Hai to Gensou no Grimgar – EX 6: Capítulo 21 – Volume 14++
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Light Novel Online – Ex 6:
[Capítulo 05: Isso é Isso]

Depois disso, Haruhiro foi com Moguzo até a cidade dos artesãos. Naturalmente, eles estavam indo lá para pegar a arma. Moguzo aparentemente tinha pensado em ir sozinho, mas no fim das contas decidiu esperar por Haruhiro. Os dois tinham ido juntos à oficina da primeira vez, então ele queria buscar juntos também. A lógica fazia sentido… meio que. Meio que não. Mas era bem a cara do Moguzo, e isso deixou Haruhiro um pouco feliz. Era como se eles não fossem apenas companheiros de equipe—eram amigos.
Além disso, havia uma surpresa esperando por eles.
Havia uma figura familiar parada em frente à rua estreita que levava até a Oficina Masukaze.
— Mary?!
— Mary-san?!
— Ah… — Mary olhou na direção deles, começou a acenar, mas parou no meio do caminho. Ela abaixou a cabeça, mas logo levantou de novo. Havia algo parecido com um sorriso em seu rosto, mas era incrivelmente desajeitado.
Ela estava envergonhada.
Quando ela mostrava esse tipo de expressão, Haruhiro não sabia como reagir. Moguzo também estava inquieto.
É, cara. Eu entendo. Também não sei o que fazer. Tipo, não é um problema. Mas o que é isso, afinal?
O coração de Haruhiro estava disparado.
— E-Ehm…
Não, assim não vai dar certo.
Se Haruhiro continuasse nervoso, só deixaria Mary mais desconfortável.
Crie coragem. Coragem? Não, acho que não preciso de coragem. Essa não é uma situação que exige ousadia. Acho que não. Provavelmente não. Provavelmente.
— H-Huh? O-O que houve, Mary? E-Essa é uma coincidência? Quer dizer… não é, né…?
— Sim… — Mary levou a mão ao peito, respirando fundo. — Achei que vocês fossem aparecer em breve… para buscar a arma. A gente veio junto, então eu pensei que…
O que Mary estava dizendo fazia sentido… mais ou menos. Mas Haruhiro entendeu. Entendeu sim. Era esse tipo de coisa.
Haruhiro e Moguzo trocaram olhares.
Certo? Você poderia se perguntar certo o quê, exatamente, mas naquele momento, tanto Haruhiro quanto Moguzo pensaram: Certo? Ranta provavelmente não entenderia. Era algo que só ele e Moguzo poderiam compreender.
Moguzo não era do tipo proativo. Haruhiro também não. Ele não era sociável como o Kikkawa, e não conseguia simplesmente dizer tudo que pensava. Não se abria com facilidade, nem virava amigo de qualquer um. Ele não era esse tipo de pessoa.
E provavelmente, Mary—ou pelo menos a Mary de agora—também não era.
Mesmo assim, ela veio.
Deve ter sido difícil para ela. Apesar de conseguir vencer a indecisão e vir até ali, deve ter esperado um bom tempo. Talvez até tenha pensado em voltar. Mas mesmo assim, Mary ficou.
Ela esperou o tempo todo. —Certo?
Ver esse tipo de coisa deixa a gente meio feliz, né?
— Oooh, entendi! Entendi. Nesse caso… você podia ter ido até a hospedaria. Né, Moguzo?
— S-Sim. I-Isso mesmo.
— …Eu pensei nisso — a voz de Mary estava incrivelmente baixa. Tão baixa quanto o zumbido de um mosquito. — Desculpa. Eu fiquei meio… hesitante.
— Não precisa se desculpar! Né, Moguzo?! Ela não tem que se desculpar, certo?!
— C-Certo! Na verdade, a gente que devia… por causa daquilo, né?!
— Isso! Por causa daquilo!
— A-Aquilo, né?!
— Aquilo mesmo! Você sabe do que estou falando, certo?!
Haruhiro e Moguzo começaram a se dar tapinhas nos ombros, falando daquilo, mas… do quê, exatamente? Haruhiro não fazia ideia. E Moguzo provavelmente também não.
Mas não importava. Eles não sabiam. Isso era isso.
Além do mais, Mary caiu na risada, e, mesmo que só um pouco, sorriu também.
Eu poderia ficar olhando pro sorriso da Mary pra sempre. Não posso negar que me sinto assim. Moguzo provavelmente sente o mesmo. Mas se eu fizesse isso, acho que deixaria a Mary desconfortável. Então não vou fazer.
— Bem, então vamos! Tá todo mundo aqui!
— S-Sim! Vamos, Mary-san!
— T-Tá bom.
Se alguém os visse, provavelmente pareceriam um grupo esquisito, e sim, estava meio constrangedor. Mas e daí? Estava bem melhor do que como tinham começado. Com o tempo, iriam interagir de forma mais natural. Era só dar um passo de cada vez. Tudo bem ir devagar, contanto que chegassem lá.
