Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 17 â Volume 4
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash Volume 04
Light Novel Online – CapĂtulo 17[Corra]
Haruhiro havia tido um certo encontro.
Achando que era uma chance que nĂŁo podia deixar escapar, ele a agarrou sem hesitar.
A oportunidade de mudar havia chegado. NĂŁo era mais hora de caminhar. Agora era hora de correr.
â Ghh! Ugh! Ahh! â Kuzaku estava desesperadamente segurando o ataque de um muryan com seu escudo.
Se vocĂȘ tivesse que descrever os muryans com uma palavra, seria âformigasâ. Em termos de tamanho, eram maiores que os humanos. Apresentavam uma coloração semelhante Ă uva, com corpos mais robustos do que os das formigas, e tinham cabeças pequenas. Dependendo do tipo, alguns tinham um par de braços alĂ©m dos trĂȘs pares de pernas. Havia muitas diferenças, sim, mas eram semelhantes a formigas. Formigas gigantes que construĂram ninhos por todo o Buraco das Maravilhas, onde se reproduziam.
â Hah! Hah! Pega essa! â gritou Ranta.
Ranta estava travando lùminas com outro muryan. O que Kuzaku estava enfrentando era um tipo de muryan comumente chamado de samurai. Eles eram uma variedade feroz que usava suas mãos håbeis para segurar armas, as quais utilizavam para atacar brutalmente criaturas hostis. Enquanto isso, Ranta estava lutando contra um muryan que lutava principalmente para proteger o ninho contra ameaças externas, um soldado com dois braços em forma de lùmina.
Além disso, Haruhiro e Yume estavam cada um lutando contra um soldado muryan, e Mary estava na retaguarda, protegendo Shihoru.
â Jess, yeen, sark, fram, dart…! â Shihoru lançou Lightning. Um raio caiu sobre o Soldado C, o muryan contra o qual Yume estava lutando.
NĂŁo se sabia ao certo por que, mas a Magia Falz parecia funcionar bem contra os muryans. O Soldado C deu um salto com um tremor, seu corpo estremeceu antes de cair. Yume guardou o facĂŁo, preparou o arco e encaixou uma flecha. Com um grito, ela disparou a flecha, mantendo um novo inimigo, o Soldado D, sob controle enquanto ele saĂa do ninho. Haruhiro nĂŁo era bom em lidar com os muryans, que nĂŁo eram humanoides. Ele se concentrou em usar o Swat para se defender enquanto monitorava a situação da batalha.
â Kuzaku, Ranta! Tem mais vindo! â chamou Haruhiro.
â SĂł avisar nĂŁo vai ajudar! â gritou Kuzaku de volta.
Parece que Kuzaku estava no limite, apenas conseguindo bloquear as armas negras parecidas com katanas do samurai com seu escudo. Aquela katana nĂŁo era feita de metal; parecia ser algo semelhante a porcelana, mas era resistente e possuĂa um poder destrutivo. O samurai tinha uma habilidade natural para usar duas armas simultaneamente, por isso era difĂcil culpar Kuzaku por enfrentar dificuldades contra seu estilo de luta com duas armas.
â Vraaau! HĂĄ! Avoid! â Ranta recuou usando o Exhaust para atrair o Soldado A, e entĂŁo o atacou.
O Soldado A recebeu um golpe no rosto, mas ainda não estava morto. No entanto, com o rosto, incluindo os olhos, destroçados, aquele não era um ferimento leve. Com grunhidos pesados e gritos incessantes, Ranta enlouqueceu, cortando-o repetidamente. Logo, o Soldado A parou de se mover.
â Yume, ajude o Kuzaku! â ordenou Haruhiro enquanto se defendia com o Swat.
â Sim, senhor! â Yume respondeu e foi apoiar Kuzaku.
Ranta atacou o recém-chegado Soldado D. Shihoru lançou Lightning novamente. O muryan que tentava seguir o Soldado D, o Soldado E, foi atingido por Lightning.
Outro soldado apareceu, e Mary avançou.
â Haru, troca! â ela chamou.
â Estou contando com vocĂȘ! â ele respondeu. Haruhiro deixou o Soldado B para Mary e avançou.
Yume sacou seu facĂŁo, tentando atacar o samurai pelo flanco. Mesmo assim, o samurai enfrentou tanto Kuzaku quanto Yume, sem ceder um centĂmetro. Ele era realmente um adversĂĄrio formidĂĄvel, mas, para ser honesto, Haruhiro queria que Kuzaku o tivesse derrotado, nĂŁo apenas o mantido ocupado.
