Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 10 – Volume 2

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Hai to Gensou no Grimgar Grimgar of Fantasy and Ash

CapĂ­tulo 10: VocĂȘ Supostamente Deveria Ser EgoĂ­sta


Quando desceram a escada de corda do poço para o nível cinco, a primeira coisa que Haruhiro percebeu foi: Estå quente.

Até o quarto nível, o ambiente estava frio, mas as coisas eram diferentes no quinto nível. A temperatura estava claramente mais alta.

O motivo disso logo ficou evidente. Os tĂșneis do quinto nĂ­vel estavam repletos de fornos, grandes e pequenos. O minĂ©rio que eles extraĂ­am era trazido para cĂĄ para ser fundido. O quinto nĂ­vel era a refinaria.

É claro que isso significava que havia trabalhadores kobolds ocupados trabalhando nas fornalhas que estavam em funcionamento. Dito isso, nem todas as fornalhas estavam funcionando no momento. Algumas fornalhas não estavam ligadas, e havia o que parecia ser um lugar para os trabalhadores fazerem pausas.

Alguns lugares estavam cheios de kobolds, enquanto outros eram mais silenciosos. De vez em quando, um ancião ou um trabalhador passava por ali. Também havia lugares adequados para soldados voluntårios quando isso acontecia.

Mary tinha conhecimento de alguns desses lugares, por isso Haruhiro e os outros decidiram se posicionar ao redor de um deles.

Ficava no final de um tĂșnel, mas nĂŁo era um beco sem saĂ­da: por algum motivo, o caminho dava a volta em um cĂ­rculo. Era muito longe de qualquer uma das fornalhas em funcionamento, mas a ĂĄrea de descanso dos trabalhadores e o posto de vigilĂąncia dos anciĂŁos nĂŁo ficavam longe dali. Talvez eles estivessem usando o local para fazer uma caminhada e relaxar, porque aparentemente os kobolds apareciam aqui de vez em quando.

Haruhiro e os outros ficaram esperando por eles.

Eles nĂŁo estĂŁo vindo, pensou ele.

— Aaaghrsg! — Perdendo a paciĂȘncia, Ranta soltou um grito estranho.

Yume fez uma grande demonstração de suspiro. — Se esperar Ă© tĂŁo difĂ­cil para vocĂȘ, por que nĂŁo vai tirar um cochilo ou algo assim?

— Sim, e quando eu fizer isso, aposto que vocĂȘ estĂĄ planejando aproveitar a oportunidade para me abandonar aqui! — Ranta rosnou.

— Bom palpite.

— Sim, eu sou um bom palpiteiro, sua tĂĄbua. Conheço seus pensamentos. Eu enxergo atravĂ©s de vocĂȘ!

— Não os chame de tábua! — Yume gritou.

— Quando vocĂȘ diz isso, que tipo de idiota nĂŁo faria isso? Eles sĂŁo uma tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua, tĂĄbua!

— Murrrrrgh…

— Y-Yume… — Shihoru deu um tapinha nas costas de Yume. — Hum, eu nĂŁo acho que seus seios sejam pequenos…

— Oooh —, gemeu Yume. — Shihoru, nĂŁo Ă© reconfortante ouvir isso de alguĂ©m que tem seios enormes.

— HĂŁ…? Eu sou apenas gorda… me desculpe…

— Nuh-uh. É a Yume quem deve se desculpar. NĂŁo se preocupe com isso. VocĂȘ nĂŁo fez seus seios crescerem tanto, Shihoru, e a Yume tambĂ©m nĂŁo fez os seios da Yume ficarem pequenos. AlĂ©m disso, a Yume Ă© uma caçadora, entĂŁo ela usa um arco de vez em quando. Quando ela faz isso, se seus seios forem muito grandes, eles podem atrapalhar.

— …Bem… VocĂȘ pode estar certa…

— NĂŁo Ă©? Ser uma caçadora pode ter sido o chamado da Yume na vida…

— Ah, qual Ă©, foi por essa razĂŁo…? — Ranta bufou.

Haruhiro nĂŁo discordou totalmente do sentimento de Ranta, mas decidiu nĂŁo tocar no assunto.

Simplesmente deixar para lĂĄ. Deixar para lĂĄ. Deixar para lĂĄ.

Enquanto estava sentado ali, concentrando-se para acumular pontos de experiĂȘncia e melhorar sua habilidade de ignorar as coisas, Haruhiro teve a sensação de que algo estava por vir.

A maior parte do quinto nĂ­vel era bastante barulhenta, mas em torno desse local afastado, estava tudo quieto. Esse era um tĂșnel de mineração, portanto, os sons tambĂ©m ecoavam.

Estou ouvindo passos se aproximando. Provavelmente um kobold.

Haruhiro levantou a mão, apontando na direção dos sons. Em seguida, estendeu o polegar para fora e fez o sinal de “polegar para baixo”. Desde que começaram a frequentar as Minas Cyrene, eles haviam adotado esse sinal como o de inimigo chegando, preparem-se para a batalha.

Yume preparou uma flecha, fechando os olhos e respirando fundo. Moguzo, com sua espada bastarda, Ranta, com sua espada longa, Shihoru, com seu cajado, e Haruhiro, com sua adaga, assumiram posiçÔes de combate. Mary também estava segurando firmemente seu cajado de sacerdote.

