Hai to Gensou no Grimgar â CapĂtulo 29 â Volume 14+
Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash
Light Novel Online – Volume 14+:
[HistĂłria BĂŽnus]
Cena #16: Algo Perdido
Por que o Haruhiro estava andando de cabeça baixa? Essa era uma longa histĂłriaâou talvez nĂŁo.
Na verdade, ele tinha deixado o celular cair.
Saiu da escola, foi para casa, mexeu um pouco no telefone. AtĂ© aĂ lembrava bem. Depois saiu de novo: passou numa livraria, vagou pelo parque, entrou numa loja de conveniĂȘncia, caminhou pela estrada arborizada na margem do rio. Em algum ponto desse percurso, tinha certeza de que checou o celular vĂĄrias vezes… mas nĂŁo lembrava exatamente quando.
Vai escurecer logo, pensou, prestes a voltar para casa. Tentou ver as horas no telefone… mas nĂŁo estava com ele. Tinha perdido em algum lugar, ou esquecido.
Primeiro voltou Ă livraria, ao banheiro pĂșblico, Ă loja de conveniĂȘncia, a todos os lugares fechados por onde passou. Perguntou aos atendentes se alguĂ©m tinha achado um celular perdido. Nada. EntĂŁo refez o caminho, procurando no chĂŁo.
Talvez jĂĄ era, começou a pensar. Mas objetos perdidos sempre pareciam aparecer justamente quando a gente desistia. Ainda mais celular… daria uma dor de cabeça enorme.
Preciso procurar melhor, disse a si mesmo, inclinando-se e andando cabisbaixo pela Ponte Tsukimi.
Foi quando esbarrou em alguém.
â Ai! â uma voz feminina gritou.
â Urgh! â Haruhiro tambĂ©m gemeu.
Ao levantar o rosto, viu uma garota de cabelo comprido e uniforme escolar, massageando a cabeça.
â D-Desculpa! Espera… HĂŁ?
â …Huh? â Ela piscou vĂĄrias vezes, os olhos marejados pela dor da batida. â Iima… Haruhiro-kun?
â U-um… Kakimiya Marii-san?
NĂŁo tinha como errar. Era mesmo a Kakimiya Marii, sua colega de classe. Tinha uma aparĂȘncia tĂŁo marcante que seria impossĂvel confundi-la.
â Espera aĂ, por que vocĂȘ tĂĄ usando meu nome completo? â Haruhiro perguntou.
â Ah… Ă que eu faço questĂŁo de memorizar o nome de todos os meus colegas de classe.
â Todos? â ele se espantou.
Kakimiya assentiu.
â Todos. EntĂŁo acabou escapando.
â E-eu… entendi.
â Iima Haruhiro â ela disse de novo, e logo se corrigiu Ă s pressas: â Digo, Iima-kun… o que vocĂȘ tĂĄ fazendo aqui?
â Ah, eu… Certo. Acabei de lembrar. Perdi meu celular.
â HĂŁ?! â os olhos dela se arregalaram, o que surpreendeu Haruhiro tambĂ©m.
â …O quĂȘ? Que foi?
â Eu tambĂ©m â disse ela. â Perdi meu celular e estava procurando. Que coincidĂȘncia.
â S-SĂ©rio? Ă horrĂvel mesmo perder o celular. …TĂĄ tudo bem com vocĂȘ?
â E vocĂȘ, Iima-kun?
â Ah, sim, estou bem… ou talvez nem tanto. Quero dizer, ainda estou procurando…
Conversar com Kakimiya o deixava estranhamente desconcertado. NĂŁo conseguia encarar o rosto dela.
SerĂĄ que eu tenho o direito de olhar pra ela?, pensou.
Por isso desviou os olhos para o ladoâe viu um celular apoiado no corrimĂŁo da ponte.
NĂŁo era o dele. Mas talvez… Pegou e mostrou a ela.
â E-erm, Kakimiya-san, esse aqui Ă© o seu…?
â Ă o meu! â Kakimiya agarrou o celular de suas mĂŁos quase sem querer. No processo, suas mĂŁos se tocaram, e ela se desculpou rĂĄpido: â Desculpa!
