Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 13 – Volume 4

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash Volume 04

Light Novel Online – CapĂ­tulo 13[NĂŁo Pare de Andar]


Talvez fosse verdade que Haruhiro e a party precisassem explorar novos e desconhecidos lugares.

Haruhiro e sua party eram como insetos agarrados Ă  fronteira de Grimgar. Eles nĂŁo tinham asas, e por isso nĂŁo podiam voar para nenhum outro lugar. Felizmente, eles tinham pernas. Podiam seguir em frente.

Conforme avançassem, paisagens que ainda não tinham visto se desdobrariam diante deles. Sob o céu infinito, a terra parecia se estender para sempre. Parecia que poderiam ir a qualquer lugar.

Honestamente, quando pensava em voltar para a Cidade Velha de Damuro ou para as Minas Cyrene, isso o deixava para baixo. Ainda assim, Haruhiro achava que nĂŁo havia outra opção. Ele imaginava que, se fossem avançar devagar e com cautela, fazendo ajustes ao longo do caminho, realmente, os trĂȘs primeiros nĂ­veis das Minas Cyrene pareciam o lugar mais apropriado.

Ele estava com uma visão muito limitada; percebeu isso agora. Sentia como se tivesse chegado a um beco sem saída, mas havia negligenciado reunir informaçÔes.

Tudo isso fez Haruhiro perceber o quão medíocre ele era. Como ladrão e como soldado voluntårio, era mediano, e como indivíduo, era comum e sem imaginação. Ele só conseguia ver as coisas de uma perspectiva muito comum, incapaz de fazer os saltos lógicos necessårios para enxergar as coisas de outra maneira. Chamar isso de ter uma visão realista poderia até soar bem, mas ele não só não conseguia fazer esses saltos, como também nem pensava em tentar.

Era por isso que as ideias malucas de Ranta eram tão valiosas. Era uma péssima ideia deixar Ranta agir livremente. Mas Haruhiro deveria integrar algumas das ideias que Ranta tinha, ideias que ele mesmo nunca teria pensado.

— Certo! As Planícies do Vento Rápido! Vivaaaa! — gritou Ranta.

Obviamente, não importa o que acontecesse, Haruhiro nunca imitaria a forma idiota como Ranta estava gritando feito um louco e correndo a toda velocidade em direção às planícies.

— Yahoooo! Oláaaa! Planícies do Vento Rápido! Wahahahahahahaha! Droga, estou empolgado, Gwahahahaha!

— Posso perguntar uma coisa? — Kuzaku perguntou a Haruhiro, apontando para o idiota que gritava. — Isso Ă© normal para o Ranta-kun?

— Sim, mais ou menos… — respondeu Haruhiro.

— Uau…

— HĂŁ? — Ranta disse, virando apenas a parte superior do corpo para olhĂĄ-los. — O quĂȘ? Eu acabei de ouvir vocĂȘ me criticando?

— NinguĂ©m te criticou — respondeu Kuzaku calmamente. — Foi mais um “Nossa, o Ranta-kun Ă© realmente diferente”. SĂł isso.

— Gwahahahahaha! Isso soa como um elogio! Viva por ser raro! — gritou Ranta.

Mesmo que todos os outros estivessem fartos dele, Ranta parecia feliz com isso. Sério, que idiota abençoado.

Mas, bem, quando estavam em um espaço aberto como aquele, a sensação de liberdade era incrível.

Yume, Shihoru e Mary pareciam tĂŁo encantadas com a paisagem magnĂ­fica que ficaram sem palavras.

Quando seguiram seis quilĂŽmetros ao norte de Altana atĂ© a Fortaleza de Observação Deadhead, e depois um pouco mais de uma hora ao norte por entre bosques esparsos, chegaram a planĂ­cies que sĂł podiam ser descritas como imensamente vastas. Talvez devido Ă  abertura do lugar, os ventos ali eram fortes. Provavelmente foi daĂ­ que veio o nome “PlanĂ­cies do Vento RĂĄpido”.

As planĂ­cies eram amplas e vastas, mas nĂŁo vazias como um deserto arruinado. Pareciam uma pradaria perfeitamente natural.

À primeira vista, parecia que tudo era plano e coberto de grama, mas havia ĂĄrvores tambĂ©m, e nĂŁo era como se nĂŁo houvesse elevaçÔes e declives no terreno. SĂł que, com toda aquela vastidĂŁo, as ĂĄrvores pareciam nada mais do que grama um pouco mais alta, e as pequenas colinas aqui e ali eram no mĂĄximo um erro de arredondamento.

Até onde iam essas planícies? Serå que tinham um fim?

— Hm… — Ranta sombreou os olhos com a mĂŁo, olhando ao redor. Ele inclinou a cabeça para o lado. — Sabe, nĂŁo vejo nada por aqui. NĂŁo tem animais, eu pensei que teria.