— Ooooi…!
Moguzo abriu a porta da Oficina Masukaze animado, e com uma energia incrível. Haruhiro soltou um “Uau…” sem querer.
Eles foram recebidos por aquele mesmo Trigon de antes, mas por algum motivo, ele parecia maior que da última vez. Haruhiro não sabia exatamente o que era, mas o formato também estava diferente. Tinha um ar ameaçador, como se fosse atacar. Embora fosse feito de ferro, parecia vivo, como se fosse uma criatura de verdade. Estava estranhamente real.
— I-I-Isso é…?
Moguzo ficou desconcertado. Mary inclinou a cabeça para o lado, apenas encarando.
— Olá, seja be… — Riyosuke, o ferreiro, apareceu com a cabeça para fora dos fundos da loja e imediatamente se enfiou de volta lá dentro. Ele literalmente recuou para a forja nos fundos.
— Hã? — Haruhiro olhou para Moguzo e Mary, confuso. — E-Ele fugiu… né? Agora mesmo? Por quê…?
— Não, não. — Riyosuke apareceu de novo, agora coçando a cabeça. — Brincadeira, brincadeira. Bem-vindos. A que devo a honra desta visita à minha oficina?
— “A que devo a honra”…? — Moguzo olhou rapidamente ao redor da loja. — Bom, obviamente, vim buscar a arma que deixei com você.
— Oh ho. E que tipo de arma seria essa?
— Q-Que tipo…? E-Eu deixei aqui, não deixei? V-Você não vai dizer que esqueceu, né…?
— Hmmm… — Riyosuke cruzou os braços. — Nngh… — Ele olhou para o teto. — Hmmmm… O que era mesmo…?
— Ah, não… — Haruhiro riu, sem querer. — Não tem como você não lembrar. Impossível. A gente deixou a espada do Death Spots com você, lembra? Você deu até um orçamento. Já devia estar pronta, né?
— Dei mesmo? — Riyosuke perguntou com um olhar sério.
— Mas que cara é esse…? — Mary murmurou. Dava pra repetir essa pergunta. Que cara era esse? Isso era ruim? Ele parecia meio esquisito antes, mas talvez fosse muito pior do que parecesse. Teria enganado eles para roubar a espada do Death Spots?
Haruhiro de repente reparou que Moguzo estava tremendo. Suas mãos estavam cerradas em punhos, e ele tremia.
Ele tá com raiva…?
— Ela já devia estar pronta, né?
A voz de Moguzo era incrivelmente ameaçadora. Mas ainda assim, educada. Ele estava se controlando ao máximo, mas podia explodir a qualquer momento. Riyosuke pareceu captar que estava lidando com um cliente perigoso. De repente, ele sorriu.
— Brincadeira, brincadeira — disse ele. — Sim, pronta… era pra estar.
— Mas…? — perguntou Haruhiro.
— Bem… — Riyosuke coçou a parte de trás da cabeça, constrangido. — Eu planejava terminar, sim. Mas enquanto trabalhava no design, acabei me empolgando.
— …Empolgando? — Mary inclinou a cabeça.
— É um vício meu. Quero fazer isso. Quero fazer aquilo. Tenho que fazer aquilo outro. — Quando a ideia me vem à cabeça, não consigo ignorar. Acho que todo artesão é assim, em maior ou menor grau.
— Então, basicamente… — Haruhiro disse, olhando para o Trigon. — Ainda não tá pronta?
— Exatamente.
— Você admitiu isso com facilidade…
— Porque é a pura verdade.
Riyosuke assentiu com ares de sábio.
Mas por que esse cara estava tão feliz?
— Q-Quando…? — Moguzo perguntou, com a voz trêmula. — Quando vai ficar pronta?
— Sobre isso… — Riyosuke ficou sério e apontou direto para cima. — “Só Deus sabe” é tudo o que posso dizer.
— Você sabe que isso não vai colar, né?
Boa, Mary. Isso foi assustador.
Riyosuke até deu uma encolhida.
— S-Se vocês me derem um ou dois dias…
— Isso é vago demais — Mary o pressionou friamente, sem hesitação.
— Ah… — Riyosuke juntou as mãos em frente ao peito. — Até amanhã…?
— Seja mais preciso.
— Vai estar pronta até às 8 da manhã de amanhã! Vocês vieram ao lugar certo!
Haruhiro não conseguiu evitar de olhar de novo para o Trigon.
— …Acho que já ouvi essa exata frase antes.
— Vou começar agora mesmo! — Riyosuke fez um sinal de positivo e correu para a forja nos fundos.
Moguzo abaixou os ombros, desapontado, e Mary olhou para ele com pena.
Haruhiro tocou o Trigon com cuidado.
— …Mas esse cara definitivamente mexeu muito nisso aqui. Será que vai dar certo…?
Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui
Tradução feita por fãs.
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