Hai to Gensou no Grimgar – Capítulo 12 – Volume 15
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Volume 15:
[Capítulo 12: A Chave para a Loteria É Não Jogar]

A queda da Fortaleza de Vigia Cabeça-Morta atingiu o Exército da Fronteira em Altana como um raio em céu azul, embora já houvesse rumores sombrios circulando entre os soldados voluntários antes disso.
Diziam que orcs e mortos-vivos de toda parte vinham se reunindo em Rhodekia, a antiga capital do Reino de Arabakia, agora aparentemente chamada de Grozdendahl. Havia relatos de que um grande grupo—não, uma horda—de orcs, ou talvez mortos-vivos, tinha sido visto marchando para o sul a partir de Grozdendahl. Ou talvez não.
Rumores ainda mais inquietantes sugeriam que uma fumaça negra havia se erguido da Floresta das Sombras, onde os elfos viviam. Dizia-se que um grande incêndio havia ocorrido ali, ou pior: a Floresta das Sombras poderia ter sido completamente reduzida a cinzas.
O Exército da Fronteira enviou batedores e tentou compreender a situação, mas acabou não obtendo sucesso algum.
Eles falharam em detectar a ofensiva da Aliança dos Reis até que a Fortaleza de Vigia Cabeça-Morta caiu.
Ainda assim, naquele momento, o comandante do Exército da Fronteira, o general Rasentra, já sentia uma forte sensação de crise. Isso ficou evidente quando, no instante em que recebeu o relatório da queda da fortaleza, ordenou que fosse enviado um pedido de reforços ao continente.
Mas já era tarde demais.
Dois dias após a queda da Fortaleza de Vigia Cabeça-Morta, o alcance do inimigo chegou até Altana.
Apesar das tentativas de reforçar as defesas, as muralhas de Altana foram facilmente rompidas. O inimigo era muito mais numeroso do que se imaginava, além de incrivelmente feroz. Não foi apenas o Exército da Fronteira que lutou; os soldados voluntários que estavam em Altana naquela ocasião também combateram, mas não conseguiram conter o ímpeto do inimigo.
O inimigo cercou Tenboro, lar do margrave Garlan Vedoy, em pouquíssimo tempo.
Graham Rasentra tentou conduzir uma unidade formada por seus melhores homens até Tenboro, mas não conseguiu cumprir seu objetivo e morreu em combate individual contra um orc chamado Jumbo.
O inimigo invadiu Tenboro, e todos, exceto o próprio margrave, foram mortos.
Dizia-se também que os generais de brigada Ian Ratty e Jord Horn morreram em batalha.
Havia três generais de brigada no Exército da Fronteira, homens investidos da autoridade para comandar uma brigada. O último deles, Wren Water, estava desaparecido, mas presumia-se que tivesse fugido de Altana por medo de perder a vida, ou então sido morto na tentativa.
Os soldados voluntários, sob o comando do chefe do Escritório do Esquadrão de Soldados Voluntários, Britney, travaram uma batalha árdua e, segundo relatos, conseguiram empurrar o inimigo para trás em alguns pontos.
As façanhas de Renji, que havia se alistado na mesma época que Haruhiro, foram extraordinárias, e ele matou um grande número de inimigos sozinho. Contudo, quando uma enorme horda de goblins avançou a partir de Damuro, os soldados voluntários foram varridos e exterminados.
Tudo terminou no espaço de uma única noite.
Mesmo após o fim da batalha, Barbara permaneceu em Altana, conforme haviam combinado. Ela reuniu informações enquanto procurava por sobreviventes, mas infelizmente não obteve resultado algum.
Segundo Barbara, metade das forças inimigas partiu alguns dias depois da queda de Altana. Desde então, os goblins passaram a ser os donos da cidade.
A operação de limpeza dos goblins—a caça aos humanos—foi cruel e minuciosa.
Na verdade, houve várias pessoas que se entrincheiraram em casas, incapazes de escapar, ou que se esconderam gravemente feridas, como o mestre da guilda dos cavaleiros das trevas.
