Hai to Gensou no Grimgar – EX 2: Capítulo 6 – Volume 14+

 

Home/Light Novel / Hai to Gensou no Grimgar / Hai to Gensou no Grimgar – EX 2: Capítulo 6 – Volume 14+
 

Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

Light Novel Online – Ex 2:
[Capítulo 06: Entendendo a Situação]


Enquanto eu andava por Altana, acabei descobrindo algumas coisas sobre mim mesmo.

Eu era tão sociåvel que até me surpreendia. Conseguia puxar conversa com qualquer um e, mesmo sem querer, acabava sorrindo. Na maioria das vezes, as pessoas pareciam criar uma boa impressão de mim.

Eu não sabia de nada, e tudo era novidade. E, em vez de sentir medo dessa situação, eu estava começando a gostar dela.

Vi uma certa figura ao longe, na praça. Parecia estar perdido.

Tive essa impressĂŁo, sabe? Mas acho que era isso mesmo. E, de certo modo, isso nĂŁo era ruim.

— Haruhiro! — chamei.

— HĂŁ? — Haruhiro veio correndo na minha direção. — Manato…! Manato! Eu tava tentando voltar pro escritĂłrio, mas me perdi! Te encontrar aqui foi tipo… tropeçar com o Buda no meio do inferno!

— TĂĄ exagerando — respondi, com um sorriso, claro. — Haruhiro, vocĂȘ tĂĄ sozinho? Os outros estĂŁo com vocĂȘ?

— TĂŁo. O Ranta, a Shihoru e a Yume ficaram na frente do escritĂłrio… ou pelo menos deviam estar. A Shihoru começou a chorar, sabe? AĂ­ decidimos que eu ia sair pra pegar informaçÔes enquanto eles esperavam lĂĄ.

— Ah, entendi. EntĂŁo vocĂȘ descobriu um monte de coisa e tava voltando agora?

— Bom… nĂŁo sei se o que eu descobri conta como “descoberta”, sabe? O que tinha lĂĄ… Ah, a Companhia de DepĂłsito Yorozu, talvez…?

— Yorozu? Companhia de Depósito? Essa ainda não conheço.

— Jura? SĂ©rio mesmo? É um lugar onde vocĂȘ pode guardar seu dinheiro, ou trocar por outra quantia. Parece meio importante. Ah, e tinha um lugar legal de espetinhos de carne no mercado… Mas esse aĂ­ nem Ă© tĂŁo importante assim.

— Dei uma olhada no mercado tambĂ©m. EntĂŁo tem espetinho lĂĄ, Ă©? Se for bom como vocĂȘ disse, eu quero experimentar.

— Eu te mostro o lugar. Lembro exatamente onde Ă©… SĂł que esqueci como volta pro escritĂłrio.

— Beleza, vamos juntos, entĂŁo? — Pensei: NĂŁo acredito que eu consigo dizer essas coisas assim tĂŁo fĂĄcil. Mas foi tĂŁo natural. SĂł podia ser esse o tipo de pessoa que eu era. — Eu tambĂ©m tava pensando em voltar pro escritĂłrio.

— HĂŁ…? — Haruhiro pareceu ficar sem palavras.

Bom, até fazia sentido.

Eu tinha dito algo como “a gente se vĂȘ por aí”, mas nĂŁo culpava ele por achar que aquilo tinha sido sĂł por educação.

Porque tinha sido mesmo. NĂŁo que eu fosse contar. Era sĂł o jeito que eu era.

— Hm? Tem alguma coisa errada? — perguntei.

— N-Nada, na verdade! V-Vamos lá. Pro escritório. Eu não me importo com o Ranta, mas aposto que a Shihoru e a Yume tão se sentindo sozinhas e perdidas.

E assim, acabei formando uma party com os que sobraram: Haruhiro, Ranta, Shihoru, Yume e Moguzo.

Haruhiro era inseguro, Ranta era um mala, Shihoru era absurdamente tĂ­mida, Yume era avoada, e Moguzo era lento. Os cinco tinham mais pontos fracos do que fortes.

Mas eu não tinha perdido a esperança. E não era só fachada. Eu estava mesmo me divertindo.