Quero que ele mostre que estĂĄ pelo menos tentando, pensou Haruhiro. Do jeito que estĂĄ, ele nĂŁo Ă© um tanque de verdade. Ele estĂĄ bem com isso?
Mas chega de reclamaçÔes, ele acrescentou para si mesmo. Pode esperar.
Haruhiro interrompeu o avanço do Soldado F com um Swat. VocĂȘ nĂŁo vai passar daqui.
â Leap Out! â gritou Ranta e saltou para frente na diagonal. No entanto, ele fez mais do que apenas escapar do Soldado D. Ao passar, ele decapitou o Soldado D. â Wahahaha! Eu sou incrĂvel!
â Ranta, o prĂłximo! â gritou Haruhiro.
â Eu jĂĄ sei?!
Soldado G estĂĄ vindo, notou Haruhiro.
Ranta se aproximou rapidamente com Leap Out, golpeando repetidamente sua espada longa contra o Soldado G.
Ele estĂĄ se deixando levar. Por enquanto, tudo bem, masâo problema Ă© o que vem a seguir. Se mais deles aparecerem…
Sempre que Haruhiro começava a pensar nisso, eles sempre apareciam. E, claro, lĂĄ estavam eles…
â Claro que vieram â ele pensou, frustrado. â AĂ estĂĄ o Soldado H.
â Jess, yeen, sark, fram, dart…! â Talvez ficando um pouco impaciente, Shihoru lançou Lightning no samurai. Diferente de um soldado, samurais nĂŁo podiam ser imobilizados com um Ășnico raio de Lightning. Mesmo assim, o samurai recuou um passo, ou alguns centĂmetros.
Kuzaku gritou um brado de guerra, e Yume gritou: â Miau, miau, miau! â enquanto ambos atacavam o samurai.
â Seu idiota! â gritou Ranta.
Eu entendo o que ele sente. Ă o Kuzaku, pensou Haruhiro.
Yume podia ver que o samurai ainda não havia se recuperado do choque, então ela focou seus ataques na cabeça. Em comparação, Kuzaku estava sendo descuidado. Ele estava apenas balançando sua espada longa de maneira descontrolada, com a maioria dos seus golpes sendo desviados pelas katanas do samurai.
O que devo fazer com o Soldado H? pensou Haruhiro. Deixo o Kuzaku ou a Yume cuidar dele? Mas provavelmente não devo deixar a Yume sozinha contra o samurai. Devo pedir ao Kuzaku que ganhe tempo enquanto Yume lida com o Soldado H? Agh, o que eu faço? Tenho que fazer alguma coisa. Acredito que podemos. Não, não posso apenas acreditar. Tenho que pensar, tomar decisÔes e executå-las.
Hoje, mais uma vez, eles haviam passado correndo pelos domĂnios dos trĂȘs demi-humanos e caminhado pela ĂĄrea conhecida como ninho dos muryans. Eles haviam matado inĂșmeros muryans. Os muryans nĂŁo atacavam indiscriminadamente como os trĂȘs demi-humanos fariam, mas os samurais eram extremamente agressivos. Se um samurai iniciasse o combate, soldados se reuniriam, e atĂ© soldados individuais atacariam se chegassem muito perto. Os soldados tentariam chamar outros soldados nas proximidades.
Se eles trouxessem de volta as armas negras parecidas com katanas dos samurais, elas valiam uma boa quantia. Haruhiro nĂŁo sabia os detalhes, mas aparentemente, ao derretĂȘ-las junto com outros metais, poderiam ser usadas para criar uma liga de alta qualidade. Com alguns soldados individuais, partes de seus exoesqueletos eram de uma cor verde-dourada, e essas partes podiam ser vendidas. Aparentemente, havia rainhas, que botavam ovos, e garanhĂ”es, que se reproduziam com as rainhas, mais adiante, mas eles nunca haviam encontrado nenhum. Os inĂșmeros pequenos operĂĄrios que construĂam o ninho eram inofensivos e sem valor, entĂŁo podiam ser ignorados completamente.