Esse mestre foi a exceção. A maioria foi encontrada, arrastada para fora e massacrada.
Os goblins empilharam montes de cadáveres humanos na praça em frente a Tenboro e realizaram algo parecido com um festival.
Os corpos dos mortos não foram apenas exibidos.
Barbara os viu—ainda que à distância—cortando os corpos em pedaços, cozinhando-os e fervendo-os.
Ela também viu, é claro, os goblins comendo-os.
No entanto, os goblins tratavam todos os cadáveres da mesma forma. Ou, para ser mais preciso, os únicos corpos que eles destruíam descarregando ódio e desprezo eram os humanos, mas eles também faziam refeições com os de sua própria espécie. Portanto, aquilo era algo comum no cotidiano dos goblins. Era parte de sua cultura.
Barbara teve de concluir que os humanos haviam sido exterminados de Altana.
E parecia que os próprios goblins pensavam o mesmo.
No início, os goblins eram liderados por um indivíduo que tinha cerca de cento e cinquenta centímetros de altura—um gigante para os padrões deles.
Barbara o chamava de rei, e os goblins não apenas o respeitavam; eles se prostravam diante dele. Quando o rei dava uma ordem, todos começavam a se mover ao mesmo tempo, ou então paravam e ficavam em silêncio. Ele se vestia quase como um humano, usava uma coroa feita de algum tipo de metal avermelhado e carregava um cajado do mesmo material.
Barbara havia testemunhado os goblins se curvarem diante do rei, chamando-o repetidas vezes de Mogado.
Mogado Gwagajin.
Esse devia ser seu nome, ou seu título.
Havia também goblins grandes que carregavam equipamentos feitos do mesmo metal avermelhado, seguindo o rei por toda parte e dando ordens aos outros goblins. Eram claramente seus seguidores. Como havia cerca de cem deles, Barbara os chamou de os Cem.
Quando a caça aos humanos e as festividades de pesadelo que se seguiram chegaram ao fim, o rei pareceu satisfeito e deixou Altana com cerca de metade dos Cem.
Havia outro goblin que parecia ser o segundo no comando. Ele se vestia como o rei, mas sem coroa, e assumiu o controle depois que o rei partiu.
Barbara viu os goblins chamarem esse indivíduo de Mod Bogg, ou simplesmente Mod.
Ela supôs que mod fosse um título, e Bogg o nome do indivíduo. Se esse Bogg era o próximo na hierarquia depois do rei, poderia ser chamado de algo como um vice-rei.
Altana passou a ser governada pelo vice-rei Bogg e vinte dos Cem, com milhares de goblins vivendo ali.
O vice-rei Bogg parecia estar morando em Tenboro. Os Cem também permaneciam lá e saíam quando tinham algum assunto a tratar.
Barbara viu o margrave apenas uma vez, acorrentado. Ele foi arrastado pela praça, ridicularizado pelos goblins, cuspido, e então levado de volta para dentro de Tenboro. Ela não podia dizer com certeza se ele ainda estava vivo, mas, se fossem matá-lo, aquele teria sido o momento. Talvez estivessem mantendo-o em cativeiro por algum motivo.
Nenhum outro goblin deixou Altana, mas o contrário não era verdade. Eles provavelmente vinham de Damuro. O número deles aumentava de forma constante.
Os goblins que ela viu estavam armados, e parecia que praticamente todos eram machos.
Poucos goblins aparentavam ser casados. Entre os goblins de Altana, o vice-rei e machos influentes como os membros dos Cem eram vistos, em ocasiões muito raras, junto de goblins que só podiam ser fêmeas.
As fêmeas tinham cabeças pequenas, seios grandes e barrigas inchadas. Talvez estivessem grávidas. Ao que parecia, era comum na sociedade goblin que um goblin influente tomasse várias fêmeas como esposas.