Por que, hein? Era um mistério pra mim. Se eu fosse andar com essa party, ia ter que decidir tudo, e o Ranta nem sequer escutava.

Tipo, olha sĂł o que aconteceu.

A primeira coisa que os recrutas de Soldados Voluntårios fazem é entrar em uma guilda e escolher um ofício. Então, observando a aptidão de cada um, decidi que o Haruhiro seria ladrão, a Shihoru, maga, a Yume, caçadora, e o Ranta, guerreiro.

Mas aĂ­ o Ranta foi lĂĄ e virou cavaleiro das trevas.

Se nĂŁo fosse o Moguzo, que jĂĄ tinha virado guerreiro, o que teria sido da gente?

Enquanto a party tiver seus dois pilares—o sacerdote e o guerreiro—, o resto pode ser praticamente qualquer coisa. Isso Ă© algo que qualquer um que prestasse um mĂ­nimo de atenção saberia, mas meus companheiros nem estavam pensando direito desde o começo.

HilĂĄrio, nĂŁo Ă©?

Duvido que o Renji aguentasse uma coisa dessas.

Ele tinha montado um time fåcil de lidar, justamente pra não precisar fazer isso. Tomaria todas as decisÔes sozinho e usaria os outros como peÔes. Provavelmente era assim que aquele cara operava. Era eficiente, afinal de contas. Acho que era o jeito certo de fazer.

Mas eu parecia ser diferente. Se eu deixasse que eles agissem por conta própria, ninguém tentava tomar a dianteira, então eu era forçado a assumir a liderança. Mas não ver ninguém à minha frente não parecia certo.

Enquanto procuråvamos por goblins ou ghouls nas florestas ao redor de Altana, a sensação de que algo estava errado não passava.

Talvez essa não fosse a posição que eu devia ocupar.

Pensando bem, eu tinha hesitado bastante entre ser guerreiro ou sacerdote, e no fim escolhi ser sacerdote. O papel do sacerdote era tratar os feridos. O guerreiro tinha que estar na linha de frente, protegendo os companheiros, atraindo os inimigos e matando-os. Eu tinha tentado passar esse papel pro Ranta.

Tinha um motivo, claro. O Ranta era baixo, mas tinha resistĂȘncia e era ĂĄgil. A personalidade dele era cheia de defeitos, mas ele tinha um espĂ­rito indomĂĄvel, e uma parte dele gostava de estar entre as pessoas. Caras assim tinham dificuldade em abandonar os outros.

Eu até considerei ser o guerreiro, mas achei que o Ranta daria conta.

No fim das contas, eu falhei ao avaliar a natureza egoísta e impulsiva do Ranta. Esse erro foi meu. Mas alguém precisava ocupar os papéis de guerreiro e sacerdote. A Shihoru era sensível demais, e a Yume era avoada demais pra que eu confiasse nelas pra isso. O Haruhiro também. A personalidade dele provavelmente não combinava com a de um guerreiro. E pensar no Ranta como sacerdote era simplesmente impensåvel.

Ou seja, o nosso guerreiro teria que ser o Ranta.

Não que não houvesse outras opçÔes. Eu não achava que o Haruhiro como sacerdote seria tão ruim assim, por isso teria aceitado ser o guerreiro. Mas essa não foi a escolha que fiz.

Renji com certeza havia se tornado guerreiro. E o sacerdote do time dele estava comigo na guilda, entĂŁo eu sabia quem era. Era aquela garota baixinha.

Provavelmente, eu jĂĄ tinha decidido desde o inĂ­cio ser o sacerdote, deixando o papel de guerreiro pra outra pessoa.

SerĂĄ que era porque eu nĂŁo queria estar na linha de frente? SerĂĄ que era medo? NĂŁo… nĂŁo era isso…

De repente, Ranta deu um pulo.

— O quĂȘ?! Q-Que que Ă© isso?! M-Mas que…?!

Quando olhei, vi uma criatura do tamanho de um gato, com o corpo coberto por pelos em forma de agulhas, tentando se agarrar na perna do Ranta e arranhando ele.

