Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 12 â Volume 4
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash Volume 04
Light Novel Online – CapĂtulo 12[Hoje, mais do que Ontem. AmanhĂŁ, mais do que Hoje]
â Cara… â murmurou Haruhiro.
Quanto tempo havia se passado desde que o sino das oito horas tocara? Cinco minutos? Dez? Haruhiro nĂŁo tinha algo caro como um relĂłgio de bolso, entĂŁo ele nĂŁo sabia.
â Eles simplesmente nĂŁo aparecem, nĂ©… â ele continuou.
â NĂŁo aparecem… â HĂĄ um tempo, Mary estava ao lado de Haruhiro, cutucando o chĂŁo com seu cajado curto, inquieta.
Haruhiro provavelmente havia chegado ao portĂŁo norte por volta das sete e meia. Parecia que Ranta tinha voltado para o alojamento tarde na noite anterior. Quando tentou arrastĂĄ-lo para fora da cama, Ranta disse para ir sem ele. Haruhiro nĂŁo foi chamar Shihoru e Yume. NĂŁo achou que fosse necessĂĄrio.
Ele tinha acordado bastante cedo e, sem ter muito o que fazer, decidiu sair mais cedo do alojamento.
Mary apareceu no portĂŁo norte cerca de dez minutos depois de Haruhiro. Claro, ele ficou aliviado ao vĂȘ-la.
Que bom, ele pensou, do fundo do coração.
Mary havia aprendido Sacrament. Era uma magia de luz de alto nĂvel que curava ferimentos graves instantaneamente, e poderia ser considerada obrigatĂłria para qualquer sacerdote de nĂvel mĂ©dio ou superior.
Mary ainda sĂł conseguia usĂĄ-la cerca de duas vezes por dia, mas Sacramento certamente seria uma grande vantagem para a party. Se fosse necessĂĄrio, eles poderiam voltar da beira da morte. Ter esse tipo de carta na manga sem dĂșvida permitiria que Mary enfrentasse suas batalhas com mais tranquilidade.
Haruhiro havia aprendido outra habilidade com a Barbara-sensei além de Assault: Shatter. Esta era uma habilidade que se encadeava após Swat para atacar o joelho do inimigo. Com duas opçÔes que ele poderia usar após Swat, Arrest e Shatter, isso daria mais variedade aos seus padrÔes de ataque. Em vez de apenas usar Swat para se defender, ele poderia procurar oportunidades para atacar e, então, finalizar com Assault. Essa era a estratégia que Haruhiro tinha em mente.
Bem, duvido que seja tĂŁo fĂĄcil, mas cada um de nĂłs precisa expandir o que pode fazer e levar isso o mais longe possĂvel, ele pensou. Se fizermos isso, provavelmenteânĂŁo, com certezaâencontraremos um caminho a seguir.
Haruhiro estava otimista. Ou, pelo menos, estava tentando ser.
Ele nĂŁo era um bom lĂder, mas, mesmo assim, ele era o lĂder dessa party. Um lĂder precisava manter a cabeça erguida, avançando um passo, ou atĂ© mesmo meio passo de cada vez, ou ninguĂ©m o seguiria. Na verdade, se o lĂder nĂŁo estivesse avançando, nĂŁo haveria como alguĂ©m segui-lo.
NĂŁo era uma questĂŁo de poder ou nĂŁo fazer. Ele tinha que começar apenas fazendo. Nada começaria atĂ© que ele desse o primeiro passo. Se nada começasse, nĂŁo poderia haver resultados. Uma vez que houvesse alguns resultados, ele os aceitaria, usaria como combustĂvel, e avançaria um pouco mais.
No entanto…
â Eles estĂŁo muito atrasados… â murmurou Haruhiro.
â Sim… mas… â disse Mary.
â Ă…
â Talvez eles tenham dormido demais… â ela sugeriu.
â …Pode ser.
â Eles podem estar cansados de aprender novas habilidades e coisas assim…
â Ahhh â disse Haruhiro. â Ă, pode ser isso.
â Espero que seja sĂł isso…
â Bem, eu acho que provavelmente Ă©… â Haruhiro disse. â Normalmente… bem, eu tambĂ©m… sabe? Se vocĂȘ me perguntasse se estou totalmente descansado, eu realmente nĂŁo estou… A Barbara-sensei Ă© bem rigorosa… HĂĄ hĂĄ hĂĄ… â A risada de Haruhiro soou tĂŁo idiota e incrivelmente vazia que ele se sentiu desconfortĂĄvel.
Droga, isso nĂŁo Ă© bom, ele pensou. Qual Ă© o problema com essa atmosfera? Essa atmosfera, Ă©âPor quĂȘ? Por que eles nĂŁo estĂŁo aparecendo? Como podem estar atrasados num dia tĂŁo importante? Tipo, nĂŁo hĂĄ como eles estarem, certo? Ă estranho, sĂ©rio. Eles nĂŁo podem se atrasar para isso. Isso Ă© Ăłbvio. Tomem jeito. Ouâpode ser outra coisa?