Haruhiro respirou. Estou vendo. É um ancião.

Yume abriu os olhos. Ela havia ativado a habilidade Quick-eye, que usava exercícios especiais para os olhos e auto-hipnose para melhorar sua capacidade de enxergar à distùncia, além de melhorar sua visão cinética.

Ela disparou.

Ela acertou no rosto do anciĂŁo.

Outro veio de trĂĄs do anciĂŁo que estava se contorcendo em agonia.

Esse Ă© outro anciĂŁo. Temos dois anciĂŁos. O AnciĂŁo A, ferido, e o AnciĂŁo B, ileso.

— Moguzo, pegue o que nĂŁo estĂĄ ferido…! — começou Haruhiro.

Moguzo jå estava correndo em direção a ele quando Haruhiro deu a ordem.

Ranta atacou o AnciĂŁo A. — VocĂȘ Ă© meu! — gritou ele.

Yume largou o arco e sacou o facĂŁo.

Shihoru entoou um feitiço. — Ohm, rel, ect, vel, darsh…!

Era o Shadow Beat. Um elemental das sombras que parecia uma bolha de algas negras foi lançado da ponta do cajado de Shihoru.

O AnciĂŁo B bloqueou a espada bastarda de Moguzo com sua espada de lĂąmina larga.

Naquele instante, o elemental das sombras o atingiu na barriga. Seu corpo inteiro foi atingido por convulsÔes.

— Hunngh! — Moguzo passou pela espada do Ancião B, batendo com sua espada bastarda em sua cabeça – mas o Ancião B se esquivou repentinamente, impedindo-o de abrir sua cabeça. O Ancião B saltou para trás com a lateral da cabeça cortada.

— Pegue isso! — Ranta desferiu um golpe no Ancião A, fazendo com que ele caísse, e em seguida cravou sua espada longa em seu peito.

Quando Haruhiro e Yume foram ajudar Moguzo, o AnciĂŁo B se virou e correu.

— Não o deixem escapar! — Mary gritou.

Yume passou seu facĂŁo para a mĂŁo esquerda, sacando uma faca de arremesso com a direita. Era sua habilidade Star Piercer.

A faca de arremesso atingiu o AnciĂŁo B logo abaixo do ombro, mas o AnciĂŁo B nĂŁo caiu. Ele ainda estava fugindo.

Moguzo foi atrás dele, balançando sua espada com um grito de — Ugah! —, mas não conseguiu alcançá-lo.

— Deixem isso comigo! — Haruhiro gritou. Com suas pernas rápidas, ele deixou Yume para trás e passou por Moguzo enquanto corria à frente.

O Ancião B estava de costas para Haruhiro. Ele estava fugindo em desespero, portanto não estava nem um pouco atento às suas costas. Como estava ferido, também estava um pouco inståvel. Haruhiro poderia alcançå-lo assim.

Spider!

Agarrando-se ao AnciĂŁo B, Haruhiro cortou rapidamente a garganta dele com sua adaga e, em seguida, recuou imediatamente.

O AnciĂŁo B se debateu por um tempo antes de cair morto no chĂŁo.

Haruhiro deu um suspiro de alĂ­vio. — …Consegui.

— Peguei meu vício! — foi o grito bárbaro de alegria de Ranta.

Parece que o Ancião A também estå morto.

— Sabe… — Haruhiro nĂŁo pĂŽde evitar sorrir um pouco. Pode nĂŁo ter sido uma luta perfeita, mas, sabe, acho que nĂŁo fomos tĂŁo ruins agora.

NĂŁo sobrecarregamos Mary, a sacerdotisa, e cada um de nĂłs foi capaz de usar seus prĂłprios estilos para acabar com isso rapidamente. Isso Ă© o que eu chamaria de “trabalho em equipe”.

— NĂłs nos saĂ­mos muito bem agora, nĂŁo Ă©? — disse ele. — Pelo menos eu acho que fomos bem, e vocĂȘs?

— Eu tambĂ©m —, Moguzo balançou a cabeça com o capacete repetidamente. — Era isso que eu estava pensando. Mas sĂł vagamente.

— Sabe… — Yume abriu as narinas, batendo na parte superior do braço direito com a mĂŁo esquerda. — Quando a flecha de Yume acertou e quando seu Star Pierce acertou, ela sentiu pena do pobre anciĂŁozinho, mas, Yume, ela se sentiu tĂŁo bem.

Shihoru estava sorrindo intensamente. — NĂłs tĂ­nhamos um bom ritmo… Eu senti isso. Foi como se naturalmente soubesse quem faria o que em seguida… e entĂŁo tudo aconteceu exatamente como eu esperava, algo assim…

— Sim —, Mary sorriu. — Acho que foi bom.

— Mas tudo isso Ă© graças a mim! De fato, o que Ă© meu Ă© meu! — gritou Ranta.

…Mas o Ranta continua o mesmo de sempre, nĂŁo Ă©?

Agora, ele poderia ter deixado para lĂĄ, mas dessa vez Haruhiro simplesmente nĂŁo conseguiu. — Sim, Ă© claro que o que Ă© seu Ă© seu —, ele esbravejou. — Se nĂŁo fosse seu, de quem mais seria?