— Agora que vocĂȘ mencionou… — Haruhiro semicerrava os olhos, olhando para a longe. NĂŁo sĂł nĂŁo havia sinais de pessoas, como tambĂ©m nĂŁo havia sinais de qualquer criatura viva. Isso era bem estranho, pensando bem. — VocĂȘ acha que estĂŁo escondidos? NĂŁo… NĂŁo hĂĄ realmente onde se esconder por aĂ­…

— Ah! — gritou Yume, apontando para longe. — Tem alguma coisa ali!

— HĂŁ? — Haruhiro olhou na direção em que Yume estava apontando. — …Onde?

— VocĂȘ quer dizer aquilo? — Mary perguntou, parecendo ter encontrado tambĂ©m.

— …Talvez — murmurou Shihoru.

— Ahhh — disse Kuzaku, seu rosto se contraindo um pouco. — Meu olhos não são tão bons.

— O quĂȘ?! Onde?! — Ranta estava tĂŁo irritantemente barulhento como sempre. — Onde, onde estĂĄ?! Eu nĂŁo vejo! VocĂȘs tĂȘm certeza de que nĂŁo estĂŁo imaginando coisas?! VocĂȘs devem estar alucinando, certo?! Se eu nĂŁo consigo ver, isso tem que ser—Espere, uaaaaaaaaaau…?! É aquilo?!

— Oh… — Haruhiro havia encontrado o que todos provavelmente estavam vendo. Estava bem distante, do outro lado de alguns arbustos. Havia algo lĂĄ. Alguma coisa que era… alguma coisa. Isso era vago demais para ser Ăștil, mas, bem, estava longe, entĂŁo ele nĂŁo podia dizer nada definitivo sobre isso.

— Aquilo Ă©… — começou Haruhiro.

— … Alguma coisa viva, talvez? — Ranta completou para ele. Ele estava semicerrando os olhos tĂŁo fortemente que pareciam fendas. — É… Parece que estĂĄ se movendo, entĂŁo deve estar vivo, eu acho?

— TĂĄ movendo, sim — Yume era tecnicamente—nĂŁo, na verdade, ela era de fato uma caçadora—e tinha sido treinada em arco e flecha, entĂŁo podia enxergar mais longe do que o resto deles. — …TĂĄ movendo. É o que parece. TĂĄ caminhando, talvez?

— …Caminhando? — Shihoru praticamente se agarrava ao seu cajado. — EntĂŁo, Ă© bĂ­pede?

— É longo e fino… — murmurou Mary.

Mesmo para os olhos de Haruhiro, a silhueta parecia longa e fina, ou melhor, alta e fina. No mĂ­nimo, nĂŁo parecia ser uma besta de quatro patas.

— Mas, sabe… — Haruhiro disse.

Aqueles arbustos.

Os arbustos na frente daquela coisa… SerĂĄ que eram realmente arbustos? Afinal, aqueles arbustos estavam bem longe daqui. Talvez nĂŁo fossem arbustos, e sim um bosque de ĂĄrvores bastante altas?

Além disso, o terreno onde esse bosque de årvores estava localizado era ligeiramente elevado.

Em outras palavras, isso significaria que a coisa estava caminhando do outro lado de um bosque em uma pequena colina.

Os olhos de Haruhiro se arregalaram. — I-Isso Ă© meio gigantesco, nĂŁo Ă©?! Aquela coisa?!

— Nuwah?! — Ranta saltou para trĂĄs em uma surpresa exagerada. — S-SĂ©rio! Agora que penso nisso, aquela coisa deve ser gigantesca!

— Humano… — Yume disse de repente. — Aquela coisa. Pra Yume, tĂĄ parecendo que tem formato humano, sabe…

— NĂŁĂŁĂŁo… — Kuzaku disse com uma risada forçada. — Isso nĂŁo pode estar certo.

— Um gigante — disse Mary em voz baixa. — Já ouvi falar deles antes. Existem gigantes vivendo nas Planícies do Vento Rápido.

— Eeeeeeeeei! — Ranta de repente levou as mãos à boca como um megafone e gritou.

Mas que diabos vocĂȘ estĂĄ fazendo, cara? Haruhiro pensou.

Antes que Haruhiro pudesse pensar em uma resposta cÎmica, Mary acertou a cabeça de Ranta com seu pequeno cajado.

— Gah! O que vocĂȘ estĂĄ fazendo, Mary, sua vadia?! — gritou Ranta.

— VocĂȘ Ă© idiota?! — ela retrucou.

— HĂŁ?! Quem vocĂȘ tĂĄ chamando de idiota?! Sabe, existe uma regra antiga que diz “quem diz, Ă©â€!

— O que vocĂȘ vai fazer se o gigante vier para cĂĄ?! — rebateu Mary.

— Se acontecer, aconteceu! Eu resolvo isso na hora! NĂŁo Ă© grande coisa! VocĂȘs tĂȘm a mim aqui! Se ele quiser briga, eu sĂł preciso cortĂĄ-lo ao meio!

— Hoh… — Yume recuou. — …. Sabe, o gigante, ele sĂł parou… talvez?