â …Imagina.
â Esse celular Ă© muito importante pra mim. Estou tĂŁo aliviada de ter encontrado.
â Fico feliz por vocĂȘ. Mas… o que serĂĄ que ele tava fazendo aqui?
â NĂŁo sei. Ah, mas quando passei por aqui, vi a lua. Olha sĂł.
Kakimiya abriu uma foto na tela para mostrar a ele. Era uma imagem tirada daquele ponto, ao entardecer. Na escuridão do céu, parecia haver algo pequeno e brilhante.
â NĂŁo saiu tĂŁo bem… â disse, meio envergonhada. â Parecia enorme, mas ficou minĂșscula na cĂąmera.
Como a situação exigia, Kakimiya estava agora bem ao lado dele. Haruhiro, se sentindo esquisito, deu um passo discreto para se afastar.
â Ă… acontece.
â AtĂ© usei o… zoom? Isso, o zoom. Mas mesmo assim nĂŁo ficou grande. Foi decepcionante.
Ela suspirou, abatida, e Haruhiro começou a sentir pena. Queria dizer algo encorajador, mas era peso demais para ele carregar.
â Bem, eu vou indo â disse, tentando se despedir.
â Iima-kun! â ela o chamou.
â …O-oi?
â Obrigada. Por ter encontrado.
â Que nada. Ele sĂł tava aĂ, nĂŁo fiz nada demais.
â Agora falta o seu.
â O meu…?
â Precisamos encontrar.
â …Sim.
Claro que sim. Ele ainda pretendia procurar. Mas nĂŁo quis dizer algo como: âTĂĄ tranquilo, eu procuro sozinho.â Talvez Kakimiya sĂł estivesse tentando animĂĄ-lo.
â EntĂŁo, vamos…
Ele começou a andar. Kakimiya o acompanhou, aparentemente decidida a ajudar na busca.
â E-eu nĂŁo me importo, sabe? â tentou dizer, mas ela apenas assentiu. NĂŁo adiantava insistir. Haruhiro nĂŁo sabia o que fazer. SĂł torcia para encontrar logo o celular antes de enlouquecer com aquela situação.
Cena #17: O Homem Ă© um Cavalo que Pensa
Bzzt, fez a corrente elétrica.
Isurugi Ranta e Tsurugi Monzo estavam tentando atravessar uma faixa de pedestres bem movimentada. O sinal mudou de vermelho para verde e todos começaram a andar. Ranta também tentou avançar. Foi aà que uma ideia veio à mente dele. Oh, como veio.
â Essa Ă© a hora de… flexĂ”es, nĂŁo acha? â disse.
â HĂŁ…? â Monzo olhou pra ele com uma cara boba, como quem diz: âO que vocĂȘ tĂĄ falando do nada, Ranta-kun?â.
Ele não sabia o que eram flexÔes? FlexÔes! Só que, em vez de convencer o amigo, era melhor agir enquanto o ferro estava quente. Precisava fazer agora. O tempo não parava, e chances perfeitas como essa não apareciam sempre.
â Abram caminho, abram caminho! â Ranta foi se esgueirando pela multidĂŁo, correu atĂ© o meio da faixa e se jogou no chĂŁo.
Botou as duas mãos no asfalto e esticou as pernas pra trås. Braços, peito e pernas formando um triùngulo reto impecåvel com o chão.
â AĂ vou eu! Haaahhh…!
E começou. FlexĂ”es insanas. NĂŁo eram flexĂ”es comuns. Nem de longe. Eram rĂĄpidas. RĂĄpidas de verdade. Ranta dobrava e esticava os braços numa velocidade demonĂaca. Quem visse sĂł podia pensar: Caramba, que rĂĄpido!. Ele estava fazendo flexĂ”es super rĂĄpidasâno meio da faixa de pedestres.
â R-Ranta-kun?! O que diabos vocĂȘ tĂĄ fazendo?! â Monzo balbuciava, mas Ranta nĂŁo se importava.
Huff, huff, huff. Respirando em ritmo marcado, ele continuava.