Tipo, talvez, eles nĂŁo estejam atrasados?
â NĂŁo… HĂĄ hĂĄ hĂĄ… â Haruhiro riu novamente, tentando afastar a incerteza que surgia dentro dele. NĂŁo ajudou em nada; sĂł o fez querer fugir.
Mas ele nĂŁo fugiu. Ele pareceria um esquisito se fizesse isso.
â Eles simplesmente nĂŁo aparecem, nĂ©… â repetiu Haruhiro.
â NĂŁo aparecem… â Mary concordou.
O que eu faço agora? Haruhiro pensou. Mary também estå parecendo bem preocupada. Qual é o problema? Sério, o que estå acontecendo? Ranta, eu entendo. Ele nem tentou sair da cama esta manhã. Afinal, ele é o Ranta. Mas Shihoru e Yume também, sério? Yume pode não ser tão pontual, mas Shihoru leva as coisas a sério. Ela nunca se atrasou para um encontro antes. Nunca. Esta é a primeira vez. Nesse caso, algo deve estar acontecendo, e é por isso que elas ainda não estão aqui. Essa é a conclusão lógica. Depois do que aconteceu com a gente, e com todos nós assim, agora isso acontece.
â Ah… â murmurou Mary.
Quando ele olhou para ela, Mary estava olhando para o outro lado da rua. Haruhiro também direcionou seu olhar naquela direção. Shihoru, Yume ou Ranta deviam ter chegado.
O que, eles finalmente chegaram? Haruhiro pensou.
Ele estava errado.
Um homem, bastante alto, mas com uma postura ruim, estava caminhando em sua direção. Ele usava uma couraça, manoplas e algumas outras peças de armadura de placas, mas tudo parecia ser de segunda mão. A couraça tinha o hexagrama de Lumiaris gravado nela.
â Oi. â O homem parou na frente de Haruhiro, acenando com a cabeça.
Embora Haruhiro nĂŁo fosse do tipo que julgava os outros, achou que o cara parecia terrivelmente sombrio. Ele parecia deslocado em uma manhĂŁ tĂŁo bonita.
â …Kuzaku â ele disse.
â Por que vocĂȘ…? â Mary olhou para baixo, inquieta, mexendo-se de forma estranha.
Espera, o rosto dela estĂĄ vermelho? Por quĂȘ? Haruhiro pensou. O que? O que aconteceu?
â Ohh. â Kuzaku levou sua grande mĂŁo atĂ© a testa, coçando a tĂȘmpora direita com o dedo mindinho. â Hm. Vamos dizer que aquilo nunca aconteceu.
â EntĂŁo, nem devia ter dito nada! â explodiu Mary.
â Ah. Ă, acho que nĂŁo devia, nĂ© â concordou Kuzaku.
â HĂŁ? HĂŁ…? â Haruhiro interrompeu, incapaz de ficar quieto. â O-O que?! Ei, o que estĂĄ acontecendo, aconteceu alguma coisa…?
â Nada! â Mary estava completamente descontrolada.
â NĂŁo, nada nĂŁo â Kuzaku tinha uma expressĂŁo vaga, e era impossĂvel entender o que tudo aquilo poderia significar.
âĂ, algo aconteceu, Haruhiro pensou. Algo definitivamente aconteceu.

Mas o que seria esse algo? Como esses dois se conhecem? SĂŁo conhecidos de alguma forma? Kuzaku Ă© nosso calouro, entĂŁo Ă© difĂcil imaginar isso. Ainda assim, nĂŁo posso ter certeza de que nĂŁo sĂŁo. Mary sai para beber sozinha Ă noite, entĂŁo eles poderiam ter se conhecido em uma dessas vezes? E entĂŁo, algo aconteceu? Se aconteceu, teria que ser… aquilo…?
Mary estava olhando para baixo e apertando seu cajado. Kuzaku, por outro lado, parecia desconfortĂĄvel, mas nĂŁo tanto assim. Tipo, âNĂŁo foi realmente grande coisa.â Tipo, âIsso acontece o tempo todo?â Tipo, âFoi uma aventura de uma vez sĂłâ … Aventura…? O que Ă© isso?! Eles… fizeram aquilo?!
Haruhiro deu um tapa e esfregou o prĂłprio peito, piscando repetidamente em confusĂŁo.
Certo. Bem, sabe? O que quer que Mary faça, Ă© problema dela, nĂ©? NĂŁo tenho direito de impedi-la, ou mesmo de me intrometer, nĂŁo Ă©? Kuzaku Ă© um cara alto, e, por mais sombrio que pareça, o rosto dele nĂŁo Ă© tĂŁo ruim. Se vocĂȘ olhar do jeito certo, ele Ă© atĂ© que bonitĂŁo. Talvez. NĂŁo que eu saiba! Eu nĂŁo sei se o rosto de um cara Ă© atraente ou nĂŁo! NĂŁo consigo julgar isso! Nem quero! Como se eu me importasse!
âOk. JĂĄ me acalmei. Estou bem agora.