— Corre! — Ranta já havia saído correndo antes mesmo de terminar de falar.

Kuzaku observava, boquiaberto. — Ele mudou de ideia rápido demais.

— Ele Ă© assim mesmo… — Shihoru suspirou.

— V-Vamos correr! — gritou Haruhiro, acenando com o braço e sinalizando para todos se moverem.

Ranta jĂĄ estava bem distante, quase uma figura pequena ao longe. Ele era rĂĄpido quando se tratava de fugir.

Haruhiro deixou Yume e Shihoru, Kuzaku e Mary passarem Ă  sua frente, servindo como retaguarda. Ele se virou para olhar para trĂĄs, sem parar de correr. O gigante estava se aproximando? NĂŁo estava se movendo? Haruhiro nĂŁo conseguia dizer com sua visĂŁo mediana. Mas nĂŁo parecia que estava se afastando, entĂŁo ele achou melhor continuar correndo por agora.

Para o oeste.

Para o oeste.

Bem para o oeste.

O Posto Avançado do Campo Solitårio do Exército da Fronteira ficava a cerca de 35 quilÎmetros a oeste daqui. O Posto Avançado do Campo Solitårio servia como base operacional da Força Serpente Azul, a unidade que liderou o ataque à Fortaleza de Ferro Beira Rio na Operação Serpente de Duas Cabeças. Chamava-se posto avançado, mas havia muito mais pessoas morando lå do que apenas o pessoal do Exército da Fronteira. Era praticamente uma cidade por si só. A entrada para o Buraco das Maravilhas estava supostamente em algum lugar perto do Posto Avançado do Campo Solitårio.

Enquanto corria, os olhos de Haruhiro encontraram os de Mary quando ela se virou. Eles nĂŁo podiam afirmar com certeza se o gigante estava os perseguindo. Eles nĂŁo estavam correndo o mais rĂĄpido que podiam, entĂŁo podiam se dar ao luxo de conversar.

— A propósito, Mary — disse Haruhiro enquanto corria. — Seu cajado.

— Hã? — ela perguntou, sem diminuir o ritmo.

— O que aconteceu com ele? Esse nĂŁo Ă© o mesmo que vocĂȘ tinha antes, nĂ©?

— Ah! Isso Ă©… — Mary olhou para frente. A menos que Haruhiro estivesse enganado, ela provavelmente estava olhando para Kuzaku. — Bem, eu meio que perdi ele…

— Entendo — disse Haruhiro.

— Já estava na hora de comprar um novo, de qualquer forma — ela disse. — O meu antigo não era muito prático em combate.

— Ahh — ele disse. — VocĂȘ acha que esse novo Ă© mais fĂĄcil de acertar as coisas?

— Sim — ela disse. — É isso. Esse aqui Ă© mais simples que o Ășltimo! É melhor como arma.

— Bem, foi uma boa mudança, então — ele disse.

— Foi uma boa mudança.

— Entendo. Bom, bom. Haha…

Sinto que ela estĂĄ tentando me enganar sobre alguma coisa. Ainda assim, o que aconteceu entre ela e o Kuzaku? Eu posso mais ou menos imaginar, mas nĂŁo quero imaginar.

Eles provavelmente correram por cerca de vinte a vinte e cinco minutos. Yume disse que ainda conseguia ver o gigante Ă  distĂąncia, mas Haruhiro e os outros nĂŁo conseguiam mais. Achando que agora estavam provavelmente seguros, eles passaram a caminhar.

A partir daquele ponto, caminharam pelos campos de grama. À primeira vista, parecia plano, mas havia altos e baixos aqui e ali, e o terreno era mais macio ou mais duro em alguns lugares, então, às vezes, era fácil caminhar, e outras vezes, não. Era surpreendentemente cansativo.

Tecnicamente, havia estradas que levavam ao Posto Avançado do Campo Solitårio. Haruhiro e os outros só não conseguiam encontrå-las. Eles deviam estar indo na direção certa, o que era um pouco preocupante.

Eventualmente, começaram a ver grupos de animais aqui e ali. Devia ser por causa do gigante que não haviam visto nenhum antes. A maioria parecia ser herbívoros, mas eles sabiam que devia haver carnívoros que se alimentavam deles, então isso era um pouco assustador. No entanto, sendo uma caçadora, Yume havia estudado os diferentes animais até certo ponto, então ela tinha conhecimento sobre eles. Embora houvesse definitivamente alguns que eram perigosos, ela disse que não precisavam se preocupar tanto.

Se a rota fosse de trinta e cinco quilÎmetros, viajando a quatro quilÎmetros por hora, eles poderiam fazer a viagem em pouco menos de nove horas. Parecia possível que chegassem hoje, mas haviam saído preparados para acampar. Em parte por causa disso, não puderam deixar Altana até depois do almoço, então, no final das contas, não conseguiriam chegar lå hoje.