O party não estava exatamente ganhando rios de dinheiro, mas nunca voltavam no vermelho. Se eles estavam tentando aumentar sua força de forma lenta, mas constante, o ninho dos muryans não era um lugar ruim para a caça. Não faltava presas, e enquanto os samurais eram formidåveis, não havia tantos deles. Se permanecessem cautelosos, eles eram infinitamente mais fåceis de lidar do que as hordas aparentemente interminåveis de demi-humanos.
Além disso, assim como os demi-humanos não tentavam entrar no ninho dos muryans, os muryans pareciam evitar o território dos demi-humanos. Se algo desse errado, Haruhiro e sua party poderiam recuar para o território dos demi-humanos, e os muryans geralmente recuariam. O espaço entre o território dos demi-humanos e o ninho dos muryans poderia ser usado como uma espécie de zona segura.
â Inferno, vamos lĂĄ â resmungou Ranta. â Faz alguma coisa sobre isso! Sabe do que estou falando, HĂŁ?!
Depois que o sol se pÎs e eles retornaram aos becos do Posto Avançado do Campo Solitårio para jantar e beber em uma das barracas de comida, Ranta explodiu.
â Por que vocĂȘ estĂĄ sentado aĂ com essa cara de bobo como se isso nĂŁo tivesse nada a ver com vocĂȘ?! â ele berrou. â VocĂȘ Ă© burro?! Estou falando com vocĂȘ, cara! V-O-C-Ă!
â …Oi? â Kuzaku, que estava olhando para o outro lado e tomando pequenos goles de sua bebida, lentamente se virou para olhar para Ranta. â VocĂȘ tĂĄ falando comigo?
â Sim, vocĂȘ! â Ranta gritou. â Com quem mais eu poderia estar falando, seu idiota? Ă claro, com ninguĂ©m mais! E aĂ?!
â CĂȘ acha? â perguntou Kuzaku.
â Eu acho! Ă vocĂȘ! VocĂȘ Ă© o problema!
â Fala mais baixo â Mary os advertiu em voz baixa.
â Isso mesmo â disse Yume, esfregando os prĂłprios ombros. â A voz do Ranta Ă© irritante. DĂĄ nos nervos, sabe. Ter que ouvi-la, Ă© um incĂŽmodo pra todo mundo ao redor.
â NĂŁo sĂł pra todo mundo ao redor â disse Shihoru com um suspiro. â Ă um incĂŽmodo pra mim tambĂ©m.
â Shihoruuuuu. Rurururururu â chamou Ranta. â Vou te apalpar!
â …Jess, yeen, sark…
â Whoa, pera aĂ, por que vocĂȘ tĂĄ desenhando sĂmbolos elementares?
â Para autodefesa â disse Shihoru. â Acho que Ă© justificado. Jess, yeen, sark, fram…
â Ei, espera, eu jĂĄ entendi, eu entendi, tĂĄ bom? Vou abaixar a voz. NĂŁo Ă© como se eu estivesse fazendo isso porque quero brigar com o cara, sabe?
Haruhiro coçou a cabeça. â EntĂŁo fale como uma pessoa normal desde o começo.
â Heh. â Ranta esfregou o nariz com o polegar. â Como eu estava dizendo. VocĂȘ precisa fazer alguma coisa sobre isso, Kuzaku. Sim, nem precisa dizer, estou falando com vocĂȘ.
Kuzaku estava olhando para o outro lado novamente. â Fazer alguma coisa sobre o quĂȘ?
â NĂŁo, antes disso, eu nĂŁo gosto da sua atitude â disse Ranta, irritado. â Por que vocĂȘ estĂĄ agindo todo mal-humorado?
â Eu nĂŁo estou realmente mal-humorado, cara.
â NĂŁo, vocĂȘ absolutamente, totalmente estĂĄ â disse Ranta. â VocĂȘ acha que tem o direito de ficar mal-humorado ou algo assim? Hein?
â Eu sei que nĂŁo estou fazendo um bom trabalho â disse Kuzaku.
â Sim, e de que adianta sĂł saber disso? â Ranta exigiu. â VocĂȘ estĂĄ mal-humorado porque nĂŁo consegue fazer seu trabalho direito?
â Pode nĂŁo parecer… â Kuzaku abaixou a cabeça, segurando o queixo. â …mas isso realmente me desanima.
â VocĂȘ nĂŁo tem o direito de se sentir desanimado com isso, cara â retrucou Ranta. â VocĂȘ Ă© um idiota? VocĂȘ deve ser um idiota.