— E-Espere! Eu falei errado! Eu nĂŁo queria dizer que o que Ă© meu Ă© meu… uh, o mundo! O mundo Ă© meu! SĂł me confundi um pouquinho! Eu queria dizer que o mundo Ă© meu!

— Sim, tanto faz. Bom para vocĂȘ.

— VocĂȘ nĂŁo acha bom de jeito nenhum, nĂŁo Ă©? NĂŁo do jeito que vocĂȘ estĂĄ dizendo!

— NĂŁo, nĂŁo, acho sim. ParabĂ©ns.

— Obrigado! — Ranta chutou o chão. — Espere, por que eu tenho que agradecer ao Haruhiro?!

Normalmente, tudo o que o Ranta fazia o irritava, mas, apesar de tudo, Haruhiro achava a maneira como o Ranta estava agindo um pouco engraçada, então ele riu um pouco. Com um clima descontraído no ar, Haruhiro estava prestes a recolher o saque quando percebeu que algo parecia estranho e olhou ao redor.

— O que…, começou Mary.

-EstĂĄ acontecendo? Foi provavelmente o resto do que Mary tentou dizer. Mas antes que ela pudesse terminar de falar, ela deve ter visto a mesma coisa que Haruhiro.

Do outro lado da curva do tĂșnel, alguma coisa estava se projetando para fora. Essa coisa era um kobold. Ele deve ter percebido que Haruhiro e Mary estavam olhando para ele, pois o kobold voltou a se esconder.

— Ah? — Ranta tirou o talismĂŁ do corpo do AnciĂŁo A. — Esse cara tinha umas coisas legais. Ei, dĂȘem uma olhada nisso, pessoal, Ă©…

— Espere —, Haruhiro levantou a mĂŁo para que Ranta ficasse quieto, olhando para Mary. — O que vocĂȘ acha?

— Hã? — Ranta inclinou a cabeça para o lado. — o que foi?

— Aconteceu alguma coisa? — Yume estava agachada em um joelho ao lado do cadáver do Ancião B.

Shihoru, que estava agachada ao lado dela, olhou para Haruhiro, piscando. — …O que…?

Moguzo se sentou.

Mary levou um dedo ao queixo, pensativa. — …O que eu acho? Bem…

Aaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuu

Eles ouviram uma voz. Era semelhante ao uivo de um cachorro. Semelhante? O som era exatamente o mesmo. Mas, Ă© claro, nĂŁo era um cachorro que estava uivando. Era um kobold. Eles nĂŁo sabiam se era um anciĂŁo ou um trabalhador, mas era o kobold que tinham acabado de ver.

— E-Ei… — Ranta engoliu em seco, passando a mĂŁo na boca. — Isso foi um sinal ruim, nĂŁo foi?

Mary assentiu com a cabeça, com os olhos arregalados. Ela estava claramente perdendo a calma. — Isso Ă© ruim. Aquilo foi…

Aaaaaaaauuu!

Aaaaaaaauuuuuuuuu!

Aaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuu

Houve uma sequĂȘncia de uivos.

NĂŁo era apenas uma voz. Depois que o primeiro kobold uivou, outros kobolds que o ouviram uivaram tambĂ©m, e depois outros kobolds que os ouviram uivaram – agora, havia vĂĄrios kobolds uivando.

— Vamos sair daqui! — Haruhiro tomou uma decisão imediata. Ele agarrou Yume e Shihoru pelos braços. — Levantem-se! Vamos! —, ele gritou, puxando-as para se levantar.

Corram. É isso mesmo. Temos que fugir. Mas, em que direção? Por um momento, ele nĂŁo tinha certeza. Acalme-se. É tudo a mesma coisa, nĂŁo Ă©? É isso mesmo. Este Ă© um tĂșnel circular. NĂŁo importa para que lado vamos, Ă© a mesma coisa. Mas o que vem depois disso? O layout do quinto nĂ­vel Ă© complexo. Eu conheço a rota? Podemos voltar para um poço e para o quarto nĂ­vel sem nos perdermos? NĂŁo sou pĂ©ssimo em lembrar meu caminho. Mas tambĂ©m nĂŁo sou bom nisso. Provavelmente, posso me virar – acho. NĂŁo estou muito confiante. Cara, estou muito abalado.

— Vamos lĂĄ…! — Mary saiu correndo.

Pois Ă©. A Mary sabe. SĂł precisamos seguir a Mary. A Mary conhece este lugar.

— Vamos lĂĄ, pessoal! — Haruhiro gritou, dizendo algo que nĂŁo precisava ser dito a ninguĂ©m. EntĂŁo ele correu atrĂĄs de Mary. Ele correu por um tempo, depois olhou para trĂĄs. Quando confirmou que todos estavam acompanhando…

Isso nĂŁo Ă© nada bom, ele pensou consigo mesmo. Eu deveria ser o lĂ­der, mas estou apenas lutando para me salvar. Por um momento, esqueci completamente de meus companheiros. Isso Ă© patĂ©tico, e tenho vergonha de admitir. Yume e Shihoru perderam totalmente a cabeça. Preciso tranquilizĂĄ-los. TranquilizĂĄ-los…?