À medida que a escuridĂŁo ia se aproximando, decidiram acampar. No entanto, tudo o que isso significava era comer comida preservada, se enrolar em cobertores e depois dormir. Eles atĂ© cogitaram fazer uma fogueira, mas parecia muito trabalhoso reunir coisas que pudessem queimar, entĂŁo desistiram.

A noite caiu sobre as PlanĂ­cies do Vento RĂĄpido em pouco tempo. No entanto, com a lua vermelha brilhando, nĂŁo estava totalmente escuro. Pode nĂŁo ter sido uma escuridĂŁo absoluta, mas era escuro o suficiente para se sentir opressor.

O vento havia diminuĂ­do desde o entardecer. Agora, era mais uma brisa suave.

Em algum lugar ao longe, animais faziam seus sons diversos. Depois de ouvirem um uivo distante, Shihoru perguntou a Yume:

— Hum… O que foi isso?

— Hm… Um cĂŁo com chifres e juba, talvez? — Yume respondeu. — Eles sĂŁo como lobos e saem pra caçar em bando Ă  noite. Foi o que o Mestre disse.

— …Eles vĂŁo caçar a gente? — Shihoru perguntou.

— NĂŁo sei dizer — Yume respondeu. — O Mestre disse que eles nĂŁo atacam humanos com tanta frequĂȘncia, sabe.

— …NĂŁo com tanta frequĂȘncia…

— NĂŁo hĂĄ nada absoluto na natureza, entĂŁo Ă© bom ter cuidado — explicou Yume. — Foi isso que o Mestre disse.

— …Nada Ă© absoluto… — murmurou Shihoru.

— Escuta… — disse Ranta, parecendo sonolento. — NĂŁo diga coisas que vĂŁo aumentar a ansiedade. Porque a Shihoru Ă© uma covarde. NĂŁo Ă©, Covarde? NĂŁo Ă© verdade?

— …Eu queria que os cĂŁes viessem e levassem sĂł o Ranta.

— HĂŁ? VocĂȘ disse alguma coisa, Covardete?

— …NĂŁo disse nada — respondeu Shihoru. — NĂŁo consigo dormir com vocĂȘ fazendo barulho, entĂŁo, por favor, fique quieto.

— TĂĄ, tĂĄ, tĂĄ, tĂĄ. Ceeerto. TambĂ©m estou cansado. — Ele bocejou alto. — Fuaaahhh…

Depois desse bocejo alto, Ranta estava roncando em pouco tempo. Em momentos como esse, era difĂ­cil nĂŁo invejar sua audĂĄcia.

Mary estava silenciosa. Kuzaku também. Estariam dormindo ou não? Shihoru continuava se virando de um lado para o outro. Parecia que não conseguia dormir. Yume respirava superficialmente enquanto dormia.

Quanto mais a noite avançava, mais desperto Haruhiro se sentia. Ele podia ouvir os uivos dos cães com chifres e jubas de vez em quando e sentir algo se movendo não muito longe. Não seria fåcil dormir assim.

Mesmo assim, com seus companheiros dormindo, ele não podia fazer alarde e acordá-los. Tudo o que podia fazer era ficar quieto, pensando: Q-Que medo. É realmente assustador

Então, algo aconteceu que o forçou a agir. Não eram os uivos dos cães com chifres e jubas. Ele ouviu um som grave, um rugido baixo.

NĂŁo, nĂŁo era exatamente um som, mas uma voz. De um carnĂ­voro.

Ele não tinha certeza, mas tinha uma vaga sensação de que provavelmente era de um dos grandes felinos. Parecia estar relativamente perto. Enquanto tremia, ouviu novamente—um rugido.

— …!

Oh, merda, Haruhiro pensou freneticamente. NĂŁo Ă© bom, nĂŁo Ă© bom, nĂŁo Ă© bom, nĂŁo Ă© bom, nĂŁo Ă© bom. EstĂĄ vindo, estĂĄ vindo, estĂĄ vindo. Esse foi mais perto do que o anterior. SĂ©rio, sĂ©rio, sĂ©rio. EstĂĄ vindo para nos comer? Vamos ser devorados? SerĂĄ que Ă© uma daquelas coisas? Tipo, devo acordar todo mundo? É bem claro que tenho que fazer isso neste ponto. Mas, sabe, se eu me mexer, parece que vai atacar. Como se isso fosse o gatilho para ele pular? Agora Ă© um mau momento? Devo esperar para ver o que acontece? NĂŁo sei. Qual Ă© a resposta certa? E, espere, nĂŁo consigo me mexer. Estou com muito medo. NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo. Enquanto perco tempo, posso ser morto.

Haruhiro tentou pegar sua adaga e seu porrete.