Ele estava calmo. A mente de Haruhiro estava tĂŁo fria quanto gelo e tĂŁo quieta quanto ficar parado em um lago congelado.
â EntĂŁo? O que foi? Estava sĂł de passagem? NĂŁo Ă© isso, nĂ©? â perguntou Haruhiro.
â Ă, nĂŁo. NĂŁo Ă© isso.
â Bem, entĂŁo o que Ă©? â Haruhiro exigiu.
â …VocĂȘ estĂĄ meio assustador hoje, sabia?
â Estou? NĂŁo acho. E entĂŁo? Vai responder minha pergunta? â Haruhiro insistiu.
â Estou aqui para pedir um favor de novo, por assim dizer â disse Kuzaku.
â HĂŁ…?
â A party. Estou pedindo para me deixar entrar.
â O quĂȘâ â Haruhiro exclamou.
â VocĂȘ parecia estar dizendo, â Kuzaku continuou â dizendo algo sobre nĂŁo poder decidir sozinho. Que se os outros estivessem por perto, vocĂȘ poderia perguntar a opiniĂŁo deles, ou algo assim. VocĂȘs pareciam que iam se reunir em algum lugar.
Ele Ă© irritantemente insistente, pensou Haruhiro. Eu jĂĄ o recusei, nĂŁo foi? Eu dei um nĂŁo bem claro, nĂŁo dei? Ele disse âEntendiâ em resposta, certo? Isso deveria significar âOk, entendi, vou desistirâ, nĂŁo deveria?
Haruhiro sentiu algo como irritação e hostilidade borbulhando dentro de si, mas deixou que isso ficasse em segundo plano. NĂŁo podia simplesmente descarregar tudo no cara daquele jeito. NĂŁo seria bom. Ele era o lĂder. Talvez fosse por ser o lĂder que ele nĂŁo podia fazer isso. NĂŁo tinha certeza, mas uma voz dentro de Haruhiro ordenava que ele apaziguasse as coisas e mantivesse as aparĂȘncias.
â …Eu disse isso, sim â admitiu Haruhiro. â Eu disse isso, mas isso nĂŁo tem nada a ver com isso.
â Como assim? â perguntou Kuzaku.
â HĂŁ? Bem, sabe… aquilo Ă© aquilo e isto Ă© isto.
â O que Ă© âistoâ? â perguntou Kuzaku.
â I-Isto Ă©…
Droga, pensou Haruhiro. NĂŁo estou pensando direito. NĂŁo estou mantendo as aparĂȘncias nem um pouco. O que estĂĄ acontecendo aqui? Estou perdendo a calma? NĂŁo posso negar…
â Haruhiro, cara â Kuzaku olhou para Mary. â VocĂȘ falou com seus colegas sobre mim? Se falou, alguns deles podem ser a favor disso, certo? Eu nĂŁo saberia, no entanto.
â …NĂŁo, eu nĂŁo falei â Haruhiro respondeu.
â Eu…! â Mary parecia agitada, mas tossiu para clarear a garganta. â …T-Talvez eu nĂŁo… seja realmente a favor disso…
Haruhiro sorriu. â Viu?
â O que vocĂȘ quer dizer com âviuâ? â uma voz rude interrompeu.
â HĂŁ?! O que eu quero dizer comâ â Haruhiro deu um salto para trĂĄs, surpreso. â Uou! Ranta?!
â NĂŁo precisa ficar tĂŁo surpreso â disse Ranta. â Tem algo de errado com vocĂȘ, cara?
Ranta, pensou Haruhiro. Quando o Ranta chegou e ficou tão perto de mim? Ele estå bem ao meu lado. Não, não é apenas o Ranta. Shihoru e Yume também estão aqui. Eles parecem surpresos. Eu sou quem deveria estar surpreso aqui.
â O queeeeĂ©? â Ranta disse, tirando cera dos ouvidos e estreitando os olhos. â Quem Ă© vocĂȘ, cara? NĂŁo, eu conheço essa cara. Hm…? Um dos nossos calouros, nĂ©? HĂŁ? Cara, vocĂȘ nĂŁo morreu em Deadhead? Ă um zumbi?
â Eu ainda estou respirando. Tenho quase certeza de que estou vivo.
â Opa, opa â Ranta disse. â VocĂȘ tĂĄ bem metido pra um dos meus calouros. Quer brigar? Te desafio num mano a mano.
â NĂŁo, passo. NĂŁo tem motivo pra isso â disse Kuzaku.
â Ho ho â Ranta riu. â EntĂŁo Ă© assim que vocĂȘ vai ser. Ă assim que vocĂȘ vai ser, nĂ©? VocĂȘ pode ser um pouquinho mais alto que eu, mas Ă© bom nĂŁo me olhar de cima, entendeu?
â Pouquinho, Ă©? â Kuzaku disse.
â Ă mais como muito â Yume disse, comparando a altura de Ranta e Kuzaku. â Ele tem uns vinte centĂmetros a mais que vocĂȘ, nĂŁo acha?