Seja como for, o vice-rei e os membros dos Cem que governavam Altana no lugar do rei Mogado Gwagajin viviam na Torre Tenboro, junto de suas esposas.
Quando havia alguma crise, um mensageiro corria até Tenboro, e os Cem geralmente saíam para resolver o problema.
Tenboro havia caído. A porta que fora destruída na época foi removida, e uma barricada foi erguida em seu lugar. Sempre havia dezenas de goblins na barricada, às vezes incluindo membros dos Cem.
— Se fizermos isso do jeito certo, parece que dá para tomar — murmurou o general Jin Mogis, com um brilho opaco nos olhos enferrujados. — Se lançarmos uma distração e então atacarmos Tenboro quando a segurança estiver baixa, e se conseguirmos arrancar a cabeça do vice-rei, talvez.
Haruhiro e os outros haviam retornado até o general Mogis junto com Barbara.
A justificativa que deram foi que, em vez de repassar informações de segunda mão, seria melhor que Barbara falasse diretamente com ele. Mas, sendo mais honesta, ela queria decidir por conta própria o quanto deveriam revelar ao general. Do ponto de vista de Barbara, havia uma grande diferença entre agir sabendo que tipo de homem o general era e agir sem saber.
Bem no fundo do acampamento da Força Expedicionária, o general Mogis tinha um espaço com uma mesa e cadeiras montadas, onde podia realizar um conselho de guerra.
À medida que a escuridão da noite avançava sobre o acampamento, o general Mogis, três de seus guerreiros mais próximos, Neal o batedor, Anthony, Haruhiro, Mary e Barbara estavam todos ali.
Faltava uma cadeira, no entanto, então Haruhiro acabou ficando em pé.
— Quero um mapa. — O general olhou para Barbara. — Um mapa detalhado. Com todas as rotas de fuga desenhadas. Você pode preparar um?
— Isso é possível. — Barbara sorriu. — Teríamos de copiar nosso mapa de Altana e entregá-lo a você. Levaria algum tempo.
O general apoiou as mãos na mesa e lançou-lhe um olhar duro.
— Entregue-o como está.
O sorriso de Barbara se aprofundou.
— Isso não será possível.
— Por quê? — perguntou o general, sem perder o ritmo.
— Aquilo é uma bagunça. — Barbara lambeu os lábios e soltou uma risada baixa. — Receio que, do jeito que está desenhado, só nós conseguimos entendê-lo.
— Quando nós, batedores, desenhamos mapas, usamos um estilo próprio — Neal interveio. — Se você não souber ler, provavelmente não significa nada. Os ladrões da fronteira devem usar métodos parecidos. Eu deveria conseguir ler.
Barbara estalou a língua de forma provocadora.
— Não, não consegue. Nós temos nossas próprias maneiras de fazer as coisas na fronteira.
Neal deu de ombros.
— Talvez você esteja certa.
— Tenha o mapa pronto em três dias — exigiu o general, em um tom monótono. — Não posso esperar mais do que isso.
— Ora, ora. — Barbara ainda sorria. — Você não gosta de ficar na expectativa, gosta? Mas, se não esperar, o que pretende fazer?
— Qualquer um que não coopere com o nosso exército será considerado um obstáculo.
— Que autoritário. — Ela inclinou levemente a cabeça. — Não me importo com isso em um homem.
— Mulheres inteligentes como você também são do meu agrado. — disse o general. — Sempre acabo querendo devorá-las.
Ele falava sério, ou aquilo era uma ameaça? Talvez até uma piada. Seja o que for, se o general conseguia dizer aquilo com uma expressão impassível, no mínimo não possuía uma mente comum ou normal.
Ainda assim, o fato de Barbara não recuar também era extraordinário.
— Bem, eu prefiro ser quem devora. — Barbara sorriu. — Agora, vamos supor que eu vá mesmo fazer o mapa. Quantas pessoas entrarão em Altana?
— Cinquenta. No máximo cem. O restante atacará de fora.
— E o que pretendem fazer depois de tomar Altana?