— Um rato de fossa — disse Yume, olhando ao redor. — Eles costumam atacar em bando, então pode ter mais por aqui.

— EstĂŁo aqui…! — Logo vi outro rato de fossa, e tentei acertar ele com meu cajado, mas ele desviou. — Urgh! SĂŁo rĂĄpidos demais!

— Ei! A-Ajuda aqui, gente! Me ajudar devia ser prioridade! A-Ajuda! AlguĂ©m me ajudaaa!

— Luta, cavaleiro das trevas! — Haruhiro sacou sua adaga e desferiu um golpe nos ratos de fossa. TambĂ©m errou. — Animais sĂŁo rĂĄpidos…!

— Hunnghh! — A espada bastarda do Moguzo quase acertou o Ranta em vez do rato.

— IHhhhh! M-Moguzo, caramba! TĂĄ tentando me matar?! Droga! Droga, droga! Meus aliados estĂŁo tentando me matar, os inimigos ainda estĂŁo me atacando, nada tĂĄ dando certo…!

Moguzo parecia bem arrependido, mas nĂŁo conseguia dizer nada.

Haruhiro tentou chutar o rato de fossa, mas ele desviou de novo.

— O Moguzo tava tentando te ajudar! Agradece!

— NĂŁo ajudou em nada! Raaahhh, Hatred! HĂŁ? Minha habilidade de cavaleiro das trevas! Errou…?!

— NĂŁo usa habilidade Ă  toa! Ah, caramba…!

Nossa. Que bagunça. Quantos ratos tĂȘm aqui? Cinco? Seis? Soltei um suspiro. Preciso me acalmar primeiro. É, isso nĂŁo Ă© assustador. Nem um pouco. Acho que nem tĂŽ nervoso.

— Marc em Parc. — Shihoru desenhou sigilos elementais com seu cajado enquanto recitava o feitiço, conjurando um Magic Missile.

Ela ainda tĂĄ de olhos fechados. Isso nĂŁo Ă© bom, pensei—e, dito e feito, a esfera de luz disparada da ponta do cajado da Shihoru acertou Ranta bem na parte de trĂĄs da cabeça.

— Gwah?!

— HĂŁ?! D-Desculpa! Eu…

— Sua desgraçada! Vou te matar! Quer saber, melhor ainda: me deixa apalpar vocĂȘ…!

Ranta esfregava a parte de trås da cabeça, se preparando pra atacar Shihoru.

Ah, fala sério. Eu vou ter que fazer alguma coisa.

Varri as pernas do Ranta com meu cajado curto. Ele tropeçou pra frente com um grunhido e caiu. Pelo visto, eu ia ter que dar uma lição nele.

— O que vocĂȘ pensa que tĂĄ fazendo?! — gritei com o Ranta, pronto pra dar uma bronca, mas aĂ­ um rato de fossa veio pra cima de mim. Tentei acertar, mas errei.

Esses bichinhos sĂŁo rĂĄpidos mesmo. TĂĄ ficando interessante.

— S-Se a gente só conseguisse um pouco! — Yume girava seu facão de um lado pro outro. — Se a gente só conseguisse causar um pouco de dano! O mestre disse que a maioria dos animais foge se isso acontecer, então todo mundo faz o seu melhor!

Fazia sentido. Eles nĂŁo estavam brincando. Numa luta pra garantir comida e continuar vivos, se machucar era completamente fora de questĂŁo.

Enquanto acompanhava os ratos de fossa com os olhos, admirado com a agilidade deles, a espada bastarda do Moguzo acertou uma ĂĄrvore, enchendo ele de folhas e insetos.

— Hunnghh! QuĂȘ…?!

Foi engraçado demais. Mas não era hora de ficar achando graça.

— Isso não tá indo a lugar nenhum! — Haruhiro de repente se ajoelhou, baixando a postura.

Oh. Uau. Ele tĂĄ servindo de isca.

Usando o próprio braço como chamariz, parecia que ele estava planejando deixar que eles mordessem. Mas, antes disso acontecer, outro rato de fossa cravou os dentes na canela direita do Haruhiro.

— Aaaaaiii…?! — Haruhiro gritou, tentando se livrar dele, mas o primeiro rato aproveitou e mordeu o braço direito. — Aghhh!