â Sua idiota, nĂŁo pode ser tanto assim! â Ranta bufou. â Onde vocĂȘ tĂĄ olhando, sua imbecil?!
â Acho que tenho cerca de 191 ou 192 centĂmetros â disse Kuzaku.
Shihoru deu uma risadinha. â O Ranta-kun nĂŁo deve ter nem 171 centĂmetros. Talvez vocĂȘ tenha mais de 20 centĂmetros a mais que ele…
â Eu tenho, sim! â Ranta gritou. â Eu tenho facilmente mais de 170 centĂmetros! Claro que tenho! Tenho mais de 180! E o que esse grandalhĂŁo tĂĄ fazendo aqui, afinal?!
â NĂŁo, antes de chegarmos a isso â Haruhiro olhou para Ranta, Shihoru e Yume, um de cada vez. Todos pareciam relutantes em olhĂĄ-lo nos olhos, como se estivessem se sentindo culpados por algo. Era essa a sensação que ele tinha. â Por que… Por que vocĂȘs estĂŁo tĂŁo atrasados? NĂŁo combinamos de nos encontrar no portĂŁo norte Ă s oito horas? Eu nĂŁo espero que o Ranta respeite isso, mas vocĂȘs duas…
â Sim, sobre isso â Ranta revelou, sem qualquer preocupação, algo que Haruhiro nĂŁo conseguia acreditar que estava ouvindo. â O lance Ă© que recebi um convite do Renji. Ele estava me perguntando se eu queria me juntar a Equipe Renji.
â Oh… â Haruhiro quase caiu. â HĂŁ…?
â Yume e Shihoru receberam um tambĂ©m, sabia? â disse Yume.
â TambĂ©m…?
â Elas tavam dizendo que podĂamos nos juntar as Wild Angels. A Kajiko-chan tentou recrutar a gente.

â Ka…
Oh, droga. Oh, droga. Oh, droga. Haruhiro sentiu as pernas e tornozelos ficarem fracos. Vou cair. Sério. Não, não cair. Afundar. Nas profundezas do inferno.
â H-Haru…! â Mary se aproximou para apoiĂĄ-lo, entĂŁo ele conseguiu se manter em pĂ©, mas sentia que talvez nĂŁo fosse capaz de continuar assim. Na verdade, nĂŁo era um talvezâele nĂŁo conseguia.
Para que foi tudo isso? Haruhiro se perguntou. Para que serviram todas as nossas lutas até agora? Por que trabalhamos tão duro? Eles não se importam? Todo o nosso esforço não significa nada? Não importa o quanto nos esforcemos, não podemos fazer algo funcionar se não for para funcionar, é isso? Quer dizer, éramos uma party de rejeitados, afinal de contas.
NĂŁoâalguĂ©m havia decidido que precisava de Ranta, Shihoru e Yume. Ranta. Esse Ranta. E era Renji, de todas as pessoas. Isso significava que Haruhiro era pior do que Ranta. Significava que Haruhiro era o verdadeiro rejeitado.
Mary, tambĂ©m. Mas Mary era uma sacerdotisa. Se ela apenas mantivesse a boca fechada, alguĂ©m a chamaria para se juntar a eles. Havia uma diferença esmagadora no nĂvel de demanda para um ladrĂŁo e para um sacerdote.
O futuro de Haruhiro parecia sombrio. Não havia nada além de escuridão total. Ele estava na escuridão.
â Whoa… â Kuzaku olhou para eles, franzindo a testa. â Parece que vocĂȘs tĂȘm outros problemas antes de decidir se vĂŁo me deixar entrar.
Ele estĂĄ certo, pensou Haruhiro. Ele estĂĄ tĂŁo malditamente certo. Eu nĂŁo tenho tempo para ele.
â …Desculpa. Obrigado, Mary. â Haruhiro se afastou de Mary, respirando fundo, bem fundo.
E agora? ele pensou. O que vou fazer? Daqui em diante. Preciso pensar no que vou fazer comigo mesmo. Eu sei. Nunca fui material para ser um soldado voluntĂĄrio, entĂŁo talvez eu devesse aprender um ofĂcio. Encontrar alguĂ©m disposto a me aceitar como aprendiz. Parece um trabalho duro, e duvido que eu consiga lidar com negĂłcios. Mas, se eu trabalhar diligentemente, talvez dĂȘ certo. NĂŁo Ă© como se eu fosse morrer se errar, entĂŁo Ă© mais fĂĄcil. Mais fĂĄcil do que isso.
â HĂŁ? VocĂȘ quer se juntar? â Ranta olhou Kuzaku de cima a baixo, dos pĂ©s Ă cabeça. â Um paladino, hein. Entendo.
â Ohh. â Por algum motivo, Yume deu tapas nos braços e ombros de Kuzaku, como se estivesse testando o quĂŁo fortes eram. â O que faz um âpallydinâ?
â …Bem, luta com uma espada e tal… â Kuzaku estava surpreso. â AlĂ©m disso, podemos usar magia de luz, entĂŁo podemos fazer um pouco de cura. NĂŁo podemos nos curar, no entanto. Fora isso, podemos nos defender com um escudo.
