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Hai to Gensou no Grimgar – EX 2: Capítulo 4 – Volume 14+

 

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Hai to Gensou no GrimgarGrimgar of Fantasy and Ash

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[Capítulo 04: Por favor, só mais um pouco]


— Desperte.

Abri os olhos, sentindo como se tivesse ouvido a voz de alguém.

Eu estava em um lugar escuro. Onde era isso? Não estava completamente escuro. Havia luz. Levantei-me e olhei para cima. Havia velas presas à parede, uma fileira delas se estendendo para longe.

As paredes e o chão eram duros. Eram de pedra. Isso era uma caverna?

Se havia velas, então essa caverna claramente já havia sido tocada por mãos humanas. Talvez fosse um túnel de mina?

Havia pessoas. Várias, além de mim. Mais do que duas ou três. Parecia haver cerca de dez pessoas deitadas, sentadas com as costas apoiadas na parede ou simplesmente sentadas.

— Tem alguém aí? — perguntou uma pessoa.

Respondi instintivamente: — Uh, sim.

— Eu tô aqui…

— Sim…

— Imaginei.

— Quantos de nós estamos aqui?

— Devemos contar?

— E… onde estamos, afinal?

— Não faço ideia…

— O quê? Ninguém sabe onde estamos?

— O que tá acontecendo?

— O que é isso?

Ouvindo uma voz depois da outra, pensei: Isso é estranho.

Eu não sabia. Não sabia onde era esse lugar. Nem por que eu estava aqui. Nem quem eram essas pessoas ao meu redor.

— Ficar sentado aqui não vai resolver nada — disse um homem, se levantando.

— Vai a algum lugar…? — perguntou uma mulher.

— Vou seguir pela parede — respondeu ele, em um tom calmo. — Vou tentar ir em direção à luz.

Aquele homem tinha cabelo branco—não, prateado?

Nossos olhares se cruzaram por um momento. Talvez ele só estivesse olhando para cá por acaso. Mas olhou para mim como se estivesse acima de mim.

Não gostei disso.

Assim como o homem de cabelos prateados, eu também pensava em seguir pela parede. Mas ele agiu mais rápido do que eu. Isso não era algo que me frustrava nem nada do tipo. Não era isso, mas… o que era, então? Algo nisso me causava um mau pressentimento.

— Eu vou também — disse a mulher.

— Acho que eu também — disse alguém.

— E-Ei, pessoal! Então eu vou também! — chamou outro homem.

Alguém apontou que o caminho continuava na direção oposta, onde não havia velas, mas ninguém iria para aquele lado. Eu podia sentir isso.

Todos aqui iriam seguir o homem de cabelos prateados. Eu não teria escolha a não ser fazer o mesmo.

E, no fim, foi exatamente isso que aconteceu.

Eventualmente, encontramos uma porta de grade de ferro. Quando o homem de cabelos prateados abriu a porta, o caminho continuava e havia uma escada subindo.

Ainda assim, sabe, eu não estou tão surpreso, pensei. Isso é meio estranho. Digo, não faço ideia do que tem lá em cima, mas a única coisa que sei é que isso tudo não é normal. Esta é claramente uma situação anormal.

No topo da escada, havia outra grade de ferro.

O homem de cabelos prateados bateu na grade com força, gritando: — Tem alguém aí?! Abram essa porta!

Vários dos outros começaram a gritar também, até que alguém abriu a grade, que aparentemente estava trancada.

Quem quer que fosse, indicou que devíamos “Sair”.

Quando passei pela porta, dessa vez fiquei um pouco surpreso. Não achei nada demais na sala de pedra, mas o homem que abriu a porta estava vestido de um jeito estranho. Ele usava uma armadura e um elmo. Até tinha algo que parecia uma espada pendurada na cintura.

Que tipo de piada era essa?

Porém, o verdadeiro problema ia além disso.

Por que eu tinha pensado: Que tipo de piada é essa?

Senti que poderia explicar, mas não conseguia. Palavras surgiam no fundo da minha mente. Mas, antes que pudessem vir à tona, desapareciam como bolhas.

Era essa a sensação. Uma sensação bem desagradável. Isso era realmente estranho. O que era mais estranho? O que estava acontecendo dentro de mim ou o que estava acontecendo ao meu redor?

O homem de armadura acionou algum tipo de mecanismo, fazendo com que parte da parede afundasse e uma saída aparecesse.

— Saiam.

Quando saímos, um céu fracamente iluminado se estendia até onde a vista alcançava. Estávamos no topo de uma colina. O tempo todo, havíamos estado dentro de uma torre no alto de uma colina e agora estávamos saindo dela.

Tentei contar quantos éramos. Oito homens, incluindo eu, e quatro mulheres. Doze pessoas ao todo. Nenhum rosto familiar.

Olhei para o outro lado da colina. Havia muitas construções amontoadas, cercadas por muralhas robustas.

— Você acha que aquilo é uma cidade? — perguntou alguém.

— Em vez de uma cidade — disse um homem magro de óculos de aro preto —, parece mais um castelo.

— Um castelo… — murmurou um garoto de olhar sonolento.