Nessa situação…? Como?

— Está tudo bem! — Haruhiro gritou, mas depois quase mordeu a língua, pensando imediatamente: Como isso pode estar bem?

No mĂ­nimo, Haruhiro nĂŁo estava bem. Ele estava entrando em pĂąnico de tal forma que teria sido risĂ­vel, mas ele realmente nĂŁo tinha tempo para rir.

Ele nĂŁo conseguia correr de costas, entĂŁo se virou e continuou correndo.

Estå tremendo. Meu campo de visão estå tremendo. Estå tremendo tanto que me pergunto por que estå assim. Meu coração estå batendo forte. Serå isso o que as pessoas se referem quando dizem que o coração estå tão acelerado que parece que vai sair pela boca?

Logo eles estavam fora do tĂșnel circular. Havia um posto de guarda nĂŁo muito longe. AlĂ©m disso, havia uma ĂĄrea de descanso. O posto de guarda e a ĂĄrea de descanso estavam vazios quando eles chegaram. Agora nĂŁo estĂŁo mais. Kobolds que pareciam trabalhadores saĂ­ram da ĂĄrea de descanso. Eles continuavam a se amontoar.

— Merda! Merda! Merda! Merda…! — Haruhiro soltou as palavras sem intenção. Sua cabeça estava cheia apenas de “Merda!” e “E agora?”.

Mary diminuiu o ritmo. Haruhiro seguiu o exemplo e também diminuiu sua velocidade.

Ah, sim. É isso mesmo. HĂĄ kobolds na direção em que estamos indo. Se continuarmos, vamos nos deparar com um bando deles. Mas, mesmo que voltemos atrĂĄs, nĂŁo hĂĄ para onde correr. Temos que atacar. Mas, se a Mary for a Ășnica a fazer isso…

— M-Moguzo! — Haruhiro se virou para trĂĄs. — VĂĄ na frente! VocĂȘ Ă© a vanguarda! Use o War Cry…!

— Hmph! — A voz de Moguzo tinha um tom de desespero, mas ele passou correndo por Haruhiro e Mary com passos pesados.

Havia dez kobolds, possivelmente mais, e eles atacaram Moguzo com o que pareciam ser bastÔes de fogo.

— Ungh…! — Moguzo parou de repente. VĂĄrios dos bastĂ”es de fogo bateram contra ele. Moguzo nĂŁo se intimidou, colocando os dois pĂ©s firmemente no chĂŁo e rugindo.

— Ruohhhhhhhhhhhhngh…!

Era a habilidade do guerreiro, War Cry. Ele soltou um grito incrível usando uma técnica especial de vocalização para intimidar o inimigo. Se alguém o ouvisse sem ter tempo de se preparar, fosse humano, de outra raça ou um monstro, a primeira coisa que faria seria se encolher.

Um kobold saltou no ar. As pernas de outro não resistiram. Outros ainda agarraram suas cabeças e recuaram.

— Agora! — Moguzo berrou em uma voz que parecia estranhamente masculina.

Haruhiro moveu suas pernas com tudo o que tinha. — RĂĄpido…!

— Wahooooo! — Ranta soltou um grito estranho.

Mary estava correndo ao lado de Haruhiro. Onde estava Yume? E Shihoru? Haruhiro deu uma olhada atrĂĄs dele. Eles estavam lĂĄ. As duas.

— Corram! Corram! Corram…! — ele gritou.

É muito ruim que essa seja a Ășnica coisa que eu consiga dizer.

Haruhiro e Mary logo alcançaram Moguzo. Em parte, isso se devia ao fato de Moguzo ser lento, mas também porque sua armadura estava pesada. Ela fazia barulho e chacoalhava loucamente. Haruhiro se perguntou se deveria ir na frente.

NĂŁo, nĂŁo devo. Isso nĂŁo vai funcionar. HĂĄ um kobold Ă  nossa frente. Na verdade, kobolds. VĂĄrios deles. NĂŁo sei quantos.

— Eu nĂŁo posso fazer isso de novo logo de cara! — Moguzo disse entre respiraçÔes ofegantes, bombeando as pernas o mais forte que podia.

Ele nĂŁo pode usar o War Cry repetidamente, Haruhiro percebeu. E agora?

Haruhiro gritou:

— Vamos ter que atacar eles…! — Sua voz soou estridente.

Atacar eles? Serå que isso vai dar certo? Quero dizer, temos alguma outra opção? Gostaria de poder desabafar minha frustração com alguém neste momento. Não que tenhamos tempo para isso.

— Oh! Oh! Aah….! — Os gritos de batalha de Moguzo soaram patĂ©ticos.

Um kobold e Moguzo colidiram um com o outro. Houve um terrĂ­vel som de colisĂŁo. Em seguida, trĂȘs ou quatro kobolds pularam em cima de Moguzo, formando uma pilha.

Ele caiu. Ele caiu. Moguzo tropeçou, caiu e rolou. Ele usou o impulso para se levantar de novo.

— …Muh?

O prĂłprio Moguzo parecia nĂŁo saber como as coisas aconteceram daquele jeito, pois ficou ali parado, parecendo confuso.