— Haruhiro…! — chamei. Muito bem! O plano do Haruhiro tinha, de certo modo, dado certo. Mirei nos dois ratos de fossa mordendo ele. — NĂŁo se mexe…!

Com um golpe do meu cajado curto, os ratos guincharam. Mas aqueles pelos em forma de agulha eram complicados. Absorviam o impacto, então não foi tão eficaz. Os dois ratos se recuperaram rapidamente e saíram correndo. Talvez tivessem sentido que era hora de recuar? Os outros ratos também desapareceram.

Enquanto eu tratava o Haruhiro, ele ficou surpreso ao ver a magia de luz pela primeira vez.

— IncrĂ­vel… Valeu, Manato. No fim das contas, foi vocĂȘ quem espantou os ratos.

— Graças a vocĂȘ ter servido de isca viva, Haruhiro.

— Que nada. O plano era usar meu braço como isca, depois cuidar deles eu mesmo…

— É… Mas, sabe como Ă©, tudo acaba bem quando termina bem.

Sendo sincero, o resultado nĂŁo foi ruim.

Acho que subestimei o Haruhiro, pensei. Se for pra falar a verdade, quem tomou a iniciativa decisiva foi ele. Usou o prĂłprio braço como isca. Mesmo que vocĂȘ tenha a ideia, nĂŁo Ă© fĂĄcil colocar isso em prĂĄtica. Isso quer dizer que ele tem determinação. Ele consegue tomar decisĂ”es.

O problema Ă© que ele nĂŁo parece ter. Se fosse mais confiante, seria fĂĄcil girar a formação ao redor dele. Mas ele tem uma tendĂȘncia forte a depender dos outros. DĂĄ pra ver claramente que ele conta comigo.

De qualquer forma, conseguimos resultados. A pressa é inimiga da perfeição. Melhor não se afobar.

No dia seguinte, voltamos a vasculhar a floresta e encontramos uma pequena nascente. Havia um goblin de lama lĂĄ.

Com uma orientação sutil, fiz o Haruhiro agir como nosso batedor. Ele foi o que chegou mais perto da nascente.

Quando Haruhiro assentiu com a cabeça, eu fiz o mesmo. Quando eu estava prestes a dar o sinal para que ele voltasse—Haruhiro ergueu a mão direita e a abaixou de uma vez.

Qual Ă©, nĂŁo precisava ter pressa. Ah, tarde demais.

Ranta avançou gritando feito um louco. Naturalmente, o goblin de lama percebeu a nossa presença e tentou fugir.

— Lá! — gritou Yume, disparando imediatamente uma flecha, que cravou no chão à frente do caminho que o goblin ia seguir.

Graças a isso, ele parou.

O goblin de lama estava desarmado. Isso nĂŁo queria dizer que nĂŁo fosse perigoso, mas resolvi observar um pouco antes de agir.

Haruhiro usou Slap com sua adaga. Arranhou o goblin. Ele ficou preso na nascente por um instante, mas logo contra-atacou.

Haruhiro conseguiu desviar por pouco.

O Hatred do Ranta foi direto demais, entĂŁo errou.

O goblin de lama deu um chute saltando no Ranta, derrubando ele. Pareceu perigoso.

Aproveitei para atacar o ombro do goblin com uma estocada do meu cajado curto, afastando-o.

Shihoru estava tentando conjurar um feitiço de olhos fechados de novo, mas Ranta a interrompeu. Ela ainda precisava melhorar esse håbito.

— Moguzo, vai pra frente do goblin de lama! — ordenei. — O resto, cerquem ele! Não deixem fugir!

— Sim! — respondeu Moguzo, nada mal. Imediatamente se posicionou na frente do goblin, estocando a lñmina da sua espada bastarda contra ele.

— T-TĂĄ bom, tĂĄ bom, sobrou pra mim, nĂ©?! — Ranta se moveu para o lado direito do goblin de lama. Eu fiquei do lado esquerdo. Haruhiro e Yume—que havia largado o arco e sacado seu facĂŁo—estavam atrĂĄs dele. Agora o goblin nĂŁo tinha pra onde correr.