â Eles podem fazer um monte de maracutaia, nĂ© â Yume disse.
â Um monte de… maracutaia? Bem… nĂŁo sei sobre isso â disse Kuzaku. â NĂŁo acho que seja assim.
â …Basicamente, vocĂȘ Ă© um tanque… certo? â Shihoru perguntou hesitante.
Kuzaku deu um aceno vago. â Ă, algo assim.
â VocĂȘ nĂŁo Ă© muito claro sobre isso! â Ranta disse, zombando. â Se vocĂȘ quer entrar na nossa party, precisa ser claro sobre isso. Como vamos decidir de outra forma?
â HĂŁ…? â Mary piscou repetidamente, seus olhos se movendo de uma pessoa para outra.
A cabeça de Haruhiro ainda estava confusa, entĂŁo ele pensou que algo estava estranho, mas nĂŁo tinha certeza do quĂȘ.
â Hm? â Ranta lançou um olhar suspeito para Haruhiro. â O que? VocĂȘ estĂĄ agindo de maneira muito estranha. TĂĄ me assustando, cara.
â …NĂŁo, nĂŁo sei o que Ă©, mas… NĂŁo quero que vocĂȘ, de todas as pessoas, me chame de esquisito â disse Haruhiro.
â SĂł estou dizendo que vocĂȘ estĂĄ agindo estranho porque estĂĄ â disse Ranta. â Se nĂŁo quer ser chamado de esquisito, entĂŁo nĂŁo seja esquisito.
â O que Ă© esquisito Ă© uma questĂŁo de perspectiva. Isso Ă© sĂł a suaâNĂŁo, nĂŁo Ă© isso! â Haruhiro explodiu.
â O quĂȘ? â Ranta perguntou.
â Ahhhh?! NĂŁo, eu quero dizer, Renji… ele te convidou para se juntar a ele, certo? E Kajiko fez o mesmo com Shihoru e Yume. Se vocĂȘs estavam todos atrasados por causa disso, isso deve significar…
â Desculpa por isso â disse Yume.
Eu sabia, Haruhiro nĂŁo pĂŽde deixar de pensar. O que mais havia para pensar? Veja.
Olha, Ă© assim: eu achava que estava pronto para isso, entĂŁo pensei que ficaria bem. Mas na verdade, eu nĂŁo estou preparado e nĂŁo estou nada bem!
â Pra dizer a verdade, quando a Kajiko-chan me convidou, Yume realmente nĂŁo sabia o que fazer â disse Yume.
â Imagino â Haruhiro disse com um sorriso forçado. â Quer dizer, Ă© a Kajiko. Ela Ă© famosa.
â …Ela foi muito gentil â disse Shihoru, encolhendo-se. â …Ela foi atenciosa, e nos contou vĂĄrias coisas. As condiçÔes eram boas tambĂ©m…
â Quanto a mim, Renji disse que eu seria Ăștil, sabe? Ele nem me chamou de Cacheado, ele me chamou pelo nome! âRantaâ… â disse Ranta, abaixando a voz. Ele pode ter tentado imitar Renji, mas parecia apenas que estava fazendo uma careta engraçada. â âVocĂȘ vai se tornar Ăștilâ, ele disse! Gahahahahahahahah! Pessoas que entendem, realmente entendem! Meu talento brilhante, Ă© claro!
â Imagino â Haruhiro estreitou os olhos. â Imagino. Sim. Nunca consegui te usar direito. Ă, deve ser isso…
â Sim â Ranta concordou. â Renji estava dizendo isso tambĂ©m. Ele disse que vocĂȘ nĂŁo seria capaz de me usar direito.
â …Entendo. â Haruhiro rangeu os dentes. Se Renji, o cara que rapidamente reuniu pessoas que podia usar, formou a Equipe Renji, e seguiu direto pelo caminho para o estrelato, foi quem disse isso, Haruhiro nĂŁo podia argumentar. Haruhiro nĂŁo tinha aptidĂŁo para liderança. Ele sabia disso tĂŁo bem que doĂa. Era Ăłbvio.
â EntĂŁo, sendo esse o caso, eu tive que realmente quebrar a cabeça sobre o que eu ia fazer, sabe â disse Ranta, cutucando Haruhiro de leveânĂŁo, na verdade, com força, no ombro. â Ă melhor vocĂȘ ser grato, Parupiroooo!
â Aiâespera, hĂŁ? Grato? Pelo quĂȘ?
â HĂŁhh? Por mim! Ranta-sama! Eu decidi ficar com vocĂȘs, cara! â Ranta gritou. â VocĂȘ deveria estar tĂŁo agradecido que chorasse, tipo, uns trĂȘs litros de lĂĄgrimas!
â HĂŁ? â Haruhiro disse, atordoado.