Devo me levantar primeiro? Mas, sabe, realmente acho que me mexer demais pode ser perigoso. Se vou me levantar, tem que ser em um movimento rĂĄpido. Primeiro, devo verificar a ĂĄrea ao meu redor. Vou mover minha cabeça sĂł um pouco, junto com os olhos, para olhar em volta. NĂŁo sei. EstĂĄ escuro. Merda, estĂĄ escuro. EstĂĄ muito escuro. NĂŁo estĂĄ lĂĄ… ou pelo menos acho que nĂŁo. NĂŁo consigo ver na escuridĂŁo, entĂŁo nĂŁo posso dizer com certeza. Vou ouvir atentamente. Pelo prĂłximo rugido. Vou julgar com base no prĂłximo rugido. Aughhhhhhhhhhhh

Droga, o ronco do Ranta Ă© alto demais. Cala a boca, por favor? O rugido. Ainda nĂŁo estĂĄ rugindo? Ainda nĂŁo estĂĄ rugindo? AĂ­ estĂĄ.

Haruhiro ouviu. Um rugido pequeno.

Foi baixo. SerĂĄ que se afastou? Parece que sim. Mas Ă© cedo demais para relaxar… Acho. Provavelmente.

Ele esperou mais um pouco, mas, por mais que esperasse, não ouviu mais nada. Provavelmente estava seguro a essa altura. Haruhiro se sentou e, um momento depois, Mary, grogue, também se sentou.

— Agora… — ela murmurou. — HĂĄ pouco, tinha algo aqui, nĂ©? Seja lĂĄ o que for…

— S-Sim — disse Haruhiro. — Tinha. VocĂȘ ouviu? Aqueles rugidos.

— E-Eu ouvi — ela respondeu. — Foi assustador…

— Eu sei, nĂ©? — Haruhiro concordou. — E-Eu tambĂ©m… Espere, todo mundo estĂĄ dormindo…

— Não preguei o olho — disse Mary.

— É, eu tambĂ©m nĂŁo…

Estava escuro, então eles não conseguiam ver o rosto um do outro, mas tudo começou a parecer um pouco engraçado, então os dois riram um pouco. Então, os cães com chifres e jubas uivaram de novo, fazendo os dois se assustarem um pouco.

— …Haru, vocĂȘ acha que estĂĄ seguro agora? — Mary perguntou.

Ele quase respondeu “não sei”, mas se conteve.

— Sim. Vai ficar tudo bem.

— Okay — disse Mary.

— Por que nĂŁo tenta dormir? — Haruhiro sugeriu. — Eu vou ficar acordado atĂ© sentir sono. Ah… provavelmente deverĂ­amos ter nos revezado para montar guarda, nĂ©? Quando estamos assim ao ar livre.

— VocĂȘ tem razĂŁo — ela disse.

— Bem, quando eu nĂŁo conseguir mais lutar contra o sono, vou acordar o Ranta ou alguĂ©m — disse Haruhiro.

— Ou vocĂȘ pode me acordar — Mary sugeriu.

— Pode ser. Talvez eu faça isso.

— Então, boa noite.

— Durma bem — Haruhiro disse. — Ah, Mary.

— O quĂȘ?

— Escuta… — Haruhiro balançou a cabeça e suspirou. — …Desculpe. Esqueci o que ia dizer.

— Okay. …Boa noite.

— Sim.

Mary se deitou.

Haruhiro permaneceu sentado. Enquanto olhava para a lua vermelha, lembrou-se de Moguzo por algum motivo. Nunca mais veria Moguzo, mas isso nĂŁo o fez sentir-se triste ou solitĂĄrio, apenas parecia estranho.

Isso nĂŁo pode estar certo, pode…? ele pensou. Mas essa era a realidade.

Quando o céu a leste começou a clarear um pouco, Kuzaku acordou.

— HĂŁ? Por que vocĂȘ estĂĄ acordado? — Kuzaku perguntou.

— NĂŁo consegui dormir — respondeu Haruhiro. — Bem, isso, e estou de guarda tambĂ©m.

— NĂŁo seria melhor vocĂȘ dormir? — perguntou Kuzaku. — Se precisa de alguĂ©m de guarda, eu posso fazer isso.

Haruhiro aceitou a oferta de Kuzaku e se deitou para dormir. Suas pålpebras começaram a ficar pesadas imediatamente, e ele conseguiu pegar no sono.

Quando acordou, Haruhiro e os outros fizeram uma refeição simples e partiram cedo pela manhã. No caminho, ele contou a eles sobre o carnívoro que havia se aproximado durante a noite, mas eles fizeram piada sobre isso. Mary não parecia feliz com isso.

À tarde, encontraram um vasto platî ligeiramente elevado. Assim que o subiram, havia uma bacia logo adiante.

À primeira vista, era claro que essa depressão no terreno, parecida com uma panela, era o Campo Solitário. Ao olhar em volta, eles viram pequenas torres ao redor do que seria a borda da panela. Provavelmente eram torres de vigia.

Havia vĂĄrias nascentes no fundo da panela, assim como uma cidade cercada por um fosso e uma cerca.

Sim, uma cidade.

É uma cidade, pensou Haruhiro.