— Não pare, Moguzo! — Haruhiro gritou.

Moguzo respondeu:

— Foh?! Fohngh! — e começou a correr novamente.

O que significa “fohngh”? O que Ă© “fohngh”? Haruhiro se perguntou.

— Vire Ă  direita…! — Mary gritou as direçÔes.

— Fique longe de mim, seu vira-latas! — Ele tambĂ©m conseguia ouvir a voz de Ranta.

— Aii! — gritou Shihoru.

Haruhiro se virou para trĂĄs para olhar. Um kobold havia agarrado a bainha do manto de Shihoru.

— Hi-yah! — Yume cortou o pulso do kobold com seu facão. Isso cortou sua mão, impedindo-o de puxar Shihoru para o chão.

— Ungh! Ungh! — Moguzo girou sua espada bastarda, dispersando os kobolds enquanto corria.

— Ah…! — Mary usou seu cajado de sacerdote para derrubar um kobold que vinha em sua direção.

Opa, Haruhiro percebeu. Não estou fazendo nada aqui. Estou apenas fugindo. Bem, não que haja algo que eu possa fazer além de correr.

Como foi que as coisas chegaram a esse ponto? Estavam indo tĂŁo bem. Sim, as coisas estavam indo bem. Estavam Ăłtimas, e tĂ­nhamos uma boa vibe tambĂ©m. Todos estavam muito animados. SerĂĄ que nos deixamos levar, talvez…? NĂŁo, nĂŁo chegamos a isso, mas estĂĄvamos prestes a chegar. EstĂĄvamos a um passo disso.

SerĂĄ que baixamos a guarda?

NĂŁo posso negar.

O fato Ă© que nĂŁo notamos o kobold. Na verdade, quando notamos, jĂĄ era tarde demais. Tarde demais? Mesmo?

Haruhiro nĂŁo fez nada, mas talvez pudesse ter feito. Ele nĂŁo podia dizer com certeza que nĂŁo havia nada que pudesse ter feito.

No final, estĂĄvamos nos divertindo demais.

Quando abusamos da sorte, nada de bom resulta disso. Quando perdemos Manato, foi porque nossa crença de que poderíamos lidar com as coisas voltou para nos morder. E, no entanto, aqui estamos nós, repetindo o mesmo erro. Não conseguimos aplicar a lição que Manato pagou com sua vida para nos ensinar.

— Que merda estou fazendo…? — ele murmurou.

Eu sou o pior. Simplesmente terrível. Não tenho esperança. Ainda assim, culpar a mim mesmo não vai melhorar a situação. Acho que nada que eu faça vai mudar essa situação.< /span>

NĂŁo Ă© bom. NĂŁo podemos fugir. Acabou. Este Ă© o fim.

Simplesmente, hĂĄ muitos kobolds. HĂĄ um nĂșmero incrĂ­vel de kobolds aqui. Se seguirmos em frente, hĂĄ kobolds na nossa frente e atrĂĄs. Se mudarmos de direção, tambĂ©m hĂĄ kobolds Ă  nossa frente. SĂł hĂĄ kobolds por toda parte. Onde estamos?

Haruhiro nĂŁo tinha a menor ideia de onde eles estavam. Era tudo o que ele podia fazer para continuar seguindo Mary.

Ele podia ver Moguzo ficando cada vez mais lento. Mas, se ele o ultrapassasse, Haruhiro seria a vanguarda.

NĂŁo consigo lidar com isso. Simplesmente nĂŁo consigo. NĂŁo posso ser a vanguarda. Acho que nĂŁo consigo fazer isso.

Moguzo estå ofegante. Ele estå bastante cansado. Mas ainda estå balançando sua espada bastarda e correndo. Ou melhor, tentando correr. Moguzo estå desesperadamente fazendo o melhor que pode por nós.

Desculpe-me. Desculpe, Moguzo. Haruhiro queria chorar. Por que estou dizendo que nĂŁo posso fazer isso? Mesmo que eu nĂŁo consiga, tenho que tentar. Por menor que seja, tenho de dar tempo ao Moguzo para descansar, ou ele vai cair. Sem o Moguzo, nĂŁo hĂĄ como escaparmos.

— Moguzo, eu vou para a frente! — ele gritou.

Estou com medo.

Tenho vontade de chorar.

Que se dane tudo!

— uwahhhhhhhhh…! — Haruhiro passou correndo por Moguzo, dando um chute no kobold que vinha em sua direção.

Ah, cara, hå kobolds por toda parte, nada além de kobolds, estou impressionado como Moguzo conseguiu fazer isso, é assustador, cara, de jeito nenhum, não consigo fazer isso, vou morrer, uwahhhhhh!

Estou sentindo dor, entĂŁo provavelmente fui atingido ou cortado em algum lugar, mas nĂŁo tenho certeza de onde foi. TambĂ©m nĂŁo tenho uma boa noção de como estou empurrando esses kobolds para baixo ou para fora do caminho. É como se eu estivesse agindo por instinto? Algo assim? Na verdade, serĂĄ que estou mesmo avançando? Eu me pergunto. Por enquanto, hĂĄ apenas uma coisa da qual tenho certeza absoluta.