Isso deve bastar por enquanto, pensei.

— Moguzo! Pressiona! Pressiona ele mais!

— Hunnngh!

— Aí!

Ranta e Moguzo estão conduzindo bem o combate, pensei—mas aí o goblin de lama guinchou e atirou um galho seco no Ranta.

Era só um galho, mas Ranta recuou exageradamente, soltando um “Opa?!”.

Ele Ă© idiota? Pensei, irritado. Isso vai quebrar o cerco. Mas nĂŁo vou deixar.

Imediatamente avancei e acertei o ombro do goblin com meu cajado curto.

Talvez tenha sido isso que fez o goblin de lama surtar. Ele se virou pra mim e soltou um grito terrĂ­vel.

Vai vir pra cima? Me preparei. Mas ele nĂŁo atacou. TĂĄ tentando bancar o valentĂŁo? Talvez estivesse com medo da gente. Bom, faz sentido. Estava em menor nĂșmero.

— G-Galera! — Ranta lambeu os lĂĄbios vĂĄrias vezes. — NĂŁo amarela agora! É matar ou morrer! Eu vou matar esse bicho e acumular mais vĂ­cio…!

VocĂȘ Ă© o Ășnico que tĂĄ amarelando, Ranta.

— Fiquem atentos…! — falei, avançando e acertando a cabeça do goblin de lama com meu cajado. Sangue escorreu, e o goblin sibilou, me encarando com Ăłdio enquanto balançava os dois braços no ar.

Esse goblin também tå desesperado. O que faz sentido, claro.

— Esse Gobzinho Ă© casca-grossa mesmo, hein… — a voz da Yume estava trĂȘmula.

Moguzo avançou.

— Umpf! Umpf! — ele balançou sua espada bastarda, fazendo o goblin recuar.

Quando recuou, Haruhiro e Yume estavam logo atrĂĄs dele.

— E-E-E-E-E-Esse Ă© nosso, Haru-kun!

— S-S-Simmm…!

— Aaaaaaaaaaahhhhh!

— Urgh… — Haruhiro parecia intimidado pelos gritos do goblin de lama, mas balançou a adaga descontroladamente.

Acertou o braço direito do goblin. Foi um golpe profundo.

Ele podia ter empurrado mais, mas Haruhiro gritou surpreso e puxou a adaga de volta. O que ele tĂĄ fazendo?

— Ugyahgyah! — o goblin de lama espalhou sangue pra todo lado, girando no mesmo lugar. Estava só se debatendo em vão agora. — Gyah! Ugyahgyah!

Ele estava ferido, entĂŁo a gente nĂŁo podia abaixar a guarda. Era sĂł manter a calma e continuar atacando.

Mas ninguém se mexia. A respiração de todos estava ofegante. Bom, eu também estava um pouco sem fÎlego. Seria por causa da situação anormal?

— Que merda Ă© essa…? — Haruhiro murmurou fraco, com uma expressĂŁo de quem estava prestes a desabar.

— Vidas estĂŁo em jogo aqui…! — gritei. Se eu nĂŁo motivasse a party, estarĂ­amos com problemas. — SĂŁo vidas que estĂŁo em jogo! As nossas e a dele! O goblin tĂĄ lutando sĂ©rio! Isso Ă© tĂŁo sĂ©rio quanto possĂ­vel! NinguĂ©m vai facilitar! Porque nenhum ser vivo quer morrer!

— Marc em Parc…! — quem agiu primeiro foi Shihoru. Isso atĂ© que foi surpreendente.

A esfera de luz atingiu o rosto do goblin de lama em cheio. Ele gritou de dor e confusĂŁo.

— Agora! — ordenei, acertando o goblin de lama com meu cajado.

Ranta desceu sua espada longa, cravando-a no ombro direito do goblin.

— Ai, cacete! Isso Ă© um osso?!

— Hungh…! — Moguzo preparou um grande golpe.

O goblin de lama ainda estava com a espada do Ranta cravada nele, entĂŁo nĂŁo conseguia escapar mais.

A espada bastarda do Moguzo esmagou a cabeça do goblin de forma magistral.