Não era nada impressionante, mas havia mais de dez a vinte edifícios, junto com as estradas entre eles. Também podiam ver pessoas andando por lå. Só poderia ser chamado de cidade.

— Heh… — Ranta esfregou o nariz com o polegar. — Finalmente, chegamos. Finalmente chegamos ao Posto Avançado do Campo SolitĂĄrio.

Ele talvez estivesse tentando soar legal, mas não estava nem um pouco. Ainda assim, se alguém dissesse algo, ele apenas começaria uma briga por isso. Haruhiro e os outros ignoraram Ranta, sem pressa, enquanto desciam a encosta em direção ao fundo da panela. Por mais que Ranta fizesse alarde, ninguém lhe dava atenção.

O fosso ao redor do posto era mais largo do que parecia à distùncia, e também era profundo. Estava cheio de ågua que provavelmente vinha das nascentes próximas. A cerca, que parecia resistente, estava construída sobre uma plataforma de terra compactada com dois metros de altura, então não seria fåcil escalå-la. Parecia haver apenas uma entrada, com uma ponte sobre o fosso naquele ponto. Havia uma brecha estreita na parede de terra com um portão ali.

Logo em frente Ă  ponte, ao lado do fosso, havia vĂĄrias tendas espalhadas. Elas podiam ser tendas, mas algumas eram bastante grandes e impressionantes. Talvez fosse onde os soldados voluntĂĄrios moravam.

Havia soldados do Exército da Fronteira de pé em frente ao portão. Dois estavam ao lado do portão, mas as torres em ambos os lados abrigavam mais de dez, alguns dos quais estavam com suas bestas apontadas para Haruhiro e seus companheiros. Eles pareciam estar em alerta, mas quando o grupo mostrou seus distintivos do Esquadrão de Soldados Voluntårios, pelo menos os deixaram passar.

Dentro do Posto, a estrada que levava do portão estava ladeada por grandes edifícios que serviam como eståbulos e quartéis. Depois de passar por essa seção, chegaram a uma praça. Do outro lado da praça, havia algo parecido com um castelo. Parecia bastante seguro e provavelmente era um tipo de centro de comando. Havia vårios edifícios ao redor desse centro de comando que provavelmente também eram de natureza militar.

Podiam ouvir homens gritando em intervalos regulares. Devem estar treinando em algum lugar.

Os soldados do Exército da Fronteira, que estavam parados aqui e ali ou patrulhando a årea, ou ignoravam completamente Haruhiro e o restante da party, ou lançavam olhares de desprezo ocasionalmente, mas não faziam nada além disso.

No entanto, quando passaram entre dois quartéis e entraram nas ruas laterais, a atmosfera mudou. Havia uma série de edifícios chamativos que não pareceriam fora de lugar ao lado dos bares na Rua Celestial.

Havia mulheres andando pelas ruas de forma lùnguida. Havia ferreiros. Havia filas de barracas. Havia vendedores ambulantes. Havia até vårias hospedarias que pareciam melhores do que os quartéis.

Havia homens e mulheres que podiam imediatamente identificar como soldados voluntårios também. Eles estavam sentados nas vårias barracas de comida, comendo e bebendo, ou fazendo negócios com os diversos comerciantes.

Era um mercado, um lugar de entretenimento e um distrito residencial, tudo ao mesmo tempo. A julgar pelas barracas, havia uma variedade razoåvel de armas e armaduras à venda. Talvez até superasse Altana em termos de variedade. Não havia muitos itens de necessidade diåria disponíveis, mas isso provavelmente se devia à falta de demanda.

Algo que se destacava era que havia comerciantes vendendo animais enjaulados que eles nunca tinham visto antes. Quando perguntaram sobre isso, foram informados de que também havia cavalos, dragÔes-cavalos, cavalos-cervos e outros animais grandes para montar e carregar carga amarrados do lado de fora do posto avançado. O comerciante também alugava cavalos, então foram incentivados a considerar uså-los se fossem para algum lugar distante. O dono de uma loja que lidava com todos os tipos de tendas percebeu que eles eram novos no posto avançado e fez uma venda agressiva de seus produtos.

Com toda essa exploração, começaram a sentir fome, entĂŁo pararam em uma barraca de comida para almoçar. Os espetos de carne frita tinham um certo charme rĂșstico, e a ĂĄgua com sabor de suco de frutas ĂĄcidas tambĂ©m nĂŁo era ruim.

— Eu poderia viver aqui — foi a opinião de Ranta, e Haruhiro não pîde deixar de concordar.

— Sabe, — disse Yume, com um olhar relaxado e alegre no rosto — Yume ouviu mais cedo que tambĂ©m tem casas de banho por aqui.

— Isso Ă© importante — Mary concordou enfaticamente.

— …É — disse Shihoru com uma expressĂŁo incrivelmente sĂ©ria no rosto. — Se eu tiver que ficar um dia sem banho… honestamente, me sinto nojenta…

— Bem, sim, se vocĂȘ Ă© uma garota… — Kuzaku disse distraidamente.