O kobold à sua frente, provavelmente um ancião, ergueu sua espada, dando um golpe forte na cabeça de Haruhiro. Por alguma razão, aquela cena pareceu congelar para Haruhiro.

Ele nĂŁo conseguia ouvir nada.

Estava estranhamente silencioso.

Em algum lugar, em um lugar que parecia familiar e, ao mesmo tempo, desconhecido, uma sala de algum tipo, ele se viu sentado em uma cadeira.

O que estou fazendo aqui?

Em outro lugar, ele se viu cercado por pessoas que pareciam familiares, mas ao mesmo tempo desconhecidas. Ele estava sorrindo.

Desta vez, estou viajando em algum tipo de veĂ­culo. Parece que estou indo a algum lugar. HĂĄ outras pessoas alĂ©m de mim no veĂ­culo. Quem sĂŁo eles? Eu os conheço… Ă© isso que parece. Mas eu nĂŁo entendo. NĂŁo sei quem sĂŁo essas pessoas.

Estou agachado na frente de uma grande caixa cheia de luz. Hå alguém em pé ao meu lado. Uma mulher com cabelo estilo chanel.

— Choco.

Foi assim que Haruhiro chamou a mulher.

Choco.

Quem…?

Eu nĂŁo sei. NĂŁo conheço nenhuma Choco. Mas…

Eu sinto… como se a conhecesse.

Quem… Ă© ela?

Onde nos conhecemos?

NĂłs nos encontramos em algum lugar?

Naquele lugar que eu vi agora… onde foi isso…?

Choco. Ei, Choco. Quem Ă© vocĂȘ? VocĂȘ me conhece? Onde eu estava? Quando? Em algum momento – quando eu estava naquele lugar, eu conhecia vocĂȘ…?

Eu nĂŁo sei.

NĂŁo consigo me lembrar.

-NĂŁo.

NĂŁo Ă© isso. Quando tento me lembrar, a memĂłria desaparece.

O rosto de Choco. A aparĂȘncia de Choco. Mas, Choco. Esse nome Ă© a Ășnica coisa de que me lembro. Essa Ășnica coisa… nĂŁo desapareceu.

Mas, sabe… isso nĂŁo significa nada. Eu vou morrer agora, de qualquer forma.

Por algum motivo, os kobolds estão se movendo mais devagar do que antes, mas não estão parados. Eles estão se movendo. No entanto, eu não consigo me mover. Não consigo evitar ser atingido por eles. Não estou usando um capacete como o Moguzo, então se aquela espada me atingir na cabeça, não vou resistir. Acho que vou morrer.

SerĂĄ possĂ­vel que isso esteja acontecendo, minha vida passando diante dos meus olhos? Se for o caso, eu realmente vou morrer.

Choco, parece que vou morrer.

Gostaria de ter conhecido vocĂȘ.

Eu sĂł sei seu nome, mas gostaria de tĂȘ-la conhecido.

Mas parece que isso nĂŁo vai ser possĂ­vel.

Vou tentar lutar contra isso. Tentar me esquivar. De alguma maneira. Mas nĂŁo me sinto confiante de que conseguirei. Afinal, de repente, eles estĂŁo ficando mais rĂĄpidos.

A espada do Ancião estava se aproximando. Estava descendo. Haruhiro levantou o braço. Tentou bloqueå-la de alguma forma.

Acho que nĂŁo vou conseguir.

— Anger…!

Acho que nĂŁo consegui.

Se Ranta não tivesse pulado e esfaqueado o kobold na garganta, a cabeça de Haruhiro teria sido partida com certeza.

— Pegue isso! Ranta-sama estĂĄ passando…!

Estou surpreso que ele ainda consiga se mover assim.

Ranta brandiu sua espada longa. Ele girou seu corpo, balançando a espada longa com ele. EntĂŁo, de repente, ele se virou. — Exhaust…!

— O que…?! — Haruhiro foi pego de surpresa.

Era um ataque de quadril. Ranta usou o Exhaust para recuar em alta velocidade, nĂŁo para dar um chute no corpo, mas para dar um chute na bunda do kobold que estava lĂĄ e fazĂȘ-lo voar.

— Wahahahaha! Eu sou incrĂ­vel…!

— Obrigado…! — Sem perder o ritmo, Moguzo derrubou um dos kobolds com Rage Blow, enquanto Mary usou Smash com seu cajado de sacerdote para derrubar outro kobold.

Yume gritou — Yah, yah, yah, yah…! — forçando um kobold para trĂĄs com seu facĂŁo, enquanto Shihoru o golpeava com seu cajado.

Haruhiro! — Ranta desviou com seu capacete o ataque de um kobold com atiçador de fogo, e em seguida perfurou a barriga dele com sua espada longa. — VocĂȘ Ă© fraco, entĂŁo tenha cuidado, seu idiota! Se vocĂȘ morrer tambĂ©m, serĂĄ um problema!

— …Eu sei disso!

VocĂȘ Ă© a Ășltima pessoa de quem eu queria ouvir isso.

Ranta.

VocĂȘ, vocĂȘ Ă© a Ășnica pessoa de quem eu nunca quero ouvir isso, mas nĂŁo posso culpĂĄ-lo por dizer isso.