â Pare de me chamar de idiota â disse Kuzaku.
â Ohhh? Eu ouvi uma resposta atravessada? â cantou Ranta. â Um desaforo? VocĂȘ tĂĄ louco? Ă um idiota completo? VocĂȘ deve ser um idiota completo, nĂ©? Eu sabia. Eu sabia que vocĂȘ era.
â Escuta aqui, cara… â disse Kuzaku, irritado.
â Epa, pera aĂ â disse Ranta. â VocĂȘ acabou de me encarar? Esse desaforado acabou de me encarar? Escuta, cara, guarde isso pra quando vocĂȘ tiver feito o que deve fazer, tĂĄ? VocĂȘ deveria ser o nosso tanque, porra. VocĂȘ Ă© o nosso tanque, mas Ă© um tanque de merda que nem consegue cumprir o papel, seu fracassado.
â Eu jĂĄ disse! â gritou Kuzaku. â Eu sei que nĂŁo estou fazendo meu trabalho!
â Se sabe disso, por que tĂĄ aĂ se lamentando?! â gritou Ranta de volta. â Ă isso!? âEu sou sĂł um bebezinho que nĂŁo consegue fazer o que vocĂȘ precisa, mas estou tentando muito, entĂŁo seja bem bonzinho comigo por causa dissoâ, hein?!
â Eu nunca disse isso â respondeu Kuzaku, aborrecido.
â Sim, vocĂȘ nĂŁo disse! Mas insinuou com sua atitude!
â Seu desgraçado! â Kuzaku tentou agarrar Ranta.
Bem, âtentouâ Ă© a palavra certa aqui, porque Ranta acertou o queixo de Kuzaku com a palma da mĂŁo enquanto ele fazia isso. Kuzaku cambaleou para trĂĄs e caiu. Pouco antes de cair, conseguiu colocar as mĂŁos no chĂŁo, entĂŁo acabou de quatro.
â …Droga… Seu desgraçado…
â Esse Ă© o Ășnico insulto que vocĂȘ tem, seu insignificante? â zombou Ranta.
â Ei, Ranta… â começou Haruhiro.
â Fica quieto, Haruhiro! Eu vou dizer a esse idiota o que ele precisa ouvir, porque vocĂȘ Ă© fraco demais pra fazer isso! â Ranta se agachou ao lado de Kuzaku, cutucando a testa de Kuzaku com o dedo indicador. â Escuta aqui, seu tanque de merda! A gente nĂŁo dĂĄ a mĂnima se vocĂȘ tĂĄ tentando ou nĂŁo! O que importa sĂŁo os resultados! Esforço inĂștil sempre vale merda! Um monte de merda fedida! Quantos dias vocĂȘ acha que estamos lutando contra os muryans, seu idiota?! Seis dias! Seis! Isso sĂŁo seis dias inteiros! Pra gente, nĂŁo faz diferença se um tanque que começa a choramingar quando tem que lidar com um muryan vem ou nĂŁo! Na verdade, se for por isso, estamos melhor sem um cara como vocĂȘ! Se vocĂȘ Ă© nosso tanque, seja homem e pelo menos enfrente dois de uma vez! Faça isso como se estivesse pronto pra morrer! Se nĂŁo consegue, entĂŁo morra de uma vez! Entendeu tudo isso, seu tanque de merda?!
Kuzaku olhou para baixo, sem tentar afastar o dedo de Ranta.
Se ele quisesse, Haruhiro poderia ter conseguido parar Ranta. Poderia ter interrompido, nĂŁo deixando que ele terminasse.
Não só Haruhiro. Yume e Shihoru, que sempre criticavam Ranta, ou até mesmo Mary, poderiam ter dito algo.
Elas nĂŁo disseram.
Dizer que estariam melhor sem ele, que ele deveria morrer, que ele era um tanque de merda… Haruhiro nĂŁo teria ido tĂŁo longe. Mesmo assim, estou insatisfeito com Kuzaku. Mesmo deixando de lado a questĂŁo da habilidade, apesar de ser abençoado com uma altura acima da mĂ©dia, Kuzaku Ă© surpreendentemente pequeno como tanque.
NĂŁo Ă© que ele esteja preguiçando ou segurando o Ămpeto. Acho que Kuzaku tem se esforçado ao mĂĄximo. Mas Ă© sĂł isso que ele faz.