Os pedestres iam ficar boquiabertos. Gwahahahaha! A multidĂŁo jĂĄ começava a murmurar, e alguns atĂ© tiravam fotos e gravavam vĂdeos. VĂŁo postar? Nas redes sociais? Perfeito! Mandem ver! Isso, façam!
â Nwahahahahahahahahahahaha…! â Ranta estava encharcado de suor, gargalhando alto enquanto se debatia no chĂŁo.
Isto! Ă! Ăxtase!
Agora, eu tÎ chamando atenção. Atenção de verdade.
Sabe como Ă© esse sentimento? Hein?
âTem um cara fazendo flexĂ”es na faixa de pedestres, do nada!â A notĂcia ia correr solta. No dia seguinte, todo mundo ia comentar.
âQuem Ă© ele? Quem Ă© ele?â Iriam procurar o Homem das FlexĂ”es na Faixa. Depois ele decidia se revelava ou nĂŁo sua identidade. Mas, cedo ou tarde, o nome de Isurugi Ranta viria Ă tona.
O importante nĂŁo era estar fazendo flexĂ”es na faixa. NĂŁo, era ganhar a reputação de um sujeito anĂĄrquico, punk, rockânâroll atĂ© o osso. Esse era o ponto impotenâer, nĂŁo, nĂŁo, o ponto importante!
â R-Ranta-kun! O sinal! O sinal! â Monzo gritava mais alguma coisa.
Ranta olhou: Monzo jå tinha terminado de atravessar. O sinal piscava. Logo ficaria vermelho. A maioria dos pedestres jå estava do outro lado. Ninguém prestava tanta atenção assim nele.
ImpossĂvel.
Como assim?
O jogo ainda nĂŁo tinha acabado.
â Agora Ă© que vai começar! Ooorararararararararararararararahhh…!
Ranta acelerou as flexÔes. O sinal ia mudar logo. Os carros iam receber o verde. Mas bem no meio deles estaria o Homem das FlexÔes na Faixa. Todos ficariam pasmos com tamanha insanidade. Era isso. Mais! Precisava se destacar ainda mais!
â Fwahahahahahahahahahahahhh…!
De repente, uma voz atrĂĄs dele: â Ei.
â HĂŁ?! â Ranta parou no ato e virou o rosto.
Uma colega de classe estava ali, olhando para baixo, direto pra ele.
â O que vocĂȘ tĂĄ fazendo aĂ, Ranta? â ela perguntou.
â Q-Que vocĂȘ quer dizer com âo queâ…?
Era Tachibana Yume? Ele nĂŁo lembrava dessa garota ter intimidade suficiente para chamĂĄ-lo pelo primeiro nome, sem honorĂficos. Eles nĂŁo eram tĂŁo prĂłximos. Se fosse pra dar nome, eram sĂł colegas de classe.
â E-Eu, Ă©… hĂŁ…
â O sinal jĂĄ vai mudar, sabia? Isso Ă© perigoso.
â T-TĂĄ tudo sob controle! NĂŁo se mete!
â Hmmm… â Tachibana fez cara de quem pensava em alguma coisa. Mas provavelmente nĂŁo pensava em nada, porque de repente disse âOofâ e sentou em cima das costas dele.
â Por que vocĂȘ tĂĄ subindo em mim?! Que Ă© isso?! Hein?!
â Avante, a toda velocidade!
â N-NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo! Eu nĂŁo vou fazer isso, tĂĄ?! Obviamente nĂŁo vou a lugar nenhum!
â EntĂŁo Yume vai acabar sendo atropelada tambĂ©m. NĂŁo pode, nĂ©?
â EntĂŁo desce de cima!
â Yume nĂŁo vai descer.
â Por quĂȘ?!
Enquanto discutiam, o sinal mudou e os carros começaram a buzinar enlouquecidos.
â Aah! Ranta! Corre, corre! VocĂȘ tem que atravessar!
â EntĂŁo sai de cima de mim…!
â A Yume nĂŁo vai descer! Avante! A! Toda! Velocidade!
â Mas o que hĂĄ com essa garota…?!
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH â Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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