Eu estava prestes a desistir completamente. Estava quase aceitando essa realidade. Isso nĂŁo Ă© satisfatĂłrio o bastante. Eu sou o lĂ­der. Sim, sou incompetente. Sim, sou fraco. Mas mesmo que seja fraco, ainda posso optar por nĂŁo desistir. Manter a calma. Mesmo que me acalme, parece ser inĂștil. Mas mesmo que seja inĂștil, preciso fazer isso. NĂŁo posso me permitir ser derrotado.

Os kobolds sĂŁo meus inimigos aqui?

NĂŁo.

O inimigo Ă© meu eu fraco.

— Mary! Qual Ă© a distĂąncia atĂ© o poço…? — Haruhiro gritou.

— Um pouco mais longe!

— Okay! Aguentem firme, pessoal! Vamos nos aproximar das paredes! Se tiverem problemas, fiquem de costas para a parede! É melhor ser atacado por trĂȘs lados do que por quatro! Ranta, vocĂȘ Ă© a vanguarda! Moguzo, volte para trĂĄs! Yume e Mary, para os lados! Shihoru, nĂŁo se esforce! Vamos avançar pouco a pouco! — Haruhiro gritou.

Nenhum de nós estå ileso. Todos estamos machucados de alguma maneira. Mesmo assim, não perdemos a esperança.

Haruhiro esteve perto de ceder uma vez, mas agora estava bem.

Quando ele olhou mais de perto, o cĂ­rculo de kobolds ao redor deles nĂŁo era tĂŁo espesso. NĂŁo era como se houvesse um cĂ­rculo de dez a vinte kobolds ao redor de Haruhiro e dos outros. Havia muitos deles, sim, mas eles estavam mal organizados. NĂŁo se moviam em unĂ­ssono e, quando o grupo revidava, eles se assustavam e fugiam.

Talvez porque os kobolds tivessem uma vantagem numérica esmagadora, eles não estavam levando isso a sério. Eles não estavam brincando, é claro, mas em vez de cercar Haruhiro e os outros com a intenção de matar, era mais como se estivessem zombando deles e os perseguindo.

É claro que o time levava a situação muito a sĂ©rio, por isso nĂŁo hesitaram em matar os kobolds que estavam em seu caminho. Os kobolds, por sua vez, tentavam fugir para nĂŁo morrer. Isso tornava o cerco menos intenso, o que permitiu que Haruhiro e seus companheiros continuassem fugindo.

Assustador, sem dĂșvida, mas nĂŁo Ă© preciso ficar mais assustado do que o necessĂĄrio. Se exagerarmos na avaliação da ameaça e entrarmos em pĂąnico, perderemos a capacidade de controlar as coisas que realmente podemos.

— É o poço…! — Haruhiro gritou. — Shihoru, vocĂȘ sobe a escada primeiro! Em seguida, Mary! Depois disso, a ordem serĂĄ Yume, eu, Ranta e Moguzo!

Primeiro o Ranta, depois a Mary, a Yume e o Haruhiro abriram um caminho até o fundo do poço. Esse era um poço pequeno com apenas uma escada de corda descendo. Shihoru colocou as mãos e os pés na escada. Ela ficou um pouco confusa, mas apresså-la só teria o efeito oposto.

— Está tudo bem! Não precisa se apressar! — Quando Haruhiro chamou Shihoru para dizer isso, por um instante, ele viu aquela linha brilhante. Havia um kobold que, por acaso, estava de costas para ele. Com movimentos suaves, Haruhiro fincou sua adaga nas costas do kobold.

Mary começou a subir a escada, e Yume estava tentando segui-la também.

— < span style="font-family: Times New Roman, serif;">Vai, Haruhiro! — Ranta tirou seu elmo de balde completamente amassado e o atirou em um dos kobolds. — Pegue isso! Exhaust! Hatred…!

Ao dar um chute no quadril do kobold atrĂĄs dele com o Exhaust, Ranta saltou para frente imediatamente com o Hatred, cortando o kobold Ă  sua frente. Foi um movimento ousado e habilidoso.

— Ruohhhhhhhhhhhhngh…!

Moguzo havia intimidado os kobolds prĂłximos com o War Cry. Agora era a hora.

Haruhiro subiu rapidamente a escada de corda. Realmente, sou muito bom nesse tipo de coisa.

— PrĂłximo! Vamos, Ranta…! — ele disse.

— NĂŁo! Moguzo, vocĂȘ Ă© o prĂłximo! — disse Ranta, dando um tapa nas costas de Moguzo com sua espada longa. — RĂĄpido! JĂĄ que vocĂȘ Ă© muito lento…!

— S-Sim, okay?! — Em vez de aceitar o raciocínio de Ranta, parecia mais que Moguzo estava surpreso e fez o que lhe foi dito sem pensar.

Moguzo começou a subir, então Haruhiro não podia parar agora. Ele tinha que continuar subindo.

— Esp-Ranta…! RĂĄpido…!

— Pode deixar!

Haruhiro pĂŽde ouvir a resposta. No entanto, nĂŁo havia sinal de que ele estava subindo. NĂŁo era Ranta.

Em vez de Ranta, um kobold começou a subir pela corda da escada.

— Droga! Seu! — Moguzo o chutou para baixo, mas outro kobold subiu logo em seguida.