— HĂĄ! Mulheres sĂŁo tĂŁo complicadas! — Ranta gargalhou. — Eu? Eu poderia ficar dez dias, talvez um mĂȘs, sem me importar, sabia?! NĂŁo tomar banho nunca matou ninguĂ©m!

— VocĂȘ diz isso, mas se começar a fedĂȘ, nĂŁo vai gostar muito, nĂ©? — Yume retrucou.

— O quĂȘ, Yume? Se vocĂȘ ficar sem tomar banho, fede tanto assim? Vem cĂĄ! Deixa eu te cheirar!

— Yume nĂŁo vai deixar vocĂȘ cheirar nada, seu idiota! — ela rebateu.

— Hm? — Ranta perguntou. — EntĂŁo, aposto que vocĂȘ deve estar bem fedorenta agora, nĂ©?

— Não tî, não! Yume ainda não fede nada!

— Bem, deixa eu checar, e eu dou um julgamento oficial de uma terceira pessoa — disse Ranta. — AlĂ©m disso, nĂŁo Ă© algo que vocĂȘ notaria sozinha. VocĂȘ nĂŁo consegue sentir seu prĂłprio fedor.

De repente, Mary se inclinou perto do pescoço de Yume, cheirando-a. — Ela não fede — relatou.

— Nyaoh?! — Deve ter feito cócegas em Yume ou algo assim, porque ela soltou um grito estranho.

— Oh… — Mary se afastou de Yume. — …Desculpa.

— Mm, nuh-uh, não tem nada pelo que se desculpar — Yume parecia um pouco envergonhada por algum motivo. — Yume só se assustou um pouco, só isso. Mas, Yume, ela tá feliz em saber que não fede.

— O que vocĂȘs estĂŁo fazendo, me deixando fora da diversĂŁo?! — gritou Ranta, balançando os braços com indignação. — Me deixem participar tambĂ©m! NĂŁo, incluam-me ativamente! Quero entrar na ação!

Depois de encherem a barriga, decidiram que finalmente era hora de ir para o Buraco das Maravilhas. No entanto, embaraçosamente, Haruhiro e os outros só sabiam que a entrada do Buraco das Maravilhas ficava no Posto Avançado do Campo Solitårio. Ranta correu atrås de alguns soldados voluntårios e tentou perguntar, mas foi grosseiramente afastado.

Se vocĂȘ nĂŁo os conhecia e nĂŁo estava pagando suas bebidas naquela noite, a maioria dos soldados voluntĂĄrios nĂŁo era muito amigĂĄvel. Haruhiro deveria ter esperado que fosse assim.

— Seria bom se tivesse alguĂ©m conhecido por aqui — Haruhiro disse enquanto olhava em volta. — …Ah.

Ele percebeu que havia.

— Ohhh! — Parece que Ranta tambĂ©m notou e começou a acenar. — Eeeei! Shinohara-saaaan! E aĂ­, cara! Como vocĂȘ tem estado?!

Havia um grupo todo vestindo capas brancas caminhando na direção deles. O homem de rosto gentil que estava à frente do grupo lançou um largo sorriso na direção deles.

Shinohara era o líder de um clã bem conhecido chamado Orion, mas era um sujeito tranquilo com uma personalidade ótima. Como eram um grupo liderado por Shinohara, todos os membros de Orion eram amigåveis e bem organizados. Dito isso, o comportamento audacioso de Ranta ainda fez alguns deles franzirem a testa em consternação. Shinohara, porém, não parecia incomodado.

— Ei — disse o homem. — Se vocĂȘs estĂŁo aqui, isso significa que finalmente vĂŁo enfrentar o Buraco das Maravilhas tambĂ©m?

— Sim! Senhor! — Ranta gritou, fazendo um gesto estranho que se assemelhava a uma saudação, sem uma razĂŁo bem definida. Ele estava completamente se deixando dominar pela empolgação. Era tĂŁo tolo que se tornava constrangedor de ver. — EntĂŁo, Shinohara-san, vocĂȘ vai para o Buraco das Maravilhas, assim como nĂłs?! Cara, que coincidĂȘncia!

— Não — disse Shinohara. — Estamos indo para outro lugar. Temos um assunto para resolver no Monte tristeza.

— Monte tristeza … — Haruhiro murmurou as palavras. NĂŁo era um nome familiar, mas tinha um tom sinistro. Que tipo de lugar poderia ser? SerĂĄ que Haruhiro e os outros iriam lĂĄ tambĂ©m, algum dia?

— Oh. — Shinohara olhou para Kuzaku. — Acho que nĂŁo te vi antes. Eu sou Shinohara, do Orion. Prazer em conhecĂȘ-lo.

— Ohh. — Kuzaku fez uma leve reverĂȘncia com a cabeça. — Oi. Eu sou Kuzaku.