— Isso não é algo com que você precise se preocupar.
— Estamos cercados de inimigos, general. — Barbara apontou para o norte. — Logo acima de Altana, tem centenas de orcs na Fortaleza de Vigia Cabeça-Morta.
— Eu sei.
— Os goblins e os orcs não são exatamente aliados, mas… — Anthony começou, hesitante.
— Altana é o que o Reino de Arabakia deseja. — O general lançou um olhar a todos ali presentes. — A Força Expedicionária deve tomar Altana. Essa é a missão que nos foi confiada.
Não havia espaço para negociação. Não importava o que dissessem, o general não parecia disposto a mudar sua política.
Barbara ergueu o olhar para o céu e suspirou. Pensou por um momento, acariciando o queixo, então voltou a encarar o general.
— Fazer o mapa, levar os soldados até Altana e posicioná-los. Precisaremos de dez dias de preparação.
— Cinco dias — disse o general.
Barbara inclinou a cabeça levemente para o lado.
— Que tal oito dias?
— Sete.
— Pode ser oito dias, incluindo hoje, que já está praticamente no fim?
— Muito bem.
— Então vamos nos preparar por oito dias, incluindo hoje, e agir no nono dia.
O general assentiu em silêncio.
— Bom… — Barbara lhe lançou um sorriso sedutor. — Acho que talvez consigamos chegar a tempo, por pouco.
— Você parece mais adequada para administrar um bordel do que para trabalhar como ladra — disse o general, sem emoção.
— Acredito que dormir com bons homens e mulheres combina comigo.
— Já comigo — o general esboçou um sorriso tão fraco que talvez nem existisse —, seja homem ou mulher, bárbaros, feras ou monstros, o que mais me convém é pisoteá-los.
Jin Mogis continuava tão impenetrável quanto sempre. Mas que ele realmente gostasse de esmagar coisas sob os pés talvez fosse verdade.
Seja como for, a discussão havia chegado ao fim.
Dentro de nove dias, a operação para retomar Altana seria executada. Não eram os dez dias que Barbara havia pedido originalmente, mas ainda assim era um tempo razoável para trabalhar.
Quando Barbara retornou a Altana para preparar o mapa, Neal foi designado para acompanhá-la. Disseram que era para ajudar no trabalho, mas, na prática, ele estava ali para vigiá-la.
Haruhiro e Mary seguiram para a tenda onde seus companheiros os aguardavam. Havia uma montanha de coisas para conversar, mas Neal não era o único batedor por perto. Poderia haver pessoas a serviço do general Mogis ou do próprio Neal escutando, então precisavam ter cuidado ao compartilhar informações. Não tinham muito tempo, mas também não precisavam se apressar.
No dia seguinte, o general fez um anúncio a todo o exército.
— Daqui a oito dias, nossa Força Expedicionária lançará uma operação gloriosa e decisiva. — declarou o general. — Para isso, recrutarei um esquadrão suicida que cumprirá uma missão extremamente perigosa. Até atingirmos cinquenta voluntários, executarei pessoalmente uma pessoa por dia por violação de regulamentos.
Era um anúncio anormal. Não, insano.
Haruhiro tinha certeza de que o general falava sério, mas a maioria dos soldados não parecia encarar dessa forma.
No primeiro dia, não houve voluntários.
Logo após o sol se pôr, o general percorreu o acampamento.
Embora temessem o general, muitos soldados estavam sorrindo ou largados pelo chão, como se não se importassem.
De repente, o general parou e ordenou a um soldado que estava sentado no chão, de costas para ele: — Levante-se.
O homem não hesitou. Ficou de pé rapidamente. Era um soldado jovem, provavelmente com cerca de vinte anos.
— …O que foi?
— Você já violou algum regulamento?
— Não, acho que não.
— Isso é verdade?
— Não violei.
— Quem é o seu superior? — o general olhou ao redor.
Um soldado mais velho, que estava sentado por perto, levantou-se.
— Sou eu.