â Yume e Shihoru tambĂ©m â disse Yume, esfregando as bochechas. â A gente pensou muuuuito sobre isso, sabe. Conversando juntas. Yume, sinceramente, nĂŁo estava tĂŁo confiante em continuar assim. Ela estava preocupada que pudesse acabar causando problemas para todo mundo. Yume estava com medo. AtĂ© esta manhĂŁ, ela nĂŁo sabia o que ia fazer.
â Quanto a mim, eu nĂŁo conseguia decidir nada sozinha… â Shihoru puxou o chapĂ©u de maga para baixo. â Achei que isso era patĂ©tico da minha parte. Pode ser que nĂŁo haja lugar para mim… talvez as pessoas fiquem melhores sem mim… Foi o que comecei a pensar. Me perguntei se eu poderia apoiar a todos… Se eu fosse continuar nesta party, sabia que tinha que estar preparada para fazer pelo menos isso… E se eu me juntasse a uma party mais forte, a vida poderia ser mais fĂĄcil…
â Poderia ser, sim, mas Yume e Shihoru tomaram uma decisĂŁo â Yume disse, cerrando os punhos. â Ficar nesta party onde Manato esteve, onde Moguzo esteve, e onde Haru-kun e todo mundo ainda estĂŁo. Yume e Shihoru queriam fugir. Tem sido doloroso, sabe. Mas, se Yume fugisse, sabia que se arrependeria depois, e, na verdadeâYume nĂŁo quer deixar todo mundo.
â O-Q-Que histĂłria Ă© essa? â Ranta estava ligeiramente corado. â Apesar de como vocĂȘ normalmente age, vocĂȘ sente isso tĂŁo profundamente, hein? Sobre mim…
â Claro, Ranta, vocĂȘ Ă© sĂł um extra que vem com todo o pacote â Yume acrescentou.
â Quem vocĂȘ tĂĄ chamando de extra, sua idiota?! Eu vou apertar sua bunda e esmagĂĄ-la, sua imbecil!
â Tarado! â Yume retrucou. â VocĂȘ vale menos do que um extra indesejado! VocĂȘ Ă© pior que lixo!
Yume e Ranta voltaram à sua habitual troca de provocaçÔes.
Haruhiro olhou para Mary. Mary ainda parecia atordoada, como se nĂŁo pudesse acreditar. Haruhiro provavelmente estava com a mesma expressĂŁo.
â Hum… â Shihoru inclinou a cabeça vigorosamente, inclinando-se tanto para frente que parecia estar curvada, e seu chapĂ©u caiu no chĂŁo. Shihoru rapidamente o pegou e o colocou de volta, depois se curvou novamente. â …Desculpa. Por ser indecisa. Mas… Eu nĂŁo queria mentir. Se eu nĂŁo tivesse sido clara sobre as coisas, algum dia isso definitivamente teria criado uma ruptura, podemos dizer… ou algo ruim teria acontecido, eu pensei. Se eu nĂŁo tivesse exposto tudo… incluindo minha fraqueza, eu nĂŁo acho que poderia seguir em frente…
â Hmph. â Ranta bufou e cruzou os braços, olhando para o lado. â Se vocĂȘ tem uma chance de dar o prĂłximo passo na sua frente, Ă© natural querer aproveitĂĄ-la. Por que vocĂȘ estĂĄ se desculpando?
Haruhiro inclinou a cabeça para o lado. â …Bem, entĂŁo por que vocĂȘ abriu mĂŁo dessa chance? Se vocĂȘ quisesse, poderia ter entrado na party do Renji.
â Eu fiz isso para dar o prĂłximo passo. NĂŁo Ă© Ăłbvio?
â Eu nĂŁo entendo muito bem… â Haruhiro disse.
â O quĂȘ, vocĂȘ nĂŁo entende? Ă por isso que vocĂȘ Ă© um idiota â disse Ranta. â Agora, ouça. Se alguĂ©m se oferece para me puxar para cima, e eu sigo junto porque eles mandaram, isso nĂŁo significa nada. Para mim, isso nĂŁo Ă© progresso nem nada parecido. Subir atĂ© o topo usando a minha prĂłpria força, isso Ă© o que torna as coisas interessantes. Ă o que eu chamo de dar um passo adiante. Ă a Ășnica maneira verdadeira de fazer isso. Entendeu?
â …Vagamente? â Haruhiro disse.
â NĂŁo entenda sĂł vagamente, entenda completamente! AlĂ©m disso, nĂŁo me importa se Ă© o Renji, o Kenji ou o Gejigeji, mas Ă© muito presunçoso da parte dele achar que pode me levantar. Se alguĂ©m vai fazer isso, sou eu. EntĂŁo, basicamente, estou dizendo que vou elevar vocĂȘs a um nĂvel ou dois! Tente nĂŁo fazer nada que me envergonhe enquanto estou nisso! Esse Ă© o seu dever! Quero ouvir sua resposta! Sim ou sim?!
â Sim ou sim…? â Yume perguntou, inflando as bochechas e fazendo beicinho. â Se vocĂȘ diz assim, os dois sĂŁo a mesma coisa, nĂŁo sĂŁo?
â Sim, essa Ă© meio que a ideia!
