer esmagar todos eles? â perguntou Kikkawa, tĂŁo calmamente quanto se estivesse sugerindo fazer uma pausa.
â Tem muitos. â Ranta olhou ao redor da sala. â Quantos vocĂȘ acha que tem? FicarĂamos nisso o dia todo.
â …Kehehe… Ranta… VocĂȘ tĂĄ falando algo sensato… Vai morrer em breve… Kehehehe…
â NĂŁo me zica assim! â Ranta gritou.
â O Ranta estĂĄ certo dessa vez â Tokimune se levantou e deu de ombros. â DĂĄ muito trabalho esmagar todos eles. Quer dizer, eles nĂŁo parecem que vĂŁo eclodir tĂŁo cedo, nĂ©? Provavelmente nĂŁo sĂŁo uma ameaça. âPelo menos nĂŁo esses aqui. NĂŁo ainda.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
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