— Suba por enquanto! — Haruhiro chegou ao quarto nível e puxou Moguzo – ou pelo menos tentou, mas ele era pesado. Muito pesado.

— Ohhh…?! — Haruhiro grunhiu.

— Nós vamos ajudar! — Com Mary, Yume e Shihoru dando uma mãozinha, eles de alguma forma puxaram Moguzo para o quarto andar.

Isso foi Ăłtimo, mas e o Ranta? NĂŁo havia Ranta. Em vez de Ranta, os kobolds subiam a escada um apĂłs o outro.

— Ranta…! — Haruhiro chamou seu nome, mas nĂŁo houve resposta.

-NĂŁo.

— VĂŁo em frente…! Eu os alcanço mais tarde…! — Em meio ao uivo dos kobolds, eles ouviram a voz de Ranta fracamente.

— Como assim, mais tarde…? Moguzo, pegue aquele kobold que estĂĄ se aproximando! — Haruhiro gritou.

— Hungh! — Moguzo esfaqueou sua espada bastarda no kobold que estava subindo a escada. — Hungh, hungh, hungh…!

Como o kobold líder estava com o rosto bem desgraçado, ele caiu, levando vårios outros kobolds com ele. Os kobolds estavam latindo ruidosamente na parte inferior, mas talvez por medo de que a mesma coisa acontecesse novamente, eles não tentaram subir.

— …A escada! —, disse Shihoru, agarrando a escada de corda.

Ei, sim. Podemos simplesmente subir a escada.

— Peguei! — Haruhiro correu atĂ© Shihoru e começou a puxar a escada, mas suas mĂŁos pararam no meio do caminho. — …Mas…

Yume colocou as mĂŁos na borda do poço, olhando para baixo. — Ranta…!

— É sĂł por enquanto…! — disse Shihoru.

Haruhiro acenou com a cabeça, subindo a escada. É isso mesmo. Se os kobolds desistirem e forem embora, podemos baixá-la novamente. Do jeito que as coisas estão agora, tenho certeza de que o Ranta não conseguirá chegar perto desse poço.

Ranta. Ele fugiu? Ele fugiu bem? Sinceramente, tenho dificuldade em pensar que sim. Ranta pode ter a sorte do diabo, mas isso Ă© demais.

— Esse maldito! —Haruhiro socou o chĂŁo. — Tentando parecer legal, nos mandando seguir sem ele…! Isso nĂŁo Ă© tĂ­pico de vocĂȘ, cara! VocĂȘ deveria ser sĂł um idiota! O que estĂĄ acontecendo…?!

Ninguém disse nada.

Ninguém disse nada.

Os kobolds estavam fazendo muito barulho lĂĄ embaixo.

-Ahh.

E agora? O que devo fazer agora?

Haruhiro e os outros estavam a salvos. Estavam todos machucados, mas os ferimentos nĂŁo os impediam de andar.

Ranta era a Ășnica exceção.

Se Ranta também estivesse aqui, eles deixariam as minas sem pensar duas vezes. Provavelmente iriam direto para o lado de fora.

Se Ranta estivesse aqui.

Provavelmente, mesmo sem o Ranta, eles ainda conseguiriam chegar lĂĄ fora.

Deixando Ranta para trĂĄs.

Vamos salvĂĄ-lo? Descer atĂ© o quinto nĂ­vel por outro poço e procurar o Ranta? É claro que isso seria arriscado. AlĂ©m disso, nem sabemos se Ranta ainda estĂĄ vivo. Ele pode jĂĄ estar morto. Se Ranta estiver morto, tudo o que fizermos serĂĄ em vĂŁo.

-O que estou pensando?

Como posso pensar que o Ranta estĂĄ morto?

Ainda assim, o problema Ă© que essa Ă© uma possibilidade real. Com tantos kobolds e com ele cercado sozinho, Ă© difĂ­cil imaginar que ele poderia ter escapado.

No mĂ­nimo, Haruhiro sabia que ele nĂŁo seria capaz de ter feito isso. Provavelmente teria desistido em algum momento.

EntĂŁo… e o Ranta?

Ele talvez nĂŁo desistisse.

— Haru —, Mary chamou Haruhiro, fazendo-o voltar a si.

Ah, droga.

Eu estava totalmente perdido em meus pensamentos.

— HĂŁ? O quĂȘ?

— Inimigos! —, disse ela.

— EstĂĄ de brincadeira… — era o que Haruhiro queria pensar, mas era verdade.

Quando ele olhou na direção apontada por Mary, havia kobolds correndo na direção deles. Anciãos. Com trabalhadores também seguindo.

— Há um monte deles! — disse Yume, parecendo pronta para chorar.

— U-H-U-H-U… — Moguzo estava confuso e nervoso.

Shihoru balançou a cabeça para frente e para trås, como se estivesse tentando rejeitar a realidade da situação, e então disse:

— N-NĂłs… NĂłs temos… que fugir!

A mente de Haruhiro ficou em branco por um momento. Mas foi apenas por um momento. Ele nĂŁo teve tempo para se angustiar com sua decisĂŁo.

Haruhiro se levantou. — Vamos fugir!


Tradução: ParupiroH Para estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
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