— Ele violou algum regulamento? — perguntou o general.
— …Não acredito que tenha feito nada em especial — respondeu o soldado mais velho.
— Então vocês receberam ordens para se sentarem aqui?
— Não — o homem pareceu inquieto. — …Não recebemos.
— Exatamente. Eu não ordenei que se sentassem. Fazer algo que não foi ordenado é uma violação de regulamento.
O general sacou a espada de repente e decepou o jovem soldado.
A cabeça rolou, e o corpo caiu pesadamente no chão.
O acampamento ficou em silêncio absoluto.
O general limpou calmamente o sangue da espada com seu manto de pele preta e a embainhou.
— Limpem isso — ordenou ao soldado mais velho.
— S-Sim, senhor! — ele assentiu repetidas vezes.
— Muito bem. — O general voltou a olhar para os soldados. — Existe alguém nesta Força Expedicionária que não tenha violado regulamentos? Quantos mais terei de matar, eu me pergunto. Que incômodo.
E assim, os soldados foram colocados diante de um dilema.
Jin Mogis havia chamado explicitamente de esquadrão suicida. A missão certamente seria brutal. Era preciso estar preparado para morrer na batalha que viria, pois isso quase certamente aconteceria. Nem todos os voluntários morreriam, mas a probabilidade era alta.
Se se voluntariassem, poderiam morrer na missão, mas não seriam executados por violar regulamentos. Além disso, se o número de voluntários chegasse a cinquenta, ninguém seria morto pelo general até o início da operação.
Porém, se havia mil soldados na Força Expedicionária, existia uma chance em mil de ser executado pelo general no dia seguinte. A menos que fossem absurdamente azarados, eles não “ganhariam” ou melhor, talvez “perder” fosse a palavra certa, essa loteria específica.
Os soldados pensaram por conta própria, conversaram com amigos, mandaram aqueles de quem não gostavam se voluntariar, brigaram, apaziguaram conflitos, criticaram outros em voz alta, trocaram socos e passaram a noite inteira sem dormir.
Haruhiro e seu grupo provavelmente não seriam executados, mas o clima assassino no acampamento era sufocante.
No meio da noite, enquanto conversavam em segredo, tão incapazes de dormir quanto os demais soldados, Anthony apareceu para visitá-los.
— Eu não disse? — falou ele. — O general não é um homem comum. Mesmo sabendo disso, eu estava curioso para ver como ele faria esse exército lutar, mas… nunca imaginei algo assim.
— Acha que ele vai conseguir cinquenta? — perguntou Kuzaku, com nojo na voz.
— Não sei — murmurou Anthony, sem dar uma resposta direta, e sentou-se ao lado de Kuzaku. Kuzaku claramente não gostou.
Para Anthony, parecia que a distinção entre quem era do continente e quem era da fronteira era o fator mais importante. Haruhiro e os outros eram da fronteira, então ele se sentia mais próximo deles do que dos continentais.
— A verdadeira situação no continente, que o general me contou… — Anthony falou em voz baixa. — Vocês acham que é tudo verdade?
— Não temos como saber — Setora respondeu, sem rodeios.
Anthony abaixou a cabeça.
— É…
— Eu só vou fazer o que tiver que fazer, ok? — disse Kuzaku, tentando aliviar o clima.
— Essas são exatamente as palavras que eu esperaria de alguém que não pensa — Setora zombou.
— Você sempre é rápida em falar esse tipo de coisa, Setora-san.
— Vocês têm sorte — Anthony disse de repente. — Eu invejo isso.
Haruhiro não sabia exatamente o que Anthony invejava, mas se ele descobrisse que todos, exceto Mary, haviam perdido as memórias, ainda sentiria o mesmo?
Talvez se sentisse ainda mais invejoso.
Quanto mais coisas alguém tinha a perder, mais difícil era agir.
Desde que voltaram a Altana, Haruhiro não tivera uma conversa de verdade com Shihoru. Ela parecia fria, como se estivesse evitando-o.
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
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