â …Erm â Kuzaku apontou para si mesmo. â E eu?
â Quem liga! â Ranta fez um gesto como se estivesse virando uma lata de lixo. â Eu nĂŁo dou a mĂnima para o que acontece com um brutamontes como vocĂȘ!
â Um paladino, hein â Yume franziu as sobrancelhas. â Hrm…
â …Ă meio repentino… â Shihoru disse, tentando nĂŁo olhar para Kuzaku.
Ranta poderia estar nutrindo um ressentimento sem fundamento contra ele por causa da diferença de altura. Yume e Shihoru não souberam como reagir quando isso foi mencionado tão de repente. Mary não parecia muito entusiasmada com a ideia por causa de algo que havia acontecido entre eles, e Haruhiro não queria complicar as coisas agora que tinham acabado de resolver tudo.
â Kuzaku â disse Haruhiro. â Sinto muito, mas eu realmente nĂŁo possoâ
â Por favor. â Kuzaku se curvou muito, muito profundamente. Quando ele colocou as mĂŁos nos joelhos, inclinando-se para frente mais de 90 graus, foi algo muito intenso.
â Por favor. NĂŁo estou pedindo isso com sentimentos meia-boca. Estou falando sĂ©rio. Do meu jeito.
â Bem, Ă© claro que estĂĄ â Ranta zombou. â Todos temos que ganhar a vida de alguma forma. Mas vocĂȘ nĂŁo pode fazer isso sozinho. Estamos sem um tanque agora, e somos os mais fracos entre os fracos. Se alguĂ©m vai te aceitar, seria a gente, Ă© isso?
â …NĂŁo Ă© isso â disse Kuzaku.
â EntĂŁo, o que Ă©? â Ranta exigiu.
â Eu quero me juntar a vocĂȘs â Kuzaku levantou apenas o rosto, olhando para Haruhiro com olhos suplicantes. â Eu estava vendo vocĂȘs em Deadhead. Para ser sincero, nĂŁo achei que fossem tĂŁo fortes, parecia que nĂŁo eram confiĂĄveis. Mesmo assim, vocĂȘs nos ajudaram e no final estavam lutando na linha de frente. Eu, eu quase morri, entĂŁo minhas lembranças sĂŁo confusas, mas consegui ouvir algumas coisas. As vozes de vocĂȘs, por exemplo. Eu achei que vocĂȘs eram incrĂveis. Seria mais fĂĄcil de entender se parecessem fortes, mas mesmo sem parecer, conseguiram lutar bem. Achei isso legal. Pensei que ia morrer ali e fiquei pensando que gostaria de ter sido como vocĂȘs. âPor que fui tĂŁo irresponsĂĄvel e negligente? Queria ter levado as coisas mais a sĂ©rioâ. Foi isso que pensei. Enquanto ouvia as vozes de vocĂȘs. Eu deveria ter morrido. Mas, quando me dei conta, estava vivo. Todos os meus companheiros estavam mortos, mas eu era o Ășnico que ainda estava vivo.

Haruhiro nĂŁo conseguia desviar o olhar dele.
Droga, pensou. Esse cara estå falando sério.
Ele estava expondo seus sentimentos sinceros para Haruhiro e os outros. Haruhiro nĂŁo podia simplesmente ignorar isso. Se fosse rejeitĂĄ-lo, precisaria de uma razĂŁo adequada e justificada, da qual se sentisse realmente convicto.
Haruhiro se perguntou se tinha um motivo realmente bom para mandar Kuzaku embora.
Se ele dissesse que simplesmente nĂŁo gostava dele ou que era muito cedo depois da perda de Moguzo, serĂĄ que Kuzaku aceitaria isso? Haruhiro conseguiria se convencer de que estava tudo bem em fazer isso?
â Eu sou legal, nĂ©? â Ranta passou a mĂŁo pelo cabelo encaracolado e abriu um sorriso. Ele nĂŁo se incomodou com o elogioâna verdade, parecia estar se sentindo muito bem com isso. â De certa forma, acho que sou mesmo. Mas, sendo sincero, ouvir a verdade nua e crua assim nĂŁo me deixa muito feliz, sabe? Mas, se vocĂȘ consegue reconhecer a minha genialidade, vocĂȘ tem um baita potencial.
â NĂŁo. Eu nĂŁo estava falando sĂł de vocĂȘ, estava falando de todo mundo â corrigiu Kuzaku.
â NĂŁo me contradiga! VocĂȘ devia concordar! Ă Ăłbvio que isso Ă© melhor para os dois lados!
â Um tanque de verdade â Shihoru falou hesitante â Ă© algo de que precisamos, acho.
â Ă â Yume cruzou os braços e assentiu repetidamente. â Se Ranta for o tanque, vai ser uma bagunça. Temos que fazer algo sobre isso.
Haruhiro olhou para Mary para avaliar sua reação. â …Mary?
Mary franziu a testa e mordeu levemente o canto da boca. â Se a party precisar. NĂŁo me importo muito.