— Entendo. — Shinohara fez uma pausa por um momento, fechando os olhos e respirando fundo. — Se minha memĂłria nĂŁo me falha, vocĂȘs participaram da Operação Serpente de Duas Cabeças como integrantes da Força Serpente Azul, correto? Apesar de as perdas na Força Serpente Azul do ExĂ©rcito da Fronteira terem sido pequenas, com apenas seis mortos, soube que vinte e trĂȘs soldados voluntĂĄrios perderam a vida lĂĄ.

— Eu não fui boa o suficiente — Mary olhou Shinohara diretamente nos olhos e lhe disse. — Cometi um erro que nenhum sacerdote deve cometer. Por causa disso, deixei ele morrer.

— Mary… — Um homem de cabelos curtos e olhos estreitos começou a se aproximar, mas parou. Hayashi. O homem que havia sido um dos antigos companheiros de Mary.

— E ainda assim, vocĂȘ estĂĄ aqui. — Shinohara colocou uma mĂŁo no ombro de Mary. — Em vez de parar, vocĂȘ seguiu em frente e continuou a caminhar. VocĂȘ encontrou bons companheiros para si, Mary.

— …Sim. — Mary olhou para o chĂŁo. Suas costas estavam tremendo levemente.

Quero abraçå-la, pensou Haruhiro, e então ficou aflito por ter pensado isso. Não, eu não quero. De jeito nenhum. Eu não posso abraçå-la. Isso não combina comigo.

Ele nĂŁo achava que esse fosse o seu papel. Afinal, nĂŁo havia nada entre Haruhiro e Mary.

— Er, vocĂȘ tambĂ©m, Shinohara-san. — Haruhiro pigarreou. — Bom trabalho no ataque Ă  Fortaleza de Ferro Beira Rio. Eu nĂŁo sei nenhum detalhe, mas vocĂȘs venceram, nĂ©?

— Graças ao trabalho que vocĂȘs fizeram, tivemos uma vitĂłria perfeita — disse Shinohara.

Por um momento, pareceu que um sorriso cĂ­nico cruzou o rosto de Shinohara. No entanto, isso durou apenas um instante. NĂŁo era uma expressĂŁo tĂ­pica de Shinohara, entĂŁo Haruhiro pode ter imaginado.

— As coisas foram diferentes para a Força Serpente Vermelha — ele continuou. — O ExĂ©rcito da Fronteira sofreu um golpe doloroso, mas houve poucas perdas de soldados voluntĂĄrios. Os Day Breakers do Soma realmente fizeram a diferença. Graças a eles, nĂłs da Orion tivemos uma tarefa fĂĄcil.

— Cara! Soma, hein! — Ranta bateu os pĂ©s e puxou o cabelo encaracolado. — Droga, esse Soma Ă© incrĂ­vel! Os Day Breakers, hein! Ohhh…!

Shinohara cobriu a boca e sorriu. Mesmo com Ranta falando, Shinohara tinha uma expressão no rosto como a de quem assiste a uma criança inocente.

— Ouvi dizer que o Soma tem operado a partir desta cidade ultimamente — disse o homem. — Talvez vocĂȘs o encontrem em algum lugar por aqui.

— Ohhhh?! SĂ©rio?! Ohhhhhhhhhhhhhhhhhh! — gritou Ranta.

— DĂĄ pra calar a boca, cara? SĂ©rio… — Haruhiro suspirou, e entĂŁo se voltou para Shinohara. — Ah, Ă© verdade. Shinohara-san, na verdade, hĂĄ algo que eu queria gostaria de perguntar.

— O que Ă©? Espero ter uma resposta para vocĂȘ.

— Erm… — Haruhiro esfregou a bochecha com uma mĂŁo, olhando para cada um dos membros de Orion. Homens e mulheres, todos o olharam de volta com olhos calmos. NĂŁo importa a idade, todos eles transmitiam a sensação de serem irmĂŁos e irmĂŁs mais velhos e confiĂĄveis.

Enquanto isso, sua prĂłpria equipe—Bem, talvez Ranta estivesse comprometendo a dignidade da party sozinho, mas Haruhiro, Shihoru, Yume, o novato Kuzaku e atĂ© mesmo Mary eram todos mais jovens do que os membros do Orion. Eles transmitiam uma impressĂŁo de inexperiĂȘncia tĂŁo intensa que chegava a ser revigorante.

NĂŁo, nĂŁo era revigorante. Na verdade, era doloroso.

Mesmo ter vindo ao Campo SolitĂĄrio para ir ao Buraco das Maravilhas foi algo que eles fizeram mais por impulso. E agora que estavam aqui, nem sabiam o bĂĄsico, entĂŁo Haruhiro estava prestes a perguntar a Shinohara sobre isso.

SerĂĄ que isso Ă© realmente certo? Haruhiro se perguntou. Mas, dizem que “perguntar Ă© um momento de vergonha, mas nĂŁo perguntar Ă© uma vida de vergonha”, e eu preferiria nĂŁo perder tempo.

— …EntĂŁo, sobre o Buraco das Maravilhas, eu queria saber onde ele fica.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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