Quer dizer, justo, eu disse a ele para se concentrar em usar o Block, mas se ele estĂĄ realmente fazendo isso, nĂŁo deveria ser capaz de fazer um pouco mais? Kuzaku sĂł cumpre o papel que foi dado a ele, apenas se defendendo dos ataques dos inimigos que eu atribuo a ele. Pode ser que isso seja o mĂĄximo que ele consiga, mas ele mal olha ao redor. Nem para os inimigos, nem para os companheiros. Ele estĂĄ apenas lĂĄ. Como um obstĂĄculo bem-feito. Honestamente, nĂŁo parece que ele estĂĄ lutando com a gente.
Mesmo assim, Kuzaku havia se juntado a equipe depois de Haruhiro e os outros. Ele estava em um nĂvel diferente de experiĂȘncia. Devem haver dificuldades que sĂł ele estĂĄ enfrentando.
à por isso que pensei que tinha que relevar. Achei que, se fosse paciente com ele, eventualmente ele melhoraria, pensou Haruhiro. Não conheço Kuzaku hå tanto tempo, então me contive. Deve ter sido o mesmo para Yume e os outros. Apesar de tudo, Haruhiro não disse o que deveria. Ele deixou que Ranta fizesse isso.
Naquela noite, Kuzaku disse: Vou esfriar a cabeça ou algo assim, e saiu da tenda apertada logo em seguida. Pouco depois, Ranta jå estava roncando.
Haruhiro não conseguia dormir, então decidiu sair também.
Enquanto caminhava pelo acampamento de tendas ao longo da parte externa do fosso, ele notou algumas silhuetas no meio de um bosque de ĂĄrvores. Haruhiro se escondeu atrĂĄs de uma das tendas. Talvez nĂŁo houvesse necessidade, mas foi por instinto.
A lua vermelha pairava no céu.
Kuzaku estava sentado, encostado em uma årvore. Mary estava de pé ao lado dele.
à uma distùncia estranha entre eles, pensou Haruhiro. Ela estava ao lado dele, sim, mas havia espaço suficiente para uma pessoa se encaixar entre os dois. Ao ver isso, Haruhiro se sentiu aliviado.
Talvez eu esteja com ciĂșmes, ele pensou. Mas, sĂ©rio, tenho algum motivo para estar com ciĂșmes? Mary Ă© uma das minhas companheiras, nada mais, nada menos. Ela Ă© bonita, e se eu tivesse que dizer se gosto ou nĂŁo dela, eu gosto, e, bem, isso nunca aconteceria, mas se Mary me pedisse para namorar com ela, tenho certeza de que aceitaria feliz. NĂŁo, talvez nĂŁo. NĂŁo tenho tanta certeza se um romance entre membros da equipe Ă© uma boa ideia, entĂŁo eu poderia ficar em dĂșvida. Mas, sinceramente, acho que nĂŁo conseguiria recusar. NĂŁo que isso seja algo que vĂĄ acontecer. Ă, realmente Ă© impossĂvel, nĂŁo Ă©?
Pensar nisso começou a parecer tão vazio e sem sentido.
Os dois ainda não haviam notado Haruhiro. Devo sair daqui agora, não ficar espionando como um esquisito, pensou. Além disso, as vozes deles eram baixas demais para que ele pudesse ouvir o que estavam dizendo.
O que aconteceu entre Kuzaku e Mary? Ele se perguntou. Qual Ă© a relação deles? SerĂĄ que tĂȘm se encontrado secretamente todo esse tempo? Agora, parece que estĂŁo apenas conversando, com uma certa distĂąncia estranha entre eles. Mas algo pode surgir entre eles. O que quero dizer com âalgoâ? Bem, isso, acho. Ă. Isso mesmo.
Não que isso seja uma coisa ruim, sabe, ele disse a si mesmo. Ele não tinha intenção de fazer Kuzaku se sentir como um estranho, mas talvez Kuzaku estivesse se sentindo assim. Se ele ficasse mais próximo de Mary, isso poderia aliviar um pouco essa sensação.
Mas, ainda assim, sobre o que serå que estão conversando? Ele pensou. Eu me pergunto. Não que ficar pensando nisso vå adiantar alguma coisa, né.
Haruhiro soltou um suspiro curto, entĂŁo se virou e voltou para a tenda.
SerĂĄ que vou conseguir dormir essa noite…?
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
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