â Maaas! â Ranta apontou um dedo para Kuzaku. â Ă sĂł temporĂĄrio por enquanto! TemporĂĄrio! Durante o perĂodo de experiĂȘncia, se vocĂȘ nĂŁo estiver no nosso nĂvel, ou nĂŁo conseguir acompanhar o resto de nĂłs, ou nĂŁo entender minhas piadas sofisticadas, ou nĂŁo me adorar, ou nĂŁo me pagar tributos, ou se qualquer problema surgir que nĂŁo possa ser resolvido, vocĂȘ estĂĄ fora! Fora! Entendeu?
â NĂŁo decida as coisas por conta prĂłpria… â murmurou Haruhiro.
â Cala a boca, Haruhiro! â Ranta gritou. â Eu estou tomando as decisĂ”es porque vocĂȘ nĂŁo tem coragem! VocĂȘ precisa ser mais decisivo daqui em diante, ou eu nĂŁo vou hesitar em assumir o comando! Ă melhor se preparar para isso!
â Isso nĂŁo pode acontecer! â Yume se agarrou a Haruhiro. â Haru-kun, se controla! Se o Ranta fizer o que quiser, vai ser horrĂvel! Yume nĂŁo vai suportar isso!
Shihoru levantou a mĂŁo. â …Eu tambĂ©m nĂŁo.
Mary estava concordando com a cabeça.
â O que hĂĄ de errado com todos vocĂȘs?! â Ranta gritou, cuspindo saliva por todo lado. â Estou fazendo isso para que esse indeciso, hesitante e inĂștil assuma a responsabilidade!
â Eu sei â disse Haruhiro, coçando o queixo. â Eu entendo, cara.
â …VocĂȘ entende? â gaguejou Ranta. â Se entende, bem, entĂŁoâ
â HĂĄ muitos problemas na forma como vocĂȘ estĂĄ dizendo isso â Haruhiro disse. â Mas, no seu caso, vocĂȘ jĂĄ tem uma personalidade difĂcil, entĂŁo acho que nĂŁo adianta reclamar.
â Ah, cala a boca! â Ranta gritou. â Fica quieto! SĂ©rio! SĂ©rio!
â Kuzaku â disse Haruhiro.
Quando Haruhiro ignorou o barulhento Ranta e chamou seu nome, Kuzaku ainda estava curvado e olhando para ele.
Talvez ele seja um cara surpreendentemente decente, pensou Haruhiro. NĂŁo posso afirmar nada com certeza. Embora eu ache que Ă© normal nĂŁo saber. Eu vou descobrir daqui em diante. Se estivermos trabalhando juntos, com o tempo, vou começar a perceber isso. âIsso vale para o que aconteceu com Mary tambĂ©m. NĂŁo, eu nĂŁo me importo com isso. Preciso separar o trabalho das vidas pessoais.
â NĂŁo vou colocar vocĂȘ em perĂodo de experiĂȘncia, como o Ranta sugeriu, mas nĂŁo espero que vocĂȘ se encaixe perfeitamente logo de cara â disse Haruhiro. â VocĂȘ Ă© um paladino, e vamos fazer vocĂȘ atuar como o tanque, entĂŁo vocĂȘ vai carregar muito do peso. Vai ser difĂcil, com certeza. Pode ser que vocĂȘ descubra que nĂŁo estĂĄ Ă altura. Ainda assim, vocĂȘ estĂĄ de acordo com isso?
â Sim, isso Ă© o suficiente â respondeu Kuzaku.
â Certo. Bem-vindo a party, entĂŁo.
Quando Haruhiro lhe ofereceu a mĂŁo direita, Kuzaku finalmente se levantou e apertou sua mĂŁo.
Para alguém tão grande e ossudo, a mão dele é macia, pensou Haruhiro. Seu aperto não é tão firme, então ele parece meio inseguro. Não é muito como um tanque deveria ser. Serå que vai dar certo?
Além disso, mesmo depois que Haruhiro jå havia afrouxado o aperto, por alguma razão Kuzaku não estava soltando sua mão.
â …Hum â disse Haruhiro. â VocĂȘ pode soltar agora?
â Ah â disse Kuzaku. â Foi mal.
â NĂŁo, nĂŁo Ă© nada demais…
â Certo! â Ranta apontou para o norte. â Agora que isso estĂĄ resolvido, vamos partir! Pensando bem, nĂłs nunca decidimos para onde ir, nĂŁo Ă©?! Eu tenho uma ideia! Novos campos de caça, perfeitos para entrar em um novo clima enquanto começamos hoje de novo! Ă o novo mundo dos espĂritos caçadores!
Yume inclinou a cabeça para o lado. â novomundodospĂrituscaçadores…?
â …Y-Yume… â Shihoru puxou o braço de Yume.
â HĂŁ? Shihoru, o que foi?
â …NĂŁo Ă© nada, Ă© sĂł…
â Onde Ă© isso? â perguntou Kuzaku, parecendo cansado.
Ranta riu e disse: â Escuta e tenta nĂŁo ficar surpreso! Ă o Buraco das Maravilhas!
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
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