Ele caiu, e Ranta ergueu o punho, vibrando: — Issoooo, porra!

Achei que tinha acabado ali. Ninguém esperaria que um goblin de lama fosse se levantar depois daquilo.

— …CĂȘ tĂĄ de sacanagem — Yume olhou, incrĂ©dula.

Mas nĂŁo era brincadeira.

— O quĂȘ…?! — gritei surpreso e tentei derrubar o goblin com meu cajado curto.

Foi porque o goblin de lama saiu correndo. E nĂŁo sĂł isso, ele conseguiu pular por cima do meu cajado. Fiquei pasmo.

— TĂĄ forçando a barra! — Se Haruhiro nĂŁo tivesse acertado a perna direita do goblin com o pĂ© e derrubado ele, talvez tivesse conseguido escapar.

Não, provavelmente não. Estava ferido demais. Sua força teria acabado antes de ir longe.

Moguzo rugiu, preparando sua espada bastarda para o golpe final, mas Ranta se adiantou.

— Sai da frente, Moguzo! Eu vou dar o golpe final…!

Ele não cortou o goblin—ele bateu. E bateu. E bateu de novo.

— Wahahahahahahahaha! — Ranta ria como um lunĂĄtico. — Lorde Skullhell! Viu isso?! Pra acumular vĂ­cio, um cavaleiro das trevas tira a vida de um ser vivo e oferece parte do corpo dele no altar da guilda, sacou?! As orelhas sĂŁo meio grandes, entĂŁo talvez uma garra sirva—Opa, quĂȘ?!

Ahh. Sim… Ă© isso mesmo. Ainda nĂŁo acabou.

Ele ainda estĂĄ respirando. O goblin de lama nĂŁo estĂĄ morto.

TĂĄ tentando se arrastar. Mesmo sabendo que nĂŁo tem chance.

Shihoru soltou um soluço, quase chorando.

— Acho que ele nĂŁo quer morrer, nĂ©… — Yume juntou as mĂŁos, como em prece. — Descanse em paz…

— NĂŁo… — Haruhiro corrigiu, em voz baixa. — Ele ainda nĂŁo morreu…

EntĂŁo Ă© isso? NĂŁo sei se Ă© nosso inimigo ou o quĂȘ, mas… Ă© isso que significa matar? Isso Ă© matar.

— Temos que acabar com isso — ergui meu cajado para atacar. — Caso contrĂĄrio… sĂł vamos prolongar o sofrimento dele.

Bati com força na base do crùnio do goblin com meu cajado curto. Isso fez ele parar de se mover. Não respirava mais.

Fiz como aprendi na guilda dos sacerdotes: fechei os olhos e tracei o sinal do hexagrama.

Tirar uma vida com as prĂłprias mĂŁos… pesava. Mas nĂŁo tanto a ponto de esmagar vocĂȘ.

Se for sĂł isso, eu consigo fazer, pensei. Estava bem. Pra falar a verdade, as dĂșvidas tinham sumido. Achei que seria mais difĂ­cil. Mas nĂŁo foi. Nem tanto assim.

Se fosse um humano, talvez fosse mais difĂ­cil. Mas nĂŁo era humano. Mesmo que deixasse um gosto amargo, logo eu me acostumaria.

Eu podia continuar fazendo isso.

Mas… e nĂłs?


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


Tradução feita por fãs.
Apoie o autor comprando a obra original.

 

 

Compartilhe nas Redes Sociais

Publicar comentĂĄrio

Anime X Novel 7 Anos

Trazendo Boas Leituras AtĂ© VocĂȘ!

Todas as obras presentes na Anime X Novel foram traduzidas de fĂŁs para fĂŁs e sĂŁo de uso Ășnico e exclusivo para a divulgação das obras, portanto podendo conter erros de gramĂĄtica, escrita e modificação dos nomes originais de personagens e locais. Caso se interesse por alguma das obras aqui apresentadas, por favor considere comprar ou adquiri-las quando estiverem disponĂ­vel em sua cidade.

Copyright © 2018 – 2025 | Anime X Novel | Powered By SpiceThemes

CapĂ­tulos em: Hai to Gensou no Grimgar