— Umm… — uma garota de aparência tímida perguntou ao garoto de olhar sonolento —, onde você acha que estamos?

— Olha, perguntar pra mim não vai adiantar.

— …Certo, claro. Hã, a-alguém… sabe? Onde é esse lugar?

O homem de cabelos cacheados coçou a cabeça e disse: — Sério?

— Já sei! — exclamou um sujeito com cara de playboy, batendo as mãos. — Por que a gente não pergunta pro cara de armadura, hein?!

Todos viramos para olhar a torre. O que vimos foi a entrada começando a se fechar.

— E-ei, espera aí—

Playboy correu, mas já era tarde. A entrada desapareceu, tornando-se indistinguível do resto da parede.

Ele tentou tocar e bater na parede em vários lugares, mas logo se deixou cair no chão, desanimado.

— Isso é um problema — disse uma garota de cabelos longos presos em duas tranças. Ela pronunciou “problema” com um sotaque estranho.

Ela é de xxxxxx?, pensei. —xxxxxx…? Não adianta. Não consigo lembrar.

— Nem me fale — respondeu Cacheado, agachando-se. — Sério…? Sério?

— E agora, no timing perfeito…! — uma voz feminina e aguda ecoou. — Eu apareço. Subo ao palco. Onde estou? Bem aquiiiiii!

— Onde exatamente?! — gritou Playboy, levantando-se com um pulo.

— Não se desesperem! Não entrem em pânico! Mas também não relaxem! E, por favor, não arranquem os cabelos, tááá?!

Das sombras da torre, uma mulher com cabelos presos em maria-chiquinhas espiou a cabeça, cantarolando uma melodia esquisita.

— Charararararã, charararararãrarããã. E aiiiii! Todo mundo bem? Bem-vindos a Grimgar. Eu sou sua guia, Hiyomuuuu. Prazer em conhecê-loooooos. Vamos nos dar bem? Kyapiii!

— Que jeito irritante de falar — resmungou um homem de cabelo raspado, cerrando os dentes.

— Eeep! — Hiyomu encolheu a cabeça para dentro da torre, mas logo a colocou para fora de novo. — Tão assustador. Que perigo! Não fique tããão bravo. Tá? Tá? Tá? Tááá?

Cabelo Raspado estalou a língua, claramente irritado.

— Então não me enche o saco.

— Sim, se-nhoooor! — Hiyomu saltou para fora da torre, erguendo a mão em continência. — Vou tomar cuiiiidado agora, senhor! Vou ser beeem cuidadosa, senhor! Tá bom assim? Tá, né? Hehe.

— Você tá fazendo de propósito, né?

— Ah, percebeu? Ah, ah! Não fica bravo! Não me bate, não me chuta! Eu não gosto de me machucar! No geral, prefiro que sejam legaaaais comigo!

— Enfim, posso seguir com as explicações agora? Posso fazer meu trabalho?

— Anda logo — disse o Homem dos Cabelos Prateados, com um tom ameaçador.

— Beleza! — respondeu Hiyomu com um sorriso despreocupado. — Então vou começar agora, tá? Sigam-me! Não fiquem para traaaás!

Hiyomu seguiu pelo caminho de terra escura, bem pisado, que descia a colina. Havia grama dos dois lados do caminho. Mas não era apenas um campo gramado. Havia dezenas, talvez centenas, de grandes pedras brancas alinhadas.

— Ei, essas pedras… — Cacheado perguntou, apontando para as pedras brancas. — Será que são… túmulos?

— Hihihi… — Hiyomu riu sem olhar para trás. — Quem sabeee? Mas, por enquanto, não precisam se preocupar com isso. Não se preocupem, tááá? Ainda é cedo demais pra vocês. Espero que seja cedo demais pra vocês toooodos. Hihihi…

Cabelo Raspado estalou a língua de novo, chutando a terra. Parecia prestes a explodir, mas, no fim, resolveu seguir Hiyomu.

Cabelos Prateados já estava andando. O Cara de Óculos, uma mulher de roupas chamativas e outra garota bem menor que ela o seguiram logo depois.

— Opa! Eu também, eu também! Eu também! — Playboy gritou e correu atrás deles… só para tropeçar e cair.

Olhei para trás, para a torre. E se eu não seguisse Hiyomu? E se saísse correndo na outra direção? O que aconteceria?

— Ah… — O garoto de olhos sonolentos murmurou. — …Está vermelha.

A garota tímida engoliu em seco, audivelmente.

— Aaah — disse a garota de tranças. — A senhora Lua está vermelha. É muito bonita.

Uma lua vermelha? Isso era absurdo.

Mas era real.

Talvez estivesse entre a metade e o quarto minguante.

O que pendia no céu, levemente iluminado, era uma lua tão vermelha que parecia irreal.

— Uau… — Cacheado murmurou.

Um homem extremamente grande soltou um grunhido baixo.

É diferente, pensei. Este lugar é diferente.

A lua… é vermelha.

Este deve ser um lugar diferente. Tenho certeza disso.

Não era isso que eu queria?

Por alguma razão, senti que sim.


Tradução: ParupiroHPara estas e outras obras, visite o Cantinho do ParupiroH – Clicando Aqui


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